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Q3865028 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
Considerando os princípios da norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o verbo está corretamente empregado quanto à regência, sem prejuízo do sentido:
Alternativas
Q3865027 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
No segmento “o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade”, o termo “específica” contribui para a delimitação semântica do substantivo a que se refere. Sintaticamente, esse termo exerce a função de:
Alternativas
Q3865026 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
A palavra “desinteressada”, empregada no texto para qualificar a perspectiva discursiva, resulta de um processo morfológico com acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Do ponto de vista da formação das palavras, trata-se de:
Alternativas
Q3865025 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
A construção sintática, o vocabulário selecionado e o grau de abstração do Texto I permitem classificá-lo quanto ao registro linguístico predominante. Nesse sentido, a linguagem utilizada é: 
Alternativas
Q3865024 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
A escolha do verbo “silenciar”, no contexto em que é empregado, ultrapassa o seu sentido literal. Considerando o funcionamento semântico do termo no texto, pode-se afirmar que ele assume sentido:
Alternativas
Q3865023 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
No trecho “ao selecionar palavras, silenciar outras”, o autor estabelece uma relação interna entre os termos, que contribui para a construção do sentido global do texto. Esse recurso linguístico caracteriza-se como: 
Alternativas
Q3865022 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
Considerando a organização das ideias, a progressão argumentativa e a finalidade comunicativa do Texto I, observa-se que ele se estrutura predominantemente como um discurso que busca refletir e sustentar uma tese. Dessa forma, predomina no texto o tipo de discurso:
Alternativas
Q3865021 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
A afirmação de que a perspectiva construída pela linguagem “nunca é neutra nem desinteressada” revela uma tomada de posição teórica do enunciador. Sob a ótica da interpretação do discurso, tal posicionamento indica que o texto:
Alternativas
Q3865020 Português
TEXTO I

A linguagem não apenas descreve o mundo: ela o organiza. Ao selecionar palavras, silenciar outras e escolher determinados modos de dizer, o sujeito constrói uma perspectiva específica da realidade, que nunca é neutra nem desinteressada.
Ao afirmar que a linguagem “não apenas descreve o mundo”, o texto sugere uma ruptura com uma concepção tradicional de linguagem como instrumento neutro de representação. Considerando essa afirmação e os sentidos que dela decorrem implicitamente, pode-se inferir que o texto pressupõe que a linguagem:
Alternativas
Q3857948 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Analise as frases abaixo e assinale a alternativa em que a regência verbal esta correta, de acordo com a norma culta da língua portuguesa: 
Alternativas
Q3857947 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Lá no cimo hasteado onde a luz nasce/ ergue o ninho na força da leveza...” A palavra “cimo” é usada em diversos contextos para indicar a parte mais elevada ou o ponto máximo de algo. Em qual das alternativas a seguir o uso de “cimo” apresenta seu sentido mais figurado, indicando o auge ou o grau mais elevado?  
Alternativas
Q3857946 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Observe os versos, em seguida marque a opção em que ocorre a mesma regra de acentuação da palavra destacada: “Irrompendo o barulho da cidade/ pra dar cor diferente ao céu da vida” 
Alternativas
Q3857945 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Observe atentamente a tirinha, em seguida compare com o poema em estudo e marque a opção que a represente melhor: 
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Alternativas
Q3857944 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Sobre a utilização sonora e lexical do poema podemos afirmar:

I. a utilização da forma nominal do verbo no gerúndio ao longo do texto sugere continuidade no movimento, algo que é constante, pode-se dizer que o texto desenvolve uma ideia que é sempre retomada.
II. A recorrência da nasalização ocasionada pelas formas nominais dos verbos e pelos ditongos nasais remete a sentimentos e emoções leves.
III. A alternância entre sons vocálicos nasais e as sibilantes existentes na segunda estrofe sugere suavidade na passagem e corrobora na interpretação do texto.  
Alternativas
Q3857943 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Passarinho tocando a fiação / fere as cordas do poste pra cantar.” Os versos aqui transcritos podem ser compreendidos como: 
Alternativas
Q3857942 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Sobre a construção de Passarinho tocando a fiação/ fere as cordas do poste pra cantar, podemos afirmar, exceto:
Alternativas
Q3857941 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Se no peito faltava uma metade/ Sua voz pode a outra completar/ Mais a alma precisa se atentar/ À beleza estendida na canção” Os quatro versos transcritos compõem a primeira estrofe do poema. Neles o eu lírico sugere que a “voz” tem o poder de preencher um vazio interior (“Se no peito faltava uma metade / Sua voz pode a outra completar”). Contudo, a continuação (“Mais a alma precisa se atentar / A beleza estendida na canção”) introduz uma condição essencial para que essa plenitude seja alcançada. Qual é essa condição?
Alternativas
Q3857940 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Os versos “Irrompendo o barulho da cidade / Pra dar cor diferente ao céu da vida”, explora o uso de linguagem figurada para expressar uma ideia de:  
Alternativas
Q3857939 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
O poema Passarinho tocando a fiação/ fere as cordas do poste pra cantar fala muito de perto da Canção Popular (música tradicional oral) e da Cantoria de Repente (poesia cantada com viola), seja pela expressão rural e urbana, seja pela musicalidade das rimas, seja, ainda, pela temática do cotidiano. Isto posto, é correto afirmar, exceto: 
Alternativas
Q3857938 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
A crase é um fenômeno gramatical e ortográfico que consiste na contração ou fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Ciente disso, observe o fragmento a seguir e depois marque a opção incorreta: “Dizia Itamar ao policia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...”  
Alternativas
Respostas
1741: B
1742: D
1743: A
1744: B
1745: C
1746: A
1747: D
1748: B
1749: C
1750: D
1751: A
1752: E
1753: D
1754: D
1755: A
1756: A
1757: E
1758: B
1759: E
1760: C