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Leia o poema da autora Hilda Hilst:
Tateio. A fronte. O braço. O ombro.
O fundo sortilégio da omoplata.
Matéria-menina a tua fronte e eu
Madurez, ausência nos teus claros
Guardados.
Ai, ai de mim. Enquanto caminhas
Em lúcida altivez, eu já sou o passado.
Esta fronte que é minha, prodigiosa
De núpcias e caminho
É tão diversa da tua fronte descuidada.
Tateio. E a um só tempo vivo
E vou morrendo. Entre terra e água
Meu existir anfíbio. Passeia
Sobre mim, amor, e colhe o que me resta:
Noturno girassol. Rama secreta.
Marque a alternativa INCORRETA:


Leia a tirinha abaixo .

Com relação à tirinha, considere as seguintes afirmações:
I- No primeiro quadrinho, o período é constituído por uma oração principal e duas subordinadas.
II- No primeiro quadrinho, as orações subordinadas são adverbiais, sendo classificadas respectivamente como temporal e final.
III- No terceiro quadrinho, a expressão “de lombinho” classifica-se como predicativo do sujeito.
Assinale a alternativa que indique as afirmações
CORRETAS.
Bullying é caso de saúde pública
Fabrício Carpinejar
Bullying não é brincadeira, não é gozação, não é simples deboche.
Se adultos têm dificuldades de lidar com críticas e ofensas, imagine crianças e adolescentes, muito mais carentes pela aceitação social.
Aquele que diz que bullying sempre existiu e que em sua época só não tinha esse nome, de que o ato é inofensivo e consiste em naturais implicâncias, não entende do que está falando.
A violência psicológica e física é hoje potencializada pelas redes sociais, a ponto de não dar descanso as suas vítimas, a ponto de não permitir uma trégua no sofrimento e na perseguição.
Eu sofri bullying na passagem dos anos 70 para 80. Fui agredido em corredor polonês, chacotado com chuva de papéis, segurado pelas pernas do alto do segundo andar do refeitório, com as merendas roubadas, obrigado a entregar mesada, preso no banheiro da escola por doze horas, ridicularizado com os piores apelidos, com as calças arriadas na frente dos colegas.
Mas resisti pois acabava a escola e eu ainda resgatava o amor da família para compensar.
Não havia internet, celular, aplicativos. Eu tomava fôlego antes de retornar ao ambiente desesperador. Podia respirar um pouco, livre daquela vida de impropérios. O máximo que acontecia no turno inverso era descobrir que não tinha sido convidado a uma festa.
Durante a tarde e a noite, ficava offline aos ataques. A residência funcionava como esconderijo, como ferrolho. Existia um espaço para recuperar a coragem e enfrentar novamente a turma no dia seguinte.
Se eu fosse criança atualmente não sei se sobreviveria. Não sei se aguentaria. Não sei o que seria de mim. Não sei se estaria aqui.
Porque atualmente o aluno oprimido não tem mais um minuto de proteção e de segurança. Com Facebook, Instagram e WhatsApp, é bombardeado vinte e quatro horas com ameaças, memes e insinuações. Não é apenas excluído das rodinhas presenciais, mas de todas os grupos virtuais. Pode ser recusado, bloqueado, ridicularizado, para todos verem. Não há quem se blinde a tanta maldade, não há quem saia ileso de tamanha crueldade.
Conversas inofensivas são printadas, fotos são viralizadas, pontos fracos são expostos sem direito de defesa. Trata-se de uma enxurrada imprevisível de fake news pessoal, acima dos diques familiares e das barricadas terapêuticas.
É como viver no deserto emocional, na insolação atemporal do medo. Não tem como se curar de uma dor que lá vem outra e outra e outra, até perder a pele das palavras e a alma cansar de doer. Não se conta nem de paz para desabafar e duvidar do que está acontecendo.
O bullying é epidêmico, não é mais um problema educacional, é caso de saúde pública.
Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/bullying-e-caso-de-saude-publica.html
Bullying é caso de saúde pública
Fabrício Carpinejar
Bullying não é brincadeira, não é gozação, não é simples deboche.
Se adultos têm dificuldades de lidar com críticas e ofensas, imagine crianças e adolescentes, muito mais carentes pela aceitação social.
Aquele que diz que bullying sempre existiu e que em sua época só não tinha esse nome, de que o ato é inofensivo e consiste em naturais implicâncias, não entende do que está falando.
A violência psicológica e física é hoje potencializada pelas redes sociais, a ponto de não dar descanso as suas vítimas, a ponto de não permitir uma trégua no sofrimento e na perseguição.
Eu sofri bullying na passagem dos anos 70 para 80. Fui agredido em corredor polonês, chacotado com chuva de papéis, segurado pelas pernas do alto do segundo andar do refeitório, com as merendas roubadas, obrigado a entregar mesada, preso no banheiro da escola por doze horas, ridicularizado com os piores apelidos, com as calças arriadas na frente dos colegas.
Mas resisti pois acabava a escola e eu ainda resgatava o amor da família para compensar.
Não havia internet, celular, aplicativos. Eu tomava fôlego antes de retornar ao ambiente desesperador. Podia respirar um pouco, livre daquela vida de impropérios. O máximo que acontecia no turno inverso era descobrir que não tinha sido convidado a uma festa.
Durante a tarde e a noite, ficava offline aos ataques. A residência funcionava como esconderijo, como ferrolho. Existia um espaço para recuperar a coragem e enfrentar novamente a turma no dia seguinte.
Se eu fosse criança atualmente não sei se sobreviveria. Não sei se aguentaria. Não sei o que seria de mim. Não sei se estaria aqui.
Porque atualmente o aluno oprimido não tem mais um minuto de proteção e de segurança. Com Facebook, Instagram e WhatsApp, é bombardeado vinte e quatro horas com ameaças, memes e insinuações. Não é apenas excluído das rodinhas presenciais, mas de todas os grupos virtuais. Pode ser recusado, bloqueado, ridicularizado, para todos verem. Não há quem se blinde a tanta maldade, não há quem saia ileso de tamanha crueldade.
Conversas inofensivas são printadas, fotos são viralizadas, pontos fracos são expostos sem direito de defesa. Trata-se de uma enxurrada imprevisível de fake news pessoal, acima dos diques familiares e das barricadas terapêuticas.
É como viver no deserto emocional, na insolação atemporal do medo. Não tem como se curar de uma dor que lá vem outra e outra e outra, até perder a pele das palavras e a alma cansar de doer. Não se conta nem de paz para desabafar e duvidar do que está acontecendo.
O bullying é epidêmico, não é mais um problema educacional, é caso de saúde pública.
Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/fabricio-carpinejar/post/bullying-e-caso-de-saude-publica.html
I. A pele representa mais de 15% do peso corpóreo. Toda a sua superfície é constituída por sulcos e saliências, particularmente acentuadas nas regiões palmoplantares e nas extremidades dos dedos, onde sua disposição é absolutamente individual e peculiar, permitindo não somente sua utilização na identificação dos indivíduos por meio da datiloscopia, como também a diagnose de enfermidades genéticas, pelas impressões palmoplantares, os chamados dermatóglifos. II. A cor da pele é determinada pela conjunção de vários fatores, alguns de ordem genético-racial, como a quantidade de pigmento, a melanina e outros; de ordem individual, regional e mesmo sexual, como a espessura de seus vários componentes; e, ainda, o conteúdo sanguíneo de seus vasos. III. A derme é constituída por epitélio estratificado cuja espessura apresenta variações topográficas desde 0,04 mm nas pálpebras até 1,6 mm nas regiões palmoplantares. IV. A segunda camada tissular componente da pele, disposta imediatamente abaixo da epiderme, é a derme ou cório, que compreende denso estroma fibroelástico, no qual situam-se as estruturas vasculares e nervosas, e os órgãos anexiais da pele, as glândulas sebáceas e sudoríparas e os folículos pilosos.
Analisados os itens é CORRETO afirmar que:
I. O paciente deve ser orientado a não aplicar fita adesiva diretamente nos cílios, pois isso pode causar abrasão da córnea. II. A eficácia de corticóides no tratamento da paralisia facial periférica foi avaliada em numerosos estudos. Em meta-análise recente, foi observado benefício significativo em termos de redução da proporção de pacientes que apresentam recuperação incompleta, com risco relativo (RR) de 0,71 (IC 95% 0,61 a 0,83) e número necessário para tratar de 11, além da redução da proporção de pacientes que apresentam sincinesia (RR 0,60 IC 95% 0,44 a 0,81). III. O tratamento deve ser iniciado preferencialmente dentro de 3 dias do início dos sintomas, sendo recomendado o uso de prednisona 20mg/kg/dia (máximo 80mg) durante 7 dias. IV. O uso isolado de antivirais reduz o risco de recuperação incompleta, portanto deve ser recomendado. Seu uso associado a corticoides é questão pacificada na literatura médica.
Analisados os itens é CORRETO afirmar que:
I. Em lesões com exposição de estruturas especializadas, o uso de retalhos é a melhor alternativa para cobertura ou salvamento de membro. (.....) II. Eles cobrem a ferida em um único tempo cirúrgico e podem ser realizados ainda na fase aguda da queimadura, resultando em reabilitação mais precoce, menores taxas de morbidade e menor tempo de internação. (.....) III. A escolha do retalho a ser utilizado é baseada nas características do tecido desejado para o leito receptor, na presença de área doadora não queimada, devendo ser considerada, ainda, a experiência do cirurgião. No caso de retalhos livres, baseia-se, também, no comprimento do pedículo e na disponibilidade dos vasos receptores. (.....) IV. A reconstrução cirúrgica em queimaduras, tradicionalmente, compreendia excisão tangencial, seguida de enxertia. Quando há exposição de estruturas especializadas, de tecidos desprovidos de membrana ou de área sobre implantes, a enxertia também oferece boa cobertura, não sendo indicado nesses casos o uso de retalhos. (.....)
Respondidos os itens a sequência CORRETA é:
I. O nariz torto ou assimétrico (laterorrinia) é um problema que pode afetar tanto a simetria facial do paciente quanto o aspecto funcional do nariz. É caracterizado por um desvio (que pode ser leve ou intenso) da pirâmide nasal para um dos lados, seja por desalinhamento da estrutura óssea, cartilaginosa ou de ambas. II. Suas principais causas estão associadas a traumas sofridos no nariz, sendo muito comum em atletas de esportes de impacto ou até mesmo em jovens que se envolveram em brigas. III. Outro fator que leva ao nariz torto é o desenvolvimento do problema, normalmente a partir da adolescência. Neste caso, a condição está associada ao desvio de septo, em que a estrutura que separa as narinas também apresenta um desvio para um dos lados. IV. A técnica cirúrgica utilizada pode variar de acordo com o caso de cada paciente e preferência do cirurgião. Normalmente não há cicatrizes visíveis na pele, mas em alguns casos (o paciente será avisado com antecedência) pode ser necessária a redução da asa do nariz, ou abertura externa do mesmo deixando respectivamente uma pequena cicatriz na região da asa e da columela nasal que com o tempo se tornam imperceptíveis.
Analisados os itens é CORRETO afirmar que:
Extrofia __________ (de bexiga) é um defeito congênito que consiste de uma má formação da bexiga e _________, na qual a bexiga fica exposta para fora do abdômen. As porções logo abaixo da bexiga chamadas de colo vesical e esfíncter uretral externo são os responsáveis pela continência urinária, já que eles permanecem fechados quando a bexiga se enche de urina. Na extrofia vesical, a uretra e a genitália também não são formadas completamente. A uretra se abre na porção _________ do pênis (_____________) e a vagina e o ânus são deslocados anteriormente. Além disso, os ossos da pelve são separados (_________).
I. A decisão de abordar uma fratura do zigoma por meio de uma redução aberta ou fechada ainda gera muitas dúvidas e controvérsias entre os cirurgiões. Isso ocorre devido ao fato que todas as classificações existentes, entre elas a mais conhecida proposta por Knight e North, não oferecem subsídios concretos para determinar o tipo de tratamento mais adequado, existindo cirurgiões que contraindicam de forma absoluta uma redução fechada. II. A redução aberta seguida de fixação interna rígida proporciona maior segurança, estabilidade, diminui o índice de complicações pós-operatórias e possibilita o rápido retorno do paciente a suas funções. Klotch e Gilliland Marciani, Sands et al., enfatizam bem as vantagens da fixação interna rígida, sobretudo nas fraturas do terço médio da face, incluindo o zigoma. III. O tempo decorrido após o trauma é outro fator que merece importância na indicação da melhor forma de tratamento. Carr e Mathog, verificaram que em fraturas orbitozigomáticas é possível de uma forma geral conseguir uma redução primária com até 21 dias após o trauma. Posteriormente a esse período, afirmam que podem ser necessárias osteotomias, bem como a utilização de enxertos ósseos por aposição.
Analisados os itens é CORRETO afirmar que: