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Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: IDAF-ES
Q1205287 Português
Fala, amendoeira
Este ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza – essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a linha entre céu e chão – névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras destruições mais urgentes. Estavam todas verdes menos uma. Uma que, precisamente, lá está plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo vegetal proposto ao seu destino.
Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e, ao entardecer, cada dia, garotos procuram subir-lhe o tronco. Nenhum desses incômodos lhe afeta a placidez de árvore madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes de cãezinhos transeuntes.
Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom – cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam o seu esforço, e também elas se preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio, se não as colhe algum moleque apreciador do seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse – fala, amendoeira – por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:
– Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.
– E vais outoneando sozinha?
– Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.
– Somos todos assim.
– Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.
– Não me entristeças.
– Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.
(Carlos Drummond de Andrade)
Na última frase do texto, o verbo foi empregado no:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: IDAF-ES
Q1205254 Português
Fala, amendoeira
Este ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza – essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a linha entre céu e chão – névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras destruições mais urgentes. Estavam todas verdes menos uma. Uma que, precisamente, lá está plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo vegetal proposto ao seu destino.
Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e, ao entardecer, cada dia, garotos procuram subir-lhe o tronco. Nenhum desses incômodos lhe afeta a placidez de árvore madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes de cãezinhos transeuntes.
Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom – cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam o seu esforço, e também elas se preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio, se não as colhe algum moleque apreciador do seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse – fala, amendoeira – por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:
– Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.
– E vais outoneando sozinha?
– Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.
– Somos todos assim.
– Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.
– Não me entristeças.
– Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.
(Carlos Drummond de Andrade)
Por que o “outono é mais estação da alma que da natureza”?
Alternativas
Ano: 2010 Banca: BIO-RIO Órgão: Prefeitura de Barra Mansa - RJ
Q1183593 Agropecuária
Considerando o plantio de uma lavoura de feijão-vagem, o adubo fosfatado deve ser aplicado: 
Alternativas
Q2897844 Direito Constitucional

“Propor a política e as diretrizes a serem adotadas pela Agência; administrar e responder pela execução dos programas de trabalho da pasta, de acordo com a política e as diretrizes fixadas pelo Chefe do Poder Executivo; criar grupos de trabalhos e comissões não remuneradas” são atribuições:

Alternativas
Q2897842 Engenharia Agronômica (Agronomia)

No ato da ordenha as condições de conforto e bem-estar são fundamentais para a ejeção do leite. Recebe o nome de ejeção ou descida do leite a resposta ao estímulo da mamada do bezerro ou do massageamento manual ou mecânico (ordenhadeira) dos tetos. Trata-se de um reflexo inato, isto é, uma resposta involuntária, inerente ao animal. Esses estímulos são importantes porque eles produzem pulsos nervosos que chegam ao cérebro e ordenam a liberação de um hormônio chamado:

Alternativas
Q2897839 Agropecuária

A aração é a operação agrícola básica, pois de sua boa execução vai depender a existência de um solo adequado para servir de leito à semente e, depois, ao bom desenvolvimento do sistema radicular da planta, com reflexos diretos na produção. A aração pode ser feita por tração animal ou motorizada. Com respeito aos tipos de arado, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2897837 Engenharia Agronômica (Agronomia)

Considera-se sistema orgânico de produção agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais. Com relação ao sistema orgânico de produção, é permitido(a):

Alternativas
Q2897835 Agropecuária

Em solos compactados, verificam-se baixa taxa de infiltração de água, ocorrência frequente de enxurrada, raízes deformadas e/ou concentradas na camada superficial, estrutura degradada e elevada resistência às operações de preparo e de semeadura. Assim, sintomas de deficiência de água nas plantas podem ser evidenciados mesmo em situações de breve estiagem. Constatada a existência de camada compactada, indica-se:

Alternativas
Q2897834 Engenharia Agronômica (Agronomia)

Rondônia apresenta uma área de 238.512,80 km2, está localizada na região Norte e faz parte da Amazônia Oriental. No Estado se produz cacau, banana, abacaxi, cupuaçu, maracujá, goiaba, mamão, guaraná, melancia, entre outros. A existência de condições favoráveis ao cultivo, grande dependência de outros estados em frutas, possibilidade de outra fonte de renda; mercado regional, possibilidade de processamento das nativas, são fatores relevantes para o desenvolvimento da fruticultura em Rondônia. Além disso, ainda existe uma série de fatores que justificam o investimento em fruticultura no Estado, tais como:

Alternativas
Q2897832 Engenharia Agronômica (Agronomia)

O feijão-de-corda [Vigna unguiculata (L.) Walp., subespécie unguiculata], também conhecido como feijão macassar ou caupi, se constitui numa das principais leguminosas cultivadas no Brasil, predominantemente nas Regiões Nordeste e Norte, onde é usado para fins alimentares. Dentre os vários fatores que limitam a produção do feijão-de-corda no Brasil, encontram-se as doenças causadas por agentes patogênicos, as quais influenciam na qualidade e na quantidade de feijão produzida. Os principais agentes patogênicos responsáveis pela redução da produção do feijão-de-corda são:

Alternativas
Q2897831 Agropecuária

Acrescente necessidade de produzir alimentos não podia e não pode ocorrer esperando o húmus da natureza. O homem descobriu que a minhoca produz húmus e que ele é tão bom quanto o natural. Com relação à produção de húmus pela minhocultura, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2897830 Agropecuária

A toxicidade da maioria dos defensivos é expressa em termos do valor da dose média letal (DL50), por via oral, representada por miligramas do produto tóxico por quilo de peso vivo, necessários para matar 50% de ratos e outros animais testes. Assim, para fins de prescrição das medidas de segurança contra riscos para a saúde humana, os produtos são classificados em função do DL50, inerente a cada um deles. Quanto à classificação toxicológica dos defensivos agrícolas, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2897827 Engenharia Agronômica (Agronomia)

Os fertilizantes e corretivos agrícolas são os insumos mais importantes, em termos percentuais, para aumentar a produtividade das culturas. Entretanto, para promover retornos adequados sobre os investimentos, eles devem ser aplicados corretamente, de modo a atingir alta eficiência. Com respeito aos tipos e à classificação dos fertilizantes e corretivos utilizados na agricultura brasileira, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2897824 Agropecuária

Com relação aos aspectos ligados à saúde animal, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2897813 Agropecuária

A criação intensiva de suínos tem causado grandes problemas ambientais em algumas regiões do Brasil. Isto se deve a alta concentração de matéria orgânica e nutrientes nos dejetos de suínos que, quando não são corretamente manejados e tratados, podem causar grande impacto sobre a biota do solo e da água. Assinale a alternativa correta sobre as lagoas de estabilização para tratamento de dejetos de suínos:

Alternativas
Q2897811 Veterinária

Mastite é uma inflamação da glândula mamária, geralmente causada pela infecção por diversos tipos de microrganismos, sendo as bactérias os principais agentes. É a doença mais importante dos rebanhos leiteiros em todo o mundo devido à alta incidência de casos clínicos, alta incidência de infecções não perceptíveis a olho nu (infecções subclínicas) e aos prejuízos econômicos que acarreta. Sobre as técnicas de diagnóstico da mastite, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2897809 Agropecuária

O manejo durante o período de gestação dos suínos é vital para o bom desenvolvimento das leitegadas e, consequentemente, para que os criadores obtenham bons resultados, menos perdas e melhores animais. O cuidado com as matrizes deve ser redobrado, durante esse período, que é de:

Alternativas
Q2897806 Agropecuária

Estro ou cio, comumente referido como dia zero do ciclo estral, é o período da fase reprodutiva do animal no qual a fêmea apresenta sinais de receptividade sexual, seguida de ovulação. Em bovinos, a duração média do estro é de, aproximadamente:

Alternativas
Q2897804 Engenharia Agronômica (Agronomia)

A água destinada aos animais, na maioria das propriedades rurais, não apresenta muitos cuidados no que diz respeito a obtenção e manutenção, comprometendo sua qualidade. Isto pode ser a causa de várias enfermidades que acometem os animais com quadro clínico leve ou em certas ocasiões, graves levando a prejuízos e/ou perda total. De acordo com a espécie e o tipo de exploração, os animais têm as suas necessidades diárias de água. Nesse sentido, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2897798 Engenharia Agronômica (Agronomia)

Saber calcular e avaliar os índices zootécnicos de uma granja é condição primordial para que a atividade se desenvolva, tanto no que se refere aos resultados técnicos quanto no que se refere aos resultados econômicos da atividade. Diversos índices e parâmetros podem ser avaliados, todavia o Índice de Conversão Alimentar e o Índice de Eficiência Alimentar são os mais comumente avaliados juntamente com o peso final dos animais para definir os rumos dos programas nutricionais. Nesse sentido, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Respostas
5661: C
5662: D
5663: A
5664: C
5665: C
5666: C
5667: E
5668: A
5669: D
5670: E
5671: D
5672: B
5673: B
5674: A
5675: C
5676: D
5677: E
5678: B
5679: B
5680: C