Questões de Concurso Para psicólogo hospitalar

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Q4049137 Psicologia
Todo tipo de perda tende a afetar as pessoas que dificilmente saem ilesas desse pesar. Inúmeros fatores como o grau de parentesco, o vínculo, o gênero, o tipo de morte e os recursos individuais e internos que cada um apresenta serão, muitas vezes, determinantes nesse processo de luto. Nas situações de perdas súbitas, esse processo de elaboração tende a ser mais complexo devido ao acontecimento não apresentar sinais e nem indícios, como um acidente doméstico ou veicular, um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou suicídio. Frequentemente as pessoas buscam respostas e detalhes do ocorrido para tentar encontrar um entendimento racional que contribua para a elaboração do seu luto, alívio da dor, da confusão e ansiedade em que se encontram. Sobre as abordagens a serem aplicadas pelo psicólogo hospitalar, analise as afirmativas a seguir.
I. Estar junto ao médico na hora de noticiar o óbito, pois ele irá transmitir os detalhes técnicos incluídos na situação.
II. Enfatizar abordagens diretas e objetivas, uma vez que a situação não requer muitos detalhes ou especificações aumentando, assim, o sofrimento.
III. Permanecer próximo da família, principalmente dos que se encontram mais desorganizados.
IV. Adequar a manutenção da sua presença, pois é necessário dar espaço para a família quando solicitado; se manter mais afastado.
V. Dar informações médicas envolvendo o óbito, quando, por algum motivo emergente, o médico se encontrar impossibilitado de notificar os familiares.
Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4049136 Psicologia

Ao receber o diagnóstico de uma doença crônica em estágio avançado, João manifesta certo desespero, sentimentos de angústia e incapacidade, revolta, bem como muitas dúvidas e anseios frente à situação. Após iniciar o tratamento adequado e receber o suporte interdisciplinar necessário,inclusive o acompanhamento psicológico, João começa a criar mecanismos de enfrentamento junto a sua família, o que contribuiu para o avanço positivo de seu processo e adaptação do tratamento. Sabe-se que tais doenças são multifatoriais e os tratamentos tendem a envolver mudanças no estilo de vida da pessoa, podendo ter um longo ou incerto tempo de duração. As intervenções sugeridas tendem a se concentrar em áreas de prevenção e adesão aos tratamentos, considerando o desdobramento psicossocial do paciente. Neste sentido, sobre as práticas e atuação do psicólogo hospitalar, analise as afirmativas a seguir.


I. Orientação familiar especificamente de modo grupal, dando suporte e apoio para aqueles que precisam falar da doença, medos, fantasias, expectativas, possibilitando a expressão dos sentimentos e um acolhimento humanizado.


II. Antecipação de uma reação ao diagnóstico, estabelecendo formas de atuação mais estruturadas e específicas, minimizando o sofrimento do paciente e desmistificando preconceitos sobre a doença, assim como o esclarecimento das reais chances de cura.


III. Independente da abordagem teórica utilizada, o acompanhamento do paciente com doenças crônicas deve ocorrer em salas específicas com total privacidade e sem interferências externas, auxiliando o paciente a compreender os seus comportamentos, bem como sua utilização nas situações de risco.


IV. Trabalhar os aspectos psicológicos vivenciados pelo paciente mediante a doença crônica, mantendo uma comunicação e orientação durante os exames físicos, as fases do tratamento, o resumo e a classificação dos estágios da doença, bem como fazer uma ponte com toda a equipe clínica.


V. Diminuição do abandono ao tratamento clínico ou a prevenção de algum transtorno psíquico, mantendo, assim, uma comunicação estratégica que contribua para os resultados positivos, com empatia, escuta, encorajamento, explanação consciente, clareza aos envolvidos sobre o processo e discussão de determinados efeitos advindos da doença.


Está correto o que se afirma apenas em

Alternativas
Q4049135 Psicologia
O trabalho do psicólogo hospitalar considerando uma avaliação psicológica difere do que é comumente desenvolvido em um psicodiagnóstico convencional, pois a avaliação é realizada através de um momento próprio da vida de determinada pessoa. O diagnóstico do doente hospitalizado deve ser amplo, considerando como essa pessoa está se sentindo frente ao que está passando em seu processo de doença, de internação, ou o tratamento hospitalar. O psicólogo hospitalar tenta resgatar a visão como um todo, os aspectos biológicos, psicológicos, sociais, bem como espirituais, resgatando o sentido de respeito, direito, dignidade e qualidade de vida. De acordo com os aspectos relevantes de uma avaliação psicológica com foco no exame psíquico, assim como o estado emocional do doente hospitalizado, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A consciência é um subitem que compõe o exame do estado emocional; trata-se da capacidade que o indivíduo tem de responder às manifestações do meio de maneira analítica; é a forma que ele percebe, reconhece e interpreta o seu processo de adoecimento, entende os estímulos intelectuais, bem como apresenta respostas comportamentais.
( ) Ao considerar o grau das informações que tem sobre a própria doença, o paciente pode estabelecer conflitos e dificuldades na forma de estruturar e se adaptar com o processo, fazendo elaborações distorcidas e criando mecanismos de defesas que dificultam o tratamento; por isso, a importância de delimitar e restringir essas informações sob o ponto de vista psicológico.
( ) O estado de turvação é quando o paciente apresenta um comprometimento mais aprofundado em seu processo; há um estado maior de latência, determinada dificuldade de entender os estímulos, maior comprometimento da motricidade fina; a ampla tende a sofrer, também, alguma alteração, exigindo, assim, uma maior necessidade de estímulos para melhor obtenção de respostas comportamentais.
( ) As defesas predominantes servem para preservar o ego de circunstâncias ameaçadoras à integridade do indivíduo, mas algumas podem ser nocivas, comprometendo até mesmo a relação com tratamento hospitalar ou, ainda, agravando um estado clínico. Por outra perspectiva, pode-se mostrar positiva à proporção de ajuda em sua reorganização frente ao adoecimento, internação ou tratamento. 
( ) O pensamento é uma atividade complexa neuropsicologicamente; apresenta o juízo de realidade como um principal componente que possibilita identificar algum distúrbio. Esse juízo é a capacidade que o indivíduo apresenta de conseguir avaliar adequada e coerentemente os fatores que vivencia. É importante salientar que tal componente do aparelho psíquico funciona isoladamente e deve ser avaliado através de três componentes: curso; forma; e, conteúdo.
A sequência está correta em
Alternativas
Q4049134 Psicologia
O registro psicológico no prontuário das instituições de saúde faz parte de um processo complexo e norteador sobre o funcionamento psíquico, sendo útil em orientações, ações ou decisões futuras a respeito do tratamento e das necessidades de um paciente, bem como servir como meio de comunicação partilhado entre toda a equipe com a possibilidade de aproximação de um contexto transdisciplinar. Sobre os registros psicológicos no prontuário de um hospital, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4049133 Psicologia
É notório que mesmo com os avanços e as mudanças ocorridas ao longo da história ainda ocorrem dúvidas e certos estigmas a respeito dos cuidados paliativos. Existem aspectos que extrapolam o trabalho com a morte em si, envolvem um atendimento humanizado, a valorização da vida, o paciente e sua família, além da equipe interdisciplinar, buscando melhorar a qualidade dos envolvidos e ressaltar a necessidade de controlar e avaliar, além da dor, os demais sintomas físicos, sociais, emocionais e espirituais. Por essa perspectiva atrelar as práticas profissionais à humanização é um desafio constante para os psicólogos hospitalares. Sobre o papel do psicólogo hospitalar nos cuidados paliativos, analise as afirmativas a seguir.
I. No momento da morte, as ações são para proporcionar a expressão de sentimentos; angústias; emoções; e, vivência em fase de luto.
II. Olhar o paciente como um sujeito singular e não um prisioneiro da doença, salvo quando seja uma incapacidade crônica e limitante, que, de fato, impossibilita o resgate ou a manutenção da dignidade.
III. Mediar comunicações, realizar orientações, suporte psicológico e emocional para o doente e sua família, além de toda a equipe, na busca de reduzir o desgaste emocional e profissional dos envolvidos.
IV. A fala é o recurso mais importante disposto, contribuir para que se sintam amparados, acolhidos e compreendidos ao realizar intervenções que poderão ocorrer em momentos distintos dos cuidados paliativos.
V. Ajudar no momento de perda e dores intensas, para que o sujeito encontre razões para existir dentro de si, dando sentido, além de um corpo doente, à existência da sua subjetividade que permanecerá no coração daqueles que os ama.
Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4049132 Psicologia
“No âmbito da psicologia hospitalar, um dos desafios encontrados está em desenvolver técnicas de intervenção psicológica que cumpram as demandas especializadas de ambientes hospitalares diversificados. A ___________________ é amplamente utilizada em instituições de saúde, onde muitos pacientes comprometidos desenvolvem psicopatologias ou algum estado emocional mais grave, exigindo dos profissionais mais preparo teórico e técnico. É uma psicoterapia que teve fundamentos em elementos vindos de escolas como psicanalítica; comportamental; cognitiva; educacional; e, sistêmica. Os seus principais objetivos são: promover relação terapêutica positiva e de amparo; fortalecer aspectos saudáveis, habilidades e capacidades dos pacientes; diminuir o incômodo subjetivo e os sintomas; orientar com relação à independência e autonomia quando estiverem fragilizados ou em casos psiquiátricos.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q4049131 Psicologia
Existe uma incidência significativa de fatores de risco que desencadeiam sintomas que podem causar algum transtorno psiquiátrico durante a gestação, o parto e o período puerpério das mulheres. Em detrimento a esses fatores, o psicólogo hospitalar deve possuir conhecimentos mais específicos e adaptados para intervenções hospitalares, além de noções que envolvam aspectos físicos e doenças que podem acometer pacientes durante tais períodos. Esses conhecimentos contribuem para o exercício da profissão e para a prevenção de inúmeras alterações psiquiátricas, auxiliando na percepção e aceitação das mulheres diante de mudanças físicas, hormonais e emocionais, além de um olhar integral e humanizado. Considerando os aspectos do ciclo gravídico-puerperal e da vida em geral da paciente, são consideradas atribuições do psicólogo hospitalar:
I. Apresentar um conhecimento superficial das fases gestacionais e acompanhar de forma simplificada as alterações emocionais que acontecem, intervindo e orientando devidamente a gestante.
II. Intervir psicologicamente no parto, através de técnicas como dessensibilização sistemática e psicoterapia breve, que possam contribuir para a diminuição, bem como o controle da ansiedade das gestantes.
III. Manter o foco do atendimento na paciente e sua reorganização psíquica no período do puerpério, deixando em segundo plano a rede de apoio social, avaliando, assim, o vínculo do nascimento do filho de maneira mais objetiva.
IV. Atentar-se para as diversas condições de risco envolvendo fatores orgânicos, sociais, psicológicos, culturais e econômicos que sejam prejudiciais na evolução de uma gestação, atuando de maneira preventiva,tentando diminuir tais riscos gestacionais.
Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4049130 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Os hospitais, assim como outras organizações, podem ser considerados sistemas complexos que apresentam diversos processos e estruturas dinâmicas interligados entre si e que sofrem interferência tanto no conjunto de ações quanto nos resultados finais. Em detrimento a essas questões, analisar, avaliar e educar a instituição como um todo é um importante processo de acreditação hospitalar, que visa promover qualidade, segurança e eficiência dos diversos serviços na área de saúde, assegurando uma assistência melhor e mais humanizada. Sobre o processo de acreditação hospitalar, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4049129 Psicologia
Considere uma paciente que está prestes a receber alta para continuar o tratamento em casa após um longo período hospitalizada. Ela recebeu um diagnóstico não favorável, sem possibilidades de cura e com tempo de sobrevida pequeno. Durante a visita do psicólogo hospitalar demonstrou pensamentos de cunho suicida de forma vaga, com desejos de morte considerando uma série de fatores desencadeadores. De acordo com tais informações, assinale a conduta correta do psicólogo naquele momento. 
Alternativas
Q4048962 Saúde Pública
O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia pelas portas de entrada do SUS e se completa na rede regionalizada e hierarquizada, de acordo com a complexidade do serviço.
(Art. 8º. Decreto nº 7.508/2011.)
Sobre as portas de entrada do SUS, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q4048961 Saúde Pública
Garantir o acesso resolutivo da população, em tempo oportuno e com qualidade, a ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde, organizados em redes de atenção à saúde, assegurando-se um padrão de integralidade é um dos objetivos para organização das Regiões de Saúde. Sobre as Regiões de Saúde, analise as afirmativas a seguir.
I. São instituídas pela Comissão de Intergestores Tripartite – CIT.
II. São referência para as transferências de recursos entre os entes federativos.
III. Para ser instituída deve contar, dentre outros, com serviço de vigilância em saúde.
IV. Podem ter abrangência interestadual e podem ser formadas por municípios não limítrofes.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4048960 Saúde Pública
A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à população em território definido, sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.
(Art. 2º. Portaria nº 2.436/2017.)
Para responder de forma equitativa e eficiente às necessidades de saúde dos cidadãos, os governos têm as suas responsabilidades e obrigações. As afirmativas descrevem corretamente a responsabilidade dos entes federados indicados, EXCETO: 
Alternativas
Q4048958 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

        Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz. 

        Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

        Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford. 

        Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

        A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

        Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?” 

        Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

        Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

        “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

        Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
“[...] quando vê idosos [...]” “Gosto da elegância, [...]”
Os trechos destacados anteriormente apresentam, quanto à regência verbal:
Alternativas
Q4048957 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

        Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz. 

        Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

        Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford. 

        Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

        A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

        Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?” 

        Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

        Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

        “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

        Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
De acordo com as regras de concordância verbal que imprimem adequação à norma padrão da língua, pode-se observar que em “Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).” (4º§)
Alternativas
Q4048954 Literatura
Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
A minha face?

(Cecília Meireles. Obra poética, Volume 4, Biblioteca luso-brasileira: Série brasileira. Companhia J. Aguilar Editora, 1958, p. 10.)
Pode-se afirmar que o poema “Retrato” apresenta:
Alternativas
Q4048953 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

        Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz. 

        Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

        Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford. 

        Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

        A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

        Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?” 

        Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

        Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

        “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

        Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Indique, a seguir, a reescrita do trecho “apesar da preocupação dos filhos” que mantém a correção semântica e gramatical: 
Alternativas
Q4048950 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

        Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz. 

        Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

        Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford. 

        Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

        A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

        Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?” 

        Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

        Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

        “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

        Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Acerca do emprego do travessão duplo em “A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século –– [...],” pode-se afirmar que:
I. Sua função é assinalar uma expressão intercalada.
II. Os travessões podem ser substituídos por parênteses.
III. Assinala a mudança de interlocutor, realçando a informação intercalada.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4048949 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

        Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz. 

        Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

        Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford. 

        Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

        A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

        Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?” 

        Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

        Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

        “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

        Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Embora a linguagem conotativa seja utilizada de forma predominante no texto literário, é possível observar seu emprego em outros tipos de textos de forma específica. Tal afirmativa pode ser exemplificada em:
Alternativas
Q1850097 Psicologia
As demandas vindas do envelhecimento populacional transformaram-se em exigências para todas as especialidades e abordar a subjetividade da pessoa idosa é uma tarefa que a Psicologia vem adotando na interação com outros saberes. Sobre as demandas da Sra. Maria, que completou 90 anos com boas condições físicas e mentais, analise as afirmativas a seguir. I. Ela pode optar pelo tratamento de saúde que considerar mais favorável. II. Ela pode residir em sua casa desacompanhada de seus familiares. III. Ela pode participar da vida política, exercendo o direito de votar. Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q1850096 Psicologia
Os CAPS AD IV passaram a integrar a Rede de Assistência Psicossocial com foco nas capitais estaduais e em municípios com mais de 500 mil habitantes. Assinale a opção que apresenta corretamente a diretriz do funcionamento do CAPS AD IV na atenção integral ao usuário. 
Alternativas
Respostas
81: B
82: B
83: D
84: A
85: C
86: C
87: C
88: A
89: C
90: B
91: B
92: A
93: C
94: B
95: C
96: B
97: C
98: A
99: E
100: B