Foram encontradas 5.533 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Entre as expressões que compõem o campo semântico associado a floresta assombrada, imagem a que remete a leitura do fragmento apresentado, incluem-se: “espantalhos monstros” (v.2), “sombras estranhas” (v.3), “Árvores encapuzadas” (v.4), “fantasmas” (v.4), “visagens do lá se vai” (v.5), “Floresta ventríloqua” (v.9), “ruídos anônimos” (v.16).
Do trecho do texto II “Não podemos pensar como Descartes, pois nos arriscamos ao tédio alheio” (l.18-19) infere-se que Fernando Pessoa associa pensamento e linguagem.
Conclui-se do desenvolvimento das ideias do texto II que a “palavra falada” subordina o falante ao seu interlocutor, ao passo que a “palavra escrita” confere ao escritor liberdade de expressão.
Depreende-se das ideias desenvolvidas nos textos I e II que seus autores divergem a respeito do que faz da fala e da escrita instâncias diversas: Mattoso Câmara atribui a diferença à natureza delas, e Pessoa, aos meios e fins.
De acordo com o texto I, a falta de determinados elementos expressivos na linguagem torna a escrita sempre ineficiente, em menor ou maior grau, se comparada à linguagem falada.
No texto I, o verbo “obviar” (l.15) foi empregado como sinônimo de opor.
No texto II, a relação entre os adjetivos “democrático” (l.13), referindo-se à “palavra falada”, e “aristocrático” (l.13), relativo à “palavra escrita,” é de antonímia, estando ambos os vocábulos empregados em sentido conotativo.
Dadas as relações de sentido construídas no texto II, a palavra “imediata” (l.1) poderia ser interpretada, no contexto, tanto como sem intermediário quanto como instantâneo.
No texto I, a palavra “sucedâneo” (l.7) foi empregada como sinônima de sucessor, podendo ser por esta substituída, sem prejuízo do sentido original do texto.
Ao afirmar, no segundo texto, que o urubu “vai acolitar os empreiteiros da seca” (v.7), o poeta ironiza aqueles que lucram com a longa estiagem sertaneja, comparando-os à ave que, no mesmo período, encontra farta comida.
No primeiro texto, o poeta demonstra apreensão ao perceber “um elenco de urubus” (v.6-7) a circular sobre a cobertura de um prédio e receia que as aves estejam indicando a iminente morte de um dos escritores, como em um presságio.
No segundo texto, ao informar que o urubu é “funcionário” (v.2), “veterano” (v.8) e “convicto profissional liberal” (v.16), o poeta quer assim transmitir a rotina, a experiência e a autonomia do urubu no período das secas do sertão, quando a morte dos animais, por fome e sede, aumenta a oferta da carniça de que se alimenta.
Depreende-se do primeiro texto que o poeta João Cabral de Melo Neto e o cronista Rubem Braga liam juntos as provas da obra Dois Parlamentos, porque ambos eram personagens desse poema.
O cronista brasileiro comenta que melhoraria seu estilo literário se escrevesse não apenas no ambiente do filósofo francês, mas também se consultasse os livros de Platão e de Mallarmé que estavam sobre a mesa de Jean-Paul Sartre no momento do encontro.
O encontro dos dois brasileiros com Jean Paul-Sartre foi marcado com urgência em razão de um processo penal que, relativo a direitos autorais, envolvia estudantes do Rio de Janeiro e o escritor francês.
Rubem Braga informa que, como Jean-Paul Sartre foi evasivo durante boa parte da conversa, não foi possível saber com que interlocutor ele falava sobre seus trabalhos literários.
O autor do texto, Rubem Braga, registra que o adido cultural francês em São Paulo teve conhecimento do problema relativo a direitos autorais e prometeu enviar uma cópia do processo traduzida para o francês.