Questões de Concurso
Para médico urologista
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A repetição da preposição a em “ao tentar” (l.11) é fundamental para mostrar que a oração aí iniciada está em paralelo com a oração iniciada por “ao dar vazão” (l.10); e que não se trata de mais um termo da enumeração de verbos que complementam “afã de” (l.11).
A oração iniciada por “ao dar vazão” (l.10) apresenta uma causa para o homem deparar-se “com seus limites” (l.13).
O desenvolvimento do texto mostra que as expressões “constante anseio de buscar novas perspectivas” (l.2-3), “ininterrupta e incansável luta pelo saber” (l.8-9) e “insaciável afã de descobrir, criar, conquistar” (l.11) referem-se à ideia expressa em “uma das mais significativas forças impulsoras da humanidade” (l.7-8).
Seriam preservadas a correção gramatical do texto, bem como a coerência de sua argumentação, se, em lugar de “tem sido” (l.2), fosse usada a forma verbal é; no entanto, a opção empregada no texto ressalta o caráter contínuo e constante dos aspectos mencionados.
Subentende-se da argumentação do texto que vários aspectos notáveis fizeram parte da “aventura do homem ao longo da história” (l.1-2).
Qual é a conduta adequada?
A definição atual da ASTRO (american society for therapeutic radiology and oncology) para a recorrência bioquímica após a radioterapia é a de 3 elevações consecutivas do PSA após o PSA Nadir.
O PSA Nadir, cujo valor ideal é inferior a 0,5 ng/dL, é um fator prognóstico importante após a radioterapia como tratamento primário, sendo que o tempo necessário para atingi-lo mostra-se inversamente proporcional à sobrevida livre de doença.
A reação de Jarisch-Herxheimer caracteriza-se por cefaleia, mialgia, febre, taquicardia e taquipneia e ocorre nas primeiras 24 h após a administração intramuscular de penicilina benzatina para o tratamento da sífilis.
Até 10 % das mulheres que procuram pronto-socorros com quadros de ITU recorrentes ou sintomas de ITU e culturas urinárias negativas apresentam alguma DST, mesmo que tais mulheres mantenham relacionamentos homossexuais.
Os pacientes portadores do vírus HIV têm probabilidade maior de evoluírem com câncer de testículo, e os protocolos de tratamento devem ser diferentes nesses pacientes, pois acentuam a imunossupressão.
Que conduta devemos tomar?
Que cidade, que não Brasília, poderia oferecer ao mundo um escândalo tão completo? E que reunisse, de uma só vez, todos os pecados capitais? No vídeo do governador José Roberto Arruda, logo aparecem a preguiça e a gula. Primeiro, ele estira o corpo na poltrona, como se repousasse sob a sombra de uma palmeira. Mas, quando o ex-secretário Durval Barbosa exibe um maço de R$ 50 mil, o predador Arruda saliva e salta em direção ao dinheiro como se fosse a mais rara das iguarias. Na cena seguinte, Marcelo Carvalho, operador do vice Paulo Octávio, recolhe a mala para o chefe. Um dos homens mais ricos de Brasília e talvez tão avarento como o Harpagon, de Molière. Soberbo, por sua vez, foi o deputado Leonardo (Im) Prudente, aquele que escondeu nas meias sua propina. Ira e inveja motivaram Durval e seus patrocinadores, que, durante anos, filmaram cada cena do espetáculo. E a luxúria esteve presente em tudo, pois o escândalo Arruda já nem pode ser definido como “batom na cueca”. Foi sexo explícito, à luz do dia.
Brasília, que nasceu do sonho faraônico de Juscelino Kubitschek, não é apenas uma cidade singular, terra de lobistas e grileiros, onde tantas fortunas sem pedigree foram criadas nos últimos 50 anos. É também uma capital surreal e quase psicodélica. Em que outro lugar do mundo o corregedor da Câmara, Júnior Brunelli, ergueria as mãos para os céus depois de roubar? Na oração, ele diz: “Senhor, eu sou vulnerável, mas preciso de instrumentos... Somos gratos pela vida do Durval, que é uma bênção em nossas vidas... Precisamos de cobertura, Senhor. Precisamos de uma cidade diferente.” Foi como se tentasse explicar ao Todo-Poderoso que, na política, os fins justificam os meios. Imoral? Não, apenas amoral. Digno de uma gente que talvez nunca tenha sabido diferenciar o certo do errado. E que se esqueceu apenas de acrescentar algumas frases à prece, como “afastai-nos da Polícia Federal”, “apagai as imagens” e “emudecei os grampos”.
Quando conseguiu se eleger governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda ganhou uma segunda chance. Ele, que renunciou para não ser cassado, depois de flagrado por ISTOÉ no escândalo da violação do painel do Senado, foi perdoado pela população de Brasília. Só que agora, por mais elevadas que sejam as rezas, não haverá saída. Redenção, só existe uma. E, ao tentar justificar seu crime dizendo que usou o dinheiro para comprar panetones, o governador apenas acrescentou ao mais fantástico escândalo já visto no Brasil a também mais esfarrapada das desculpas. Tudo é tão inacreditável que até a rima final será perfeita. “Arruda na Papuda”, é o que já diz o povo nas ruas. E a Papuda, para quem não a conhece, é o maior presídio de Brasília.
Disponível em <http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/20738_PECADOS+CAPITAIS>. Acesso em 20 dez 2009.
Assinale a alternativa cuja expressão foi empregada em sentido conotativo.