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( ) Para diagnosticar delirium em pacientes críticos, a literatura internacional preconiza o método de avaliação CAM-ICU (Confusion Assessment Method in a Intensive Care Unit), aplicada depois da avaliação da sedação, que é quantificada pela escala de agitação e sedação de Richmond (The Richmond Agitationand Sedation Scale - RASS), a avaliação da gravidade com a Delirium Rating Scale-revisedversion (DRS-R-98). ( ) A independência funcional prévia à hospitalização é um preditor para o não desenvolvimento do delirium e, ao contrário, a dependência nas atividades básicas de vida diária (ABVD) é um fator de proteção para o desenvolvimento do delirium com baixos índices apresentados na avaliação funcional motora na admissão hospitalar e no setor de terapia ocupacional. ( ) Para conhecer a condição e o progresso do paciente diagnosticado com delirium, o terapeuta ocupacional utiliza a Medida de Independência Funcional (MIF), considerando as alternativas motoras e cognitivas, o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e o registro da força de preensão registrada por dinamômetro, na admissão e na alta, ou mudança de cenário hospitalar. ( ) A estimulação polissensorial, intensa e regulada, objetiva a participação ativa do paciente com delirium, para manter as funções mentais, tais como consciência, orientação, atenção, memória, cálculo, linguagem e práxis, através de protocolos de estimulação cognitiva, diálogo com o paciente, e orientação aos familiares e cuidadores quanto à natureza e qualidade dos estímulos ambientais e exercícios.
Em relação às afirmações quanto ao tratamento do delirium do idoso, a sequência CORRETA é
( ) As intervenções com base neuroanatômica focalizam disfunções específicas, como o treino de rastreamento visual no computador, cujas evidências resultam em melhora significativa e duradoura nas medidas de heminegligência e atividades de vida diária (AVD). ( ) As abordagens cognitivas compensatórias focalizam o aprendizado de atividades funcionais específicas, com técnicas comportamentais como aprendizagem sem erro e reforço positivo, que maximizam os processos de memória procedimental. ( ) As abordagens restauradoras ou curativas focalizam a melhora dos déficits cognitivos, nas funções do corpo, por treinamentos cognitivos hierárquicos intensos, e pressupõem que a transferência de aprendizado vai ocorrer a partir das tarefas de tratamento para contextos ocupacionais diversos. ( ) As abordagens funcionais e ambientais, como a neurofuncional e a de adaptação da tarefa/ ambiente, focalizam a aquisição de estratégias de processamento, como a abordagem de tratamento multicontexto e ensinam o cliente estratégias de processamento que utilizam recursos para alcançar o desempenho ocupacional bem-sucedido como estratégias de processamento as quais superam áreas de déficits cognitivos.
Em relação à afirmações sobre o continuum das abordagens e métodos de intervenção citados, a sequência CORRETA é
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao Texto 1, a seguir. Leia-o com atenção, antes de
respondê-la.
TEXTO 1
Os porquinhos vão à praia
Era lixo só. No domingo de Natal, ninguém se atrevia a ir à praia em Ipanema e Leblon, os bairros da elite carioca. É o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, porém o que sobra em dinheiro falta em educação. Todo mundo culpou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Que direito tem a prefeitura de expor nossa falta de respeito com o espaço público?
É verdade que houve uma falha operacional. Os garis do sábado à noite teriam que dar mais duro para compensar a redução da equipe da Comlurb no domingo. A praia mais sofisticada da cidade, que vai do canto do Arpoador até o fim do Leblon, amanheceu com 25 toneladas de lixo espalhadas, um espetáculo nojento. Cocos são o maior detrito: 20 mil por dia. Mas tem muita embalagem de biscoito e de sorvete. As criancinhas imitam os pais que deixam nas areias latas de cerveja, copos de mate, garrafinhas de água, espetos de queijo coalho, canudos de plástico. É o porco pai, a porca mãe e a prole de porquinhos.
Adorei o atraso da Comlurb por seu papel didático. Quem andou no calçadão dominical e olhou aquela imundície pode ter pensado, caso tenha consciência: e se cada um cuidasse de seu próprio lixo como pessoas civilizadas? O Rio está cheio de farofeiro. De fora e de dentro. De todas as classes sociais. Gente que ainda não aprendeu que pode carregar seu próprio saquinho de lixo na praia. A areia que sujamos hoje será ocupada amanhã por nós mesmos, nossas crianças ou os bebês dos outros. Falo do Rio, mas o alerta serve para o Brasil inteiro neste verão. Temos um litoral paradisíaco. Por que maltratar as praias? [...]
Menos lixo no espaço público significa economia para o contribuinte e trabalho menos penoso para os garis. A multa no Rio, hoje, para quem joga lixo na rua é de R$ 146, mas jamais alguém foi multado. Os guardas municipais raramente abordam os sujismundos e preferem tentar educar, explicar que não é legal. [...]
Os porquinhos adoram um argumento: não haveria cestas de lixo suficientes. Na orla, as 1.400 caçambas não dariam para o lixo do verão. A partir de fevereiro, as caçambas dobrarão de volume, de 120 litros para 240 litros. E nunca serão suficientes. Porque o que conta é educação e cultura. Ou você se sente incapaz de jogar qualquer coisa no chão e anda com o papel melado de bala até encontrar uma lixeira, ou você joga mesmo, sem culpa nem perdão. O outro argumento é igual ao dos políticos corruptos: todo mundo rouba, por que não eu? Pois é, todo mundo suja, a areia já está coalhada de palitinhos, plásticos e cocos, que diferença eu vou fazer? Toda a diferença do mundo. O valor de cada um ninguém tira.
Em alta temporada, 200 garis recolhem, de 56 quilômetros de praias no Rio, 70 toneladas de lixo aos sábados e 120 toneladas de lixo aos domingos. A praia com mais lixo é a da Barra da Tijuca. Em seguida, Copacabana. Tenham santa paciência. Quando vejo aquela família que leva da praia suas barracas, cadeirinhas e bolsas, mas deixa na areia um rastro de lixo, dá vontade de perguntar: na sua casa também é assim? [...]
Que tal ser um cidadão melhor e menos porquinho nos próximos anos?
AQUINO,Ruth de.Mente Aberta. Época. Rio de Janeiro: Editora Globo, 29 dez.2011. Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/ruth-de-aquino/noticia/2011/12/os-porquinhos-vao
INSTRUÇÃO: A questão refere-se ao Texto 1, a seguir. Leia-o com atenção, antes de
respondê-la.
TEXTO 1
Os porquinhos vão à praia
Era lixo só. No domingo de Natal, ninguém se atrevia a ir à praia em Ipanema e Leblon, os bairros da elite carioca. É o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, porém o que sobra em dinheiro falta em educação. Todo mundo culpou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Que direito tem a prefeitura de expor nossa falta de respeito com o espaço público?
É verdade que houve uma falha operacional. Os garis do sábado à noite teriam que dar mais duro para compensar a redução da equipe da Comlurb no domingo. A praia mais sofisticada da cidade, que vai do canto do Arpoador até o fim do Leblon, amanheceu com 25 toneladas de lixo espalhadas, um espetáculo nojento. Cocos são o maior detrito: 20 mil por dia. Mas tem muita embalagem de biscoito e de sorvete. As criancinhas imitam os pais que deixam nas areias latas de cerveja, copos de mate, garrafinhas de água, espetos de queijo coalho, canudos de plástico. É o porco pai, a porca mãe e a prole de porquinhos.
Adorei o atraso da Comlurb por seu papel didático. Quem andou no calçadão dominical e olhou aquela imundície pode ter pensado, caso tenha consciência: e se cada um cuidasse de seu próprio lixo como pessoas civilizadas? O Rio está cheio de farofeiro. De fora e de dentro. De todas as classes sociais. Gente que ainda não aprendeu que pode carregar seu próprio saquinho de lixo na praia. A areia que sujamos hoje será ocupada amanhã por nós mesmos, nossas crianças ou os bebês dos outros. Falo do Rio, mas o alerta serve para o Brasil inteiro neste verão. Temos um litoral paradisíaco. Por que maltratar as praias? [...]
Menos lixo no espaço público significa economia para o contribuinte e trabalho menos penoso para os garis. A multa no Rio, hoje, para quem joga lixo na rua é de R$ 146, mas jamais alguém foi multado. Os guardas municipais raramente abordam os sujismundos e preferem tentar educar, explicar que não é legal. [...]
Os porquinhos adoram um argumento: não haveria cestas de lixo suficientes. Na orla, as 1.400 caçambas não dariam para o lixo do verão. A partir de fevereiro, as caçambas dobrarão de volume, de 120 litros para 240 litros. E nunca serão suficientes. Porque o que conta é educação e cultura. Ou você se sente incapaz de jogar qualquer coisa no chão e anda com o papel melado de bala até encontrar uma lixeira, ou você joga mesmo, sem culpa nem perdão. O outro argumento é igual ao dos políticos corruptos: todo mundo rouba, por que não eu? Pois é, todo mundo suja, a areia já está coalhada de palitinhos, plásticos e cocos, que diferença eu vou fazer? Toda a diferença do mundo. O valor de cada um ninguém tira.
Em alta temporada, 200 garis recolhem, de 56 quilômetros de praias no Rio, 70 toneladas de lixo aos sábados e 120 toneladas de lixo aos domingos. A praia com mais lixo é a da Barra da Tijuca. Em seguida, Copacabana. Tenham santa paciência. Quando vejo aquela família que leva da praia suas barracas, cadeirinhas e bolsas, mas deixa na areia um rastro de lixo, dá vontade de perguntar: na sua casa também é assim? [...]
Que tal ser um cidadão melhor e menos porquinho nos próximos anos?
AQUINO,Ruth de.Mente Aberta. Época. Rio de Janeiro: Editora Globo, 29 dez.2011. Disponível em:
<http://revistaepoca.globo.com/Mente-aberta/ruth-de-aquino/noticia/2011/12/os-porquinhos-vao
Sobre a atuação do Terapeuta Ocupacional no campo social, analise as afirmativas.
I - Atividades culturais, econômicas, estéticas, expressivas, esportivas, corporais, lúdicas e de convivência que sejam significativas às pessoas são instrumentos do terapeuta ocupacional para favorecer pertencimento cultural e social à população em situação de rua.
II - O profissional não pode planejar atividades orientadas que visem à participação no desempenho sócioocupacional de indivíduos com deficiência.
III - A atuação na educação ocorre com ações de educação em saúde, facilitação do processo de inclusão escolar, avaliação, prescrição, confecção, treino e adaptação de recursos de tecnologia assistiva.
IV - O Terapeuta Ocupacional não é considerado um profissional habilitado para intervir em situações de calamidades, catástrofes, conflitos e guerra por meio de tecnologia de mediação sócio-ocupacional.
Estão corretas as afirmativas
Quanto à atuação do Terapeuta Ocupacional nos dispositivos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) É realizada junto à equipe interdisciplinar com enfoque no tratamento de necessidades sociais dos sujeitos em comunidade.
( ) O enfoque no CREAS é a convivência e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
( ) No CREAS, enfoca a reabilitação psicossocial de crianças e adolescentes por meio do uso de adaptações para déficits sensoriais e cognitivos.
( ) No CRAS, em parceria com os Assistentes Sociais, intervém junto a idosos com o objetivo de atuar sobre as capacidades cognitivas e de desempenho ocupacional desses clientes.
( ) Os Parâmetros Assistenciais Terapêuticos Ocupacionais em contextos sociais envolvem serviços, programas e projetos socioassistenciais de proteção social básica, de média e alta complexidade.
Assinale a sequência correta.
Sobre Terapia Ocupacional em Saúde Mental, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A atuação da Terapia Ocupacional nos CAPS AD está afinada com a política de Redução de Danos que tem, como uma de suas diretrizes, diminuir o impacto dos problemas socioeconômicos, culturais e dos agravos à saúde associados ao uso de álcool e outras drogas.
( ) Intervir sobre as repercussões ocupacionais do sofrimento psíquico pode ser um dos focos de interesse da Terapia Ocupacional em Saúde Mental.
( ) Pessoas em sofrimento moderado proveniente de fator estressor da vida cotidiana são o público-alvo da atuação da Terapia Ocupacional nos CAPS do tipo III.
( ) A análise da atividade de um grupo em saúde mental deve considerar elementos que conjuguem tanto a avaliação do desempenho ocupacional quanto a avaliação do estado mental dos clientes.
Assinale a sequência correta.