Questões de Concurso Para agente federal da polícia federal

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Q456080 Português
Texto LP-II

     A Revolução Industrial provocou a dissociação entre dois pensamentos: o  científico e tecnológico e o humanista. A partir do século XIX, a liberdade do  homem começa a ser identificada com a eficiência em dominar e transformar a  natureza em bens e serviços. O conceito de liberdade começa a ser sinônimo de  consumo. Perde importância a prática das artes e consolidam-se a ciência e a  tecnologia. Relega-se a preocupação ética. A procura da liberdade social se faz  sem considerar-se sua distribuição. A militância política passa a ser tolerada, mas  como opção pessoal de cada um.
      Essa ruptura teve o importante papel de contribuir para a revolução do  conhecimento científico e tecnológico. A sociedade humana se transformou, com a  eficiência técnica e a conseqüente redução do tempo social necessário à  produção dos bens de sobrevivência.
     O privilégio da eficiência na dominação da natureza gerou, contudo, as  distorções hoje conhecidas: em vez de usar o tempo livre para a prática da  liberdade, o homem reorganizou seu projeto e refez seu objetivo no sentido de  ampliar o consumo. O avanço técnico e científico, de instrumento da liberdade,
adquiriu autonomia e passou a determinar uma estrutura social opressiva,  que servisse ao avanço técnico e científico. A liberdade identificou-se com a idéia  de consumo. Os meios de produção, que surgiram no avanço técnico, visam  ampliar o nível dos meios de produção.
     Graças a essa especialização e priorização, foi possível obter-se o elevado  nível do potencial-de-liberdade que o final do século XX oferece à humanidade. O  sistema capitalista permitiu que o homem atingisse as vésperas da liberdade em  relação ao trabalho alienado, às doenças e à escassez. Mas não consegue  permitir que o potencial criado pela ciência e tecnologia seja usado com a  eficiência desejada. 
 
               (Cristovam Buarque, Na fronteira do futuro. Brasília: EDUnB, 1989, p. 13; com adaptações)

Julgue o  item  abaixo, relativo  às idéias do texto LP-II.
No segundo parágrafo, a expressão “Essa ruptura” retoma e resume a idéia central do parágrafo anterior.
Alternativas
Q456079 Português
Texto LP-II

     A Revolução Industrial provocou a dissociação entre dois pensamentos: o  científico e tecnológico e o humanista. A partir do século XIX, a liberdade do  homem começa a ser identificada com a eficiência em dominar e transformar a  natureza em bens e serviços. O conceito de liberdade começa a ser sinônimo de  consumo. Perde importância a prática das artes e consolidam-se a ciência e a  tecnologia. Relega-se a preocupação ética. A procura da liberdade social se faz  sem considerar-se sua distribuição. A militância política passa a ser tolerada, mas  como opção pessoal de cada um.
      Essa ruptura teve o importante papel de contribuir para a revolução do  conhecimento científico e tecnológico. A sociedade humana se transformou, com a  eficiência técnica e a conseqüente redução do tempo social necessário à  produção dos bens de sobrevivência.
     O privilégio da eficiência na dominação da natureza gerou, contudo, as  distorções hoje conhecidas: em vez de usar o tempo livre para a prática da  liberdade, o homem reorganizou seu projeto e refez seu objetivo no sentido de  ampliar o consumo. O avanço técnico e científico, de instrumento da liberdade,
adquiriu autonomia e passou a determinar uma estrutura social opressiva,  que servisse ao avanço técnico e científico. A liberdade identificou-se com a idéia  de consumo. Os meios de produção, que surgiram no avanço técnico, visam  ampliar o nível dos meios de produção.
     Graças a essa especialização e priorização, foi possível obter-se o elevado  nível do potencial-de-liberdade que o final do século XX oferece à humanidade. O  sistema capitalista permitiu que o homem atingisse as vésperas da liberdade em  relação ao trabalho alienado, às doenças e à escassez. Mas não consegue  permitir que o potencial criado pela ciência e tecnologia seja usado com a  eficiência desejada. 
 
               (Cristovam Buarque, Na fronteira do futuro. Brasília: EDUnB, 1989, p. 13; com adaptações)

Julgue o  item  abaixo, relativo  às idéias do texto LP-II.
Depreende-se do primeiro parágrafo que a ética foi abolida a partir do século XIX.
Alternativas
Q456078 Português
Texto LP-II

     A Revolução Industrial provocou a dissociação entre dois pensamentos: o  científico e tecnológico e o humanista. A partir do século XIX, a liberdade do  homem começa a ser identificada com a eficiência em dominar e transformar a  natureza em bens e serviços. O conceito de liberdade começa a ser sinônimo de  consumo. Perde importância a prática das artes e consolidam-se a ciência e a  tecnologia. Relega-se a preocupação ética. A procura da liberdade social se faz  sem considerar-se sua distribuição. A militância política passa a ser tolerada, mas  como opção pessoal de cada um.
      Essa ruptura teve o importante papel de contribuir para a revolução do  conhecimento científico e tecnológico. A sociedade humana se transformou, com a  eficiência técnica e a conseqüente redução do tempo social necessário à  produção dos bens de sobrevivência.
     O privilégio da eficiência na dominação da natureza gerou, contudo, as  distorções hoje conhecidas: em vez de usar o tempo livre para a prática da  liberdade, o homem reorganizou seu projeto e refez seu objetivo no sentido de  ampliar o consumo. O avanço técnico e científico, de instrumento da liberdade,
adquiriu autonomia e passou a determinar uma estrutura social opressiva,  que servisse ao avanço técnico e científico. A liberdade identificou-se com a idéia  de consumo. Os meios de produção, que surgiram no avanço técnico, visam  ampliar o nível dos meios de produção.
     Graças a essa especialização e priorização, foi possível obter-se o elevado  nível do potencial-de-liberdade que o final do século XX oferece à humanidade. O  sistema capitalista permitiu que o homem atingisse as vésperas da liberdade em  relação ao trabalho alienado, às doenças e à escassez. Mas não consegue  permitir que o potencial criado pela ciência e tecnologia seja usado com a  eficiência desejada. 
 
               (Cristovam Buarque, Na fronteira do futuro. Brasília: EDUnB, 1989, p. 13; com adaptações)

Julgue o  item  abaixo, relativo  às idéias do texto LP-II.
O autor sugere que o sistema capitalista apresenta a seguinte correlação: quanto mais tempo livre, mais consumo, mais lazer e menos opressão.
Alternativas
Q456077 Português
Texto LP-II

     A Revolução Industrial provocou a dissociação entre dois pensamentos: o  científico e tecnológico e o humanista. A partir do século XIX, a liberdade do  homem começa a ser identificada com a eficiência em dominar e transformar a  natureza em bens e serviços. O conceito de liberdade começa a ser sinônimo de  consumo. Perde importância a prática das artes e consolidam-se a ciência e a  tecnologia. Relega-se a preocupação ética. A procura da liberdade social se faz  sem considerar-se sua distribuição. A militância política passa a ser tolerada, mas  como opção pessoal de cada um.
      Essa ruptura teve o importante papel de contribuir para a revolução do  conhecimento científico e tecnológico. A sociedade humana se transformou, com a  eficiência técnica e a conseqüente redução do tempo social necessário à  produção dos bens de sobrevivência.
     O privilégio da eficiência na dominação da natureza gerou, contudo, as  distorções hoje conhecidas: em vez de usar o tempo livre para a prática da  liberdade, o homem reorganizou seu projeto e refez seu objetivo no sentido de  ampliar o consumo. O avanço técnico e científico, de instrumento da liberdade,
adquiriu autonomia e passou a determinar uma estrutura social opressiva,  que servisse ao avanço técnico e científico. A liberdade identificou-se com a idéia  de consumo. Os meios de produção, que surgiram no avanço técnico, visam  ampliar o nível dos meios de produção.
     Graças a essa especialização e priorização, foi possível obter-se o elevado  nível do potencial-de-liberdade que o final do século XX oferece à humanidade. O  sistema capitalista permitiu que o homem atingisse as vésperas da liberdade em  relação ao trabalho alienado, às doenças e à escassez. Mas não consegue  permitir que o potencial criado pela ciência e tecnologia seja usado com a  eficiência desejada. 
 
               (Cristovam Buarque, Na fronteira do futuro. Brasília: EDUnB, 1989, p. 13; com adaptações)

Julgue o  item  abaixo, relativo  às idéias do texto LP-II.
O conceito de “liberdade” é tomado como sinônimo de consumo e de eficiência no domínio e na transformação da natureza em bens e serviços.
Alternativas
Q456076 Português

Texto LP-I 



Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o seguinte item.  
Se a opção pelo emprego do pronome átono antes do verbo em “só o alcançaremos” (l. 22) fosse alterada, a construção sintática correta seria só alcançaremo-lo.
Alternativas
Q456075 Português

Texto LP-I 



Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o seguinte item.  
Considerando que o verbo existir pode ser substituído pelo verbo haver, as formas verbais “exista” (l. 14) e “existem” (l. 29) admitem ser substituídas por haja e, respectivamente.
Alternativas
Q456074 Português

Texto LP-I 



Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o seguinte item.  
Se o substantivo “movimento” (l. 13) estivesse empregado no plural, também os adjetivos “sustentável” (l. 12) e “crescente” (l. 13) precisariam estar no plural.
Alternativas
Q456073 Português

Texto LP-I 



Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o seguinte item.  
Subentende-se o substantivo desafios antes da expressão “de ontem” (l. 3).
Alternativas
Q456072 Português

Texto LP-I 



Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o seguinte item.  
A posição do pronome átono “me” (l. 1), antecedendo o verbo, constitui uma violação às regras da colocação pronominal da norma culta e, por isso, ele deveria ser usado posposto a “pediram” (l. 1).
Alternativas
Q456071 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

      Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é   que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento  de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento   da democracia, que também é  de  legitimação dela.
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras   entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse   relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou   grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.
Julgue o  item  a seguir, a respeito das relações de sentido estabelecidas no texto  LP-I.

Não havendo busca do conhecimento como sustentação histórica, não há democracia e, conseqüentemente, não há política.
Alternativas
Q456070 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

      Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é   que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento  de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento   da democracia, que também é  de  legitimação dela.
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras   entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse   relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou   grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.
Julgue o  item  a seguir, a respeito das relações de sentido estabelecidas no texto  LP-I.

Cenas explícitas de desrespeito aos cidadãos têm como causa imediata a emergência de nossa democracia histórica.
Alternativas
Q456069 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

      Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é   que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento  de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento   da democracia, que também é  de  legitimação dela.
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras   entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse   relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou   grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.
Julgue o  item  a seguir, a respeito das relações de sentido estabelecidas no texto  LP-I.

Relações entre poder público e cidadãos incluem-se no processo de aprofundamento e legitimação da democracia.
Alternativas
Q456068 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

      Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é   que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento  de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento   da democracia, que também é  de  legitimação dela.
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras   entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse   relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou   grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.
Julgue o  item  a seguir, a respeito das relações de sentido estabelecidas no texto  LP-I.

A idéia de “democracia” está para um produto acabado assim como “democratização” está para um processo.
Alternativas
Q456067 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

      Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é   que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento  de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento   da democracia, que também é  de  legitimação dela.
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras   entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse   relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou   grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.
Julgue o  item  a seguir, a respeito das relações de sentido estabelecidas no texto  LP-I.

A decretação do “fim da política” (l. 9) traria, como conseqüência, a satisfação dos praticantes da democracia – representantes e representados.
Alternativas
Q456066 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

     Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é  que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento
de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento  da democracia, que também é de  legitimação dela. 
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras  entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse  relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou  grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.

Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o  seguinte  item.

De acordo com o desenvolvimento da argumentação, o pedido estabelecido no primeiro período do texto, e que deu origem ao ensaio, não pode ser atendido, razão pela qual o texto não é conclusivo.
Alternativas
Q456065 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

     Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é  que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento
de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento  da democracia, que também é de  legitimação dela. 
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras  entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse  relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou  grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.

Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o  seguinte  item.

Enquanto não houver mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo, as relações entre poder público e cidadãos não serão regidas por meio de regras claras.
Alternativas
Q456064 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

     Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é  que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento
de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento  da democracia, que também é de  legitimação dela. 
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras  entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse  relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou  grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.

Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o  seguinte  item.

Democracia é uma das condições de sustentação do desenvolvimento, mas não a única.
Alternativas
Q456063 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

     Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é  que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento
de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento  da democracia, que também é de  legitimação dela. 
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras  entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse  relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou  grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.

Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o  seguinte  item.

Um regime democrático caracteriza-se pela existência de um processo contínuo de busca pela legitimidade, justiça, representatividade e inclusão.
Alternativas
Q456062 Português
Texto LP-I

Um desafio cotidiano

     Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil  tem pela frente. Minha primeira dúvida foi se eles seriam diferentes dos de ontem.  Os problemas talvez sejam os mesmos, o país é que mudou e reúne hoje mais  condições para enfrentá-los que no passado. A síntese de minhas conclusões é  que precisamos prosseguir no processo de democratização do país.
     Kant dizia que a busca do conhecimento não tem fim. Na prática,  democracia, como um ponto final que uma vez atingido nos deixa satisfeitos e por  isso decretamos o fim da política, não existe. Existe é democratização, o avanço  rumo a um regime cada vez mais inclusivo, mais representativo, mais justo e mais  legítimo. E quais as condições objetivas para tornar sustentável esse movimento
de democratização crescente?
     Embora exista forte correlação entre desenvolvimento e democracia, as  condições gerais para sua sustentação vão além dela. O grau de legitimidade  histórica, de mobilidade social, o tipo de conflitos existentes na sociedade, a  capacidade institucional para incorporar gradualmente as forças emergentes e o  desempenho efetivo dos governos são elementos cruciais na sustentação da  democratização no longo prazo.
     Nossa democracia emergente não tem legitimidade histórica. Esse requisito  nos falta e só o alcançaremos no decorrer do processo de aprofundamento  da democracia, que também é de  legitimação dela. 
     Uma parte importante desse processo tem a ver com as relações rotineiras  entre o poder público e os cidadãos. Qualquer flagrante da rotina desse  relacionamento arrisca capturar cenas explícitas de desrespeito e pequenas ou  grandes tiranias. As regras dessa relação não estão claras. Não existem
mecanismos acessíveis de reclamação e desagravo.

Com relação às idéias do texto LP-I, julgue o  seguinte  item.

O autor considera que o modelo de democracia do Brasil não resolverá os problemas políticos do país.
Alternativas
Q456061 Conhecimentos Gerais
Há poucos anos, um respeitável intelectual brasileiro, Hélio Jaguaribe, afirmou  que, “no embate entre as drogas e a civilização, a civilização estava sendo  dramaticamente derrotada”. A respeito desse tema, cuja crescente importância   ultrapassa os limites da vida privada e passa a ser amplamente debatido por  autoridades nacionais e mundiais, julgue o  item  que se segue.

Parece claro que a derrota da civilização, a que alude Hélio Jaguaribe, para além das considerações de ordem moral ou ética, explica-se pelo colossal volume de dinheiro que, a cada dia, o narcotráfico movimenta pelo mundo, fazendo a fortuna dos que o comandam.
Alternativas
Respostas
261: C
262: E
263: E
264: C
265: E
266: C
267: E
268: C
269: E
270: E
271: E
272: C
273: C
274: E
275: E
276: C
277: C
278: C
279: E
280: C