Questões de Concurso
Para professor - língua portuguesa
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Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
Texto para a questão.
O escritor é um sádico
Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica
Todo mundo que mexe com palavras já pensou em escrever um romance. Mas nada é mais desanimador para um candidato a escritor do que ir a uma biblioteca ou livraria. Ao olhar em volta, o sujeito se vê cercado de histórias encadernadas; o que ainda falta para ser escrito? Qual história ainda não foi contada?
Depois do teatro de Shakespeare[,] restou pouco para ser escrito sobre a condição humana, mas, ainda assim, de lá para cá, muitas histórias foram contadas, encantaram leitores, viraram filmes, influenciaram pessoas. Portanto, histórias não se encerram no ‘fim’ da última página; há sempre algo para vir em seguida. Só que, cá para nós, essa história também já foi contada. No mito de Sherazade, por exemplo.
Mas quem trabalha com palavras é incorrigível; acredita em deuses, procura respostas, namora o improvável, recusa o inexequível. E foi assim que meu amigo começou o projeto de escrever o grande romance da história do Brasil. Traçou o plano literário do jeito que tinha aprendido num desses livros que ensinam a fazer romance, com uma intrincada sucessão de resumos de capítulos que mais parecia aqueles painéis de investigação policial do cinema.
A ideia dele era partir de núcleos familiares em cidades mais antigas e, a partir dos personagens principais, montar pequenos dramas em torno de grandes acontecimentos históricos, até que as famílias fossem se desmembrando por meio de migrações que fizessem um resumo da ocupação do país, como a busca por esmeraldas, o êxodo cearense para o Acre na época da borracha, a Brasília prometida dos candangos, a chegada dos europeus.
Isso tudo ele me contou no espaço de uns três cafezinhos, tão empolgado com a novela, que eu nem tive coragem de dizer que já tinha lido algo bem parecido. Duas semanas nos encontramos novamente, e ele disse que havia dado um tempo na ideia. Falta amadurecer, me disse ele.
E me lembrei de mim mesmo, que cismei de começar a escrever um livro quando estivesse ardendo de febre; achava – como todo jovem acha – que há verdades que só vão aparecer do delírio. Foram meses de espera de uma febre que não vinha; demorou, foi um período em que nem um mísero e vulgar resfriado esteve disponível para meu talento literário.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
Quando ela finalmente veio, atacou com a força das febres. E eu fiquei prostrado sem sequer lembrar que pretendia escrever o meu delirante romance, que nunca ganhou uma mísera palavra. Foi quando descobri que o delírio estava mesmo em achar que alguém produz algo bom estando fora de si. Huxley e Castañeda já tinham mostrado isso, mas só a realidade dá a verdadeira dimensão da mediocridade.
PESTANA, Paulo. O escritor é um sádico. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/oescritor-e-um-sadico/. Acesso em: 12 dez. 2023. Adaptado.
I. A criação de um ambiente acolhedor e inclusivo pelo educador é fundamental para incentivar o ingresso e a permanência dos alunos na escola.
II. O papel do educador está limitado à transmissão de conteúdos acadêmicos, sem influência significativa na motivação e engajamento dos alunos.
III. Estratégias de ensino diferenciadas e adaptadas às necessidades individuais dos alunos contribuem para o sucesso educacional de todos.
IV. A comunicação frequente com as famílias e a comunidade escolar não é importante para o sucesso do aluno na escola.
V. O reconhecimento e a valorização das diferentes culturas e contextos dos alunos são essenciais para promover a equidade na educação.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Na gestão democrática da escola pública, ________________ é uma instância fundamental que permite a participação ativa de professores, pais, estudantes e funcionários nas decisões importantes, assegurando que diferentes perspectivas sejam consideradas na administração escolar.
Marque a opção que preenche corretamente a lacuna.
COLUNA A
I. Objetivos.
II. Conteúdos.
III. Metodologia.
IV. Avaliação.
V. Cronograma.
COLUNA B
( ) Define as estratégias, técnicas e recursos utilizados pelo docente para facilitar a aprendizagem dos alunos.
( ) Descreve os temas e conhecimentos específicos que serão abordados ao longo do curso ou disciplina.
( ) Estabelece o tempo estimado para o desenvolvimento das atividades e o período de realização de cada tópico do programa.
( ) Estabelece os critérios, instrumentos e procedimentos que serão utilizados para verificar o alcance dos objetivos educacionais.
( ) Determina as metas de aprendizagem que os alunos devem alcançar ao final do curso ou disciplina.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
O ___________ é um elemento central no planejamento educacional, envolvendo uma abordagem holística que inclui a definição de objetivos educacionais, metodologias de ensino, avaliação e a participação da comunidade escolar, garantindo a coerência entre as práticas pedagógicas e os princípios norteadores da instituição de ensino.
Marque a opção que preenche corretamente a lacuna.
( ) A criação dos primeiros colégios jesuítas no Brasil, no século XVI, marca o início da educação formal no país, com ênfase na catequização e instrução básica.
( ) A reforma Pombalina de 1759, que expulsou os jesuítas do Brasil, promoveu uma secularização do ensino, mas manteve um caráter elitista e excludente.
( ) A Constituição de 1824, a primeira do Brasil independente, estabeleceu a educação como direito de todos, garantindo acesso universal e gratuito.
( ) O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, liderado por Anísio Teixeira, defendia uma educação pública, laica, gratuita e obrigatória, influenciando reformas educacionais subsequentes.
( ) Durante o regime militar (1964-1985), a educação brasileira caracterizou-se por um aumento significativo no acesso e na qualidade do ensino, refletindo uma política de democratização educacional.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
I. Cooperativas.
II. Associações.
III. Fundações públicas.
IV. Escolas público-privadas.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
O país o qual o texto faz referência é:
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.