Questões de Concurso Para odontólogo

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Q3749655 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Acordei mais cedo, levei uma roupa para o__________. Nesta tarde, assistirei ao __________ de sanfonas. Quando o trabalho foi concluído, perguntei o valor, a costureira disse para não me preocupar, não havia feito nada __________. Fiquei feliz ___________.

Completa corretamente as lacunas:
Alternativas
Q3749654 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Marque a alternativa na qual as palavras completam, corretamente, as lacunas do período a seguir:

__________ muito tempo eu não via ___________ paisagem da minha janela. __________ última vez que __________ abri, foi para assistir _________ manifestação política __________ duas quadras daqui.
Alternativas
Q3749653 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. Existe uma regra que justifica o uso do sinal indicativo de crase no termo destacado. Tal justificativa se encontra em: 
Alternativas
Q3749652 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
É importante que você aprenda a olhar pela janela. O termo em destaque é classificado sintaticamente como:
Alternativas
Q3749651 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Dadas as proposições a seguir, marque a que não corresponde às ideias do texto.
Alternativas
Q3749650 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela... Tal excerto pode ser compreendido como:
Alternativas
Q3749649 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Dado o fragmento a seguir, marque a alternativa que melhor substitui o termo em destaque sem alterar o sentido: ... imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Alternativas
Q3749648 Português
A arte de ser feliz (Crônica 2)


Eva


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.


    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.


    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.


    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.


(in "Escolha seu sonho", Cecilia Meireles)
Compare com as ideias expressas do texto, em seguida, marque a opção correta:

I. Os quatro parágrafos iniciais começam com o mesmo vocábulo, tal recurso é bastante utilizado no âmbito da literatura, mas, em se tratando de uma crônica, conota pobreza no repertório linguístico.
II. As paisagens existentes "na janela" sugerem as várias perspectivas do expectador e dependem, entre outros fatores, da passagem do tempo da voz narrativa.
III. Expectativa e expectativa se misturam em profusão de beleza e poesia, realidade e fantasia ao demonstrar que a realidade é filtro de uma cosmovisão singular.
IV. Tempo e espaço se transformam, desejos e realizações mudam de direção, mas a capacidade de absorver referências exteriores com sororidade permanece inalterada.
V. O texto mostra a disparidade existente entre olhar e ver, enquanto aquele requer esforço deliberado de focar, este é a capacidade de captar imagem com os olhos. 
Alternativas
Q3747088 Odontologia
Em um paciente de 11 anos, em dentição mista, com queixa de “mordida aberta” anterior e perfil facial levemente côncavo, o ortodontista deseja realizar a análise facial de tecidos moles e esqueleto facial como parte do diagnóstico ortopédico-ortodôntico. A análise facial compreende avaliação frontal, perfil e sorriso, além de considerar o padrão de crescimento esquelético, harmonia facial e proporções do terço inferior da face.
Com base em conceitos contemporâneos de análise facial aplicados à ortopedia e ortodontia, avalie as assertivas abaixo: 

I. A linha de base da análise facial é o contorno ósseo subjacente, de modo que a face vista em tecidos moles pode ser considerada um reflexo direto e preciso da estrutura esquelética e óssea sem necessidade de investigação complementar.

II. Em ortopedia maxilar ou mandibular, a avaliação do terço inferior da face (proporção entre sub-nasal e mentoniano) e a convexidade do perfil são cruciais, pois alterações nesses parámetros indicam crescimento desfavorável ou discrepância esquelética  que pode requerer intervenção. 

III. Fotografias padronizadas (frontal em repouso, sorriso e oblíqua, perfil) e análise de tecido mole são parte indispensável do exame clínico de análise facial, pois ajudam a detectar assimetrias, linha média desviada exposição gengival ou sobressaída labial que podem alterar metas terapêuticas. 

IV. A estética facial do paciente pode ser considerada irrelevante no planejamento de ortopedia/ortodontia, pois o foco deve ser exclusivamente a correção dentária e oclusal; a análise facial estética se reserva à cirurgia ortognática ou casos estéticos específicos.


Estão CORRETAS: 
Alternativas
Q3747087 Odontologia
Durante o planejamento restaurador de dentes permanentes, o cirurgião-dentista deve compreender as propriedades dos diferentes materiais restauradores, incluindo amálgama dentário, resinas compostas e materiais provisórios. A correta indicação depende do comportamento físico, biológico e mecânico de cada material, bem como da sua capacidade de selamento, resistência e estabilidade temporal. 

Relacione a Coluna I, referente aos materiais restauradores, com a Coluna II, referente às suas propriedades e usos clínicos.

COLUNA I – Materiais
1. Amálgama dentário 2. Restaurações provisórias (ex: ionômero provisório, cimento temporário) 3. Resina composta (restaurações diretas) 4. Cimento de Ionômero de Vidro (CIV)

COLUNA II – Propriedades / Indicações
(a) Material que apresenta liberação de flúor, adesão química moderada à estrutura dental e boa indicação como base, forramento ou restauração provisória em áreas de baixo estresse mastigatório.
(b) Material que oferece longevidade clínica elevada em dentes posteriores, alta resistência ao desgaste e boa tolerância à umidade durante a condensação, sendo indicado em cavidades extensas e regiões de grande carga oclusal.
(c) Material utilizado entre sessões clínicas por permitir selamento temporário, proteção contra contaminação salivar e manutenção do conforto do paciente até a restauração definitiva.
(d) Material cujo sucesso clínico depende fortemente de isolamento absoluto, técnico incremental e adequado selamento marginal, apresentando maior risco de sensibilidade pós-operatória se mal manipulado.

Assinale a correlação CORRETA: 
Alternativas
Q3747086 Odontologia
Durante o preparo de cavidades profundas onde o remanescente de dentina entre a lesão e a polpa é mínimo, o cirurgião-dentista deve aplicar estratégias visando preservar a vitalidade pulpar e garantir selamento adequado.  
Com base em evidências recentes acerca de materiais de capeamento, bases e adesão do complexo dentinapolpa, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3747085 Odontologia
Diversos protozoários têm sido associados a alterações na cavidade oral, especialmente em pacientes com doença periodontal ativa. Dois dos organismos mais descritos na literatura são Entamoeba gingivalis, um protozoário ameboide que se alimenta de restos celulares e pode ser encontrado em bolsas periodontais profundas, e Trichomonas tenax, um flagelado anaeróbio facultativo frequentemente presente em zonas de acúmulo de biofilme, saliva espessa e ambientes com higiene oral precária. Ambos não possuem forma cística conhecida, o que favorece sua identificação em esfregaços frescos obtidos por raspado gengival. 

Considerando essas características e seu potencial papel como indicadores de desequilíbrio bucal, analise as assertivas: 

I. A presença de Entamoeba gingivalis e Trichomonas  tenax é mais frequente em indivíduos com periodontite, e sua proliferação tende a ocorrer em ambientes ricos em detritos celulares, bolsas profundas e condições de higiene oral inadequada.

II. A inexistência de forma cística em ambos os protozoários dificulta a sua observação microscópica em esfregaços orais, sendo o diagnóstico mais confiável quando feito exclusivamente por cultura em meio especializado.

III. É incorreto associar parasitoses orais a manifestações clínicas como halitose, sangramento gengival e inflamação localizada, uma vez que protozoários orais não possuem impacto sobre tecidos periodontais.

IV. O manejo clínico de casos em que há confirmação de protozoários orais pode incluir tanto terapia periodontal mecânica quanto uso de agentes antiparasitários, quando indicado, reforçando a importância do diagnóstico diferencial em pacientes resistentes ao tratamento convencional.


Estão CORRETAS:
Alternativas
Q3747084 Odontologia
Instituída como política de Estado pela Lei nº 14.572/2023, a Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB), estrutura-se também a partir da ampliação do acesso, da integralidade do cuidado e da incorporação de ações de promoção, prevenção, vigilância e  reabilitação, articuladas aos diversos pontos da Rede de Atenção à Saúde. Ela reforça ainda a responsabilidade sanitária dos entes federados e a necessidade de diagnóstico situacional para orientar o planejamento em saúde bucal. 

Considerando esses princípios, julgue cada uma das afirmativas a seguir: 

( ) A PNSB estabelece que o planejamento das ações de saúde bucal deve ser pactuado entre gestores e fundamentado no diagnóstico epidemiológico do território, garantindo que a oferta de serviços corresponda às necessidades locais.

( ) De acordo com a Lei nº 14.572/2023, ações de saúde bucal no SUS devem priorizar exclusivamente atividades curativas, uma vez que a prevenção e a promoção à saúde são competências atribuídas às secretarias estaduais e não à esfera  municipal.

( ) A Política Nacional de Saúde Bucal reforça que o cuidado integral exige a articulação da Atenção Primária com serviços especializados, como Centros de Especialidades Odontológicas e laboratórios regionais de prótese dentária.

( ) A vigilância em saúde bucal, segundo a PNSB, é função exclusiva da esfera federal, que deve coletar os dados e repassá-los aos municípios para fins de planejamento das ações locais.

( )A educação permanente em saúde está entre as diretrizes da PNSB, visando qualificar continuamente as equipes de saúde bucal e fortalecer práticas clínicas baseadas em evidências.

Assinale a sequência CORRETA: 
Alternativas
Q3747083 Odontologia
A partir das diretrizes e atribuições da Política Nacional de Saúde Bucal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), analise as assertivas a seguir:

I. A Lei nº 14.572/2023 institui a Política Nacional de Saúde Bucal como política de Estado, determina que as ações e os serviços de saúde bucal integrem todas as redes de atenção à saúde e sejam praticados de forma contínua e equânime. 

II. Segundo a PNSB, a atenção à saúde bucal limita-se à Atenção Primária à Saúde (APS); ou seja, as práticas especializadas não fazem parte da rede de saúde bucal institucionalizada pelo SUS.

III. Dentre as diretrizes da PNSB, está assegurar o acesso universal, equânime e contínuo a serviços de saúde bucal de qualidade, bem como promover a educação permanente dos trabalhadores em saúde bucal.

IV. Na PNSB, o planejamento das ações em saúde bucal deve considerar exclusivamente os indicadores nacionais gerais, dispensando a realização de diagnóstico de saúde bucal específico para cada território.

V. A PNSB tem entre seus objetivos articular as ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação odontológica como parte integrante da saúde geral, inclusive por meio da vigilância epidemiológica ou sanitária em saúde bucal.

Estão CORRETAS:  
Alternativas
Q3747082 Odontologia
Lesões endoperiodontais representam uma comunicação patológica entre o sistema de canais radiculares e o periodonto, podendo assumir apresentações agudas ou crônicas. A classificação moderna considera a etiologia, a sequência de instalação (primariamente endodôntica ou periodontal) e a presença ou não de danos radiculares estruturais (perfurações, reabsorções, fraturas), aspectos que influenciam diagnóstico, plano de tratamento e prognóstico.
Com base nos conceitos atuais sobre lesões endoperiodontais, analise as assertivas:

I. Lesões endoperiodontais podem ser definidas como alterações em que há comunicação patológica entre tecidos pulpares e periodontais em um mesmo dente, resultando em sinais e sintomas que podem envolver tanto o espaço do ligamento periodontal quanto a região periapical ou de furca.

II. A classificação mais recente das doenças periodontais e peri-implantares distingue lesões endoperiodontais com e sem dano radicular, agrupando como lesões “com dano radicular” aquelas associadas a perfurações, fraturas radiculares e reabsorções externas, por apresentarem prognóstico geralmente mais reservado.

III. Em lesões primariamente endodônticas com envolvimento periodontal secundário, é comum encontrar testes de vitalidade pulpar negativos, bolsa periodontal profunda e estreita em uma face específica do dente, com tendência a significativa melhora clínica e reparo ósseo após o tratamento endodôntico adequado isolado.

IV. Em lesões primariamente periodontais com envolvimento endodôntico secundário, a realização de tratamento endodôntico isolado costuma ser suficiente para a resolução completa da condição, não havendo benefício documentado da terapia periodontal quando o componente endodôntico é bem conduzido.


Estão CORRETAS: 
Alternativas
Q3747081 Odontologia
A compreensão da anatomia da câmara pulpar e dos canais radiculares é essencial para o sucesso endodôntico. Estudos clínicos e análises morfológicas baseadas em tomografia de feixe cônico(CBCT) reforçam que a variação anatômica é regra, e não exceção, especialmente em molares e pré-molares. Raízes com múltiplos canais, istmos e deltas apicais podem modificar o planejamento do acesso e os protocolos de instrumentação.  

A respeito do conhecimento sobre a anatomia interna de dentes posteriores permanentes, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Alternativas
Q3747080 Odontologia
O diagnóstico das maloclusões depende da interação entre fatores esqueléticos, dentários e funcionais, além da análise da estética facial e do impacto sobre funções orais.

Com base nesses princípios, julgue cada item a seguir como VERDADEIRO (V) ou FALSO(F):
( ) A mordida cruzada anterior de origem esquelética geralmente envolve relação invertida dos incisivos, associada a prognatismo mandibular ou deficiência maxilar, e costuma apresentar histórico familiar significativo.
( ) A sobremordida profunda, quando acompanhada de diminuição do terço inferior da face, pode gerar trauma palatino e restringir movimentações mandibulares, afetando conforto mastigatório.
( ) A classe I de Angle sempre indica normalidade, já que descreve uma relação anteroposterior adequada, sendo incompatível com apinhamento, mordidas abertas ou desvios funcionais. 
( ) Hábitos como sucção digital prolongada ou respiração oral crônica podem alterar o equilíbrio muscular orofacial e favorecer o desenvolvimento de mordida aberta anterior ou protrusão incisiva.
( ) O diagnóstico de maloclusão não exige avaliação funcional, pois a análise morfológica das arcadas dentárias é suficiente para determinar as relações oclusais.

Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3747079 Odontologia
As maloclusões representam alterações no relacionamento das arcadas dentárias e na harmonia craniofacial, podendo derivar de fatores genéticos, ambientais e funcionais, além de impactarem diretamente estética facial, eficiência mastigatória e equilíbrio oclusal. O diagnóstico adequado envolve análise facial, intraoral, avaliação funcional e compreensão dos padrões de crescimento. 

Sobre as maloclusões, analise os itens a seguir:

I. A Classe II de Angle pode estar associada a retrognatismo mandibular, padrão de crescimento vertical aumentado e incompetência labial, podendo comprometer estética e função. 

II. A Classe III pode ter origem esquelética, com prognatismo mandibular ou deficiência maxilar; nesses casos, o exame clínico e cefalométrico geralmente revela ângulos SNA diminuído e SNB aumentado. 

III. Mordida aberta anterior pode resultar de hábitos orais deletérios persistentes, porém não interfere significativamente na fala nem na biomecânica mastigatória. 

IV. A mordida cruzada posterior unilateral frequentemente se associa à assimetria funcional mandibular e desvio da linha média, podendo evoluir para assimetrias esqueléticas se não corrigida precocemente. 

V. O apinhamento primário tem etiologia exclusivamente genética, sendo minimamente influenciado por fatores como discrepância entre tamanho dentário e arcada ou cronologia de erupção

Estão CORRETOS: 
Alternativas
Q3747078 Odontologia
As glândulas salivares maiores — parótida, submandibular e sublingual — desempenham papel  fundamental na produção e secreção da saliva, contribuindo para a digestão, proteção da mucosa oral e manutenção da homeostase bucal. Essas glândulas possuem diferenças morfofuncionais importantes, envolvendo a predominância de certos tipos celulares (serosos, mucosos e mioepiteliais), a organização dos ácinos e túbulos, bem como a estruturação de seus sistemas ductais (intercalares, estriados e excretores). 

Considerando os aspectos anatômicos e histológicos dessas glândulas, analise as assertivas abaixo:

I. A glândula parótida é formada exclusivamente por ácinos serosos, possui grande número de ductos intercalares e estriados e secreta uma saliva aquosa rica em proteínas, especialmente amilase.

II. A glândula submandibular é classificada como seromucosa, apresentando predominância de ácinos mucosos, com poucas células serosas, sendo raro encontrar semiluas serosas em sua estrutura.

III. A glândula sublingual possui predomínio de ácinos mucosos, secreção espessa e viscosa e apresenta ductos excretores que se abrem majoritariamente ao longo das pregas sublinguais.

IV. As células mioepiteliais estão presentes entre a membrana basal e as células acinosas ou ductais, exercendo função contrátil e auxiliando na ejeção da saliva; elas são encontradas nas glândulas parótida, submandibular e sublingual.

Estão CORRETAS:  
Alternativas
Q3747077 Odontologia
Na unidade básica de saúde (UBS), chega uma paciente de 42 anos queixa-se de dor intensa no dente 46 há 3 dias, acompanhada de edema facial leve na região da mandíbula inferior, dificuldade para abrir a boca completamente (trismo leve) e presença de linfadenopatia submandibular. Ao exame clínico verifica-se um abscesso dento-alveolar com aumento de volume que se estende para a região facial.

Considerando o protocolo de urgências odontológicas da rede de APS, analise as alternativas e assinale a CORRETA, quanto à conduta imediata na UBS:
Alternativas
Respostas
3281: C
3282: E
3283: B
3284: A
3285: B
3286: E
3287: D
3288: C
3289: B
3290: A
3291: C
3292: A
3293: B
3294: A
3295: B
3296: C
3297: D
3298: A
3299: B
3300: C