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Q3207208 Português

Texto para a questão.


O TEMPO


Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada. [...] A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipêsrosas e amarelos anunciam o inverno.


Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. [...]


A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo.


Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins.


Tempus fugit; o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhã estará podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. “Sapio”, no latim, quer dizer, “eu saboreio”. O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada.


Um texto bíblico diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao “Pai-Nosso” outra súplica: “A fruta nossa de cada dia dá-nos hoje…”. Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia…


Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo… Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: “Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado”.


Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge.


Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos.


Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado.


ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta, 2010

A crase foi utilizada em “Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia…”, pela mesma regra que em:
Alternativas
Q3207207 Português

Texto para a questão.


O TEMPO


Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada. [...] A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipêsrosas e amarelos anunciam o inverno.


Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. [...]


A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo.


Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins.


Tempus fugit; o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhã estará podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. “Sapio”, no latim, quer dizer, “eu saboreio”. O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada.


Um texto bíblico diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao “Pai-Nosso” outra súplica: “A fruta nossa de cada dia dá-nos hoje…”. Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia…


Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo… Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: “Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado”.


Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge.


Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos.


Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado.


ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta, 2010

Observe o trecho “Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos.” e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3207206 Português

Texto para a questão.


O TEMPO


Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo – segundos, minutos, dias, anos – são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada. [...] A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipêsrosas e amarelos anunciam o inverno.


Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. [...]


A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo.


Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins.


Tempus fugit; o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhã estará podre. Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. “Sapio”, no latim, quer dizer, “eu saboreio”. O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada.


Um texto bíblico diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio”. Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao “Pai-Nosso” outra súplica: “A fruta nossa de cada dia dá-nos hoje…”. Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia…


Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo… Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: “Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado”.


Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge.


Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos.


Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado.


ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta, 2010

Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3177016 Biomedicina - Análises Clínicas
Em um laboratório de análises clínicas, os testes rápidos para identificar tuberculose e sífilis são, respectivamente:
Alternativas
Q3177015 Biomedicina - Análises Clínicas
Uma amostra é obtida de uma área do corpo do indivíduo com chance de conter o micro-organismo suspeito de causar a infecção. Sendo assim, essa amostra pode ser de:

I. Sangue.
II. Urina.
III. Líquido cefalorraquidiano.

Quais estão corretos?
Alternativas
Q3177014 Biomedicina - Análises Clínicas
São consideradas doenças do sangue, EXCETO:
Alternativas
Q3177013 Segurança e Saúde no Trabalho
A Norma que regulamenta o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no Brasil é a: 
Alternativas
Q3177012 Biomedicina - Análises Clínicas
As fases dos exames laboratoriais são três: pré-analítica, analítica e pós-analítica. Cada uma delas possui processos específicos para garantir a qualidade dos resultados e evitar erros. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada uma dessas fases às suas respectivas características.

Coluna 1

1. Fase analítica.
2. Fase pré-analítica.
3. Fase pós-analítica.

Coluna 2

( ) Tudo que acontece antes do ensaio laboratorial, como a solicitação do exame, a orientação ao paciente, a triagem e a obtenção da amostra.
( ) Inicia-se com a validação do sistema analítico, através do controle da qualidade interno na amplitude normal e patológica.
( ) Ocorre após a geração do resultado analítico, quantitativo e/ou qualitativo, sendo finalizada após a entrega do laudo.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3177011 Biomedicina - Análises Clínicas
O nível de biossegurança de um experimento em laboratório de análises clínicas será determinado de acordo com o organismo de maior classe de risco envolvido no experimento. Existem níveis de biossegurança, que são:
Alternativas
Q3177010 Biomedicina - Análises Clínicas
Sobre as células procariontes e eucariontes, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3177009 Biomedicina - Análises Clínicas
Trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma em uma veia ou artéria, bloqueando o fluxo sanguíneo. A trombose pode ser grave e, se não for tratada, levar a complicações como embolia, infarto ou AVC. São tipos de trombose:

I. Trombose venosa.
II. Trombose venosa superficial.
III. Trombose venosa profunda.
IV. Trombose venosa renal.
V. Trombose da veia femoral.

Quais estão corretos?
Alternativas
Q3177008 Biomedicina - Análises Clínicas
De acordo com a presença ou ausência do fator Rh, os tipos sanguíneos podem ser classificados em positivos ou negativos, respectivamente. Em relação aos grupos sanguíneos, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O sistema O é o mais importante grupo sanguíneo na medicina transfusional. O gene O codifica as glicosiltransferases responsáveis pela transferência dos resíduos específicos de açúcar, GalNaca1-3 e Gala 1-3 ao substrato H e os convertem ao antígeno A ou B, respectivamente.
( ) As pessoas com sangue do tipo O podem doar sangue para qualquer pessoa, porém só podem receber doações de pessoas com o mesmo tipo de sangue. No entanto, as pessoas do tipo AB podem receber sangue de qualquer pessoa, porém só podem doar para pessoas com o mesmo tipo sanguíneo.
( ) Os grupos sanguíneos são determinados de acordo com o sistema ABO e com o fator Rh. Sistema ABO: Os grupos sanguíneos A, B, AB e O são caracterizados pela presença ou ausência de antígenos nos glóbulos vermelhos. Fator Rh: O fator Rh pode ser positivo ou negativo.
( ) Os antígenos ABO não estão restritos apenas à membrana dos eritrócitos, podendo ser encontrados também em uma grande variedade de células como linfócitos, plaquetas, endotélio capilar venular e arterial, células sinusoidais do baço, medula óssea, mucosa gástrica, além de secreções e outros fluidos como saliva, urina e leite.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3177007 Biomedicina - Análises Clínicas
A inflamação é uma resposta natural do corpo a uma lesão ou infecção, que pode ser causada por calor, radiação ou trauma. O processo inflamatório envolve o organismo como um todo, com a participação dos sistemas nervoso e endócrino. Os sinais da inflamação são:
Alternativas
Q3177006 Direito Sanitário
A legislação sobre boas práticas no ciclo do sangue é estabelecida pela RDC nº 34/2014. São considerados como principais objetivos dessa Resolução:
Alternativas
Q3177005 Biomedicina - Análises Clínicas
Sobre a hematopoiese, processo que envolve a formação das células sanguíneas, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3177004 Biomedicina - Análises Clínicas
O ciclo do sangue é realizado com o objetivo de verificar se o candidato à doação possui níveis de hemoglobina dentro das possibilidades. Caso o resultado seja acima ou abaixo dos valores indicados, o indivíduo é orientado a procurar serviços médicos. O ciclo do sangue possui os seguintes setores:

I. Captação e conscientização de doadores.
II. Triagem clínica e hematológica.
III. Coleta de sangue.
IV. Fracionamento.
V. Distribuição.

Quais estão corretos?
Alternativas
Q3177003 Biomedicina - Análises Clínicas
As células B podem apresentar antígenos para as células T e liberar citocinas, mas sua principal característica é se transformar em plasmócitos, que produzem e secretam:
Alternativas
Q3177002 Biomedicina - Análises Clínicas
Os órgãos e tecidos linfoides constituem juntamente com os vasos linfáticos o sistema linfático. Eles são encarregados pela produção, maturação e transporte de células de defesa do organismo. Os órgãos linfoides são separados em duas categorias, quais sejam:
Alternativas
Q3177001 Biomedicina - Análises Clínicas
A ativação e diferenciação dos linfócitos são processos que acontecem no sistema imunológico e possuem dois tipos de células, que são, respectivamente: 
Alternativas
Q3177000 Biomedicina - Análises Clínicas
Quanto ao monitoramento de qualidade realizado nos laboratórios de análises clínicas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1581: A
1582: B
1583: A
1584: C
1585: D
1586: A
1587: B
1588: D
1589: A
1590: C
1591: D
1592: C
1593: A
1594: A
1595: B
1596: D
1597: C
1598: A
1599: C
1600: B