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Perspectivas da Vigilância em Saúde
A Vigilância em Saúde é responsável pela informação para a ação e a intervenção que reduzam riscos e promovam a saúde nos territórios, integrada às Redes de Atenção à Saúde. Esta função essencial do Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido chamada a orientar sua ação considerando os complexos fenômenos econômicos, ambientais, sociais e biológicos que determinam o nível e a qualidade da saúde das brasileiras e dos brasileiros, em todas as idades. Assim, é imperativo que a Vigilância em Saúde se reconheça na agenda da determinação social da saúde trazendo para si a construção de conhecimentos e práticas em diversas disciplinas e setores.
Na perspectiva da agenda central das Nações Unidas, para estabelecer, implementar e monitorar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para o período de 2015/2030, caberá à saúde assegurar uma vida saudável e promover o bemestar para todas e todos, em todas as idades a partir da definição de um conjunto de metas que tornem factível o alcance do objetivo. Essas metas, em negociação, expressarão ações sobre os problemas de saúde que mais impactam sobre a qualidade de vida e a carga de doenças de nossa população, atuando concomitantemente sobre os pilares econômicos, ambientais e sociais, expressos em seus objetivos. A Vigilância em Saúde tem a oportunidade de assumir para si um papel protagonista na agenda 2030 dos Objetivos e Metas do Desenvolvimento Sustentável, colocando-a no centro de prioridades de sua política, sistemas, programas e ações.
A concepção do modelo de gestão do SUS, ao privilegiar o planejamento em saúde baseado nos territórios das regiões de saúde, possibilita a organização da vigilância a partir dos processos e práticas de produção e consumo e das dinâmicas sociais, ambientais e culturais da sociedade a eles adscritos. A Vigilância em Saúde deve assumir para si, ao lado do planejamento, da gestão e da atenção à saúde, a autoria e o protagonismo da política nacional de saúde e seus respectivos planos.
Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2ML3aXw.
Com base no texto 'Perspectivas da Vigilância em Saúde', leia as afirmativas a seguir:
I. É imperativo que a Vigilância em Saúde se reconheça na agenda da determinação social da saúde trazendo para si a construção de conhecimentos e práticas em diversas disciplinas e setores, de acordo com o texto.
II. A ampliação da Vigilância em Saúde depende diretamente do aumento no número de profissionais com formação em nível superior, em qualquer área, assim como depende da disponibilidade de recursos financeiros federais para o financiamento das ações e projetos, de acordo com o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Perspectivas da Vigilância em Saúde
A Vigilância em Saúde é responsável pela informação para a ação e a intervenção que reduzam riscos e promovam a saúde nos territórios, integrada às Redes de Atenção à Saúde. Esta função essencial do Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido chamada a orientar sua ação considerando os complexos fenômenos econômicos, ambientais, sociais e biológicos que determinam o nível e a qualidade da saúde das brasileiras e dos brasileiros, em todas as idades. Assim, é imperativo que a Vigilância em Saúde se reconheça na agenda da determinação social da saúde trazendo para si a construção de conhecimentos e práticas em diversas disciplinas e setores.
Na perspectiva da agenda central das Nações Unidas, para estabelecer, implementar e monitorar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para o período de 2015/2030, caberá à saúde assegurar uma vida saudável e promover o bemestar para todas e todos, em todas as idades a partir da definição de um conjunto de metas que tornem factível o alcance do objetivo. Essas metas, em negociação, expressarão ações sobre os problemas de saúde que mais impactam sobre a qualidade de vida e a carga de doenças de nossa população, atuando concomitantemente sobre os pilares econômicos, ambientais e sociais, expressos em seus objetivos. A Vigilância em Saúde tem a oportunidade de assumir para si um papel protagonista na agenda 2030 dos Objetivos e Metas do Desenvolvimento Sustentável, colocando-a no centro de prioridades de sua política, sistemas, programas e ações.
A concepção do modelo de gestão do SUS, ao privilegiar o planejamento em saúde baseado nos territórios das regiões de saúde, possibilita a organização da vigilância a partir dos processos e práticas de produção e consumo e das dinâmicas sociais, ambientais e culturais da sociedade a eles adscritos. A Vigilância em Saúde deve assumir para si, ao lado do planejamento, da gestão e da atenção à saúde, a autoria e o protagonismo da política nacional de saúde e seus respectivos planos.
Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2ML3aXw.
Com base no texto 'Perspectivas da Vigilância em Saúde', leia as afirmativas a seguir:
I. O financiamento da Vigilância em Saúde é feito através de recursos cedidos pela União, os quais são administrados e controlados por entidades beneficentes e secretarias estaduais de saúde, de acordo com o texto.
II. No contexto dos Objetivos e Metas do Desenvolvimento Sustentável, as metas em negociação expressarão ações sobre os problemas de saúde que mais impactam sobre a qualidade de vida e a carga de doenças de nossa população, atuando concomitantemente sobre os pilares econômicos, ambientais e sociais, de acordo com o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Sangramento, vermelhidão ou manchas esbranquiçadas nas gengivas são alguns sintomas que devem ser relatados pelo paciente ao dentista.
II. A língua pode acumular resquícios de alimentos que favorecem o desenvolvimento de bactérias que podem afetar a saúde do indivíduo.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A escova de dente deve ter, preferencialmente, cabeça pequena (para alcançar mais facilmente todas as áreas da boca, como os dentes posteriores), cerdas macias e tufos concentrados e do mesmo tamanho.
II. A escova de dente de ser trocada regularmente, pois com o uso as cerdas têm a sua capacidade de realizar a limpeza reduzida significativamente.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A gengivite é a parte da mucosa mastigatória que cobre o
processo alveolar e circunda a porção cervical dos dentes.
II. Os enxaguatórios bucais não devem substituir a escovação, mesmo que alguns contenham substâncias que combatam a placa bacteriana.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Gengivas amolecidas ou retração da gengiva são alguns sintomas que devem ser relatados pelo paciente ao dentista. Assim, esse profissional pode realizar ações que podem reduzir o risco de agravamento de alguma doença ou mesmo encaminhar o paciente para um atendimento especializado.
II. Durante a escovação, é indicado começar pela parte exterior dos dentes, fazendo movimentos circulares e em seguida a parte interior (próxima ao “céu da boca” e língua).
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Entre as causas do mau hálito está o consumo de certos alimentos e as condições de saúde e hábitos pessoais. Em muitos casos, a higiene dentária apropriada poderia resolver o problema. Assim, o paciente deve sempre ser orientado a manter uma rotina de higiene bucal adequada.
II. A gengiva interdentária ocupa a ameia gengival, espaço interproximal situado acima da área do contato dentário.
Marque a alternativa CORRETA:
O Código de Ética do Servidor Público (Decreto 1.171/94) estabelece deveres e vedações ao servidor público.
Considerando-se esse decreto, é correto afirmar que
Em uma planilha elaborada no MS-Excel 2013 (figura abaixo), considere a seguinte fórmula, presente na célula K4: =CONT.SES(B2:B5;$K$2;G2:G5;$K$3).

A respeito do resultado decorrente da execução dessa fórmula na célula K4, assinale a alternativa que apresenta a resposta
correta.
Em uma planilha do Microsoft Excel 2013, um investidor de renda variável na bolsa de valores faz o registro de todos os ativos investidos e de seus respectivos desempenhos (lucros ou prejuízos). Para facilitar a visualização, o investidor quer apresentar o desempenho que representa prejuízo na cor vermelha.
Assinale a alternativa que apresenta a operação de planilha que melhor realizaria essa ação.
O MS Windows 10 tem um aplicativo de captura de tela, denominado Captura e Esboço, que permite tirar um instantâneo da tela do computador para copiar palavras ou imagens.
A Ferramenta de Captura possui diversos modos de captura ou recorte, EXCETO:
Em relação ao uso de recursos do Explorador de Arquivos MS Windows 10, marque (V) para as afirmativas Verdadeiras e (F) para as Falsas.
( ) Pode-se abrir o aplicativo Explorador de Arquivos, pressionando a sequência de teclas [logotipo do Windows] + [E].
( ) No aplicativo Explorador de Arquivos, pasta de trabalho de usuário, o pressionar da sequência de teclas de atalho [Ctrl] + [Shift] + [N] resulta na criação de uma nova pasta.
( ) No Explorador de Arquivos, a ação de arrastar e de soltar um item (arquivo ou pasta) resulta sempre na operação de cópia do item de uma pasta origem para outra de destino.
( ) O Explorador de Arquivos possui uma Faixa de Opções, uma barra que ocupa a parte superior do Explorador de Arquivos, contendo todas as guias do menu de navegação. Para “minimizar ou maximizar a faixa de opções”, basta pressionar a sequência de teclas de atalho [Ctrl]+[F1].
( ) O Explorador de Arquivos possui um recurso chamado de “Acesso Rápido”, que permite acessar rapidamente itens (arquivos e pastas) usados com frequência. Porém, não é possível desabilitar completamente a opção “Acesso Rápido”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Após o tsunami que atingiu o nordeste do Japão em 2011, muitos ficaram desabrigados, sem bens, comida ou água. Mas, mesmo na adversidade, muitas pessoas colocaram as necessidades dos outros à frente das suas próprias. Behrens compara isso ao ethos budista de gaman — pensar nos outros, e não em si mesmo.
Foi amplamente divulgado pela imprensa que houve significativamente menos saques nas áreas afetadas do Japão do que em áreas similarmente devastadas em outros países. O fato de haver saques foi fora do comum, diz Tamura. No entanto, ele aponta para um exemplo que revela uma visão fascinante da psique humana.
"Depois que os reatores nucleares de Fukushima falharam por causa do terremoto de 2011, a área ficou isolada por meses devido à alta radiação", diz Tamura.
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Tamura descreve o conceito de hito no me, o "olho da sociedade". Mesmo sem a presença da polícia, nenhum roubo ocorrerá enquanto houver hito no me. Mas, em um lugar onde não há ninguém, ocorrem furtos. [...]
William Park e Johanna Airth Disponível em: Future https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-51214484 Acesso em: 04 fev. 2010. (Fragmento)
Para a maioria das pessoas, perder a carteira ou a bolsa é mais do que um inconveniente. Embora os celulares agora permitam fazer pagamentos, armazenem documentos e nos ajudem a achar o caminho de casa, ainda há algo tranquilizador em ter tudo isso em versão física.
Além disso, a perda desses itens pode significar ter de passar pelo inconveniente de cancelar cartões ou trocar as fechaduras de sua casa.
Mas há um lugar em que você tem uma probabilidade grande de encontrar seus pertences: Tóquio.
Com a população da cidade se aproximando rapidamente de 14 milhões de pessoas, milhões de itens desaparecem a cada ano. Mas um número impressionante deles volta para casa.
Em 2018, mais de 545 mil documentos de identificação foram devolvidos a seus proprietários pela Polícia Metropolitana de Tóquio — 73% do total dos que foram perdidos. Da mesma forma, 130 mil telefones celulares (83%) e 240 mil carteiras (65%) foram devolvidos aos seus donos. Frequentemente, isso foi feito no mesmo dia.
Tais atos de integridade não são tão raros no Japão, país natal de Behrens. "[Para os japoneses] é algo do tipo 'É claro que eles devolveriam'", diz. De certa forma, tornou-se incomum não devolver um item perdido. Isso sim seria uma surpresa. [...]
William Park e Johanna Airth Disponível em: Future https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-51214484 Acesso em: 04 fev. 2010. (Fragmento)
Hidrogéis são redes tridimensionais de polímeros – naturais ou sintéticos – capazes de reter grande quantidade de água em sua estrutura. Outra característica importante é a elasticidade desses compostos.
Uma das novas aplicações, desenvolvida no Canadá, é um sensor que, grudado à pele, transforma estímulos mecânicos, como tensão e deformação, e outros sinais, como umidade, em sinais elétricos. O dispositivo foi batizado de AISkin (de pele iônica artificial em inglês), e os primeiros resultados foram publicados na revista Materials Horizons.
A previsão é que o sensor possa incrementar tecnologias vestíveis em áreas diversas. No artigo, os cientistas relatam testes bem-sucedidos com a detecção do movimento de um dedo da mão, o que poderia ajudar, na área da saúde, o acompanhamento de processos de reabilitação, por exemplo. Outro teste foi feito com um touch pad (painel sensível ao toque) grudado à mão de uma pessoa, no qual foi possível controlar ações em um jogo eletrônico no computador.
A inspiração para o novo sensor veio diretamente da pele humana, uma rede polimérica com presença de uma variedade de sensores neurais. Esses sensores transformam os estímulos recebidos – como um aperto de mão ou a aproximação do fogo – em sinais elétricos pelo transporte de íons (átomos eletricamente carregados, positiva ou negativamente, por terem perdido ou ganhado elétrons). Essa capacidade é chamada de transdução – a transformação de estímulo ou sinal de um tipo em outro. [...]
Pezzo, Mariana Disponível em: https://sinteses.blogfolha.uol.com.br/2020/01/23/de-piscina-de-ions-a-bebedouro-de-bacterias-o-potencial-do-hidrogel/ Acesso em: 23 jan. 2020. (Fragmento)
Ao entregar o rebanho ao pastor, o proprietário anota o número de animais: uma pedrinha para cada ovelha. Assim, na volta da pastagem poderá conferir que nenhuma foi perdida (ou comida…).
Repetidos ao longo de milênios, rituais como este acabaram levando à compreensão de que o rebanho e o monte de pedrinhas têm algo abstrato em comum: o número de objetos.
Foi muito lento. “Muitas eras devem ter passado antes que o homem descobrisse que um casal de pássaros e um par de dias são ambos ocorrências do número 2”, ponderou o filósofo Bertrand Russel. Mais do que qualquer outra coisa, foram nossos dedos que contribuíram para essa construção abstrata. “É à possibilidade de articular os dez dedos que a humanidade deve o seu êxito no cálculo”, escreveu o historiador Tobias Dantzig.
Vestígios estão presentes em muitos idiomas. Por exemplo, em português e outras línguas usamos “dígito” (“dedo”, em latim) como sinônimo de algarismo. Mas o indício mais notável da origem anatômica do número está no fato de quase todo o mundo usar o sistema decimal de numeração.
É um sistema posicional, o valor de cada “dígito” depende da posição. Por exemplo, em 3.333 o “3” da direita vale 3 mesmo, o próximo vale 30=3x10, o seguinte 300=3x10² e o da esquerda 3.000=3x10³.
Por que usamos 10, e não outro número, como a base desse sistema numeração? Simplesmente porque temos 10 dedos nas mãos e, desde tempos imemoriais, os usamos para contar. Mas a humanidade experimentou outras bases.
Alguns povos antigos da Oceania usaram a base 5. Talvez contassem com uma só mão, usando a outra como indicador, enquanto seguravam a arma debaixo do braço? Na base 5, há apenas cinco dígitos (0 a 4) e, por exemplo, 3.333 representa o número 3+3x5+3x5²+3x5³, ou seja, 468 (na base 10). Os símbolos V=5, L=50 e D=500 na numeração romana sinalizam um uso antigo da base 5.
Outros povos, em todos os continentes, usaram a base 20. Presumivelmente, contavam também com os pés... Existem vestígios em línguas como o francês (80 é “quatre-vingts”) e o inglês (“3-score” significa 60). Já os babilônios criaram um sistema posicional de base 60. Devemos a eles a divisão da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos.
Para quem está habituado ao sistema decimal, bases maiores do que 10 apresentam um inconveniente: é necessário inventar símbolos para os dígitos acima de 9. Na base 16, muito utilizada em programação, são usadas letras: A é 10, B é 11, C é 12, D é 13, E é 14 e F é 15. Quanto é 3E8 vezes 5DC nessa base?
VIANA, Marcelo Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/ 2020/01/aprendemos-a-contar-com-os-dedos.shtml Acesso em: 05 fev.2020. (Fragmento)
Talvez nenhum lugar ilustre melhor a união entre passado e presente na Olimpíada de Tóquio-2020 como o novo estádio olímpico.
O evento no Japão começará em seis meses, dia 24 de julho e irá até 9 de agosto. Os Jogos Paraolímpicos vão de 25 de agosto a 6 de setembro.
A estrutura do principal palco de Tóquio é recente, foi inaugurada em dezembro de 2019, mas construída no lugar onde ficava o antigo estádio olímpico, posto de pé para a edição de 1964 do evento.
Neste ano, o local receberá as cerimônias de abertura e de encerramento, jogos de futebol e provas de atletismo.
Seu novo projeto arquitetônico, assinado por Kengo Kuma, usa elementos de madeira que rementem à cultura tradicional japonesa e também um teto de vidro para melhor aproveitar a luz natural do sol. [...]
GABRIEL, João Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2020/01/olimpiada-mescla-heranca-dos-jogos-de-1964-com-japao-atual.shtml Acesso em: 23 jan. 2020.
No início do século 17, questionando velhas ideias de Aristóteles, a ciência começou a se perguntar de que é feita a luz: (1) pequenas partículas (teoria corpuscular) ou ondas vibrando (teoria ondulatória)? Apesar do apoio de Newton, três séculos depois, a teoria corpuscular estava em apuros: (2) ela não explica fenômenos como a refração, e também era desabonada pelos avanços no eletromagnetismo.
A descoberta empírica da eletricidade (eletricidade estática) e do magnetismo (ímãs) remonta à antiguidade, mas seu estudo científico também começou no século 17. Foi ficando claro que os dois estão diretamente relacionados: (3) ímãs em movimento geram corrente elétrica — é assim que hidrelétricas transformam movimento de água em eletricidade e corrente elétrica gera magnetismo. [...]
Isso culminou na unificação realizada em 1865 pelo britânico James Clerk Maxwell (1831–1879): (4) sua teoria matemática explica eletricidade e magnetismo como faces de uma única entidade, chamada campo eletromagnético, que se move no espaço à velocidade da luz sob a forma de ondas (dependendo do comprimento, são ondas de rádio, micro-ondas, luz visível, raios X, raios gama etc.). Foi por meio das equações de Maxwell que a divindade proclamou “Faça-se a luz!”.
VIANA, Marcelo Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/ 2020/01/a-luz-e-feita-de-ondas-ou-particulas.shtml Acesso em: 05 fev.2020. (Fragmento)
Dois jovens soldados britânicos dormem, encostados numa árvore, num campo ocupado na Primeira Guerra Mundial no início de “1917”. Um oficial os acorda e pede que o sigam. Caminham pela trincheira — as trilhas escavadas na terra exibem placas cujos nomes, “rua Paraíso” e “rua Sortuda”, soam irônicos no cenário.
O general, então, anuncia a missão dos rapazes. O irmão de um deles, que integra um pelotão a alguns quilômetros dali, está prestes a embarcar numa emboscada armada pelos alemães. A tarefa da dupla é, então, impedir o ataque planejado.
Os espectadores acompanham cada passo dos soldados, como se tivessem os olhos colados às suas nucas.
E eles não desgrudam nos mais de cem minutos seguintes do filme — somos sugados pelo verdadeiro labirinto que é a guerra, enquanto os soldados funcionam como o novelo de lã que guia o caminho. Isso porque o longa, que estreia agora, foi filmado de modo a imitar um plano-sequência, uma tomada única e contínua, sem cortes.
Não foi uma tarefa simples. George MacKay, que interpreta um dos jovens, conta que a equipe ensaiou por cinco meses antes das filmagens. Ele e o colega Dean-Charles Chapman corriam por campos vazios, obedecendo a marcas no chão.
Os ensaios orientaram não só a coreografia dos atores e da câmera como, em muitos casos, a própria elaboração dos cenários, já que as trincheiras eram escavadas de acordo com o ritmo emocional das cenas e das necessidades da equipe de fotografia.
“Em geral, com a edição, é possível ajustar o ritmo do filme, prolongando um momento, ou optando por um ângulo diferente. Mas aqui antecipamos todo o processo. Precisávamos decidir tudo isso antes”, conta o ator.
MacKay também afirma que os planos do filme têm cerca de cinco minutos cada um — o mais longo, oito. Para que tudo saísse como planejado, cada tomada foi repetida em média 20 vezes. Uma delas exigiu 54 regravações.
“Eu me lembro que, quando ensaiamos alguns dos momentos mais físicos do filme, pensei ‘só consigo fazer isso umas cinco vezes e se vamos fazer 50, tenho que malhar’.”
A façanha deu certo, e o filme se tornou um inesperado favorito ao Oscar de melhor filme. [...]
BALBI, Clara Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/01/entenda-como-1917-construiu-a-ilusao-de-ser-um-filme-sem-cortes.shtml Acesso em: 23 jan. 2020. (Fragmento)