Foram encontradas 21.826 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4297747 Biologia
A ureia é um composto orgânico produzido no fígado a partir do metabolismo das proteínas. Ela resulta da transformação da amônia — substância tóxica ao organismo — em uma molécula estável e solúvel, que pode ser eliminada pelos rins. Por isso, a ureia é considerada o principal produto do ciclo da excreção de nitrogênio nos seres humanos.
A ureia é parcialmente reabsorvida nos néfrons.
Qual é a principal função dessa reabsorção?
Alternativas
Q4297746 Biologia
Histologia humana é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano em nível microscópico, permitindo compreender sua estrutura e função. Os tecidos são agrupamentos de células especializadas que trabalham em conjunto para manter o organismo em equilíbrio.
A principal característica que diferencia o tecido epitelial dos demais tecidos humanos é: 
Alternativas
Q4297745 Biologia
A teoria endossimbiótica explica a origem de algumas organelas das células eucarióticas, como mitocôndrias e cloroplastos. Ela propõe que essas estruturas surgiram a partir da simbiose entre células primitivas e bactérias, que foram incorporadas e passaram a viver em cooperação dentro da célula hospedeira.
Essa teoria é sustentada por diversas características das mitocôndrias. 
Assinale a alternativa que apresenta apenas evidências favoráveis a essa teoria.
Alternativas
Q4297744 Biologia
O ciclo celular é o conjunto de eventos que uma célula vive desde a sua formação até o momento em que se divide, originando novas células. Ele garante o crescimento, a renovação e a manutenção dos tecidos, sendo essencial para o funcionamento e a sobrevivência dos organismos. Uma célula apresenta grande quantidade de DNA, mas cada cromossomo é constituído por apenas uma cromátide.
Em qual fase do ciclo celular ela provavelmente se encontra? 
Alternativas
Q4297743 Ciências
Os circuitos elétricos são ligações de elementos como geradores, receptores e capacitores, permitindo a circulação da corrente elétrica. Os capacitores são componentes essenciais em circuitos pois armazenam cargas elétricas e fornecem grandes quantidades de carga elétrica para um circuito durante descargas. Existem diversos tipos de capacitores, cada um com suas características e aplicações específicas.
A função principal de um capacitor em um circuito elétrico é:
Alternativas
Q4297742 Biologia
O sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e é responsável por controlar e coordenar as funções do corpo. Ele recebe, processa e responde aos estímulos trabalhando em conjunto com o sistema nervoso periférico. O sistema nervoso central é protegido por estruturas como o crânio, a coluna vertebral e as meninges, membranas protetoras chamadas dura-máter, aracnoide e pia-máter. O encéfalo é composto pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico, enquanto a medula espinhal realiza a comunicação entre o encéfalo e o restante do corpo. Os neurônios constituem a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso e se comunicam através das sinapses.
A bainha de mielina no sistema nervoso central é produzida principalmente por:
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q4297741 Biologia
Em uma população ancestral de insetos, uma pequena parcela dos indivíduos apresentava, por mutação, uma variante genética que conferia resistência a determinado inseticida. Após várias aplicações do produto, a frequência dessa variante aumentou significativamente na população. No entanto, em um ambiente sem inseticida, observou-se que os indivíduos resistentes apresentavam menor taxa reprodutiva que os indivíduos suscetíveis.
Com base nos princípios da teoria sintética da evolução, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4297740 Biologia
Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas endócrinas e neurônios especializados. Eles atuam como mensageiros, transmitindo informações entre células e regulando funções biológicas essenciais no organismo. Os hormônios são liberados na corrente sanguínea e se ligam a receptores específicos em célulasalvo, desencadeando respostas fisiológicas.
Em relação ao hormônio do crescimento (GH), é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4297739 Meteorologia
El Niño: principais impactos em cada região do Brasil
Cada episódio de El Niño tem características próprias, mas alguns padrões costumam se repetir nas diferentes regiões do país, e um evento para outro, independente da intensidade do fenômeno. É importante destacar que o El Niño não cria um tipo de clima e nem determina sozinho as condições do tempo. Seus efeitos variam de um episódio para outro e podem ser intensificados ou reduzidos pela atuação de outros fatores meteorológicos. 
PEGORIM, Joséli. Imagem associada para resolução da questão

O fenômeno El Niño está associado a alterações significativas na circulação atmosférica e oceânica do Pacífico Tropical.
Considerando seus impactos globais, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4297115 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
A Freguesia de Saquarema foi desmembrada de Cabo Frio pela Lei Provincial n.º 238, de 08-05 1841, e elevada à categoria de:
Alternativas
Q4297114 História e Geografia de Estados e Municípios
O evento que marcou o início do povoamento do local onde hoje está situado o Município de Saquarema foi: 
Alternativas
Q4297113 Pedagogia
As Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 alteraram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática relativa à história e à cultura afro brasileira e indígena, matéria também disciplinada pela Resolução CNE/CP nº 1/2004. Sobre esse conjunto normativo, é correta a seguinte afirmativa: 
Alternativas
Q4297112 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
A Lei nº 14.811/2024 instituiu medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência nos estabelecimentos educacionais ou similares e promoveu alterações no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente. Das alternativas abaixo, aquela que apresenta uma afirmativa verdadeira sobre essa lei é a seguinte: 
Alternativas
Q4297111 Pedagogia
A Resolução CNE/CEB nº 3/2025, instituiu as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, revogando a Resolução CNE/CEB nº 1/2021. Segundo essas diretrizes, a oferta da EJA: 
Alternativas
Q4297110 Pedagogia
A Lei Complementar nº 220/2025 instituiu o Sistema Nacional de Educação (SNE), estrutura há muito aguardada para conferir organicidade à educação brasileira. A respeito dessa lei complementar, podemos corretamente afirmar que ela: 
Alternativas
Q4297109 Pedagogia
A Lei nº 15.388/2026 aprovou o novo Plano Nacional de Educação (PNE), instrumento central do planejamento educacional brasileiro previsto no art. 214 da Constituição Federal. Uma afirmativa correta sobre as disposições do PNE está apresentada na seguinte alternativa:
Alternativas
Q4297108 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

No título do texto (“O primeiro trilionário e a ilusão da riqueza sem produção”), as palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como: 
Alternativas
Q4297107 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

“O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente [...]” (2º parágrafo). Nesse trecho, a conjunção em destaque veicula sentido: 
Alternativas
Q4297106 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

“Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia.” (7º parágrafo). Nesse trecho, as vírgulas empregadas imediatamente antes e após o termo em destaque contribuem para: 
Alternativas
Q4297105 Português

Texto: O PRIMEIRO TRILIONÁRIO E A ILUSÃO DA RIQUEZA SEM PRODUÇÃO


Jean Paul Prates


    A notícia de que Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história tem força simbólica suficiente para merecer mais do que admiração ou repulsa. Ela exige reflexão. Não apenas porque se trata de uma fortuna jamais alcançada individualmente, mas porque a forma como esse marco foi celebrado revela algo profundo sobre o espírito econômico do nosso tempo. A marca de US$ 1 trilhão não foi recebida apenas como um dado financeiro. Foi apresentada, por muitos, como uma espécie de consagração histórica da nova economia, da ousadia empreendedora e da supremacia dos ativos sobre o trabalho.


    É preciso reconhecer, desde logo, que Musk não é um rentista convencional. Suas empresas mudaram setores inteiros, desafiaram monopólios tecnológicos, aceleraram a eletrificação automotiva, reduziram custos de acesso ao espaço e criaram modelos industriais que muitos julgavam improváveis. A SpaceX, em especial, é uma realização empresarial e tecnológica extraordinária. Nada disso deve ser diminuído. O problema começa quando a celebração do empreendedor inovador se transforma em culto à desigualdade crescente e quando a valorização patrimonial passa a ser tratada como medida suficiente de progresso civilizatório.


    A fortuna de Musk não está em salário, nem em caixa pessoal, nem na remuneração direta pelo trabalho. Está fundamentalmente em participação acionária. [...]


    Seu patrimônio decorre do valor de mercado atribuído às fatias que detém em empresas como SpaceX e Tesla. Esse detalhe é central, porque ajuda a compreender uma das grandes transformações econômicas das últimas décadas: a financeirização. Em termos simples, financeirização é o processo pelo qual ativos financeiros, expectativas de mercado e valorização patrimonial passam a comandar a lógica da economia real.


    A empresa deixa de ser avaliada apenas por aquilo que produz, pelos empregos que gera, pelos lucros que entrega ou pela infraestrutura que constrói. Ela passa a ser medida, cada vez mais, pela expectativa de valor futuro que o mercado decide antecipar no presente.


    Esse movimento não é necessariamente negativo. O mercado de capitais tem papel indispensável no financiamento da inovação. Muitas tecnologias de alto risco não sairiam do papel se dependessem apenas do lucro corrente ou do crédito tradicional. Foguetes reutilizáveis, constelações de satélites, veículos elétricos, inteligência artificial, semicondutores avançados e novas plataformas energéticas exigem capital paciente, disposição para risco e confiança em retornos futuros. Sem essa capacidade de financiar o ainda inexistente, a inovação andaria mais devagar.


    O problema está na inversão de hierarquia. Uma coisa é usar o capital financeiro para viabilizar a produção, a tecnologia e a infraestrutura. Outra, bem diferente, é tratar a valorização financeira como finalidade última da economia. Quando isso acontece, o mercado deixa de ser instrumento e passa a ser altar. A riqueza deixa de ser compreendida como resultado de uma capacidade produtiva efetiva e passa a ser admirada como fenômeno autônomo, quase mágico, desconectado do mundo físico.


    Essa é a parte nefelibata da celebração. É fantasioso imaginar que uma sociedade pode viver indefinidamente de valorizações patrimoniais, múltiplos de mercado e expectativas futuras, como se a produção tangível fosse uma etapa menor, quase vulgar, da economia. Ações não geram energia elétrica. Títulos financeiros não fabricam baterias. Avaliações bilionárias não constroem ferrovias, portos, refinarias, data centers, satélites, cabos submarinos ou redes de transmissão.


    A economia financeira pode antecipar valor, organizar risco e multiplicar oportunidades. Mas ela não substitui a economia real. No fim, toda riqueza financeira precisa estar ancorada em alguma capacidade concreta de produzir, operar, transportar, transformar e entregar. [...]


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2026/06/10 59977-o-primeiro-trilionario-e-a-ilusao-da-riqueza-sem producao.html. Acesso em 18/06/2026. Excerto

Embora o autor manifeste posicionamento crítico em relação ao tema abordado, a função da linguagem predominante no texto é a: 
Alternativas
Respostas
281: B
282: D
283: A
284: A
285: A
286: C
287: C
288: D
289: B
290: A
291: D
292: C
293: B
294: D
295: A
296: C
297: D
298: B
299: A
300: C