Questões de Concurso Para recepcionista

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Q4296838 Matemática
Uma equipe registrou os seguintes tempos, em minutos, para concluir sete atendimentos: 12, 15, 15, 18, 20, 22 e 24. Considerando esses dados já organizados em ordem crescente, quais são, respectivamente, a mediana e a moda?
Alternativas
Q4296837 Matemática
Um setor registrou a quantidade de atendimentos realizados em cinco dias consecutivos: 24, 28, 32, 36 e 40.
Qual é a média diária de atendimentos?
Alternativas
Q4296836 Matemática Financeira
Uma pessoa aplicou R$ 5.000,00 a juros simples, com taxa de 2% ao mês, durante 8 meses. Qual será o montante ao final desse período?
Alternativas
Q4296835 Matemática
Um caminhão-pipa transportou 2.400 litros de água. Para esse problema, considere que 1 litro de água tem massa de 1 kg. No mesmo trajeto, o caminhão percorreu 180 km em 3 horas. Quais são, respectivamente, a massa transportada e a velocidade média do caminhão? 
Alternativas
Q4296834 Matemática
Uma praça retangular mede 28 metros de comprimento por 18 metros de largura. Dentro dela, será reservado um canteiro triangular, com base de 12 metros e altura de 10 metros. Qual será a área restante da praça, depois de reservado o canteiro? 
Alternativas
Q4296833 Matemática
Um funcionário recebia salário de R$ 2.400,00. No mês seguinte, teve aumento de 15% sobre esse salário e, depois disso, passou a ter um desconto de 10% sobre o novo valor. Qual passou a ser o valor recebido após o aumento e o desconto?
Alternativas
Q4296832 Matemática
Um reservatório tinha 3.600 litros de água no início do dia. Pela manhã, foram usados 1/4 dessa quantidade. À tarde, foram usados 2/5 da quantidade que havia restado após o uso da manhã. Quantos litros permaneceram no reservatório?
Alternativas
Q4296831 Matemática
Três alarmes de manutenção tocaram juntos às 6 horas. O primeiro alarme toca a cada 12 minutos, o segundo a cada 18 minutos e o terceiro a cada 20 minutos. Em que horário os três alarmes tocarão juntos novamente, depois das 6 horas? 
Alternativas
Q4296830 Matemática
Uma repartição recebeu 180 pastas e 126 etiquetas. O responsável quer montar o maior número possível de kits iguais, usando todas as pastas e todas as etiquetas, de modo que cada kit tenha a mesma quantidade de cada item. Quantos kits iguais poderão ser montados?
Alternativas
Q4296829 Matemática
Uma escola vai montar uma senha numérica para identificar uma sala de provas. A regra escolhida foi somar todos os números primos maiores que 20 e menores que 50. Qual será essa senha?
Alternativas
Q4296828 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Considere as frases inspiradas no texto:
I. O pai não saiu outra vez. II. Márcia não se arrependeu de ter respondido. III. O entregador já não permanecia no grupo.
Mesmo com a negação, as informações apresentadas como anteriores são:
Alternativas
Q4296827 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Na ata do grupo, a frase deve seguir a norma-padrão quanto à concordância, à regência, ao uso do acento indicativo de crase e à posição dos pronomes. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4296826 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Os trechos “embora participasse do grupo havia seis anos”, “antes que alguém pudesse removê-lo” e “havia entrado no banho” foram condensados em um resumo. A redação que preserva as relações e os participantes do texto é:
Alternativas
Q4296825 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Considere a frase: “A avó incluiu o entregador no grupo, a família aceitou a proposta e os parentes atribuíram o apelido ao convidado.” Ao substituir os verbos pelos nomes “inclusão”, “aceitação” e “atribuição”, a versão que preserva quem praticou e quem recebeu cada ação é:
Alternativas
Q4296824 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Na versão revista, a avó e o bebê já foram identificados, e há várias imagens de “Bom dia”. O redator deseja acrescentar uma informação sobre a avó, identificar a imagem que trazia o bebê e comentar a fantasia dele.
Assinale a frase que produz esses sentidos. 
Alternativas
Q4296823 Literatura
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Considere os enunciados criados a partir da crônica:
I. A mensagem incendiou o grupo.
II. A ansiedade bateu à porta antes do entregador.
III. A avó leu Machado de Assis enquanto aguardava.
IV. União permanente e rupturas frequentes marcavam o grupo.
V. Toc-toc, chegou a salada.
VI. O pai voltou a sair novamente.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4296822 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Uma mensagem vaga é enviada ao grupo. Cada pessoa interpreta o conteúdo de uma maneira, e as respostas aumentam. No final, afirma-se que a falta de contexto faz o leitor completar o sentido da mensagem. Como esse parágrafo está organizado? 
Alternativas
Q4296821 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Nos trechos “tiveram o efeito de um alarme de incêndio”, “ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo” e “a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista”, os comentários do narrador participam da construção do humor. Qual é o efeito desses comentários no texto?
Alternativas
Q4296820 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
No início do texto, o grupo se chama “Família Unida para Sempre”, embora alguns familiares saiam dele. No final, o entregador passa a conviver com a família, enquanto o pai deixa o grupo novamente. O que essa situação mostra? 
Alternativas
Q4296819 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Título: Precisamos conversar

O grupo da família se chamava “Família Unida para Sempre”, embora, de tempos em tempos, alguém saísse ofendido e precisasse ser adicionado novamente.
Naquela terça-feira, às 7h12, quando a maioria ainda procurava coragem para levantar da cama, a tia Márcia escreveu:
— Precisamos conversar.
Foram apenas duas palavras, mas tiveram o efeito de um alarme de incêndio.
Às 7h13, a avó respondeu com uma imagem de “Bom dia” em que um gatinho segurava uma xícara de café, cercado por rosas brilhantes. Provavelmente não tinha entendido a gravidade da situação, ou talvez considerasse que nenhum problema familiar resistiria a um gatinho com café.
Às 7h14, o tio Roberto perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
Às 7h15, ele mesmo enviou um áudio de quatro minutos e trinta e sete segundos. Ninguém sabia como era possível produzir um áudio tão longo para perguntar se alguma coisa tinha acontecido. No meio da gravação, ouviam-se uma porta batendo, um cachorro latindo e alguém dizendo:
— Roberto, você vai querer pão?
A prima Júlia, de dezesseis anos, mandou apenas uma figurinha de um homem desmaiando. Em seguida, escreveu:
— Gente, tô nervosa.
O avô digitou:
— Quem está falando?
Embora participasse do grupo havia seis anos, ele ainda parecia surpreso com a presença de outras pessoas ali.
O pai, sempre prático, escreveu:
— Márcia, diga logo o que houve.
A mensagem foi visualizada por todos. Tia Márcia, porém, não respondeu.
Durante os dez minutos seguintes, a imaginação da família trabalhou com uma eficiência jamais vista. A mãe suspeitou de uma briga. O tio Roberto achou que alguém estivesse doente. Júlia perguntou se os pais pretendiam se separar, embora ninguém tivesse mencionado casamento algum. A avó enviou uma oração em letras maiúsculas, seguida de sete mãos juntas e três corações.
Então surgiu no grupo um número desconhecido:
— Bom dia. Quem é?
Era o entregador de gás. A avó o havia adicionado por engano.
Antes que alguém pudesse removê-lo, o homem escreveu:
— Também fiquei preocupado. Espero que esteja tudo bem.
Às 7h31, tia Márcia finalmente reapareceu:
— Calma, gente! Eu só queria saber quem vai levar a salada para o almoço de domingo.
Houve um silêncio digital.
O tio Roberto respondeu com outro áudio, desta vez de seis minutos. O pai saiu do grupo. A prima Júlia mandou uma figurinha de uma senhora fechando uma janela com violência. A mãe escreveu:
— Márcia, você não pode mandar “precisamos conversar” e desaparecer!
A tia explicou que havia entrado no banho e deixado o celular carregando.
A avó, tentando restaurar a paz, enviou mais um “Bom dia”, agora com um bebê fantasiado de girassol. Depois perguntou:
— Afinal, quem vai levar a salada?
Ninguém respondeu.
Foi então que o entregador de gás, ainda no grupo, escreveu:
— Eu posso levar. Faço uma ótima salada de batata. 
A proposta foi aceita imediatamente. Ele recebeu o endereço, o horário e três receitas diferentes enviadas pela avó.
No domingo, apareceu com a salada e um botijão novo, por garantia. Tornou-se amigo da família, ganhou o apelido de “primo do gás” e passou a participar de todos os almoços.
Quanto ao pai, foi adicionado novamente ao grupo.
Duas horas depois, saiu outra vez.

Fonte: Banca Elaborado
Sobre a incorporação de mensagens, áudios, figurinhas e horários à crônica, analise as afirmativas:
I. Os horários produzem efeito de precisão, embora a escolha dos intervalos permaneça sob controle narrativo.
II. Os áudios e as figurinhas ajudam a caracterizar os participantes pelo modo como reagem, além do conteúdo verbal.
III. As falas diretas retiram do narrador a possibilidade de orientar o julgamento do leitor sobre as personagens.
IV. A sequência reproduz a conversa integralmente, pois o relato mantém o mesmo grau de detalhamento em cada reação.
V. Os gêneros digitais entram como partes do relato e recebem sentido pela ordem e pelos comentários que os cercam.
Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: A
24: D
25: B
26: C
27: D
28: A
29: B
30: C
31: A
32: B
33: C
34: A
35: D
36: C
37: B
38: A
39: C
40: D