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Q1721593 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

As palavras Pará, está, cá, pá acentuam-se por serem:
Alternativas
Q1721592 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

Nas palavras: histórico – pesquisador – aparentemente: ocorre o mesmo processo de derivação de palavras, indique a alternativa correta:
Alternativas
Q1721591 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

Essa expressão foi retirada do terceiro parágrafo do texto “...somos uma cultura que finge viver fora da história.” Indique a figura de linguagem:
Alternativas
Q1721590 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

Identifique a frase em que o a destacado deve ter o acento indicador de crase:
Alternativas
Q1721588 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

Nas frases abaixo, assinale a alternativa que classifica morfologicamente a CORRETA, entre as palavras destacadas:


I- Tenho que lutar por um país mais justo

II- O quê ! Falar de história é esquecer o passado!

III- Que terrível livros queimados!

IV- Esta é a solução que ele sugeriu para o seu país.

V- Retorne logo que já estou preocupado.

Alternativas
Q1721587 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

Indique a alternativa em que todas as palavras se agrupam pela mesma regra de acentuação:
Alternativas
Q1721586 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

“..um silêncio ensurdecedor...” indica um exemplo de figura de linguagem, assinale-a:
Alternativas
Q1654948 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. O tema central do texto é a queda expressiva do preço do etanol nos postos de combustível nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. De acordo com o autor, Sérgio Araújo, essa redução tem afetado a qualidade do produto oferecido ao cliente final e exige medidas por parte da Petrobras. II. Os preços do petróleo vêm caindo desde que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo seria rápida, compensando, assim, parte do aumento, afirma o texto. III. O texto traz informações da agência Reuters de que o barril do Brent acumulou alta de 5,6% em um período de tempo próximo ao dia no qual o texto foi publicado. IV. O texto afirma que, do ponto de vista do chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, a Petrobras está seguindo as condições de mercado e que o ajuste que a estatal fez no diesel está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1654947 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto afirma que, para Sérgio Araújo, presidente da Abicom, a estratégia da Petrobrás de reduzir o preço dos combustíveis está intimamente alinhada com as atuais políticas federais de desoneração da folha de pagamento e redução dos gastos públicos. II. A partir das informações presentes no texto, o leitor pode perceber que, apesar da Petrobras ter comunicado que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem, dois dias depois, a estatal anunciou um aumento no preço médio do diesel e da gasolina nas refinarias. III. No texto, o autor expressa sua opinião sobre as causas possíveis do aumento do preço dos combustíveis nos postos e, ao final, opina pela criação de uma política de regulação estatal sobre o preço dos combustíveis, a fim de reduzir a inflação. IV. De acordo com o texto, as estratégias de armazenamento de petróleo recentemente adotadas pela Arábia Saudita afetaram positivamente os preços dos combustíveis no Brasil, forçando a Petrobras a reduzir o custo do barril do Brent no mercado internacional.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1654946 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto tem um caráter instrucional, pois orienta o leitor a adotar medidas diárias de redução do consumo de combustível, como, por exemplo, adotar o transporte coletivo ou usar bicicletas para ir ao trabalho. II. O autor do texto, Sérgio Araújo, afirma no penúltimo parágrafo que a política de preços da Petrobras é uma forma de reafirmar a estratégia de consolidação do Brasil como um grande exportador de derivados do petróleo. III. De acordo com o texto, a política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. IV. O texto aponta que, na opinião de Thadeu Silva, chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, a decisão da Petrobrás de elevar o preço dos combustíveis vai na contramão da conjuntura internacional, pois, atualmente, os países mais industrializados têm reduzido o consumo de combustíveis fósseis.
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Alternativas
Q1654945 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o texto, o repasse ou não do aumento divulgado pela assessoria de imprensa da Petrobras para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos. II. De acordo com o texto, a Petrobras, através da sua assessoria de imprensa, informou que vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 3,5%, e o da gasolina em 4,2%. III. O texto aponta que, para Sérgio Araújo, os reajustes descritos no texto dão claro sinal de que a Petrobras está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. Para o presidente da Abicom, aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário. IV. No texto, é possível inferir que a Petrobrás decidiu reduzir o preço da gasolina e elevar o preço do diesel nos postos de combustíveis em função de uma tendência internacional de elevação dos custos de transportes.
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Alternativas
Q1654944 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto aponta que o reajuste no preço dos combustíveis anunciado pela assessoria de imprensa da Petrobras ocorreu após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita. II. O texto aponta que a política de preços da Petrobras tem contribuído para a redução constante dos preços dos combustíveis no Brasil. Aliado às ações da estatal, pode-se citar o baixo custo da mão de obra nacional como os dois principais fatores que contribuíram para a redução do preço do álcool nos postos, afirma o autor. III. A partir das informações estatísticas presentes no texto, o leitor pode inferir que o aumento do consumo de gasolina e diesel nas grandes metrópoles das regiões Sul e Sudeste foi a causa central do aumento do preço do barril do Brent no mercado brasileiro. IV. O texto informa que, nos últimos cinco dias, o barril do Brent – referência internacional – acumulou queda de 5,6%, fechando a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.
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Alternativas
Q1654943 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. Os ataques terroristas na Arábia Saudita, o avanço da inflação na América do Sul, o aumento do custo de mão de obra no Brasil e a queda no consumo de combustíveis fósseis no mundo são as principais causas alegadas pela Petrobras para justificar o aumento no preço do Petróleo, de acordo com o texto. II. O tema central do texto é o impasse entre a Petrobras e os produtores de petróleo da Arábia Saudita em relação ao preço do diesel nos postos de gasolina brasileiros e ao custo de exportação da gasolina para os demais países da América Latina. III. O aumento do tráfego rodoviário e a redução no número de veículos de baixo consumo no Brasil forçaram a Petrobras a elevar o preço do diesel e da gasolina nos postos, de acordo com o texto. IV. Os recentes ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita baixaram pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo, de acordo com o texto.
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Alternativas
Q1654942 Português
Petrobras

Por G1
18/09/2019, às 19h43

A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal nesta quarta.

O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos.

O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional na segunda-feira (16), em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo.

Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.

Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo será rápida. De sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional – acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.

POLÍTICA DE PREÇOS

A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário."

O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora. Então está equalizando as condições de mercado", disse à Reuters.

Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
 Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o autor, o elevado consumo de derivados de petróleo tem prejudicado a biodiversidade em diversos países, como a Arábia Saudita, por exemplo. II. De acordo com o texto, a assessoria de imprensa da Petrobras divulgou a informação de que essa estatal vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir da data anunciada. III. O texto aponta que a Petrobras determinou, através da sua assessoria de imprensa, que o repasse do aumento no preço dos combustíveis para os consumidores deve ser feito por todas as distribuidoras e postos em um prazo máximo de até uma semana após o anúncio do reajuste. IV. O texto expõe ao leitor a opinião de dois importantes economistas: Sérgio Araújo e Thadeu Silva. Enquanto o primeiro defende que a política de preços da Petrobras deve privilegiar um padrão compatível com o mercado internacional, o segundo opina pelo controle estatal sobre os preços dos combustível.
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Alternativas
Q1654941 Português
ALMAS MORTAS

Em busca de seus próprios interesses, o personagem principal da obra “Almas Mortas”, de Gógol, Tchítchikov, torna-se um bajulador inescrupuloso que pouco ou nada diz sobre sua real origem ao chegar em uma capital de província da Rússia, ao mesmo tempo em que é ousado o suficiente para ganhar a confiança dos nobres e altos funcionários da cidade, conquistando a simpatia de todos os graus de hierarquias civis. Aos poucos, o personagem toma forma e demonstra-se um grande especulador, que por somas irrisórias faz ofertas a alguns donos de terras da região: comprar almas mortas. O termo “almas”, na Rússia, designa os servos, escravos dos donos de terras. Tchítchikov não deixa claro seu propósito ao realizar diversas transações envolvendo os servos já falecidos, invisíveis para a lei.

A princípio, há um véu de respeito à ética e aos bons costumes que logo é substituído pela negociata barata e presunçosa – dos dois lados, por parte de quem compra e também de quem vende. Até então, pouca coisa se sabe sobre o especulador. Em síntese, está não é a questão principal do livro – o que perpassa a trama são os costumes de um povo que luta por buscar sua identidade, em todas as camadas sociais e em meio a diversos outros costumes ‘impostos’ por outras sociedades. Gógol não deixa claro qual a origem do personagem, justamente para assim conseguir passear entre as diversas facetas dos envolvidos.

(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2lXMT78)
Com base no texto 'ALMAS MORTAS', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto é uma apreciação da obra de Gógol, Almas Mortas; por isso, o autor não se isenta de expressar um posicionamento crítico diante da leitura. II. No texto, o autor afirma que a obra literária de Gógol é mercada por um forte nacionalismo, pela defesa da democracia e da liberdade de imprensa. O autor afirma, ainda, que Gógol parece ignorar, em seus livros, os problemas ambientais que afligem o seu país. III. A obra, como se observa no texto, configura-se um painel da Rússia do século XIX e expõe as facetas dos diversos tipos humanos de uma sociedade que busca uma identidade em meio às influências culturais de outros povos. IV. De acordo com o texto, Tchítchikov é um personagem audacioso que busca ganhar a confiança dos nobres e altos funcionários da cidade para onde vai, a fim de comprar almas mortas.
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Alternativas
Q1654940 Português
ALMAS MORTAS

Em busca de seus próprios interesses, o personagem principal da obra “Almas Mortas”, de Gógol, Tchítchikov, torna-se um bajulador inescrupuloso que pouco ou nada diz sobre sua real origem ao chegar em uma capital de província da Rússia, ao mesmo tempo em que é ousado o suficiente para ganhar a confiança dos nobres e altos funcionários da cidade, conquistando a simpatia de todos os graus de hierarquias civis. Aos poucos, o personagem toma forma e demonstra-se um grande especulador, que por somas irrisórias faz ofertas a alguns donos de terras da região: comprar almas mortas. O termo “almas”, na Rússia, designa os servos, escravos dos donos de terras. Tchítchikov não deixa claro seu propósito ao realizar diversas transações envolvendo os servos já falecidos, invisíveis para a lei.

A princípio, há um véu de respeito à ética e aos bons costumes que logo é substituído pela negociata barata e presunçosa – dos dois lados, por parte de quem compra e também de quem vende. Até então, pouca coisa se sabe sobre o especulador. Em síntese, está não é a questão principal do livro – o que perpassa a trama são os costumes de um povo que luta por buscar sua identidade, em todas as camadas sociais e em meio a diversos outros costumes ‘impostos’ por outras sociedades. Gógol não deixa claro qual a origem do personagem, justamente para assim conseguir passear entre as diversas facetas dos envolvidos.

(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2lXMT78)
Com base no texto 'ALMAS MORTAS', leia as afirmativas a seguir:
I. Paulatinamente, segundo o texto, o personagem se mostra um grande especulador, que por somas insignificantes faz ofertas a alguns donos de terras da Rússia. II. Depreende-se do texto que o mistério em torno da origem do personagem serve como pano de fundo para traçar um perfil psicológico do homem russo até o narrador atingir a superficialidade das relações humanas. III. O texto aponta que as relações de compra e venda de almas obedecem, inicialmente, à ética e aos bons costumes, todavia esse conceito logo é substituído pela negociata barata e pretenciosa de ambos os lados. IV. Infere-se do texto que a obra pretende, por meio do fluxo do pensamento, traçar um perfil psicológico do homem russo que intenta firmar sua identidade nacional devido às influências dos costumes do oeste europeu.
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Alternativas
Q1654939 Português
ALMAS MORTAS

Em busca de seus próprios interesses, o personagem principal da obra “Almas Mortas”, de Gógol, Tchítchikov, torna-se um bajulador inescrupuloso que pouco ou nada diz sobre sua real origem ao chegar em uma capital de província da Rússia, ao mesmo tempo em que é ousado o suficiente para ganhar a confiança dos nobres e altos funcionários da cidade, conquistando a simpatia de todos os graus de hierarquias civis. Aos poucos, o personagem toma forma e demonstra-se um grande especulador, que por somas irrisórias faz ofertas a alguns donos de terras da região: comprar almas mortas. O termo “almas”, na Rússia, designa os servos, escravos dos donos de terras. Tchítchikov não deixa claro seu propósito ao realizar diversas transações envolvendo os servos já falecidos, invisíveis para a lei.

A princípio, há um véu de respeito à ética e aos bons costumes que logo é substituído pela negociata barata e presunçosa – dos dois lados, por parte de quem compra e também de quem vende. Até então, pouca coisa se sabe sobre o especulador. Em síntese, está não é a questão principal do livro – o que perpassa a trama são os costumes de um povo que luta por buscar sua identidade, em todas as camadas sociais e em meio a diversos outros costumes ‘impostos’ por outras sociedades. Gógol não deixa claro qual a origem do personagem, justamente para assim conseguir passear entre as diversas facetas dos envolvidos.

(Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2lXMT78)
Com base no texto 'ALMAS MORTAS', leia as afirmativas a seguir:
I. A negociata estabelecida entre Tchítchikov e os senhores donos de “almas mortas” é, conforme o texto, sempre em tom jocoso. II. Na obra “Almas Mortas”, de Gógol, destaca-se um lirismo evidente, com repetidas passagens nas quais o índio é apresentado como um herói medieval, equiparável aos nobres cavaleiros da idade média europeia, de acordo com o texto. III. Segundo o texto, a personagem do livro de Gógol pode ser considerada demagoga e egoísta. IV. Pode-se deduzir que a leviandade nas relações humanas, evidenciada pela negociata barata e presunçosa, denota o que ocorre na classe social mais abastada, mostrada no texto.
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Alternativas
Q1654938 Matemática
Leia as afirmativas a seguir:
I. Vitória abasteceu sua moto com R$ 27,00 de gasolina. Sabendo que ela só possuía moedas de 50 centavos para pagar, pode-se dizer que Vitória utilizou mais de 56 moedas para pagar pelo combustível. II. A empresa Super Crédito realiza empréstimos para servidores e aposentados. A menor taxa anual cobrada por essa empresa para seus empréstimos é de 43%. A maior taxa anual cobrada por essa empresa para seus empréstimos é de 321%. Assim, é correto afirmar que, percentualmente, a maior taxa é menos de 478,15% superior à menor taxa. III. Vitória e Ana são irmãs e percorrem o trecho de casa para a escola de bicicleta todos os dias. Vitória percorreu o trajeto de sua casa até a escola com uma determinada velocidade média. Ana percorreu o mesmo trajeto com uma velocidade média 60% maior do que a de Vitória. É correto afirmar que, em relação ao tempo que Vitória levou para percorrer o trajeto, o tempo de Ana foi 37,5% inferior ao de Vitória. IV. Em uma fábrica, sabe-se que o custo do insumo Y representa 2/5 do custo do refrigerante X. Se o custo do insumo Y for aumentado em 1/4, e os demais custos de fabricação do refrigerante X permanecerem constantes, então o custo total do refrigerante X terá um acréscimo de 15,6%.
Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1654937 Matemática
Leia as afirmativas a seguir:
I. Vitória acaba de comprar um imóvel no valor de R$ 189.400,00. Após pagar 3/5 desse valor à vista, ela optou por parcelar o restante em 12 parcelas iguais e sem juros. Assim, é correto afirmar que o valor de cada parcela a ser paga por Vitória deverá ter um valor inferior a R$ 6.712,88 e superior a 6.621,12. II. Vitória comprou uma mochila nova e obteve um desconto de 40% sobre o preço inicial do item. Sabendo que o valor original do produto era de R$ 190, é possível afirmar que Vitória deverá pagar menos de R$ 122,50 pelo item. III. Vitória comprou um refrigerante e obteve um desconto de 2%. Sabendo que o preço inicial do produto era de R$ 10, Vitória deverá pagar mais de R$ 9,12 pelo item. IV. Vitória recebeu um auxílio de custo equivalente a 2% sobre a sua remuneração semanal, o qual passou a ser de R$ 224,40. Assim, é correto afirmar que o valor anterior da sua remuneração semanal, sem considerar o auxílio de custo, era de R$ 206,50.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1654936 Matemática
Leia as afirmativas a seguir:
I. A prefeitura de Campos do Norte possui em seu quadro de servidores enfermeiros, os quais representam 20% do total de servidores dessa prefeitura. Se 35% dos enfermeiros são mulheres e 52 são homens, então o total de servidores dessa prefeitura é superior a 423. II. Em um concurso público, a razão entre o número de aprovados e o número de reprovados é 1/4. Com base nessa informação, é correto afirmar que a porcentagem de aprovados corresponde a mais de 22,61%. III. A prefeitura do município de Rosa Azul arrecadou no mês 1 a quantia de R$ 45.600,00 em impostos. No mês 2, a arrecadação foi de R$ 36.100,00. A partir dos dados apresentados, é correto afirmar que a redução na arrecadação foi de 18,35% entre os meses considerados. IV. Vitória e Ana desejam comprar um bolo que custa R$ 60. O dinheiro que possuem juntas equivale a 60% do valor necessário para adquirir o bolo. Sabendo-se que Vitória possui R$ 6 a menos do que Ana, então, o valor que Ana tem é superior a R$ 24,55.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
11041: C
11042: C
11043: B
11044: E
11045: A
11046: E
11047: E
11048: D
11049: B
11050: B
11051: C
11052: B
11053: B
11054: B
11055: C
11056: C
11057: B
11058: B
11059: C
11060: A