Questões de Concurso
Para professor - 1 ao 5 ano ensino fundamental
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I. assegurem a articulação das políticas educacionais com as demais políticas sociais, particularmente as econômicas e financeiras.
II. considerem as necessidades específicas das populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas, asseguradas a equidade educacional e a diversidade cultural.
III. garantam o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades.
IV. promovam a articulação interfederativa na implementação das políticas educacionais.
Está correto apenas o que se afirma em:
A formação de educadores e professores assenta nos seguintes princípios:
1. formação que, em referência à realidade social, estimule uma atitude simultaneamente crítica e atuante.
2. formação que favoreça e estimule a inovação e a investigação, nomeadamente em relação com a atividade educativa.
3. formação participada que conduza a prática reflexiva e continuada de informação e aprendizagem acadêmicas.
4. aquisição de competências relativas à especialização exigida pela diferenciação e permanência do sistema educativo.
Está correto apenas o que se indica em:
I. Inteligência sensório-motora: conhecimento prático dos objetos.
II. Inteligência sensório-motora : reflexão , abstração, pensamento formal, operações sobre (os resultados das) operações.
III. Inteligência operatória formal: conhecimento prático dos objetos.
Está correto apenas o que se afirma em :
Texto para responder à questão.
Eu vos abraço milhões
De uma coisa posso me orgulhar, caro neto: poucos chegam, como eu, a uma idade tão avançada, àquela idade que as pessoas costumam chamar de provecta. Mais: poucos mantêm tamanha lucidez. Não estou falando só em raciocinar, em pensar; estou falando em lembrar. Coisa importante, lembrar. Aquela coisa de “recordar é viver” não passa, naturalmente, de um lugar-comum que jovens como você considerariam até algo meio burro: se a gente se dedica a recordar, quanto tempo sobra para a vida propriamente dita? A vida, que, para vocês, transcorre principalmente no mundo exterior, no relacionamento com os outros? Esse cálculo precisa levar em conta a expectativa de vida, precisa quantificar (como?) prazeres e emoções. É difícil de fazer, exige uma contabilidade especial que não está ao alcance nem mesmo das pessoas vividas e supostamente sábias. Que eu saiba, não há nenhum programa de computador que possa ajudar — e, mesmo que houvesse, eu não saberia usá-lo, sou avesso a essas coisas. Vejo-me diante de uma espinhosa tarefa: combinar muito bem a vivência interior, representada sobretudo pela recordação e pela reflexão , com a vivência exterior, inevitavelmente limitada pela solidão, pela incapacidade física, pelo fato de que tenho mais amigos entre os mortos do que entre os vivos. E, de novo, qual a fórmula adequada para essa combinação?
[...]
Não sei. Só sei que recordar é bom, e é das poucas possibilidades que me restam, de modo que recordo. É uma espécie de exercício emocional, é um estímulo para os meus cansados neurônios, mas é sobretudo um prazer. Um prazer melancólico, decerto, mas um prazer, sim, resultante da facilidade com que evoco pessoas, acontecimentos, lugares, uma facilidade que às vezes surpreende a mim próprio. Para alguns, mesmo não muito velhos, o rio da memória é um curso de água barrenta que flui, lento e ominoso, trazendo destroços, detritos, cadáveres, restos disso ou daquilo; para mim, não: é uma vigorosa corrente de água límpida e fresca.
SCLIAR, Moacyr. Eu vos abraço milhões. São Paulo: Companhia
das Letras, 2010, p. 7-8.
Essa generalização pode ser observada no seguinte trecho:
Texto para responder à questão.
Eu vos abraço milhões
De uma coisa posso me orgulhar, caro neto: poucos chegam, como eu, a uma idade tão avançada, àquela idade que as pessoas costumam chamar de provecta. Mais: poucos mantêm tamanha lucidez. Não estou falando só em raciocinar, em pensar; estou falando em lembrar. Coisa importante, lembrar. Aquela coisa de “recordar é viver” não passa, naturalmente, de um lugar-comum que jovens como você considerariam até algo meio burro: se a gente se dedica a recordar, quanto tempo sobra para a vida propriamente dita? A vida, que, para vocês, transcorre principalmente no mundo exterior, no relacionamento com os outros? Esse cálculo precisa levar em conta a expectativa de vida, precisa quantificar (como?) prazeres e emoções. É difícil de fazer, exige uma contabilidade especial que não está ao alcance nem mesmo das pessoas vividas e supostamente sábias. Que eu saiba, não há nenhum programa de computador que possa ajudar — e, mesmo que houvesse, eu não saberia usá-lo, sou avesso a essas coisas. Vejo-me diante de uma espinhosa tarefa: combinar muito bem a vivência interior, representada sobretudo pela recordação e pela reflexão , com a vivência exterior, inevitavelmente limitada pela solidão, pela incapacidade física, pelo fato de que tenho mais amigos entre os mortos do que entre os vivos. E, de novo, qual a fórmula adequada para essa combinação?
[...]
Não sei. Só sei que recordar é bom, e é das poucas possibilidades que me restam, de modo que recordo. É uma espécie de exercício emocional, é um estímulo para os meus cansados neurônios, mas é sobretudo um prazer. Um prazer melancólico, decerto, mas um prazer, sim, resultante da facilidade com que evoco pessoas, acontecimentos, lugares, uma facilidade que às vezes surpreende a mim próprio. Para alguns, mesmo não muito velhos, o rio da memória é um curso de água barrenta que flui, lento e ominoso, trazendo destroços, detritos, cadáveres, restos disso ou daquilo; para mim, não: é uma vigorosa corrente de água límpida e fresca.
SCLIAR, Moacyr. Eu vos abraço milhões. São Paulo: Companhia
das Letras, 2010, p. 7-8.
Sobre o mundo interno e o mundo externo, conforme a declaração do narrador, leia as afirmativas.
I. O mundo externo se caracteriza pela experiência solitária da reflexão e da recordação.
II. O mundo interno se caracteriza no movimento de interação com os outros, na vida em relação com os amigos e com o mundo.
III. Na juventude, vive-se o mundo externo, enquanto na velhice vive-se o mundo interno.
Está correto apenas o que se afirma em:
Embora o desperdício alimentar seja socialmente mal visto, o que geralmente é uma das primeiras lições aprendidas em casa, os maus hábitos superam as boas intenções. Na Dinamarca, o esforço dos últimos cinco anos deu frutos: o país reduziu as perdas de alimentos em 25% graças ao impulso popular do movimento encabeçado pela plataforma Stop Spild Af Mad (“basta de desperdiçar comida", no idioma local). Esse grupo é o motor, mas já embarcaram na ideia gigantes como Nestlé e Unilever, chefs famosos e redes de supermercados como a Rema 1000. De tanto ser martelada, em meia década essa mensagem impregnou a sociedade. Numa loja da Rema 1000 em Copenhague, há um saco de cenouras e outro de cherovias (uma raiz semelhante à cenoura) ao lado da balança onde frutas e hortaliças são pesadas. Esses dois produtos, muito populares, são vendidos por unidade, e não em maços ou sacos. É simples e ajuda o consumidor a comprar só o que necessita. Um pouco mais adiante, junto às geladeiras de laticínios, são guardados os ovos. Ficam refrigerados a 120C para prolongar seu uso sem problemas de toxicidade. Os sacos de pão de forma apresentam meias porções, e as de bolinhos vêm com apenas cinco. Nos freezers das carnes, bifes e peitos de frango com prazo de validade muito exiguo têm um adesivo chamativo e preço reduzido. Em nenhum lugar há ofertas do tipo "leve três e pague dois". "Se você for analisar, faz sentido. Para que comprar mais do que o necessário? E, no entanto, todos nós fazemos isso”, diz Anne-Marie Jensen Kerstens, consultora alimentar da Federação de Comerciantes Varejistas (DSK, na sigla em dinamarquês). Em 2008, essa foi a primeira rede de supermercados da Dinamarca a eliminar os descontos por volume, como o 3x2, preferindo oferecer produtos unitários a preços baixos. “Não só não atrapalhou as vendas como o cliente tende a levar a quantidade exata", comenta Jense Kerstens. O caminho dinamarquês contra o desperdício de alimentos – todos os caminhos, na verdade - levam a Selina Juul, uma designer gráfica transformada em ativista que abalou as consciências. Nascida em Moscou em 1980, chegou à Dinamarca com 13 anos e logo percebeu um fato para ela inconcebível. “As pessoas jogavam fora os restos de comida, quando em Moscou não sabíamos o que íamos comer no dia seguinte”, lembra a criadora de Stop Spild Af Mad em um restaurante do centro perto do Ministério de Alimentação, Agricultura e Pesca. É uma de suas piscadelas típicas. Isso e sua determinação a transformaram na Dinamarquesa do Ano em 2014. De cidadã irritada com o desperdício de alimentos (um total de 700.000 toneladas por ano, das quais 260.000 correspondem ao consumidor), Juul transformou Stop Spild Af Mad na maior ONG de seu tipo no país. Isabel Rerrer. El País, 15/10/2016
No trecho: “EMBORA O DESPERDÍCIO ALIMENTAR SEJASOCIALMENTE MAL VISTO, o que geralmente é uma das primeiras lições aprendidas em casa, os maus hábitos superam as boas intenções.”, a oração destacada expressa ideia de:
Numa gestão democrática, marcada pela complexidade, espera-se que os sujeitos pertencentes a ela – pais, alunos e educadores – tomem a iniciativa e assumam a responsabilidade de construir, de forma participativa, uma proposta pedagógica com a finalidade de organizar todo o trabalho a ser realizado na escola para que esta esteja apta a oferecer uma educação de qualidade a todas as crianças e jovens da sociedade.
RODRIGUES, Paulo da Silva. Projeto Político Pedagógico: reflexões par a construção de uma escola participativa. In: SCHWARTZ, Cleonara Maria; ARAUJO, Gilda Cardoso de; RODRIGUES, Paulo da Silva (Org.). Escola de gestores da educação básica: democracia, formação e gestão escolar: reflexões e experiências do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica no Estado do Espírito Santo. 2ª ed. Vitória: GM, 2010. p. 57-68.
Nesse texto, o projeto político-pedagógico se constitui como:
Sobre o uso do computador na escola, analise as afirmativas a seguir.
I. Dispensa formação de professores, pois atualmente todos utilizam o computador no cotidiano social.
II. Divide os professores: de um lado estão os que se recusam a aceitar o computador e de outro estão aqueles que veem nele o instrumento de transformação da prática.
III. Fornece diferentes recursos tecnológicos, permitindo potencializá-los ainda mais, por meio de vários recursos.
IV. Demanda a criação de espaços para os professores desenvolverem diferentes possibilidades de ensino.
V. Salva a Educação dos graves problemas pedagógicos por si só, e tem promovido melhorias no ensino e na aprendizagem.
Estão corretas as afirmativas:
TEXTO 1
O Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 busca, predominantemente em sua Meta 4, universalizar o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação de preferência na rede regular de ensino. Os resultados revelaram, em diferentes faixas etárias, discrepâncias no acesso e na taxa de escolarização, de alfabetização e de analfabetismo entre a população com e sem deficiência. As diferenças observadas se acentuam na população com deficiência intelectual e motora. Tais dados corroboram a necessidade de reconstrução do modelo educativo escolar para a efetiva inclusão de pessoas com deficiência.
MORAES, Louise. A educação especial no contexto do Plano Nacional de Educação. Brasília, DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2017. p. 6 (Adaptação).
De acordo com os pressupostos da inclusão escolar, expressos na legislação, avalie as seguintes afirmações.
I. A educação inclusiva prevê o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência nas escolas regulares.
II. A inclusão educacional expressa um paradigma fundamentado na concepção de direitos humanos que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis.
III. Cada deficiência tem características e demandas que lhe são próprias e os alunos com o mesmo tipo de deficiência recebem o mesmo tratamento.
IV. O acesso à escola é suficiente para verificar a escolarização dos alunos deficientes, e suas demandas são encaminhadas para a escola especial.
V. O monitoramento da educação especial no contexto escolar, em termos de acesso, é válido, no entanto são necessárias análises adicionais.
Estão corretas as afirmativas:
A pesquisa educacional começa com um problema. Um problema de pesquisa científica deve partir de proposições que podem ser testadas e verificadas, ser claro e preciso.
LEITÃO, Cleide. Elaborando um projeto de intervenção local para enfrentar a violência na escola. In: ASSIS, Simone Gonçalves de; CONSTANTINO, Patrícia; AVANCI, Joviana Quintes (Org.) Impactos da violência na escola: um diálogo com professores. Rio de Janeiro: Ministério da Educação. Editora FIOCRUZ, Capítulo 9, 2010. 270 p. (Adaptação).
Sobre problema de pesquisa no campo da Educação, analise as afirmativas a seguir.
I. O problema de pesquisa é uma pergunta que deve ser redigida de forma clara, pode ser testada ou mensurada, mas não pode ser verificada e experimentada.
II. O caminho da problematização na ação educativa parte do diálogo, estimulando a capacidade criadora e a compreensão da realidade em permanente transformação.
III. A reflexão se faz sobre os seres humanos e sua relação com o mundo, o que significa refletir, com os alunos, professores, diretores e pais, para que percebam, criticamente, “como estão sendo no mundo”.
IV. A pesquisa-ação não pode ser utilizada para investigar a violência na escola porque os participantes estão envolvidos na escola diariamente.A estratégia problematizadora pode se valer da pesquisa-ação, pois sua característica fundamental é atuar em determinada situação problema como parte da investigação.
Estão corretas as afirmativas:
A principal função da escola é ensinar o aluno a pensar, refletir e criar com autonomia. Usando o computador como ferramenta auxiliar no processo de desenvolvimento cognitivo, o professor passa a dispor de uma gama de estímulos que levarão os alunos ao pensamento crítico, com maior poder de decisão para solucionar problemas. O uso da rede favorece o desenvolvimento de habilidades para se comunicar, para cooperar, coordenar e trabalhar, permitindo a definição e redefinição permanente dos conteúdos em questão.
PIMENTEL, Carmen. Comunicação e educação em rede. In: BRASIL. Ministério da Educação. Cultura Digital e Escola. Salto para o Futuro. TV Escola. Ano XX, boletim 10, agosto, 2010. p. 22-26 (Adaptação). Disponível em:<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015230.pdf> . Acesso em: 7 jun. 2018.
Diante do exposto, a incorporação das tecnologias na educação destaca:
I. Viver na cibercultura é viver a instabilidade como um risco, não é possível ter certezas sobre a aprendizagem no meio digital.
II. Viver em tempos de cibercultura é preparar-se para aprender sempre, para lidar com o conhecimento como algo sempre inacabado e provisório.
III. O uso da rede favorece o desenvolvimento de habilidades para se comunicar, para cooperar, permitindo a redefinição permanente dos conteúdos em questão.
V. A cibercultura é um espaço territorializado na medida em que os limites geográficos que nos separam ou unem revelam as diferenças e proximidades culturais.
V. A cibercultura nos leva a viver as diferenças como fator de coesão e de aproximação. As belezas e as durezas de cada canto aparecem e todos podem aprender.
Estão corretos os itens: