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Q3522103 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
Nesta passagem “O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol.” (2º§), a ideia do preciosismo atribuído à língua foi construída por meio da figura de linguagem conhecida por: 
Alternativas
Q3522102 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
No 5º§, ao afirmar que arrastava “[...] uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.”, o autor pretendeu dizer que estava:
Alternativas
Q3522101 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
Segundo o próprio autor, ele é chamado de “destruidor do idioma” (7º§) porque:
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Q3522100 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
De acordo com o texto, o “falante apavorado” é aquele que: 
Alternativas
Q3522099 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
O texto propõe uma reflexão baseada no impasse entre:
Alternativas
Q3522098 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
Tendo em vista sua composição, estrutura e finalidade comunicativa, o texto lido é predominantemente:
Alternativas
Q3522097 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
Observe o trecho: “Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?” (15º§). Em termos gerais, “pegadinha” é um artifício para enganar ou induzir alguém ao erro. Segundo o texto, considerando essa definição e as finalidades de “certas pegadinhas”, assinale a alternativa cujo enunciado obedece a uma regra gramatical considerada “pegadinha” pelo autor. 
Alternativas
Q3364651 Design Gráfico
Um cliente solicitou 5.000 folhetos tamanho A5 (148 × 210 mm), impressão frente e verso, em papel couché 150 g/m². Considerando como planejar a produção deste impresso de forma a aproveitar eficientemente o papel, analise as afirmativas a seguir:

I.O tamanho final é A5, portanto imprimir em folhas A5 individuais seria extremamente ineficiente (exigiria 5.000 folhas A5). Em vez disso, podemos usar um formato maior que caiba múltiplos A5 por folha.
II.Uma ótima opção é utilizar folhas A1 (594 × 841 mm), que correspondem a 16 vezes o tamanho de um A5, pois sabemos que na hierarquia da série A: A1 é metade de A0 e A5 é 1/16 de A0, logo A1 possui área suficiente para 16 A5.
III.A folha A1 comporta 12 A5 praticamente sem desperdício de área, apenas com uma folga mínima para corte de 1− 2 mm nas bordas (o que é ideal para garantir que ao refilar todas as cópias fiquem limpas).

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3364650 Noções de Informática
Na utilização do Pacote Office e da Internet, é essencial dominar recursos que permitam a integração de dados, a criação e formatação de documentos e a pesquisa eficiente online, otimizando a produtividade e a qualidade das atividades em ambientes digitais; sobre esse aspecto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3364649 Design Gráfico
Em ambientes de editoração eletrônica, conhecer as funcionalidades dos softwares históricos é essencial para compreender a evolução do design editorial. Sobre o Adobe PageMaker, analise as afirmativas a seguir:

I.O Adobe PageMaker foi um dos primeiros softwares de editoração eletrônica, permitindo a criação de layouts para revistas, jornais e livros, integrando recursos de diagramação com controle tipográfico básico.
II.O Adobe PageMaker utiliza um sistema de camadas dinâmicas que permite a edição não destrutiva dos elementos gráficos, similar aos recursos avançados encontrados em softwares atuais, garantindo a integração total de imagens e textos sem necessidade de conversão.
III.O Adobe PageMaker oferece recursos automáticos de alinhamento e distribuição, mas não suporta a incorporação de fontes, exigindo a conversão das mesmas em contornos para preservar a integridade do layout.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3364648 Noções de Informática
Os sistemas eletrônicos de editoração (Desktop Publishing − DTP) revolucionaram a produção gráfica ao integrar de maneira digital todos os elementos necessários à criação e diagramação de layouts complexos. Acerca do assunto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Os sistemas eletrônicos de editoração (Desktop Publishing − DTP) possibilitam a manipulação de textos, imagens e gráficos em múltiplas camadas, permitindo a aplicação de estilos tipográficos e ajustes precisos de cores, alinhamento e disposição dos elementos.
(__)Os sistemas eletrônicos de editoração (Desktop Publishing − DTP) requerem a necessidade de maquetes físicas, permitindo ajustes em tempo real e otimizando o fluxo de trabalho, o que resulta em maior eficiência e redução de retrabalhos.
(__)Um aspecto técnico fundamental dos softwares DTP é o gerenciamento de pré-impressão, que se dá através de recursos como o "softpro". Esse recurso analisa os arquivos para garantir que todas as fontes não estejam incorporadas, as imagens tenham a resolução adequada e os perfis de cor (suporte a ICC) estejam configurados corretamente.
(__)Os sistemas DTP oferecem integração com sistemas de gerenciamento de produção (workflow), conectando as diversas etapas da criação até a entrega dos arquivos finais. Essa integração possibilita a automação de tarefas repetitivas, o uso de scripts e a personalização dos processos, o que facilita a comunicação entre as equipes de design e pré-impressão.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3364647 Design Gráfico
Na finalização e verificação de arquivos para impressão, o Adobe Acrobat desempenha um papel fundamental ao garantir que os documentos em PDF atendam aos padrões de qualidade e conformidade exigidos pelo processo gráfico. Sobre esse tema, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O Adobe Acrobat permite converter PDFs para outros formatos mantendo 100% da formatação original, sem qualquer perda de qualidade.
(__)O Adobe Acrobat integra recursos avançados de segurança, possibilitando a aplicação de criptografia, marcas d'água e restrições de impressão, embora tais funções estejam disponíveis somente nas versões básicas do software.
(__)O Adobe Acrobat possibilita a edição completa de textos e imagens diretamente no PDF, permitindo modificações detalhadas sem a necessidade de softwares complementares.
(__)O Adobe Acrobat oferece ferramentas robustas de preflight e verificação de conformidade, permitindo identificar e corrigir problemas nos arquivos PDF antes da impressão, garantindo que o layout e os elementos gráficos sejam reproduzidos fielmente.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3364646 Artes Gráficas
Na produção gráfica de livros, periódicos, jornais, revistas, folders, cartazes, folhetos e demais peças, o correto sequenciamento das etapas − desde a pré-impressão, passando pela impressão, até o acabamento final − é crucial para garantir a qualidade, a consistência e o cumprimento dos prazos estabelecidos. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3364645 Design Gráfico
No contexto gráfico, um modelo de cor define como representamos e reproduzimos como núcleos combinando valores de componentes primários. Os principais modelos usados na indústria gráfica são RGB (modelo aditivo), CMYK (modelo subtrativo) e Pantone (sistema de cores especiais spot). Cada um serve a propósitos diferentes. Sobre tais propósitos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3364644 Design Gráfico
Na área de processamento de imagens digitais, o conceito de resolução está intimamente relacionado a fatores essenciais para determinar a qualidade e o detalhamento visual das imagens em diferentes suportes; dado esse contexto, analise as afirmativas a seguir:

I.A resolução de imagem é definida unicamente pelo número total de pixels, de modo que uma imagem de 1920×1080 sempre terá qualidade superior a uma de 1280×720, independentemente do tamanho de exibição ou da densidade de pixels por polegada.
II.A resolução de imagem é determinada pela relação entre o número total de pixels e a densidade de pixels por polegada (ppi ou dpi), de forma que a mesma imagem pode apresentar qualidade variada conforme o tamanho físico em que é exibida ou impressa.
III.A relação entre pixel e resolução indica que o aumento da dimensão física de uma imagem, sem modificação na contagem total de pixels, reduz a densidade e causa perda automática de detalhes, o que pode ser completamente evitado utilizando técnicas de interpolação.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3364643 Gerência de Projetos
Na área de produção gráfica, o planejamento e o controle dos processos são fundamentais para assegurar que os prazos, custos e a qualidade dos projetos sejam cumpridos, utilizando-se de ferramentas e metodologias que possibilitem o monitoramento detalhado de cada etapa. Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir:

I.A utilização de diagramas de Gantt é essencial para o controle do cronograma em projetos de produção gráfica, permitindo a visualização e o acompanhamento de cada etapa do processo.
II.A aplicação exclusiva de métricas financeiras no controle da produção gráfica é suficiente para garantir a eficiência operacional, pois indicadores de custos são capazes de refletir a qualidade final do produto sem a necessidade de considerar aspectos qualitativos.
III.A integração de sistemas ERP com ferramentas de gerenciamento de produção possibilita a automatização do fluxo de trabalho e a otimização dos recursos, facilitando a tomada de decisão em tempo real.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3364642 Design Gráfico
Sobre o Adobe InDesign, uma das ferramentas essenciais para a editoração, analise as afirmativas a seguir:

I.O Adobe InDesign possibilita a criação e aplicação de estilos de parágrafo, permitindo a manutenção da consistência tipográfica e a atualização simultânea da formatação em todo o documento.
II.O Adobe InDesign integra de forma automática a edição de textos com a criação de gráficos vetoriais, eliminando a necessidade de trabalhar com arquivos externos para imagens, e garantindo que todas as alterações de design sejam feitas de maneira não destrutiva.
III.O Adobe InDesign oferece a funcionalidade de criação de páginas mestras, que permite a aplicação uniforme de elementos gráficos e de layout em todas as páginas, otimizando a diagramação e facilitando ajustes globais. 

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3364641 Artes Visuais
O Adobe Illustrator é um software líder em design vetorial, permitindo a criação de ilustrações escaláveis com precisão e flexibilidade. Considerando o Adobe Illustrator, assinale a alternativa que apresenta o elemento indicado para criar uma arte vetorial escalável sem perda de qualidade.
Alternativas
Q3364640 Artes Gráficas
O papel é um material amplamente utilizado em diversas áreas, cuja classificação envolve aspectos relativos à fabricação, acabamento e, especialmente, à gramatura. A gramatura, definida como a massa em gramas de um metro quadrado (g/m²), é um parâmetro determinante para a escolha do papel, influenciando sua resistência, rigidez e adequação a processos de impressão específicos. Acerca do assunto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Papel Offset apresenta superfície de alta qualidade, permitindo uma boa absorção de tinta. Sua gramatura varia conforme a aplicação, sendo comum encontrar opções entre 70 g/m² e 100 g/m².
(__)Papel Couchê é produzido a partir de fibras reaproveitadas e alia sustentabilidade à eficiência técnica. Suas propriedades variam, sendo comum a sua utilização em aplicações que não exijam alta fidelidade de reprodução de imagens, com gramaturas que atendem tanto flores de flores quanto produtos mais robustos.
(__)Papel Cartão é caracterizado por uma camada de revestimento que confere acabamento liso e brilho, é indicado para publicações que exigem alta qualidade visual, como revistas e catálogos. As gramaturas mais empregadas geralmente situam-se entre 90 g/m² e 250 g/m², variando conforme a necessidade de maior opacidade e resistência.
(__)Papel Reciclado é utilizado prioritariamente em embalagens finas, capas de livros e cartões de visita. As gramaturas inferiores a 200 g/m² são frequentes, garantindo maior durabilidade e resistência mecânica.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3364639 Noções de Informática
Um scanner é um dispositivo de hardware que converte documentos, fotografias ou imagens físicas em formatos digitais. Acerca do funcionamento do scanner, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O scanner utiliza uma fonte de luz, geralmente uma lâmpada ou LED, para iluminar o documento ou imagem a ser digitalizado, permitindo que os detalhes sejam captados com precisão.
(__)O Scanner converte a imagem latente em uma imagem visível por meio da redução dos haletos de prata em prata metálica.
(__)O scanner converte os sinais elétricos em dados digitais utilizando um conversor analógico-digital.
(__)O scanner processa os dados para gerar uma imagem digital com resolução definida e qualidade ajustável.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
261: C
262: D
263: C
264: A
265: C
266: D
267: B
268: A
269: D
270: A
271: D
272: A
273: B
274: D
275: C
276: B
277: A
278: B
279: D
280: B