Foram encontradas 7.704 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4344645 Não definido
Em 1879, foi o médico alemão Paul Ehrlich quem, pela primeira vez, utilizou os corantes derivados da anilina para corar células sanguíneas. Esses corantes são amplamente utilizados nas rotinas dos laboratórios de hematologia, os quais são divididos, hoje em dia, em corantes tradicionais e corantes rápidos.
A respeito dos corantes hematológicos, analise as proposições a seguir e atribua (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:

( ) O May-Grünwald, ao ser colocado sobre a lâmina, faz a fixação da extensão. É solubilizado em metanol, que, com o passar do tempo evapora, fazendo com que o corante precipite.
( ) Os corantes (eosina) têm afinidade por estruturas básicas, e os básicos (azul de metileno), por estruturas celulares ácidas.
( ) Giemsa é uma mistura dos derivados do azul de metileno com sais de eosina-azul de metileno tendo por função fixar as lâminas e corar as membranas plasmáticas das células.
( ) Os corantes rápidos apresentam composição tripla: o corante 1 é a base de metanol e tem a finalidade de fixar as extensões do esfregaço; o corante 2 é a base de eosina e tem a finalidade de coloração citoplasmática, o corante 3 é a base de azul de metileno e tem a finalidade de fazer a coloração das estruturas nucleares.
( ) Os corantes rápidos são limitados quanto à capacidade de fornecer informações mais detalhadas sobre a disposição da cromatina e de revelar detalhes de estruturas citoplasmáticas e nucleares.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses: 
Alternativas
Q4344644 Não definido
O sangue coletado deve ser anticoagulado com uma concentração adequada do anticoagulante, sobretudo para evitar erros resultantes de uma relação sangue/anticoagulante inadequada.
Sobre os anticoagulantes, analise as proposições e coloque (V) para verdadeira e (F) para falsa. Em seguida, responda o que se pede.

( ) O EDTA exerce seu efeito por meio de uma forte ligação ao cálcio iônico presente no plasma, bloqueando efetivamente a coagulação e a agregação plaquetária.
( ) O EDTA é utilizado para o estudo dos fatores de coagulação, por interagir com o fator V, fibrinogênio e trombina.
( ) O anticoagulante de escolha para o estudo dos fatores de coagulação é o citrato de sódio (tubo com tampa azul).
( ) A heparina exerce sua atividade anticoagulante devido à sua habilidade em quelar com o cálcio, o que é um componente fundamental para formação do coágulo, participando dos estudos dos fatores de coagulação.
( ) A heparina não é adequada para o hemograma devido ao fato de induzir aglutinação de leucócitos e plaquetas.

O preenchimento CORRETO dos parâmetros está na alternativa: 
Alternativas
Q4344643 Não definido
A morte de microrganismos ocorre em determinada taxa de morte celular. Essa verdade absoluta vai depender, principalmente, de duas variáveis, a saber: a concentração do microrganismo e o período em que o tempo de agente esterilizante é aplicado. Nesse caso específico, podemos definir a morte celular como sendo a incapacidade do microrganismo de reproduzir-se. A respeito do controle de crescimento microbiano e métodos para controle do crescimento, marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4344642 Não definido
É sabido que os fatores pré-analíticos são premissas analíticas que devem ser observados pelos técnicos que esses fatores são inerentes e atuam tanto no paciente quanto na preparação das amostras antes da realização da sua análise propriamente dita, cujos fatores podem ser subdivididos naqueles que atuam in vivo e nos que atuam in vitro.
A respeito das operações farmacêuticas que são aplicadas no momento das preparações das amostras dos erros pré-analíticos que podem acontecer nas rotinas dos laboratórios de análises clinicas, examine as proposições a seguir e atribua (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:

( ) Hematócrito, hemoglobina e proteína C reativa (PCR) podem ser mais elevados em pessoas que residem em regiões geográficas de elevadas altitudes.
( ) Nas pessoas cegas, a estimulação normal do eixo hipotálamo-hipofisário é reduzida e, consequentemente, episódios de hipopituitarismo e hipoadrenalismo podem ser identificados.
( ) A aplicação de torniquete por mais de 1 minuto pode resultar em hemoconcentração de grandes moléculas que não conseguem atravessar a parede capilar.
( ) Algumas atividades físicas, como subir e descer escadas, ou exercícios, como correr uma maratona, podem afetar os resultados obtidos de vários analitos. Para minimizar as variáveis, os indivíduos devem ser orientados a evitar atividades extenuantes na noite anterior aos exames complementares.
( ) Pode ocorrer a elevação de enzimas hepáticas com o uso de barbitúricos ou elevação dos níveis de fibrinogênio após a utilização de anovulatórios orais.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses: 
Alternativas
Q4344641 Não definido
A maioria das moléculas orgânicas e dos grupos funcionais são transparentes nas regiões do espectro eletromagnético, ultravioleta (UV) e visível (VIS), isto é, nas regiões em que os comprimentos de onda vão de 190 nm a 800 nm.
A respeito dos princípios básicos sobre os métodos instrumentais de analises (espectrofotometria UV/VIS) utilizados nas rotinas dos laboratórios de análises clínica, examine as proposições e marque a alternativa que contém a(s) CORRETA(s).

I- Quanto maior for a eficiência que uma molécula tem de absorver da luz em um determinado comprimento de onda, menor será a extensão dessa absorção.
II- A absortividade molar é uma propriedade da molécula que passa por uma transição eletrônica e não é uma função dos parâmetros variáveis envolvidos na preparação de uma solução.
III- Alei de Lambert-Beer é rigorosamente obedecida quando uma única espécie gera a absorção observada.
IV- A lei de Lambert- Beer não pode ser obedecida quando diferentes formas de moléculas absorventes estão em equilíbrio, ou quando o soluto e o solvente formam complexos por meio de algum tipo de associação.
V- A lei de Lambert-Beer não pode ser obedecida quando compostos fluorescentes estão presentes.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4334093 Não definido
Qual das alternativas a seguir contém a negação da proposição “se sabe cozinhar, então gosta de comer”?
Alternativas
Q4334089 Não definido
Joana, Laura, Manuela e Olívia programaram suas férias nos meses de novembro e dezembro de 2018, janeiro e fevereiro de 2019, não necessariamente nesta ordem. Elas viajaram cada uma para um dos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Piauí e Sergipe. Joana foi para Sergipe ou tirou férias em Dezembro. A pessoa que foi para o Piauí saiu de férias no mês imediatamente após o mês que Laura saiu de férias. Laura foi para Alagoas nas suas férias. A pessoa que viajou de férias em Dezembro, não foi para Sergipe, nem para o Piauí. Manuela viajou de férias em Dezembro. Neste caso, quem foi a última e quem foi a primeira a tirar férias, nesta ordem?
Alternativas
Q4334088 Não definido

Uma turma de 6° ano do Ensino Fundamental terá, hoje, aulas de Português, Matemática, Geografia e História. Caio, Denise, Elaine e Felipe são, em alguma ordem, professores dessas matérias. Sabendo que


1.  Denise é professora de Geografia.
2.  a aula de Elaine será imediatamente após a de Português.
3.  a aula de Matemática será antes da de Caio.
4.  a aula de Caio é a terceira.
5.  a aula de Elaine é uma das duas primeiras.


Qual das alternativas a seguir representa a ordem da primeira à última aula?

Alternativas
Q4334086 Não definido

Considere as proposições



a: Patrícia é nordestina.


b: Patrícia gosta de cuscuz.


c: Patrícia gosta de dançar forró.


Qual das alternativas abaixo representa a proposição (~a)ɅbɅc?

Alternativas
Q4334084 Não definido

Dona Ana mora com suas quatro filhas, Carla, Daniela, Estela e Fabiana, sozinhas. Certo dia, ela fez um bolo, deixou-o na cozinha e foi tomar banho. Quando ela voltou, percebeu que uma parte do bolo havia sido comida. Sabe-se que



• Carla comeu um pedaço do bolo ou Daniela comeu um pedaço do bolo.
• se Daniela comeu um pedaço do bolo, então Estela não comeu um pedaço do bolo.
• Estela comeu um pedaço do bolo se, e somente se, Fabiana não comeu um pedaço do bolo.


Se Fabiana não comeu um pedaço do bolo, então:

Alternativas
Q4334083 Não definido

Não há dados sobre o descarte irregular de esgotos e efluentes industriais no Brasil

O cenário de emissões de efluentes no País é turvo. Não temos um atlas completo, no âmbito privado, sobre o quanto empresas, indústrias, condomínios e centros comerciais descartam todos os dias, de forma irregular, milhões de litros dos mais diversos tipos de líquidos que causam impacto extremamente nocivo a rios, lagos, ao solo e aos lençóis freáticos. Não conhecer o tamanho e a geografia desse imenso problema é um alerta que aponta para o complexo desafio que temos pela frente: enfrentarmos a gestão da água como prioridade.

Há, sim, alguns estudos que trazem sinais claros sobre pontos relacionados ao problema do saneamento e do acesso à água no país. O Instituto Trata Brasil realiza um trabalho sério e que contribui na definição de políticas públicas e tomadas de decisões sobre, por exemplo, quais os locais mais carentes de investimentos.

Um dado relevante publicado pela ANA – Agência Nacional das Águas – estima que o consumo das indústrias corresponda a 7% do volume de água consumida no Brasil.[...] Ainda de acordo com o Trata Brasil, em um estudo divulgado esse ano, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto no país. Tendo uma ideia de onde não há acesso à saneamento, têm-se referências sobre os locais mais propensos a ocorrer irregularidades.

Mas os dados parecem ficar sem outras respostas fundamentais. Quais são as maiores indústrias poluidoras que descartam efluentes contaminados? [...] Por fim, por que as instituições de fiscalização não coíbem com eficácia este que é um crime ambiental?

São respostas complexas mas que precisam ser buscadas. Sabe-se, por exemplo, que a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras - todas com padrões globais - investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares.

A indústria têxtil também necessita de muita água em seus processos. Grandes players precisam seguir rígidos padrões internacionais. Mas e os médios e pequenos negócios que utilizam de componentes tóxicos na tinturaria de tecidos? Não temos essa foto!

Onde há abundância de recursos hídricos como na região norte, nos arredores de Manaus (AM) e Belém (PA), e na região sul no estado de Santa Catarina, por exemplo, o reúso de água na indústria é quase inexistente, assim como são poucos os cases de tratamento legal de efluentes.

Há uma triste razão muito clara que explica essa cultura tóxica da gestão de água no Brasil: é mais barato não tratar o efluente e descartá-lo de forma irregular! Lavam as mãos e viram de costas para a natureza e para os valores de ESG, cada vez mais latentes na sociedade atual. E fazem isso pois sabem que correm pouco risco de serem multados ou processados pelas autoridades.

O efluente não tratado quase não deixa rastro, pois acaba se misturando com as águas do corpo receptor onde são lançados. É diferente do resíduo sólido, que é muito mais complicado de escondê-lo.

É preciso que toda a sociedade esteja mobilizada para denunciar quem está irregular, e motivar o cumprimento das leis ambientais.

O Brasil e as empresas de tratamento de águas e efluentes aqui instaladas têm acesso as mais modernas tecnologias que existem no mundo. Tecnologias de ponta, que são práticas confiáveis e que entregam qualidades muito superiores às requeridas pela legislação nacional, que, vale destacar, é considerada uma das mais restritas e exigentes do mundo. Um empreendimento que trata seus efluentes e atende as regulamentações não está somente cumprindo sua obrigação legal, ele estará contribuindo com a melhoria dos mananciais, a sustentabilidade e subsistências das gerações futuras.[...]

(DIOGO TARANTO - 07/01/22, Jornal do Brasil)

Na frase abaixo transcrita, presente no 5º parágrafo do texto, há um deslize gramatical no emprego do pronome relativo. Na sequência, são propostas versões com a substituição da forma apresentada no texto-base.


“[...] a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras [...] investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares”.


I- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, no qual encontramos ainda muitas irregulares”.


II- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, nas quais encontramos ainda muitas irregulares”.


III- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, em que encontramos ainda muitas irregulares”.


IV- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, onde encontramos ainda muitas irregulares”.


V- O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, que encontramos ainda muitas irregulares”.



Algumas estruturas estão corretas, COM EXCEÇÃO apenas de:

Alternativas
Q4334082 Não definido

Não há dados sobre o descarte irregular de esgotos e efluentes industriais no Brasil

O cenário de emissões de efluentes no País é turvo. Não temos um atlas completo, no âmbito privado, sobre o quanto empresas, indústrias, condomínios e centros comerciais descartam todos os dias, de forma irregular, milhões de litros dos mais diversos tipos de líquidos que causam impacto extremamente nocivo a rios, lagos, ao solo e aos lençóis freáticos. Não conhecer o tamanho e a geografia desse imenso problema é um alerta que aponta para o complexo desafio que temos pela frente: enfrentarmos a gestão da água como prioridade.

Há, sim, alguns estudos que trazem sinais claros sobre pontos relacionados ao problema do saneamento e do acesso à água no país. O Instituto Trata Brasil realiza um trabalho sério e que contribui na definição de políticas públicas e tomadas de decisões sobre, por exemplo, quais os locais mais carentes de investimentos.

Um dado relevante publicado pela ANA – Agência Nacional das Águas – estima que o consumo das indústrias corresponda a 7% do volume de água consumida no Brasil.[...] Ainda de acordo com o Trata Brasil, em um estudo divulgado esse ano, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto no país. Tendo uma ideia de onde não há acesso à saneamento, têm-se referências sobre os locais mais propensos a ocorrer irregularidades.

Mas os dados parecem ficar sem outras respostas fundamentais. Quais são as maiores indústrias poluidoras que descartam efluentes contaminados? [...] Por fim, por que as instituições de fiscalização não coíbem com eficácia este que é um crime ambiental?

São respostas complexas mas que precisam ser buscadas. Sabe-se, por exemplo, que a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras - todas com padrões globais - investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares.

A indústria têxtil também necessita de muita água em seus processos. Grandes players precisam seguir rígidos padrões internacionais. Mas e os médios e pequenos negócios que utilizam de componentes tóxicos na tinturaria de tecidos? Não temos essa foto!

Onde há abundância de recursos hídricos como na região norte, nos arredores de Manaus (AM) e Belém (PA), e na região sul no estado de Santa Catarina, por exemplo, o reúso de água na indústria é quase inexistente, assim como são poucos os cases de tratamento legal de efluentes.

Há uma triste razão muito clara que explica essa cultura tóxica da gestão de água no Brasil: é mais barato não tratar o efluente e descartá-lo de forma irregular! Lavam as mãos e viram de costas para a natureza e para os valores de ESG, cada vez mais latentes na sociedade atual. E fazem isso pois sabem que correm pouco risco de serem multados ou processados pelas autoridades.

O efluente não tratado quase não deixa rastro, pois acaba se misturando com as águas do corpo receptor onde são lançados. É diferente do resíduo sólido, que é muito mais complicado de escondê-lo.

É preciso que toda a sociedade esteja mobilizada para denunciar quem está irregular, e motivar o cumprimento das leis ambientais.

O Brasil e as empresas de tratamento de águas e efluentes aqui instaladas têm acesso as mais modernas tecnologias que existem no mundo. Tecnologias de ponta, que são práticas confiáveis e que entregam qualidades muito superiores às requeridas pela legislação nacional, que, vale destacar, é considerada uma das mais restritas e exigentes do mundo. Um empreendimento que trata seus efluentes e atende as regulamentações não está somente cumprindo sua obrigação legal, ele estará contribuindo com a melhoria dos mananciais, a sustentabilidade e subsistências das gerações futuras.[...]

(DIOGO TARANTO - 07/01/22, Jornal do Brasil)

Analise as proposições abaixo que dizem respeito aos pontos temáticos abordados no texto:



I- A imprecisão quanto à dimensão do descarte de material nocivo ao ambiente dificulta o enfrentamento e, consequente, o encaminhamento de soluções por parte do setor responsável pela gestão da água.


II- O tratamento de água e efluentes é mais caro em comparação aos resíduos sólidos, motivo de ser mais recorrente o descarte irregular.


III- As indústrias automotiva e têxtil utilizam muita água em suas atividades, mas, apesar dos cuidados para atender às normas de regularização, ainda se detectam infrações por parte das indústrias periféricas do setor e de empresas têxteis de menor porte.


IV- As irregularidades observadas no tratamento dos efluentes ocorrem principalmente nas regiões onde não há acesso a saneamento e, como não há clareza sobre quais são essas regiões, o problema com a gestão da água no Brasil persiste.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4334081 Não definido

Leia o texto abaixo de modo a responder à questão


A JANELA DOS OUTROS


Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)


Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010 

Na segunda parte do período abaixo exposto, depreende-se da combinação das duas orações uma relação de temporalidade.



“Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar”.



Essa mesma relação semântica pode ser estabelecida com a utilização de outros elementos de conexão e/ou ajustes nas formas verbais.


Analise as sugestões apresentadas na sequência e indique a única que NÃO tem equivalência com a do texto-base:

Alternativas
Q4334080 Não definido

Leia o texto abaixo de modo a responder à questão


A JANELA DOS OUTROS


Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)


Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010 

Analise as explicações a seguir com relação ao modo de estruturação do período abaixo transcrito:


“E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise”.



I- É um período misto, sendo composto por três orações subordinadas substantivas objetivas diretas que estão coordenadas entre si.


II- Os verbos presentes nas orações subordinadas se apresentam no imperativo.


III- É um período misto, que apresenta, além de três orações subordinadas, três estruturas coordenadas.


IV- A oração introduzida pelo item pois classifica-se como subordinada adverbial causal.


V- As estruturas iniciadas pelo que admitem a paráfrase: “E a sabedoria recomenda falarmos menos, batermos menos o martelo e sermos menos enfáticos.”



São CORRETAS apenas as afirmações:

Alternativas
Q4334079 Não definido

Leia o texto abaixo de modo a responder à questão


A JANELA DOS OUTROS


Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)


Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010 

Avalie as explicações fornecidas entre parênteses para os recursos linguísticos em destaque nos fragmentos textuais abaixo relacionados e assinale (V), se verdadeiras ou (F), se falsas:



( ) “Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga”. (PRONOME DEMONSTRATIVO usado como reforço, precisão).


( ) “Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído”. (ADVÉRBIO DE MODO).


( ) “Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem”. (PRONOME DEMONSTRATIVO usado como reforço).


( ) “Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo”. (ADJETIVO).

Alternativas
Respostas
7661: C
7662: C
7663: E
7664: D
7665: E
7666: C
7667: A
7668: D
7669: E
7670: B
7671: B
7672: A
7673: C
7674: D
7675: E
7676: B
7677: D
7678: C
7679: A
7680: E