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Q2675146 Português

AS QUESTÕES DE 31 A 36 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.

É preciso saber viver


Bertha Maakaroun


Resistir à dominação, à crueldade e à barbárie; tomar consciência da complexidade humana; levar uma vida poética, com fé no amor. Essas são lições partilhadas pelo sociólogo e filósofo francês Edgar Morin ao narrar as suas memórias no livro “Leçons d’un siècle de vie” (Ed. Denoël, 2021), que marcou o seu centenário, em 8 de julho de 2021.

Morin é um dos grandes pensadores franceses do século 20. Com a mesma modéstia intelectual que caracteriza a sua trajetória, já no preâmbulo de Lições de um século de vida procura desfazer equívocos que possam suscitar o título. “Que fique bem claro: não dou lições a ninguém. Tento extrair lições de uma experiência centenária e secular de vida, e desejo que elas sejam úteis a cada um, não só a quem queria refletir sobre sua própria vida, mas também a quem queira encontrar sua própria via.”

Ele se define como “humanista regenerado”. Para Morin, ser humanista está muito além de pensar que as incertezas e perigos das crises da democracia, do pensamento político, da concentração de renda, do neoliberalismo exacerbado, da biosfera e a crise multidimensional carreada pela pandemia une os seres humanos numa comunhão de destinos.

“Ser humanista doravante não é apenas saber que somos todos humanos semelhantes e diferentes, não é apenas querer escapar das catástrofes e aspirar a um mundo melhor. Ser humanista é também sentir intimamente que cada um de nós é um momento efêmero de uma aventura extraordinária, a aventura da vida que deu origem à aventura humana, que, ao longo de criações, tormentos e desastres chegou a uma crise gigantesca, na qual está em jogo o destino da espécie”, afirma o autor.

A complexidade humana é expressa pelo autor a partir das seguintes anotações: o ser humano racional e sábio (Homo sapiens) é também louco e delirante (Homo demens); ao mesmo tempo em que cria ferramentas, técnicas e constrói (Homo faber), é também crente, religioso, mitológico (Homo fidelis ou H. religionis, H. mythologicus); e, por fim, ao mesmo tempo em que se dedica ao lucro pessoal (Homo aeconomicus), também é insuficiente e precisa dar lugar para o lúdico (Homo ludens) e a generosidade, praticando atividades desinteressadamente (Homo liber).

“Em suma, o substrato de racionalidade que se encontra em sapiens, faber e aeconomicus constitui apenas um polo do que é humano (indivíduo, sociedade, história), enquanto se mostram com importância no mínimo igual a paixão, a fé, o mito, a ilusão, o delírio, o lúdico”, considera Morin. “A grande lição que extraí disso é que toda paixão precisa comportar a vigilância da razão, e toda razão precisa comportar o combustível da paixão”, sustenta.

“Cada um traz em si o imperativo complementar do Eu e do Nós, do individualismo e do comunitarismo, do egoísmo e do altruísmo. A consciência desse duplo imperativo enraizou-se profundamente em meu espírito ao longo dos anos. Ela sempre me impeliu a alimentar e fortalecer a capacidade de amor, maravilhamento e, ao mesmo tempo, resistência obstinada à crueldade do mundo”, afirma, acrescentando que a consciência da complexidade humana conduz à benevolência. “A benevolência possibilita considerar o outro não só em seus defeitos e carências, mas também em suas qualidades, tanto em suas intenções quanto em suas ações”, sublinha.

Saber viver, é portanto, mais uma lição compartilhada por Morin. E há um duplo sentido na palavra vida: por um lado, trata-se de existir, respirar, alimentarse, proteger-se; por outro, trata-se de conduzir a vida com suas oportunidades e seus riscos, possibilidades de prazer e sofrimento. “A sobrevivência é necessária à vida, mas uma vida reduzida à sobrevivência já não é vida”, considera Morin.

O autor anota que as inúmeras mazelas humanas, sob miséria e humilhação, são estados de subviver, pior ainda que sobreviver. “Uma das tarefas essenciais de uma política humanista é criar condições que deem não só a possibilidade de sobreviver, mas também de viver”, assinala. Lembrando que todos os períodos de felicidade comportam uma dimensão poética, Morin declara: “Se a primeira grande aspiração humana é realizar-se individualmente inserido numa comunidade, a segunda é levar vida poética”. A urgência é, então, para esse sábio centenário, encontrar o caminho da poesia, do êxtase, do convívio, do calor humano e da benevolência amorosa.


Estado de Minas, Pensar, 04 fev. 2022, p. 1. Adaptado

Em dois parágrafos do texto a autora expõe alguns pressupostos ideológicos de Edgar Morin:


“‘Em suma, o substrato de racionalidade que se encontra em sapiens, faber e aeconomicus constitui apenas um polo do que é humano (indivíduo, sociedade, história), enquanto se mostram com importância no mínimo igual a paixão, a fé, o mito, a ilusão, o delírio, o lúdico’, considera Morin. ‘A grande lição que extraí disso é que toda paixão precisa comportar a vigilância da razão, e toda razão precisa comportar o combustível da paixão’, sustenta.”

[...]

“Lembrando que todos os períodos de felicidade comportam uma dimensão poética, Morin declara: ‘Se a primeira grande aspiração humana é realizarse individualmente inserido numa comunidade, a segunda é levar vida poética’. A urgência é, então, para esse sábio centenário, encontrar o caminho da poesia, do êxtase, do convívio, do calor humano e da benevolência amorosa.”


Analise as asserções a seguir, com base no confronto entre os dois trechos apresentados.


I – Segundo a autora, para Edgar Morin é preciso valorizar também a poesia, tão importante quanto as outras áreas do conhecimento


PORQUE


II – ela, a poesia, desenvolve no ser humano um sentimento vital, a dimensão estética, alijando-o do jogo dialético entre razão e emoção.


A respeito das asserções é correto afirmar que

Alternativas
Q2675145 Português

AS QUESTÕES DE 31 A 36 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.

É preciso saber viver


Bertha Maakaroun


Resistir à dominação, à crueldade e à barbárie; tomar consciência da complexidade humana; levar uma vida poética, com fé no amor. Essas são lições partilhadas pelo sociólogo e filósofo francês Edgar Morin ao narrar as suas memórias no livro “Leçons d’un siècle de vie” (Ed. Denoël, 2021), que marcou o seu centenário, em 8 de julho de 2021.

Morin é um dos grandes pensadores franceses do século 20. Com a mesma modéstia intelectual que caracteriza a sua trajetória, já no preâmbulo de Lições de um século de vida procura desfazer equívocos que possam suscitar o título. “Que fique bem claro: não dou lições a ninguém. Tento extrair lições de uma experiência centenária e secular de vida, e desejo que elas sejam úteis a cada um, não só a quem queria refletir sobre sua própria vida, mas também a quem queira encontrar sua própria via.”

Ele se define como “humanista regenerado”. Para Morin, ser humanista está muito além de pensar que as incertezas e perigos das crises da democracia, do pensamento político, da concentração de renda, do neoliberalismo exacerbado, da biosfera e a crise multidimensional carreada pela pandemia une os seres humanos numa comunhão de destinos.

“Ser humanista doravante não é apenas saber que somos todos humanos semelhantes e diferentes, não é apenas querer escapar das catástrofes e aspirar a um mundo melhor. Ser humanista é também sentir intimamente que cada um de nós é um momento efêmero de uma aventura extraordinária, a aventura da vida que deu origem à aventura humana, que, ao longo de criações, tormentos e desastres chegou a uma crise gigantesca, na qual está em jogo o destino da espécie”, afirma o autor.

A complexidade humana é expressa pelo autor a partir das seguintes anotações: o ser humano racional e sábio (Homo sapiens) é também louco e delirante (Homo demens); ao mesmo tempo em que cria ferramentas, técnicas e constrói (Homo faber), é também crente, religioso, mitológico (Homo fidelis ou H. religionis, H. mythologicus); e, por fim, ao mesmo tempo em que se dedica ao lucro pessoal (Homo aeconomicus), também é insuficiente e precisa dar lugar para o lúdico (Homo ludens) e a generosidade, praticando atividades desinteressadamente (Homo liber).

“Em suma, o substrato de racionalidade que se encontra em sapiens, faber e aeconomicus constitui apenas um polo do que é humano (indivíduo, sociedade, história), enquanto se mostram com importância no mínimo igual a paixão, a fé, o mito, a ilusão, o delírio, o lúdico”, considera Morin. “A grande lição que extraí disso é que toda paixão precisa comportar a vigilância da razão, e toda razão precisa comportar o combustível da paixão”, sustenta.

“Cada um traz em si o imperativo complementar do Eu e do Nós, do individualismo e do comunitarismo, do egoísmo e do altruísmo. A consciência desse duplo imperativo enraizou-se profundamente em meu espírito ao longo dos anos. Ela sempre me impeliu a alimentar e fortalecer a capacidade de amor, maravilhamento e, ao mesmo tempo, resistência obstinada à crueldade do mundo”, afirma, acrescentando que a consciência da complexidade humana conduz à benevolência. “A benevolência possibilita considerar o outro não só em seus defeitos e carências, mas também em suas qualidades, tanto em suas intenções quanto em suas ações”, sublinha.

Saber viver, é portanto, mais uma lição compartilhada por Morin. E há um duplo sentido na palavra vida: por um lado, trata-se de existir, respirar, alimentarse, proteger-se; por outro, trata-se de conduzir a vida com suas oportunidades e seus riscos, possibilidades de prazer e sofrimento. “A sobrevivência é necessária à vida, mas uma vida reduzida à sobrevivência já não é vida”, considera Morin.

O autor anota que as inúmeras mazelas humanas, sob miséria e humilhação, são estados de subviver, pior ainda que sobreviver. “Uma das tarefas essenciais de uma política humanista é criar condições que deem não só a possibilidade de sobreviver, mas também de viver”, assinala. Lembrando que todos os períodos de felicidade comportam uma dimensão poética, Morin declara: “Se a primeira grande aspiração humana é realizar-se individualmente inserido numa comunidade, a segunda é levar vida poética”. A urgência é, então, para esse sábio centenário, encontrar o caminho da poesia, do êxtase, do convívio, do calor humano e da benevolência amorosa.


Estado de Minas, Pensar, 04 fev. 2022, p. 1. Adaptado

O fragmento transcrito do texto evoca aspectos do pensamento de Edgar Morin acerca da complexidade humana.


“A complexidade humana é expressa pelo autor a partir das seguintes anotações: o ser humano racional e sábio (Homo sapiens) é também louco e delirante (Homo demens); ao mesmo tempo em que cria ferramentas, técnicas e constrói (Homo faber), é também crente, religioso, mitológico (Homo fidelis ou H. religionis, H. mythologicus); e, por fim, ao mesmo tempo em que se dedica ao lucro pessoal (Homo aeconomicus), também é insuficiente e precisa dar lugar para o lúdico (Homo ludens) e a generosidade, praticando atividades desinteressadamente (Homo liber)”.


No trecho transcrito, a autora possibilita ao leitor compreender que, para Edgar Morin, a complexidade humana é expressa por

Alternativas
Q2675144 Português

AS QUESTÕES DE 31 A 36 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.

É preciso saber viver


Bertha Maakaroun


Resistir à dominação, à crueldade e à barbárie; tomar consciência da complexidade humana; levar uma vida poética, com fé no amor. Essas são lições partilhadas pelo sociólogo e filósofo francês Edgar Morin ao narrar as suas memórias no livro “Leçons d’un siècle de vie” (Ed. Denoël, 2021), que marcou o seu centenário, em 8 de julho de 2021.

Morin é um dos grandes pensadores franceses do século 20. Com a mesma modéstia intelectual que caracteriza a sua trajetória, já no preâmbulo de Lições de um século de vida procura desfazer equívocos que possam suscitar o título. “Que fique bem claro: não dou lições a ninguém. Tento extrair lições de uma experiência centenária e secular de vida, e desejo que elas sejam úteis a cada um, não só a quem queria refletir sobre sua própria vida, mas também a quem queira encontrar sua própria via.”

Ele se define como “humanista regenerado”. Para Morin, ser humanista está muito além de pensar que as incertezas e perigos das crises da democracia, do pensamento político, da concentração de renda, do neoliberalismo exacerbado, da biosfera e a crise multidimensional carreada pela pandemia une os seres humanos numa comunhão de destinos.

“Ser humanista doravante não é apenas saber que somos todos humanos semelhantes e diferentes, não é apenas querer escapar das catástrofes e aspirar a um mundo melhor. Ser humanista é também sentir intimamente que cada um de nós é um momento efêmero de uma aventura extraordinária, a aventura da vida que deu origem à aventura humana, que, ao longo de criações, tormentos e desastres chegou a uma crise gigantesca, na qual está em jogo o destino da espécie”, afirma o autor.

A complexidade humana é expressa pelo autor a partir das seguintes anotações: o ser humano racional e sábio (Homo sapiens) é também louco e delirante (Homo demens); ao mesmo tempo em que cria ferramentas, técnicas e constrói (Homo faber), é também crente, religioso, mitológico (Homo fidelis ou H. religionis, H. mythologicus); e, por fim, ao mesmo tempo em que se dedica ao lucro pessoal (Homo aeconomicus), também é insuficiente e precisa dar lugar para o lúdico (Homo ludens) e a generosidade, praticando atividades desinteressadamente (Homo liber).

“Em suma, o substrato de racionalidade que se encontra em sapiens, faber e aeconomicus constitui apenas um polo do que é humano (indivíduo, sociedade, história), enquanto se mostram com importância no mínimo igual a paixão, a fé, o mito, a ilusão, o delírio, o lúdico”, considera Morin. “A grande lição que extraí disso é que toda paixão precisa comportar a vigilância da razão, e toda razão precisa comportar o combustível da paixão”, sustenta.

“Cada um traz em si o imperativo complementar do Eu e do Nós, do individualismo e do comunitarismo, do egoísmo e do altruísmo. A consciência desse duplo imperativo enraizou-se profundamente em meu espírito ao longo dos anos. Ela sempre me impeliu a alimentar e fortalecer a capacidade de amor, maravilhamento e, ao mesmo tempo, resistência obstinada à crueldade do mundo”, afirma, acrescentando que a consciência da complexidade humana conduz à benevolência. “A benevolência possibilita considerar o outro não só em seus defeitos e carências, mas também em suas qualidades, tanto em suas intenções quanto em suas ações”, sublinha.

Saber viver, é portanto, mais uma lição compartilhada por Morin. E há um duplo sentido na palavra vida: por um lado, trata-se de existir, respirar, alimentarse, proteger-se; por outro, trata-se de conduzir a vida com suas oportunidades e seus riscos, possibilidades de prazer e sofrimento. “A sobrevivência é necessária à vida, mas uma vida reduzida à sobrevivência já não é vida”, considera Morin.

O autor anota que as inúmeras mazelas humanas, sob miséria e humilhação, são estados de subviver, pior ainda que sobreviver. “Uma das tarefas essenciais de uma política humanista é criar condições que deem não só a possibilidade de sobreviver, mas também de viver”, assinala. Lembrando que todos os períodos de felicidade comportam uma dimensão poética, Morin declara: “Se a primeira grande aspiração humana é realizar-se individualmente inserido numa comunidade, a segunda é levar vida poética”. A urgência é, então, para esse sábio centenário, encontrar o caminho da poesia, do êxtase, do convívio, do calor humano e da benevolência amorosa.


Estado de Minas, Pensar, 04 fev. 2022, p. 1. Adaptado

Em um texto não são somente os constituintes estruturais das palavras que indicam seu significado, mas também os conhecimentos extralinguísticos do leitor.


A esse respeito, leia a passagem transcrita do texto.


“Morin é um dos grandes pensadores franceses do século 20. Com a mesma modéstia intelectual que caracteriza a sua trajetória, já no preâmbulo de Lições de um século de vida procura desfazer equívocos que possam suscitar o título.”


A palavra destacada, no trecho, foi empregada com sentido

Alternativas
Q2675094 Português

AS QUESTÕES DE 31 A 36 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.

É preciso saber viver


Bertha Maakaroun


Resistir à dominação, à crueldade e à barbárie; tomar consciência da complexidade humana; levar uma vida poética, com fé no amor. Essas são lições partilhadas pelo sociólogo e filósofo francês Edgar Morin ao narrar as suas memórias no livro “Leçons d’un siècle de vie” (Ed. Denoël, 2021), que marcou o seu centenário, em 8 de julho de 2021.

Morin é um dos grandes pensadores franceses do século 20. Com a mesma modéstia intelectual que caracteriza a sua trajetória, já no preâmbulo de Lições de um século de vida procura desfazer equívocos que possam suscitar o título. “Que fique bem claro: não dou lições a ninguém. Tento extrair lições de uma experiência centenária e secular de vida, e desejo que elas sejam úteis a cada um, não só a quem queria refletir sobre sua própria vida, mas também a quem queira encontrar sua própria via.”

Ele se define como “humanista regenerado”. Para Morin, ser humanista está muito além de pensar que as incertezas e perigos das crises da democracia, do pensamento político, da concentração de renda, do neoliberalismo exacerbado, da biosfera e a crise multidimensional carreada pela pandemia une os seres humanos numa comunhão de destinos.

“Ser humanista doravante não é apenas saber que somos todos humanos semelhantes e diferentes, não é apenas querer escapar das catástrofes e aspirar a um mundo melhor. Ser humanista é também sentir intimamente que cada um de nós é um momento efêmero de uma aventura extraordinária, a aventura da vida que deu origem à aventura humana, que, ao longo de criações, tormentos e desastres chegou a uma crise gigantesca, na qual está em jogo o destino da espécie”, afirma o autor.

A complexidade humana é expressa pelo autor a partir das seguintes anotações: o ser humano racional e sábio (Homo sapiens) é também louco e delirante (Homo demens); ao mesmo tempo em que cria ferramentas, técnicas e constrói (Homo faber), é também crente, religioso, mitológico (Homo fidelis ou H. religionis, H. mythologicus); e, por fim, ao mesmo tempo em que se dedica ao lucro pessoal (Homo aeconomicus), também é insuficiente e precisa dar lugar para o lúdico (Homo ludens) e a generosidade, praticando atividades desinteressadamente (Homo liber).

“Em suma, o substrato de racionalidade que se encontra em sapiens, faber e aeconomicus constitui apenas um polo do que é humano (indivíduo, sociedade, história), enquanto se mostram com importância no mínimo igual a paixão, a fé, o mito, a ilusão, o delírio, o lúdico”, considera Morin. “A grande lição que extraí disso é que toda paixão precisa comportar a vigilância da razão, e toda razão precisa comportar o combustível da paixão”, sustenta.

“Cada um traz em si o imperativo complementar do Eu e do Nós, do individualismo e do comunitarismo, do egoísmo e do altruísmo. A consciência desse duplo imperativo enraizou-se profundamente em meu espírito ao longo dos anos. Ela sempre me impeliu a alimentar e fortalecer a capacidade de amor, maravilhamento e, ao mesmo tempo, resistência obstinada à crueldade do mundo”, afirma, acrescentando que a consciência da complexidade humana conduz à benevolência. “A benevolência possibilita considerar o outro não só em seus defeitos e carências, mas também em suas qualidades, tanto em suas intenções quanto em suas ações”, sublinha.

Saber viver, é portanto, mais uma lição compartilhada por Morin. E há um duplo sentido na palavra vida: por um lado, trata-se de existir, respirar, alimentarse, proteger-se; por outro, trata-se de conduzir a vida com suas oportunidades e seus riscos, possibilidades de prazer e sofrimento. “A sobrevivência é necessária à vida, mas uma vida reduzida à sobrevivência já não é vida”, considera Morin.

O autor anota que as inúmeras mazelas humanas, sob miséria e humilhação, são estados de subviver, pior ainda que sobreviver. “Uma das tarefas essenciais de uma política humanista é criar condições que deem não só a possibilidade de sobreviver, mas também de viver”, assinala. Lembrando que todos os períodos de felicidade comportam uma dimensão poética, Morin declara: “Se a primeira grande aspiração humana é realizar-se individualmente inserido numa comunidade, a segunda é levar vida poética”. A urgência é, então, para esse sábio centenário, encontrar o caminho da poesia, do êxtase, do convívio, do calor humano e da benevolência amorosa.


Estado de Minas, Pensar, 04 fev. 2022, p. 1. Adaptado

Avalie o que se afirma acerca do texto.


I – Explora, nos dois primeiros parágrafos, aspectos pitorescos tanto da vida como das ideias de Edgar Morin.

II – Apresenta características próximas a uma conversação face a face, como se percebe no terceiro parágrafo.

III – Valoriza, especialmente, a função referencial da linguagem, centrada em transmitir informações ao leitor.

IV – Traz um título que se distancia do real objetivo da autora que é o de promover a obra do filósofo francês.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q2674528 História e Geografia de Estados e Municípios

Ao redor do triângulo vermelho, no centro da bandeira de Minas Gerais, há uma expressão em latim que significa:

Alternativas
Q2674527 Conhecimentos Gerais

A pintura retratada a seguir se refere à famosa tela


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q2674526 História e Geografia de Estados e Municípios

Qual cidade NÃO faz divisa geográfica com o município de Santa Cruz do Escalvado?

Alternativas
Q2674525 Atualidades

Em setembro de 2022 o Brasil celebrará 200 anos de qual evento?

Alternativas
Q2674524 Atualidades

No ano de 2021 o governo dos Estados Unidos retirou suas tropas de um país que estava ocupado desde o início dos anos 2000. Esse país, hoje governado pelos Talibãs, é o

Alternativas
Q2674523 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais

O artigo 14 do Plano Diretor Participativo do Município de Santa Cruz do Escalvado relaciona a Política Urbana com a Política Municipal de Desenvolvimento Humano, prevendo ações contínuas como

Alternativas
Q2674522 História e Geografia de Estados e Municípios

Leia o trecho a seguir.


“Santa Cruz do Escalvado possui inúmeras riquezas em seu patrimônio, como imóveis, estradas, tradições religiosas e práticas do cotidiano, objetos de uso pessoal ou coletivo, histórias de seus antepassados, enfim, todo um conjunto de bens materiais e imateriais que, somados, compõem a variedade cultural do município e explicam sua especificidade.”


ASSIS, Ângelo Adriano Faria de; FARIA, André Luiz Lopes de & REIS, Marcus Vinícius Reis. História de Santa Cruz do Escalvado. Viçosa, MG: Geographica, 2009, p. 45.


Informe se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações sobre a história, a geografia e a economia do município de Santa Cruz do Escalvado.


( ) A história do município relaciona-se com o processo de ocupação da Zona da Mata, iniciado no século XVIII, quando a região serviu de passagem entre a área mineradora e o Rio de Janeiro.

( ) Ao longo do tempo, onde hoje é o município de Santa Cruz do Escalvado, a Mata Atlântica foi aos poucos sendo destruída para ceder espaço à agricultura e à criação de animais.

( ) No século XIX a Freguesia ou o Distrito de Santa Cruz do Escalvado passou a integrar o município de Ponte Nova, do qual veio a se emancipar no ano de 1948.

( ) Uma das principais atividades econômicas de Santa Cruz do Escalvado é a mineração para exportação de alumínio, manganês e ferro.

( ) O município situa-se na Bacia do Rio Doce e abrange a Represa da Candonga, ou Hidrelétrica Risoleta Neves, que, em 2015, foi castigada por toneladas de rejeitos, liberadas pela Samarco.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

Alternativas
Q2674521 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais

A Lei Complementar nº 013/2019 dispõe sobre a estruturação do Plano de Cargos e Vencimentos dos servidores civis da Administração Pública Direta do Município de Santa Cruz do Escalvado – MG. Segundo esta Lei, dentre os requisitos básicos para provimento do cargo público constam

Alternativas
Q2674520 Legislação dos Municípios do Estado de Minas Gerais

O parágrafo único do artigo 1º da Lei Orgânica do Município de Santa Cruz do Escalvado estabelece:


“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição da República, do Estado e desta Lei Orgânica Municipal.”


CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CRUZ DO ESCALVADO. “Lei Orgânica do Município de Santa Cruz do Escalvado". Disponível em https://www.camarasantacruzdoescalvado.mg.gov.br


Este mesmo artigo compromete o Município a respeitar, valorizar e promover fundamentos básicos, como o (a)

Alternativas
Q2674519 Noções de Informática

O LibreOffice é um pacote de produtividade de escritório totalmente disponível gratuitamente. Seu formato de arquivo nativo é Open Document Format (ODF), um formato de padrão aberto que está sendo adotado por governos em todo o mundo como um formato de arquivo obrigatório para a publicação e aceitação de documentos. O LibreOffice também pode abrir e salvar documentos em muitos outros formatos, incluindo aqueles usados por várias versões do Microsoft Office.

Sobre os componentes do LibreOffice associe as colunas.

PROGRAMAS

1 - Draw

2 - Writer

3 - Impress

4 - Base

5 - Calc

6 - Math

DESCRIÇÕES

( ) é uma ferramenta rica em recursos para a criação de cartas, livros, relatórios, boletins informativos, brochuras e outros documentos.

( ) tem todos os recursos avançados de análise, gráficos e tomada de decisões esperadas de um documento de planilha de última geração.

( ) fornece todas as ferramentas comuns de apresentação de multimídia, como efeitos especiais, animação e ferramentas de desenho.

( ) é uma ferramenta de desenho vetorial que pode produzir tudo, desde simples diagramas ou fluxogramas até arte 3D.

( ) fornece ferramentas para o trabalho diário de banco de dados em uma interface simples.

( ) é o editor de fórmula ou equação do LibreOffice. Pode-se usá-lo para criar equações complexas que incluem símbolos ou caracteres não disponíveis em conjuntos de fontes padrão.

A sequência correta dessa associação é

Alternativas
Q2674518 Noções de Informática

O Windows 10 trouxe como novidade um botão chamado Visão de tarefas, que fica na barra de tarefas da área de trabalho. A imagem a seguir mostra como este botão aparece para o usuário.


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a sequência de teclas que deve ser pressionada para realizar a mesma tarefa do botão Visão de tarefas.

Alternativas
Q2674517 Noções de Informática

Fixar linhas ou colunas em uma planilha é muito útil quando se tem uma planilha extremamente grande, na qual não se consegue visualizar seus tópicos principais.


No LibreOffice Calc, para fixar uma linha, deve-se clicar no cabeçalho da

Alternativas
Q2674516 Noções de Informática

Sobre as operações com arquivos e pastas, faça a associação entre as operações e ações a seguir.


OPERAÇÃO


1) Excluir uma pasta ou arquivo

2) Copiar um arquivo ou pasta

3) Criar uma nova pasta

4) Abrir um arquivo ou executar um programa

5) Mover um arquivo ou pasta

6) Mudar o nome de um arquivo ou pasta


AÇÕES


( ) Clique duplo no ícone ou nome do arquivo.

( ) Na parte direita do dispositivo ou pasta marcada, clique num local vazio com o botão direito do mouse. Aponte para a opção Novo e, depois, clique na opção Pasta. Digite um nome para a pasta e tecle Enter.

( ) Selecione o arquivo ou pasta a ser excluído, dando apenas um clique sobre o item e então pressione a tecla Delete.

( ) Selecione um arquivo ou pasta, dando apenas um clique sobre o item; então, clique com o botão direito do mouse sobre o item e escolha a opção Renomear.

( ) Selecione o arquivo ou pasta, dando apenas um clique sobre o item; utilize as teclas de atalho CTRL + C. Em seguida, selecione o local de destino e use o atalho CTRL + V.

( ) Selecione o arquivo ou pasta, dando apenas um clique sobre o item; utilize as teclas de atalho CTRL + X. Em seguida, selecione o local de destino e use o atalho CTRL + V.


A sequência correta da associação é

Alternativas
Q2674515 Noções de Informática

São classificados como dispositivos de armazenamento volátil de dados todos os itens a seguir, EXCETO

Alternativas
Q2674514 Matemática

A figura a seguir exibe um modelo de telha de fibrocimento.


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em https://www.depositosaojudas.com.br/produto/telha-244x-92-5mm-s-amianto/24131 (fragmento).


Uma pessoa, ao observar as ondulações dessa telha, percebeu uma grande semelhança com o gráfico de uma função trigonométrica. As funções que representam uma possibilidade para esta situação estão corretamente indicadas em

Alternativas
Q2674513 Matemática Financeira

Considere as proposições a seguir, sobre juros compostos, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).


( ) Uma taxa de juros de 12% a.a. é equivalente a uma taxa mensal de juros de 1% a.m..

( ) Um capital aplicado a uma taxa i terá crescimento exponencial apenas após o 1º período determinado pela taxa de juros.

( ) Se um capital aplicado a uma taxa mensal dobra em 2 meses, então esta taxa, arredondada com uma casa decimal, é igual a 41,4%.

( ) Considere um capital aplicado a uma taxa mensal i por um período n, inteiro e positivo. A sequência formada pelo valor do montante, quando n = 1, 2, 3, 4, ..., não constitui uma progressão geométrica.


A sequência correta está indicada em

Alternativas
Respostas
15841: C
15842: C
15843: A
15844: A
15845: C
15846: C
15847: D
15848: A
15849: D
15850: D
15851: C
15852: D
15853: C
15854: D
15855: D
15856: C
15857: B
15858: A
15859: A
15860: B