Questões de Concurso Para agente de combate a endemias

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Q4176322 Português

TEXTO




AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL



    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata. 

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

    “Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>. Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026. 

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE uma oração destacada com função de sujeito. 
Alternativas
Q4167614 Saúde Pública
O Agente de Combate às Endemias (ACE) coleta rotineiramente dados e informações sobre o ambiente e os agravos no território. Esses dados subsidiam a construção de indicadores de saúde. Assim, qual o conceito e a aplicação dos indicadores epidemiologicos nesse contexto?
Alternativas
Q4167613 Saúde Pública
Ao atuar na prevenção de acidentes com animais peçonhentos, o Agente de Combate às Endemias (ACE) deve alertar a comunidade sobre os lepidopteros. A Lonomía obliqua é responsável por acidentes que podem causar distúrbios de coagulação e hemorragias graves. Que tipo de animal é esse?
Alternativas
Q4167612 Medicina
Ao identificar sinais e sintomas na comunidade, o Agente de Combate às Endemias (ACE) contribui para a vigilância. Considerando isso, uma criança com febre, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas avermelhadas (exantema) morbiliformes, sem registro de vacinação, levanta a suspeita imediata de:
Alternativas
Q4167611 Enfermagem
No processo de trabalho das equipes de Atenção Básica, a educação em saúde é um pilar da promoção à saúde. Sobre a execução das ações educativas pelo Agente de Combate às Endemias (ACE) e pela equipe, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4167610 Saúde Pública
Durante as orientações educativas, o Agente de Combate às Endemias (ACE) verifica a caderneta de vacinação infantil na casa de um morador. Assim, qual vacina do calendário nacional previne simultaneamente contra a difteria, o tétano e a coqueluche?
Alternativas
Q4167609 Saúde Pública
A leishmaniose é uma doença transmitida por vetor que exige atenção do Agente de Combate às Endemias (ACE). Em relação ao inseto vetor responsável pela transmissão da leishmaniose visceral (flebotomo/mosquito-palha), é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4167608 Saúde Pública
Em um município cortado por rios e lagos, o Agente de Combate às Endemias (ACE) atua na prevenção da Esquistossomose. Diante disso, qual animal atua como hospedeiro intermediário nessa doença e é alvo das ações de vigilância e saneamento ambiental?
Alternativas
Q4167607 Biomedicina - Análises Clínicas
Em uma região, o Agente de Combate às Endemias (ACE) atua no controle de uma doença endêmica caracterizada por febre em paroxismos, calafrios e sudorese. O vetor dessa doença é o mosquito Anopheles. Assim, qual é a doença e o principal exame laboratorial realizado a partir de amostra de sangue do paciente? 
Alternativas
Q4167606 Saúde Pública
Para orientar o direcionamento do controle vetorial da dengue, o Município utiliza o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Esse indicador entomológico tem como objetivo prático:
Alternativas
Q4167605 Saúde Pública
A presença de animais de companhia nas residências envolve a prática da guarda responsável. Sobre as ações de controle de populações de cães e gatos e o papel do Agente de Combate às Endemias (ACE), analise as assertivas abaixo:

I. O estímulo à guarda responsável reduz a exposição dos animais a infecções e impede que vivam soltos nas vias públicas.
II. A vacinação antirrábica deve ser oferecida para cães e gatos, pois atua como bloqueio do ciclo urbano da raiva.
III. A eutanásia de cães infectados pela raiva é o método legal adotado pelo SUS para controle.

Está CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q4167604 Medicina
O Agente de Combate às Endemias (ACE) auxilia a equipe da Atenção Básica a monitorar agravos de notificação compulsória no bairro. A infecção pelo Zika vírus em gestantes é um agravo de grande relevância epidemiológica devido ao risco de: 
Alternativas
Q4167603 Saúde Pública
Durante uma visita, o Agente de Combate às Endemias (ACE) constata que a família consome água de um poço sem proteção e relata episódios frequentes de diarreia. Considerando a vigilância de Doenças Transmitidas por Alimentos e Água (DTHA) e a avaliação da potabilidade, qual é a orientação adequada?
Alternativas
Q4167602 Meio Ambiente
O monitoramento de situações de risco ambiental indica que problemas de saneamento básico estão diretamente ligados à proliferação de vetores. A disposição e o destino inadequado dos resíduos sólidos orgânicos a céu aberto em áreas urbanas favorecem o aumento da população de:
Alternativas
Q4167601 Saúde Pública
A integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Básica é fundamental para o SUS. Sobre a atuação conjunta entre o Agente de Combate às Endemias (ACE) e o Agente Comunitário de Saúde (ACS) no território, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F): 

( ) O trabalho deve ser realizado de forma integrada, com planejamento e avaliação conjuntos das situações de risco do território.
( ) O ACS deve comunicar ao ACE as situações de difícil acesso ou focos que necessitem de intervenção química.
( ) A integração limita-se ao período de epidemias, operando de forma isolada nos meses de baixa transmissão.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4167600 Saúde Pública
O Agente de Combate às Endemias (ACE) recebe a informação de que um morcego foi encontrado caído e com comportamento alterado durante o dia no quintal de uma residência. Considerando as ações de vigilância e controle da raiva, qual deve ser a conduta do Agente? 
Alternativas
Q4167599 Saúde Pública
O Agente de Combate às Endemias (ACE) atua na vigilância epidemiologica da Doença de Chagas em áreas rurais e periurbanas. O Agente inspeciona moradias em busca do inseto vetor. Diante disso, como ocorre a principal via de transmissão natural dessa doença ao ser humano?
Alternativas
Q4167598 Saúde Pública
Um morador solicita a visita do Agente de Combate às Endemias (ACE) após encontrar um escorpião em seu banheiro. Sobre a prevenção de acidentes e o controle de escorpiões no meio urbano, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4167597 Saúde Pública
Em uma área endêmica para leishmaniose visceral, o Agente de Combate às Endemias (ACE) depara-se com um cão apresentando sinais de adoecimento no quintal de uma casa. Assim, quais são as manifestações clínicas MAIS comuns da leishmaniose visceral canina que o Agente deve observar para notificar o caso?
Alternativas
Q4167596 Saúde Pública
Ao vistoriar um domicílio, o Agente de Combate às Endemias (ACE) encontra recipientes com larvas de mosquitos e orienta o morador sobre o controle das arboviroses urbanas (dengue, Zika e chikungunya). Em relação ao controle vetorial do Aedes aegypti, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
661: A
662: C
663: D
664: B
665: C
666: D
667: C
668: D
669: B
670: A
671: D
672: B
673: C
674: C
675: B
676: B
677: B
678: C
679: A
680: C