Questões de Concurso Para biomédico

Foram encontradas 7.704 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q348324 Português
As raízes do racismo
Drauzio Varella

       Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
      Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
      Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam.
      Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
      A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
      Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
      Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
      Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agruparse foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
      A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
      Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
      A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros".
      Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
      Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
      Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
      O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
      A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
     Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere o período e as afirmações abaixo.

Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.

I. O uso do futuro do pretérito do verbo “estar” indica falta de certeza quanto à origem do preconceito contra outros povos.

II. O adjetivo “idiossincrasias” pode ser substituído, sem alteração de sentido, por agressões.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q348323 Português
As raízes do racismo
Drauzio Varella

       Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
      Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
      Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam.
      Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
      A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
      Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
      Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
      Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agruparse foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
      A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
      Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
      A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros".
      Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
      Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
      Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
      O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
      A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
     Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere as afirmações abaixo.

I. De acordo com o texto, o homem tem tendência a se agrupar, tendo como base sempre a cor da pele e as características físicas.

II. O intuito da experiência científica dos psicólogos americanos na década de 1950 era obter dados que ajudassem a descrever o comportamento humano.

Está correto o que se afirma em

Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1238208 Técnicas em Laboratório
De acordo com os conceitos de Biossegurança quanto ao planejamento da área física do Laboratório de Microbiologia, deve-se levar em consideração os micro-organismos que serão manipulados no local. Assim, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1196350 Técnicas em Laboratório
Considerando os conceitos em Biossegurança no tocante às três (03) classes de cabine de segurança biológica, é correto afirmar
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1185157 Técnicas em Laboratório
Dentre os métodos parasitológicos de fezes abaixo, assinale o que representa maior sensibilidade para o diagnóstico da estrongiloidíase.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1184977 Biomedicina - Análises Clínicas
Os estreptococos têm características que ajudam seu isolamento e sua identificação presuntiva. Dentre as afirmativas abaixo, assinale aquela que apresenta característica que não pertence a esse gênero.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499194 Biologia
A matriz extracelular é o principal constituinte do tecido conjuntivo que é dividido em diferentes subtipos dependendo de sua organização celular e da organização da matriz. Dentre os subtipos de tecido conjuntivo, aquele que apresenta abundância de fibras colágenas orientadas paralelamente conferindo-lhe muita resistência e pouca elasticidade é o conjuntivo:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499193 Biomedicina - Análises Clínicas
A membrana basal é um componente extracelular em contato direto com a porção basal das células epiteliais que pode ser mais bem observada sob microscopia de:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499192 Biologia
A observação de uma lâmina histológica revelou a presença de três camadas: a camada glomerulosa externa, a zona fasciculata intermediária e a zona reticular mais interna. De acordo com essa informação, a glândula e os principais hormônios que as células dessas camadas secretam, são, respectivamente:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499191 Biologia
A digestão intracelular é aquela na qual a quebra de macromoléculas acontece no interior da célula. Na digestão extracelular, as macromoléculas são quebradas no espaço extracelular, como ocorre no lúmen do tubo digestivo. Nesse contexto a vantagem evolutiva da digestão extracelular é permitir:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499190 Biologia
A bainha de mielina é uma estrutura típica do tecido nervoso e envolve projeções de células gliais. O tipo celular que forma a bainha de mielina nos neurônios periféricos é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499189 Biomedicina - Análises Clínicas
Um biomédico deseja corar um tecido que é rico em sulfato de condroitina e mucopolissacarídeos. A opção correta quanto ao melhor tipo de coloração que esse biomédico deve utilizar é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499188 Biologia
A potência celular indica o potencial de um dada célula diferenciar-se em diferentes tipos celulares. Sendo assim, as células da mórula e as células tronco mesenquimais da medula óssea são respectivamente:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499187 Biologia
As células podem sinalizar de forma autócrina, parácrina, e justácrina, também conhecida como sinalização dependente de contato. Dentre os efetores apontados a seguir, o que desencadeia uma sinalização justácrina é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499186 Biologia
A mitose ocorre logo após a interfase, mas para que isso aconteça uma família de proteínas tem que atingir níveis ideais de concentração para serem degradadas durante mitose. Essas proteínas são:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499185 Biologia
Ao observar uma célula marcada pela técnica de imunofluorescência, o biomédico percebe que ela está em interfase e que o componente marcado evidencia um filamento do citoesqueleto que apresenta distribuição radial. O principal componente desse filamento é a proteína?
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499184 Biologia
Num laboratório de criação de animais, observouse que camundongos desenvolveram anomalias que eram transmitidas hereditariamente e os pesquisadores suspeitaram que o fenótipo observado deveria estar relacionado a mutações que impediam o desen-volvimento normal do sistema endócrino. Os animais apresentavam reduzido ganho de peso, menor locomoção e sua temperatura corporal estava reduzida, sendo que alguns não sobreviviam quando expostos ao frio. Além disso, muitos animais não conseguiam reproduzir. A estrutura endócrina cuja função deve estar alterada é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499183 Biologia
Em relação ao sistema nervoso, a assertiva correta é:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499182 Técnicas em Laboratório
O trabalho em laboratório experimental na área biomédica envolve substâncias tóxicas, inflamáveis, material radioativo, que tem potencial nocivo à saúde e ao meio ambiente. Assim, diversas regras de biossegurança devem ser seguidas. Todas as assertivas abaixo estão corretas, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2012 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2012 - UFRJ - Biomédico |
Q499181 Técnicas em Laboratório
A toxicologia ocupacional estuda os efeitos nocivos produzidos pela interação de agentes químicos contaminantes do ambiente de trabalho com o indivíduo exposto. O risco de contaminação pode ser reduzido com a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e com medidas coletivas de segurança. Após um acidente de trabalho resultando em intoxicação aguda, a eliminação do agente tóxico depende em grande parte da sua biotransformação e bom funcionamento da função renal. Em relação à desintoxicação, a alteranativa correta é:
Alternativas
Respostas
7381: A
7382: B
7383: B
7384: C
7385: B
7386: B
7387: C
7388: B
7389: B
7390: D
7391: C
7392: D
7393: A
7394: A
7395: A
7396: B
7397: E
7398: C
7399: A
7400: D