Foram encontradas 18.609 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3967444 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
De acordo com o texto II, qual é a função primordial da imprensa?
Alternativas
Q3967443 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
Leia as seguintes assertivas:

I. A imprensa apresenta um exercício paradoxal.
II. Dissemina o superconsumo, ao mesmo tempo em que estimula o endividamento de milhões de famílias.


Considerando-se o ponto de vista defendido no texto II, o conector que estabelece relação correta entre as assertivas é: 
Alternativas
Q3967442 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
A alternativa em que a palavra entre colchetes substitui a palavra destacada, sem alteração do sentido do trecho, é: 
Alternativas
Q3967441 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
Em relação às interpretações relativas ao último parágrafo do texto I, assinale (V), diante das verdadeiras, ou (F), diante das falsas.


( ) Quanto mais socialmente autônomo for o indivíduo, menor será sua dependência da esfera mercantil para suprir suas necessidades.

( ) A dissolução das normas coletivas e a valorização do individualismo resultaram em um indivíduo isolado, hedonista e vulnerável, frequentemente incapaz de lidar com pressões externas e impulsos internos.

( ) Observa-se uma disseminação de comportamentos desestruturados e consumos compulsivos, uma vez que a tendência ao desregramento acompanha a cultura contemporânea, marcada pela livre escolha individual nos diversos estilos de vida.

( ) Se o indivíduo possui o controle sobre a própria vida, ele não convive com as sensações de dependência e de impotência pessoal.


A sequência correta é:
Alternativas
Q3967440 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
Leia o seguinte trecho:

Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo.

Assinale a alternativa cuja reescrita mantém o mesmo sentido do trecho destacado.
Alternativas
Q3967439 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
Assinale a alternativa em que o uso de dois-pontos apresenta a síntese de um pensamento.
Alternativas
Q3967438 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
O uso do recurso argumentativo não está corretamente identificado em:
Alternativas
Q3967437 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
São consequências das atitudes do turboconsumidor, exceto 
Alternativas
Q3967436 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)
O objetivo central desse texto é
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963149 Português

Leia o texto a seguir.


Valparaíso de Goiás se destaca por duas características que a tornam o lócus privilegiado para a produção de Unidades Habitacionais - UH: alta densidade demográfica (inclusive ocupa a primeira posição na relação entre área e população em todo o estado de Goiás conforme o IBGE, 2019), e a destinação fundiária da terra como 100% urbana, inexistindo áreas rurais. Assim, todo o solo do município se torna uma mercadoria (especial) com grande potencial a ser explorado.


Dourado, J.; Araújo Sobrinho, F. L. Entre a Forma e o Produtor do Edifício. Terr@ Plural, [S. L.], V. 14, 2019, p. 2. [Adaptado].



As características apontadas favoreceram qual característica da habitação na cidade? 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963148 Português

Leia o texto a seguir, sobre a cidade de Valparaíso.


Imagem associada para resolução da questão


PESQUISA METROPOLITANA POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS - PMAD 2019/2020, Codeplan, p. 39. Disponível em: https://www.codeplan.df.gov.br/wp-

content/uploads/2018/03/PMAD-Resultados-para-a-Periferia-Metropolitana-de-Brasilia-PMB-2019-2020.pdf. Acesso em: 24 fev. 2026. 



O gráfico demonstra qual aspecto da ocupação econômica da população de Valparaíso de Goiás?

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963147 Português

Leia o texto a seguir.


Além dos surtos de varíola identificados pelo historiador Eliézer Oliveira na província de Goiás nos anos de 1810/11 e de 1873, detectamos no século XIX a ocorrência do surto epidêmico de 1866. Lembramos que no período de 1865 a 1870 se desenrola a Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai. Ademais, intensificou-se o contato entre Goiás e a região do confronto em decorrência do fato desta província ter sido a base de ligação entre a administração central e o palco do conflito.


DA SILVA, Leicy Francisca. A varíola em Goiás: a prevenção e contenção de

surtos na segunda metade do século XIX. História Revista, Goiânia, v. 28, n. 1,  

p. 48–69, 2023.Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/75283.

Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].



As guerras mencionadas e as crises sanitárias se relacionam pela  

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963146 Português

Leia o texto a seguir.


Ao longo de todo o ano, ondas de calor persistentes estabeleceram novos recordes de temperatura em várias regiões, sobretudo no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Em paralelo, secas severas castigaram a Amazônia, o semiárido nordestino e áreas do Sudeste, comprometendo o abastecimento de água, a produção agrícola e a vida de populações inteiras. Além dos eventos de grande repercussão nacional, 2025 foi marcado por uma sucessão de episódios localizados de chuvas intensas, alagamentos urbanos, deslizamentos de terra e tempestades convectivas em áreas densamente povoadas. Esses eventos revelaram, de forma recorrente, a fragilidade estrutural das cidades brasileiras diante da nova realidade climática.


Sustentabilidade Brasil. Ondas de calor, enchentes e secas expõem a crise

climática. Disponível em: https://sustentabilidadebrasil.com/ondas-de-calor-

enchentes-e-secas-expoem-a-crise-climatica/. Acesso em: 18 jan. 2026.  

[Adaptado].



A situação descrita favorece qual consequência?  

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963145 Serviço Social
Recentemente, o Programa Mundial de Alimentos alertou que o mundo enfrenta o risco de uma crise de fome global perigosa e cada vez mais grave. O Panorama Global de 2026 estima que 318 milhões de pessoas enfrentam níveis de fome em situação de crise ou pior. Em Goiás, qual fator mais contribuiu para essa situação?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963144 Matemática Financeira
Um capital de R$ 2.000,00 é aplicado por 2 meses, à taxa de 2% ao mês. Comparando os regimes de juros simples e compostos, o montante ao final do período será
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963143 Matemática
Um servidor teve seu vencimento reajustado em 15%. Após esse reajuste, passou a receber R$ 4.600,00. O valor do vencimento antes do reajuste era
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963142 Matemática
Em um conjunto de dados numéricos, a média aritmética é 12 e a soma dos valores é 60. A quantidade de elementos desse conjunto é 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963141 Raciocínio Lógico
A proposição lógica ¬(pq) é logicamente equivalente a
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963140 Raciocínio Lógico
Considere as proposições lógicas p e q. A proposição composta (→ q) ∧ (→ p) é classificada como 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IV - UFG Órgão: Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO Provas: IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Assistente Social | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Cirurgião-Dentista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Enfermeiro | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Engenheiro Civil | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Farmacêutico - 30h e 40h | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Biomédico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Bioquímico | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Inglês | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Matemática | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Música | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Português | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Médico Clinico Geral | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Espanhol | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Geografia | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - História | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ciências | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Nutricionista | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Artística | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Educação Física | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Psicólogo | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Professor de Ensino Fundamental dos Anos Finais - Ensino Religioso | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Terapeuta Ocupacional | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Veterinário | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fisioterapeuta | IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Valparaíso de Goiás - GO - Fonoaudiólogo |
Q3963139 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.



Texto 3


Durante muito tempo, o acadêmico Domício Proença foi o único negro na Academia Brasileira de Letras. E durante muito mais tempo ainda, a negritude de Machado de Assis lhe foi negada. Sobre Machado, em uma carta para o amigo José Veríssimo, que havia chamado Machado de mulato, após sua morte, disse o abolicionista Joaquim Nabuco: “Eu não o teria chamado mulato. E penso que nada lhe doeria mais do que essa síntese. Rogo que tire isso quando reduzir o artigo a páginas permanentes. A palavra não é literária e é pejorativa. O Machado para mim era branco, e creio que por tal se tomava: quando houvesse sangue estranho, isso em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só vi nele o grego”.

Ou seja, para ser portador da intelectualidade que o caracterizava, Machado de Assis teria, aos olhos de Joaquim Nabuco, que abrir mão de sua negritude, teria que abrir mão do seu defeito de cor. E cá estou eu, hoje, 128 anos depois de sua fundação, como a primeira escritora negra eleita para a Academia de Letras, falando pretoguês e escrevendo a partir de noções de oralitura e escrevivência. E assumo para mim, como uma das missões, promover a diversidade nessa casa e fazer avançar as coisas nas quais nela eu sempre critiquei, como a falta de diversidade na composição de seus membros, uma abertura maior para o público, verdadeiro dono da língua que aqui cultivamos, e um maior empenho na divulgação e na promoção da literatura brasileira. E isso, podendo ser quem eu sou.  



GONÇALVES, Ana Maria. Discurso de posse. Disponível em:

https://www.academia.org.br/academicos/ana-maria-goncalves/discurso-de-

posse. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado]. 

Na construção sintática do discurso, a autora recorre a orações subordinadas para estabelecer relações entre termos do período. No segmento “verdadeiro dono da língua que aqui cultivamos”, como se classifica a oração “que aqui cultivamos”? 
Alternativas
Respostas
781: D
782: A
783: B
784: B
785: C
786: C
787: D
788: A
789: C
790: B
791: A
792: A
793: C
794: D
795: D
796: A
797: C
798: B
799: C
800: D