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Q3522371 Design Gráfico
O Offset é um processo cujo resultado exprime alta qualidade na reprodução, capaz de reproduzir altas tiragens e uma vasta gama de produtos. A impressão acontece por meio de um processo físico-químico, em que a repulsão entre a água, presente na solução de molha, e a gordura, presente na tinta, permite a formação da imagem, que, por sua vez, é transferida para uma manta intermediária e, posteriormente, para o papel. Essa característica peculiar do processo de impressão Offset está no fato de que a impressão é indireta, ou seja, a imagem é transferida da matriz, no cilindro de chapa, para o cilindro de blaqueta, que, por sua vez, transfere para o papel, conduzido pelo cilindro de contrapressão. A impressão digital é um processo em que a qualidade de alguns equipamentos se equivale ao Offset. A impressão é direta e não existe matriz física para a gravação do impresso com a função de transferir a imagem para o suporte. Os materiais são impressos diretamente de arquivos digitais, como PDF. Pode-se dizer que a matriz são os próprios arquivos digitais, que, quando convertidos para uma linguagem de impressora, podem ser impressos diretamente no papel, a depender da tecnologia, seja ela jato de tinta ou impressão a laser. Considerando que as características de cada método impactam na tiragem e no custo unitário do impresso, assinale, a seguir, uma distinção fundamental no custo-benefício de cada tecnologia para diferentes volumes de produção. 
Alternativas
Q3522370 Design Gráfico
Observe as imagens a seguir, considerando que cada moeda seja selecionada individualmente, utilizando a ferramenta de seleção elíptica do Photoshop, e, ainda, que cada círculo de seleção seja salvo separadamente. Ao carregar as seleções (Load Selection) das moedas, um comando deverá ser acionado na caixa de diálogo, para que a sinalização (“formigas andantes”) contorne as bordas dos objetos e desconsidere os contornos individuais, formando um único grupo de objetos selecionados.
Imagem associada para resolução da questão
Assinale a opção, na qual o comando “Operação” é selecionado corretamente. 
Alternativas
Q3522369 Design Gráfico
Determinado designer gráfico precisa duplicar, no Illustrator, uma imagem de tamanho 90 x 50 mm. A duplicação será em sentido lateral, porém, inserindo uma distância entre as peças gráficas de 5 mm. Para realizar a operação, o profissional utilizará o comando OBJECT/TRANSFORM/MOVE (objeto/transformar/mover), bem como irá e configurar os valores na janela do software, conforme ilustrado a seguir; observe: 
Imagem associada para resolução da questão

(Captura de tela do software Adobe Illustrator. Disponível em: https://www.adobe.com. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)


Assinale a alternativa cujos valores configurados estão indicados corretamente.
Alternativas
Q3522368 Design Gráfico
A respeito dos comandos do Adobe After Effects, bem como sua utilização, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Motion Blur.
2. Trackeamento de objetos.
3. Puppet.
4. Rotoscopia.
5. Criação de máscaras.

( ) Forma de capturar o movimento de um objeto da cena e transportá-lo para outros elementos em outras camadas.
( ) Ferramenta para criar animações e deformações de personagens.
( ) Efeito visual que simula o movimento de animação, por meio um efeito de desfoque.
( ) Forma de isolar o que é visto do que não é visto pelo espectador de um vídeo.
( ) Retirada de elementos da cena feita quadro a quadro.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3522367 Design Gráfico
Na construção de um layout gráfico, ferramentas como 8PX e proporção áurea possibilitam resultados importantíssimos, como, por exemplo, a usabilidade de um produto, a proporção e a legibilidade de uma fonte tipográfica. O sistema de 8PX consiste em dividir o espaço em módulos de 8 pixels, resultando em uma estrutura simples que flexibiliza o layout, tornando-o mais adaptativo tanto para o sistema impresso quanto para o sistema digital, devido à clareza e à facilidade na reorganização dos elementos. A proporção áurea, com seu valor aproximado de 1.618, é um conceito matemático amplamente aplicado em diversas áreas do design gráfico para alcançar harmonia e apelo visual. Ela permite “mapear” layouts, tornando-os visualmente mais atraentes, auxilia no design de logotipos através dos “círculos dourados” e permite criar composições fotográficas mais equilibradas. Sobre os benefícios da proporção áurea em layouts gráficos, considerando, ainda, 8PX, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3522366 Artes Gráficas
A escolha de um processo de impressão depende de alguns parâmetros, cujo suporte é determinante. Considerando os suportes utilizados em diversos produtos gráficos, bem como os processos de impressão e as propriedades (características), relacione adequadamente as colunas a seguir.

1.Offset.
2. Flexografia.
3. Impressão digital.
4. Serigrafia.

( ) Papel monolúcido, celofane, BOPP adesivo, papelão, poliéster adesivo, etc.
( ) Papel apergaminhado, papel couchê, folha de flandres (metal), folha de PVC, papel jornal, etc.
( ) Malha de algodão, malha PV, poliéster adesivo, copo de acrílico, caneta esferográfica, etc.
( ) Vinil adesivo, vinil perfurado, poliéster branco, papel couchê, vinil transparente, etc.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q3522365 Design Gráfico
PDF (Portable Document Format) é um padrão internacional de documentos, normalizado pela Internacional Organization for Standardization (ISO) para o intercâmbio de documentos. O PDF/X, uma variante do formato PDF padrão, otimizado para fins de impressão e publicação, garante que todos os elementos gráficos, como cores e fontes, sejam preservados e usados corretamente durante o processo de impressão, evitando problemas comuns como erros de cores ou fontes ausentes. Entre as suas variações se destacam, no Brasil, as versões homologadas PDF/X-1a, PDF/X-3 e PDF/X-4; porém, há de se considerar a existência das versões PDF/X-5 e PDF/X-6, conforme o padrão PDF 2.0. A respeito do formato PDF, analise as afirmativas a seguir.

I. O PDF preserva a diagramação das páginas e mantém todos os elementos gráficos necessários à impressão, como fontes, informações de cores e imagens, intactos, ou seja, iguais às do arquivo original.
II. No caso do PDF X1-A, imagens, ilustrações e outros elementos gráficos que componham a página devem utilizar cores CMYK (compostas); podendo, também, estar em grayscale ou cores Spot (especiais), desde que elas estejam claramente definidas e no espaço de cor alternativo CMYK.
III. Em se tratando de fontes digitais aplicadas ao documento original, sempre devem ser convertidas em curvas, a fim de se evitar trocas de fontes quando o prestador de serviços abrir o arquivo.
IV. O PDF/X-4 é uma das mais novas versões do PDF/X, disponível a partir da norma ISO 15930-7, e contém algumas condições específicas, como: o arquivo precisa conter uma intenção de saída que descreva a condição de impressão pretendida; os perfis de cores ICC podem ser incorporados ou referenciados, no entanto esse formato não suporta transparênicas.
V. PDF/X significa Portable Document Format Exchange (Compartilhamento no Formato Portátil de Documento). Essencialmente, o formato PDF/X foi criado para que um documento padrão pudesse ser acessado, compartilhado e impresso, independentemente do software usado.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3522364 Design Gráfico
A síntese subtrativa funciona de maneira oposta à aditiva, uma vez que as cores são percebidas por radiações eletromagnéticas refletidas por corpos que absorvem determinados comprimentos de onda. Enxergamos um determinado corpo com uma certa cor porque ele, através de suas características físicas, absorve parte da luz incidente e reflete somente um determinado comprimento de onda – esse comprimento de onda é a cor que enxergamos nesse objeto. Nesse sentido, um objeto branco, em tese, não absorve nenhum comprimento de onda e reflete todo o espectro visível, ao passo que um objeto preto absorve toda a luz e não reflete nada.
(COLLARO, Antônio Celso. Produção visual e gráfica. São Paulo: Editora Sumus, 2005. Adaptado.)

No fragmento, Collaro explica a formação da cor no modelo definido com síntese subtrativa. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As tintas em um impresso podem ser consideradas corpos que absorvem parte da luz que incide sobre elas; no entanto, a tonalidade que dela se enxerga depende também da cor do papel.
( ) Conforme o autor define a síntese subtrativa, pode-se concluir que as aplicações com cores especiais, conhecidas como sistema pantone, possuem o mesmo princípio de funcionamento.
( ) A formação da cor preta, síntese subtrativa, se dá pela soma das três cores primárias da luz – R (red), G (green) e B (blue) – do espectro visível.
( ) As radiações eletromagnéticas refletidas por corpos na síntese subtrativa se encontram dentro de uma faixa definida como espectro visível.
( ) Uma vez que se enxerga uma cor a partir das características físicas de um corpo, a sua tonalidade independe das propriedades da radiação recebida por ele.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3522363 Design Gráfico
A anatomia tipográfica é o estudo da estrutura, organização e elementos que compõem uma fonte tipográfica. Cada tipo possui uma anatomia própria, com características que as diferenciam e que determinam a sua visibilidade, legibilidade, leiturabilidade e estilo. Compreender a anatomia tipográfica é essencial para o desenvolvimento de projetos de design gráfico, sejam eles aplicados ao suporte impresso, digital ou videográfico. Observe a anatomia tipográfica da imagem a seguir: 
Imagem associada para resolução da questão (Disponível em: https://designerdequalidade.com/o-que-e-tipografia-no-design-grafico/. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
A correta identificação dos elementos tipográficos da imagem, em ordem crescente, é:
Alternativas
Q3522362 Design Gráfico
No design gráfico, o conceito de equilíbrio visual é fundamental para a harmonia de uma composição. A coerência na distribuição visual de elementos e do peso em uma peça gráfica é importante, para que a atenção do espectador seja atraída para os elementos certos. O equilíbrio simétrico no design gráfico ocorre quando a composição tem o mesmo peso visual em cada lado de um eixo, enquanto o equilíbrio assimétrico acontece quando a composição tem peso desigual em ambos os lados. Considerando tais definições, bem como as características de cada tipo de equilíbrio, assinale, a seguir, uma vantagem do equilíbrio assimétrico em comparação com o simétrico.
Alternativas
Q3522361 Saúde Pública
Durante uma reunião com os Prefeitos da Baixada Fluminense, discutiu-se quais são as principais funções do CISBAF. Com base no art. 9º do Estatuto do CISBAF, trata-se de objetivo do consórcio:
Alternativas
Q3522359 Direito Administrativo
Durante a organização de um mutirão regional de vacinação, a equipe técnica do CISBAF precisou analisar quais ações o consórcio público poderia legalmente executar para ajudar os municípios participantes a cumprirem suas metas de saúde. Para isso, consideraram as disposições da Lei nº 11.107/2005, que regula os consórcios públicos. Tendo em vista essa normativa, é correto afirmar que o consórcio público: 
Alternativas
Q3522111 Noções de Informática
João trabalha na Secretaria de Finanças e criou a seguinte planilha para verificar os gastos com materiais de escritório; analise-a.
Imagem associada para resolução da questão
Assinale a fórmula utilizada para descobrir qual produto possui o menor valor.
Alternativas
Q3522110 Noções de Informática
O que é o IP em uma rede de computador?
Alternativas
Q3522109 Noções de Informática
No Microsoft Word (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil), é possível ajustar as margens do documento e configurar a orientação da página (retrato ou paisagem) na guia: 
Alternativas
Q3522108 Noções de Informática
Ana trabalha na Secretaria de Saúde e precisa encontrar um relatório sobre o controle de vacinas que foi salvo na semana anterior. Ela se recorda que salvou o arquivo dentro de uma pasta chamada “Campanha 2025”, mas não sabe ao certo onde a pasta está no computador. Para procurar o arquivo, ela decide abrir o programa do Windows que permite visualizar as pastas, documentos e imagens salvos no sistema. Qual é o nome do programa do Windows que Ana deve usar para procurar a pasta “Campanha 2025” e localizar o arquivo?
Alternativas
Q3522107 Noções de Informática
Em um computador, cada componente possui uma função específica. No entanto, há uma peça fundamental considerada o “cérebro” do computador, pois coordena praticamente todas as atividades realizadas pela máquina. Qual dos componentes a seguir é considerado o “cérebro” do computador?
Alternativas
Q3522106 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
A silepse é um tipo de concordância que não se estabelece com a forma das palavras, mas sim com a ideia que se pretende veicular ou com termos implícitos no enunciado. Por isso, também é conhecida como concordância ideológica. Nesse sentido, assinale a alternativa a seguir relacionada em que há um caso de silepse.
Alternativas
Q3522105 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
O conector “Só que”, no 13º§, foi utilizado com a função de:
Alternativas
Q3522104 Português
Por que se apavora o falante apavorado?


Escrevendo profissionalmente sobre a língua portuguesa brasileira já faz um quarto de século, esbarrei muitas vezes com a figura do falante apavorado.

O falante apavorado trata a língua como se ela fosse uma cristaleira cara que, herdada dos avós, decora o salão onde seus filhos jogam futebol. Vive em sobressalto, o coitado, à espera do chute forte que vai estilhaçar seu tesouro.

Um elitismo confuso, misturado a bastante ignorância linguística, pode até levá-lo a mover uma acusação de lusocídio contra quem escreve brasilidades como “Se oriente, rapaz” ou “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

Imagino que sejam uma minoria pequena, mas não sei. O fato é que de vez em quando um deles me acusa de ser um vândalo que ensina a fuzilar a concordância e a escrever gato com jota.

Embora a acusação seja vazia, não vou negar que magoa um pouco. Logo eu, pô, que desde pequeno arrasto uma asa bandeirosa pela tal de língua portuguesa.

Eu que decorei poemas ribombantes para recitar na escola, bestificado com a sinfonia das palavras, e nunca mais os esqueci – embora tenha renegado aquilo um milhão de vezes pela vida.

Sempre que trato da atualização normativa do português brasileiro, tarefa cívica para a qual nossa linguística está madura, vem um falante apavorado me chamar de destruidor do idioma.

Você aponta alguma aresta que pode ser aparada na relação entre uma norma culta idealizada e a norma culta praticada de fato no país. Sugestão, pensando bem, bastante modesta.

Um exemplo da semana passada: minha crítica à regra brasileira de separar, por escrito, preposição e artigo em frases como “a hora de a onça beber água” ou “o fato de a noite ser fria”.

A regra é besta, mas merece mais algumas palavras. Mesmo relativizada por nossos melhores gramáticos tradicionais, perdura nos meios editoriais, jurídicos, acadêmicos e jornalísticos do país.

Não é que seja especialmente idiota – embora seja um pouco – escrever “de o” em vez de contraí-lo em “do”, como fazemos todos os lusófonos ao falar. Idiota mesmo é afirmar que só pode ser assim.

Ah, mas não tem como ser diferente, se apavora ainda mais o falante apavorado. Diz ele que o fato da (opa) onça ser sujeito de uma nova oração impede a contração. Por quê? Não faz sentido. A onça não deixa de sentir sede porque alguém juntou duas palavras.

Os portugueses não perdem tempo com isso. Eu sei, nós não ligamos para o que os portugueses pensam da nossa língua. Só que neste caso eles têm razão.

Num idioma saudável, pruridos pedantes como esse não são base legítima para um divórcio tão desastroso e desnecessário entre forma e expressão.

O conservadorismo do falante apavorado é mais político do que linguístico. É preciso haver marcas, selos, carimbos para separar os falantes do alto e os falantes do baixo português. Nada melhor para isso do que certas pegadinhas, confere?

Passou da hora da gente se livrar de entulhos como esse, tornando nosso português escrito menos hostil aos milhões de brasileiros que lutam para dominá-lo nos bancos escolares.

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/. Acesso em: junho de 2025.)
Conforme o contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas a seguir apresentam a mesma classificação morfológica, EXCETO uma; assinale-a.
Alternativas
Respostas
241: B
242: B
243: D
244: B
245: D
246: D
247: A
248: D
249: B
250: D
251: D
252: D
253: B
254: D
255: D
256: C
257: D
258: A
259: D
260: D