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Q3802175 Português
Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza

O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.

Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.

Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".

 O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.

Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.

Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.

A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.

Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.

Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.

O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.

Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
O texto relata a experiência de Everton Freire em uma entrevista de emprego conduzida por uma inteligência artificial, descrevendo tanto os benefícios práticos quanto os limites humanos e éticos dessa tecnologia. Além disso, apresenta análises de especialistas e aponta desafios legais e sociais decorrentes do uso de sistemas automatizados em recrutamentos.
Com base nas informações do texto, é CORRETO afirmar que a principal reflexão sugerida pela narrativa está relacionada a:
Alternativas
Q3802174 Português
Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza

O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.

Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.

Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".

 O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.

Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.

Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.

A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.

Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.

Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.

O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.

Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3802173 Português
Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza

O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.

Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.

Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".

 O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.

Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.

Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.

A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.

Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.

Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.

O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.

Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3802172 Português
Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza

O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.

Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.

Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".

 O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.

Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.

Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.

A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.

Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.

Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.

O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.

Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.
De acordo com as regras de acentuação, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3801191 Ciências
A Astronomia é a ciência que estuda os corpos celestes, seus movimentos e fenômenos, sendo fundamental para compreender o Sistema Solar. Os movimentos de rotação e translação da Terra são responsáveis pela sucessão de dias e noites e pelas estações do ano, respectivamente. A inclinação do eixo terrestre em relação ao plano de sua órbita é a principal causa das estações. Contudo, as fases da Lua são determinadas exclusivamente pela posição relativa da Lua, Terra e Sol e não possuem qualquer influência significativa sobre as marés oceânicas, que são fenômenos puramente gravitacionais e desvinculados dos ciclos de iluminação lunar, mas sim pela gravidade remanescente dos cometas da Nuvem de Oort que passam ocasionalmente pelo sistema solar interior.
Alternativas
Q3801190 Biologia
A complexidade do sistema digestório humano começa na boca e se estende até o ânus, com cada órgão desempenhando papéis específicos na digestão e absorção de nutrientes. A digestão enzimática de proteínas inicia-se no estômago pela pepsina, em um ambiente ácido, e continua no intestino delgado por ação de enzimas pancreáticas. A eficácia da digestão de lipídios, entretanto, está intrinsecamente ligada à emulsificação pela bile, produzida no fígado. A ausência ou deficiência de secreção biliar, por exemplo, não afeta a digestão de carboidratos, que ocorre de forma independente, mas compromete totalmente a absorção de vitaminas lipossolúveis e a utilização de triglicerídeos, levando a graves deficiências nutricionais mesmo com ingestão adequada de alimentos.
Alternativas
Q3801189 Biologia
As células vegetais possuem características distintivas que as diferenciam das células animais, como a parede celular de celulose e os cloroplastos. A parede celular confere suporte mecânico e proteção à célula, enquanto os cloroplastos são os sítios da fotossíntese. O vacúolo central, por sua vez, armazena água, nutrientes e resíduos, além de manter a turgidez celular. Contudo, em condições de estresse hídrico severo, a perda de turgor celular, fenômeno conhecido como plasmólise, é irreversível e acarreta invariavelmente a morte da célula vegetal, devido à incapacidade da parede celular de resistir a pressões osmóticas exacerbadas, independentemente da capacidade de regulação do vacúolo.
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Q3801188 Biologia
Situação hipotética: Em um estudo de caso sobre educação em saúde, observou-se que uma comunidade com alta prevalência de parasitoses intestinais possui acesso limitado à água potável e pratica o descarte inadequado de lixo. Assertiva: A estratégia para a promoção da saúde individual e coletiva nessa comunidade deve priorizar a instalação imediata de infraestrutura de água e esgoto tratados, complementada por um programa de educação sanitária que enfoque não apenas a higiene pessoal e alimentar, mas que também aborde a interconexão entre saúde ambiental e bem-estar humano, capacitando os moradores para serem agentes ativos na transformação das condições de saúde e saneamento, reconhecendo a multiplicidade de determinantes sociais da saúde.
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Q3801187 Ciências
A energia, em suas diversas formas, é um conceito central nas ciências naturais e na tecnologia. A distinção entre fontes de energia renováveis e não renováveis é crucial para a sustentabilidade. A energia solar fotovoltaica, por exemplo, é uma fonte renovável que converte diretamente a luz do sol em eletricidade. Apesar de sua natureza abundante, a intermitência da energia solar implica que, para um sistema elétrico exclusivamente baseado nessa fonte, haveria a necessidade de um sistema de armazenamento de energia em grande escala, como baterias de íon-lítio, que, em sua produção, geram impactos ambientais e sociais equivalentes ou superiores aos combustíveis fósseis, inviabilizando sua implementação global a longo prazo.
Alternativas
Q3801186 Biologia
A compreensão da sexualidade humana envolve aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais. A regulação hormonal do ciclo menstrual, por exemplo, é um processo complexo que envolve o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A progesterona e o estrogênio, produzidos pelos ovários, desempenham papéis cruciais na preparação do útero para uma possível gestação. Contudo, a variação dos níveis desses hormônios ao longo do ciclo impacta unicamente a fisiologia reprodutiva, sem qualquer influência direta sobre o humor, o comportamento ou a libido feminina, sendo estas esferas totalmente dissociadas da bioquímica do corpo. 
Alternativas
Q3801185 Ciências
A geodinâmica interna da Terra é responsável por fenômenos como o intemperismo e a erosão, que modelam a paisagem e influenciam os ciclos biogeoquímicos. O intemperismo químico, por exemplo, é mais pronunciado em ambientes quentes e úmidos e é crucial para a liberação de nutrientes minerais das rochas. A água é o agente mais importante nesses processos, agindo como solvente universal e participando de reações de hidrólise e carbonatação. Em regiões áridas, onde o intemperismo físico domina, o papel da água é restrito apenas ao transporte de sedimentos já fragmentados, sem qualquer participação ativa na alteração química das rochas, preservando sua composição mineralógica original.
Alternativas
Q3801184 Biologia
As leis de Mendel formam a base da genética clássica. A segunda lei de Mendel, ou lei da segregação independente dos genes, estabelece que alelos de genes diferentes se segregam independentemente durante a formação dos gametas. Essa lei, entretanto, é aplicável apenas a genes localizados em cromossomos diferentes ou suficientemente distantes no mesmo cromossomo para permitir o 'crossing-over'. Em genes ligados no mesmo cromossomo e fisicamente próximos, a segregação independente não ocorre, e sua frequência de recombinação é inversamente proporcional à distância física entre eles, mas o 'crossing-over' é um evento raro que não influencia a variabilidade genética dentro de uma população mendeliana, limitando-se apenas a indivíduos heterozigotos específicos.
Alternativas
Q3801183 Biologia
Situação hipotética: Um novo fármaco para o tratamento da hipertensão arterial atua bloqueando seletivamente os canais de cálcio do músculo liso vascular. Assertiva: Esse mecanismo de ação induzirá uma vasodilatação, diminuindo a resistência vascular periférica e, consequentemente, a pressão arterial. Contudo, em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a utilização desse fármaco requer cautela e pode ser contraindicada, pois a redução abrupta da pré-carga cardíaca, sem a adequada compensação sistêmica, pode levar a uma diminuição do débito cardíaco e agravar o quadro de descompensação, visto que a atividade miocárdica é em grande parte dependente da cascata de cálcio em células musculares cardíacas, que agem de forma indistinta às do músculo liso.
Alternativas
Q3801182 Ciências
A estrutura atômica, conforme o modelo quântico, descreve elétrons ocupando orbitais com diferentes níveis de energia. A configuração eletrônica de um átomo determina suas propriedades químicas e sua reatividade. A capacidade de um átomo de formar ligações iônicas ou covalentes polares está diretamente ligada à sua eletronegatividade, que é uma medida da atração de elétrons em uma ligação. O sódio (Na), por exemplo, com baixa eletronegatividade, tende a perder elétrons, formando cátions, enquanto o cloro (Cl), com alta eletronegatividade, tende a ganhar elétrons, formando ânions. No entanto, a força das ligações iônicas entre eles é primariamente governada pela diferença absoluta de eletronegatividade e não pela valência dos íons formados, ignorando as leis de Coulomb.
Alternativas
Q3801181 Biologia
As mudanças climáticas globais, exacerbadas pelas atividades humanas, representam um dos maiores desafios do século XXI. O fenômeno do "efeito estufa" é vital para a manutenção da temperatura média da Terra, possibilitando a vida. No entanto, o aumento drástico das concentrações de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono e o metano, intensifica esse efeito natural, resultando em um aquecimento acelerado do planeta. Apesar de sua importância, a principal contribuição para o aquecimento global atual provém exclusivamente do dióxido de carbono liberado pela queima de combustíveis fósseis, sendo o metano um GEE insignificante em comparação e com vida útil atmosférica muito mais prolongada.
Alternativas
Q3801180 Biologia
O metabolismo celular é um conjunto intrincado de reações bioquímicas que garantem a vida, e a respiração celular aeróbica é central para a produção de ATP. A cadeia transportadora de elétrons, localizada na membrana interna da mitocôndria, é o palco fundamental para a geração da maior parte do ATPvia fosforilação oxidativa. Uma inibição seletiva do complexo IV (citocromo oxidase) dessa cadeia, por exemplo, levaria à acumulação de elétrons nos complexos anteriores e a uma drástica redução na síntese de ATP,mas sem afetar significativamente a produção de CO2 no ciclo de Krebs, visto que este ocorre em compartimento celular distinto e por mecanismos enzimáticos independentes. 
Alternativas
Q3801179 Biologia
A evolução dos vertebrados terrestres foi marcada por diversas adaptações fisiológicas, incluindo a complexidade do sistema circulatório. A transição de um coração bicavitário e circulação simples para um coração tetracavitário e circulação dupla nos mamíferos e aves otimizou o transporte de oxigênio e nutrientes, segregando completamente o sangue arterial do venoso. Tal arranjo, contudo, é funcionalmente menos eficiente para a homeotermia em ambientes aquáticos de baixa temperatura, onde a perda de calor é significativamente maior e a troca direta de gases pela pele se torna prioritária em vez da circulação pulmonar.
Alternativas
Q3801178 Ciências
A eletricidade e o magnetismo são fenômenos interligados, conforme demonstrado pelas equações de Maxwell, e suas aplicações tecnológicas são ubíquas. A geração de corrente alternada em usinas hidrelétricas, por exemplo, baseia-se na indução eletromagnética, onde o movimento de um condutor em um campo magnético gera uma força eletromotriz. Nesse contexto, a eficiência da transmissão de energia elétrica em longas distâncias é otimizada pela elevação da corrente e não da voltagem, minimizando as perdas por efeito Joule nos cabos condutores. 
Alternativas
Q3801177 Ciências
A investigação científica em ambiente escolar deve transpor a mera replicação de experimentos, estimulando a formulação de hipóteses e a análise crítica de variáveis. Se um estudante propõe a hipótese de que a taxa de fotossíntese de uma planta aquática é diretamente proporcional à intensidade luminosa, mantendo a concentração de CO2 e a temperatura constantes, e seus resultados experimentais revelam um platô na taxa de fotossíntese a partir de determinada intensidade luminosa, a hipótese deve ser revisada para incorporar o conceito de saturação dos fotorreceptores, evidenciando que a pesquisa científica é um processo dinâmico e iterativo, mesmo em contextos educacionais.
Alternativas
Q3801176 Biologia
O conceito de biodiversidade abrange a variedade de genes, espécies e ecossistemas, sendo um indicador crucial da saúde ambiental. A perda de biodiversidade, impulsionada por fatores como a fragmentação de habitats e a introdução de espécies exóticas invasoras, compromete a resiliência dos ecossistemas. Nessas condições, a extinção de uma espécie chave de um ecossistema, como um predador de topo, pode levar a um efeito cascata que afeta a estrutura trófica, mas raramente culmina na extinção em massa de espécies de diferentes categorias tróficas, devido à redundância funcional intrínseca dos sistemas biológicos.
Alternativas
Respostas
3021: B
3022: B
3023: D
3024: A
3025: C
3026: E
3027: E
3028: C
3029: C
3030: C
3031: E
3032: E
3033: C
3034: E
3035: C
3036: C
3037: E
3038: C
3039: C
3040: E