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1. rompimento na linha de continuidade do existir. 2. o enfrentamento da perda da vida “normal”. 3. a elaboração do luto pela ruptura do cotidiano. 4. a elaboração do luto pela perda dos sonhos e da esperança no futuro.
Assinale a alternativa correta.
“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, ledor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”. Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre que me calei: “O povo unido jamais será vencido”: é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo... Não sei se foi bom negócio: o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de televisão que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse, na montanha, para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os 10 mandamentos. E há a estória do profeta Oseias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras ideias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oseias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou... Passado muito tempo Oseias perambulava solitário pelo mercado de escravos... E que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oseias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre...” Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta. Mas sabia que ela não era confiável. O povo sempre preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhes contavam mentiras. As mentiras são doces. A verdade é amarga.
Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos o circo era os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro O homem moral e a sociedade imoral observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.(...)
Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições – e a democracia – são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido. O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham. Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus Cristo foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a Revolução Cultural na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. (...)
O povo unido jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos... Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio, não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol (tive a desgraça de viajar por duas vezes, de avião, com um time de futebol...). Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca de forno”, à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção...” Isso é tarefa para os artistas e educadores: O povo que amo não é uma realidade. É uma esperança.
Rubem Alves. Folha de S. Paulo, 05/05/2002, página 03 (com adaptações)
Em relação às ideias do texto, é válido afirmar que:
O recém-divulgado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova aplicada pelo Ministério da Educação a 3,2 milhões de estudantes do país inteiro, dá a dimensão exata do abismo a vencer. É um espanto. Dos 23.900 colégios públicos e particulares submetidos ao teste, não mais que 1.500 ou 6% da amostra – têm nível semelhante ao das escolas de países da OCDE (organização que reúne os mais ricos). O Enem trata de desmistificar uma ilusão que muitos pais cultivam ao matricular seus filhos em uma instituição privada – a de que eles ganharão um passaporte para o sucesso na vida adulta. Pois mesmo muitas das escolas que têm renome, prédios vistosos e mensalidades altas não resistem à comparação com suas congêneres estrangeiras: 80% oferecem na sala de aula qualidade equivalente à das escolas apenas medianas do mundo desenvolvido. Pasmem: na faixa dos 15 anos, estudantes demonstram dificuldade de resolver operações simples de matemática, como frações e porcentagens e de compreender textos curtos.
(Revista Veja, 19 de setembro de 2011, pág. 93)
O acento grave foi devidamente utilizado em
I. Mesmo após a crise econômica, alcançou um crescimento significativo de 2009 para 2010.
II. O PIB per capita do Brasil vive um processo de desaceleração e retração nos últimos anos.
III. A alta no PIB brasileiro de 2010 resultou num dos melhores desempenhos entre as dez maiores economias mundiais.
IV. Calculado pela moeda interna, o PIB brasileiro é convertido para dólares, para que se possa comparar com outras economias internacionais.
Estão corretas apenas as afirmativas
O redimensionamento das práticas tradicionais asilares, no final da década de 70, foi convencionalmente denominado:
A eutonia, (palavra que em sua acepção significa tensão em equilíbrio, tônus harmonioso para que haja um equilíbrio na execução das ações com o mínimo de esforço), foi criada e desenvolvida em 1908 por:
No processo de municipalização da saúde, algumas localidades municipais passaram a assumir a transformação das políticas de saúde mental acompanhadas da reestruturação do modelo assistencial. Essas iniciativas propiciaram espaços de luta e ações da Terapia Ocupacional possibilitando o surgimento de:
Assinale a alternativa que constitui os fundamentos da perspectiva histórico- cultural:
Em meados de 1980, no estado de São Paulo, com a implementação da Política Estadual de Saúde Mental, foi dada prioridade aos atendimentos extra-hospitalares e ao trabalho em equipe multiprofissional. Nesse contexto a Terapia Ocupacional foi contemplada:
Nos Estados Unidos, Gail e Jay Fiddler com os pressupostos da teoria psicanalítica definiram a Terapia Ocupacional como:
A organização da Terapia Ocupacional, como profissão da área da saúde, está ligada ao período da:
Durante a Segunda Guerra Mundial, onde as amputações eram feitas sem morfina e as neuroses se multiplicavam, o médico Húngaro Petho Sandor utilizou seu conhecimento médico e neurofisiológico e desenvolveu um método que:
A filosofia humanista fundamentou o movimento alienista e este, por sua vez, fundou a escola precursora da Terapia Ocupacional, sendo esta:
A Filosofia Positivista e a Escola do Pensamento Científico instituíram o racionalismo experimentalista e a afirmação do cientificismo. Nesse paradigma, nas explicações da doença mental, o objeto de estudo passou a ser:
No Brasil, entre 1960 e 1970, em uma perspectiva socioterápica, as iniciativas de Luís Cerqueira consistiram-se em agentes promulgadores de regimentos para Política de Saúde Mental orientando as ações para:
O desenvolvimento infantil está em constante evolução, sobretudo em relação à sua interação com o ambiente. O domínio do Terapeuta Ocupacional em relação ao processo de desenvolvimento fornece parâmetros que norteiam sua prática com bebês e crianças. Assim, assinale a alternativa correta que se refere às fases do desenvolvimento neuro-psicomotor de um bebê sem alterações neurológicas.
Quanto à reabilitação de pessoas que sofreram Trauma Cranioencefálico T.C.E., é correto afirmar, referente à intervenção da Terapia Ocupacional.
I. No primeiro momento, que alguns referenciais teóricos consideram como o “despertar”, ou seja, a fase inicial do tratamento, onde a pessoa está saindo do coma e hospitalizada, os objetivos principais da Terapia Ocupacional serão: posicionamento correto no leito e/ou cadeira de rodas; avaliação, prescrição e confecção, se necessário de órteses, estimulação sensorial e orientação familiar.
II. No segundo momento, na fase do “adequar”, quando a pessoa que sofreu o Trauma Cranioencefálico T.C. E, acaba de sair do coma, o Terapeuta Ocupacional visa a independência máxima, física, social e domiciliar.
III. O papel do Terapeuta Ocupacional, em ambos os níveis após o coma é de oferecer intensamente os estímulos sensoriais e cognitivos, por mais de 30 minutos, aproximadamente 15 vezes ao dia, neste caso, em especial a graduação dos estímulos não deve ser priorizada, a fim de que as respostas sejam decodificadas, armazenadas e integradas em maior intensidade, em qualquer período do dia esperando por respostas mais elaboradas e aceleradas.
IV. Alguns princípios terapêuticos tradicionais devem ser evitados no tratamento de pessoas com Trauma Cranioencefálico T.C. E, como o estabelecimento de postura simétrica com distribuição de peso, normalização de tônus e integração dos hemicorpos.