Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3353215 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Qual dos porquês abaixo preenche adequadamente a lacuna inserida entre colchetes no quinto parágrafo do artigo?
Alternativas
Q3353214 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Qual das estratégias abaixo NÃO foi empregada pelos autores para incluir diretamente o leitor no tema discorrido no texto?
Alternativas
Q3353213 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
O conectivo “Contudo”, utilizado no parágrafo introdutório do artigo, pode ser substituído, sem que haja alteração no sentido básico do enunciado em que ele ocorre, por
Alternativas
Q3353212 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Qual é a relação semântica entre as orações que compõem o período “A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência.”?
Alternativas
Q3353211 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Analise as proposições abaixo, de acordo com a argumentação apresentada no artigo.
I. A subjugação de questões ambientais em vista da atividade econômica é um fator causador de desastres naturais no Brasil.
II. Os mecanismos digitais de propagação de informações colaboram para a conscientização acerca das causas dos desastres naturais no planeta.
III. Há uma deficiência no sistema de comunicação e de prevenção de desastres naturais no Brasil, o que potencializa as consequências das catástrofes ambientais.
IV. Atualmente não há ferramentas de checagem de informações que detectem informações falsas, o que dificulta a conscientização da sociedade acerca das mudanças climáticas.
Estão de acordo com o posicionamento dos autores
Alternativas
Q3353210 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Qual das ocorrências da vogal A destacadas com números sobrescritos no texto deve vir acompanhada do acento grave?
Alternativas
Q3353002 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

OS DILEMAS REGULATÓRIOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Conferência global conclui haver “potencial para danos graves”.
Desafio é garantir avanço reduzindo riscos.

A opinião do Globo (Em 06/11/2023)

Reunidos no Reino Unido, na última semana, representantes de 28 países, entre eles Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Brasil e Índia, chegaram a um acordo para tentar entender e gerenciar os riscos trazidos pela tecnologia conhecida como inteligência artificial (IA), a habilidade de computadores processarem linguagens de modo praticamente indistinto dos humanos. “Há potencial para danos graves, até mesmo catastróficos, deliberados ou não intencionais”, diz o texto da Declaração de Bletchley, local da cúpula sediada pelo governo britânico, onde Alan Turing, um dos fundadores da ciência da computação, trabalhou na Segunda Guerra Mundial.

Nas últimas duas décadas, uma técnica chamada “aprendizado de máquina” permitiu que softwares pudessem interpretar, com extrema rapidez, quantidades enormes de exemplos e aperfeiçoassem respostas a desafios complexos sem ser programados especificamente para enfrentá-los. Computadores se tornaram imbatíveis em jogos de estratégia e noutras atividades sofisticadas.

Embora não sejam autônomos, racionais nem independentes de trabalho humano, esses programas impõem novos riscos, principalmente nos campos da segurança cibernética, biotecnologia e desinformação, como destaca a Declaração de Bletchley. Alguns imaginam que ferramentas como o ChatGPT possam um dia informar a qualquer um como criar armas potentes ou espalhar doenças contagiosas.

Antes da reunião em Bletchley, o presidente americano, Joe Biden, assinou decreto para que regulem o uso de IA. Mostrou preocupação com o poder de desinformação e contou que sua equipe preparara, a título de ilustração, um vídeo fraudulento (deep fake) com Biden falando algo que nunca disse. O perigo desses vídeos é evidente, em especial quando o alvo são autoridades. Entre as novas regras divulgadas na Casa Branca, desenvolvedores de sistemas de IA terão de compartilhar resultados de testes de segurança e informações críticas com o governo.

O tema é considerado urgente no mundo todo. Até o final do ano, o Parlamento Europeu deverá aprovar a Lei da Inteligência Artificial. A China já adotou várias regras. O assunto vem sendo debatido também no Brasil. A questão é como proceder. Não há consenso sobre o que fazer para evitar os riscos sem que a regulação acabe estrangulando a inovação ou concentrando o poder nas mãos de poucas empresas financeiramente capazes de seguir as regras que vierem a ser impostas. Outra dúvida é se os governos precisarão criar novos organismos regulatórios ou se os existentes se adaptarão. O desafio diante do mundo é garantir a evolução da tecnologia, sem dúvida fonte de avanços, com o mínimo de riscos para os usuários, para a sociedade e para as instituições. A cúpula de Bletchley certamente não será a última a explorar os dilemas trazidos pela IA.
“Há potencial para danos graves, até mesmo catastróficos, deliberados ou não intencionais.” 1º§
É sinônimo da palavra destacada nessa frase, exceto:
Alternativas
Q3351614 Português
Turbinados pelas alterações climáticas, os oceanos do mundo superaram os recordes de temperatura todos os dias durante doze meses, revela uma análise.

Assinale a opção que contenha uma locução adjetiva.
Alternativas
Q3351613 Português
Enunciado e Enunciação
A despeito das variações no modo como essa concepção é tratada teoricamente, normalmente ela é tomada em relação direta com a noção de enunciado, pois, sem o dizer, ou seja, sem a enunciação, não há o dito, isto é, não há o enunciado. A compreensão do enunciado − oral, escrito ou organizado por meio de múltiplas semioses (linguagens) − pressupõe sempre a situação de enunciação. É dela que vêm as orientações para o sentido do enunciado: (i) quem enuncia (seu papel social e conhecimentos partilhados com o enunciatário); (ii) a quem se dirige (seu papel social e conhecimentos partilhados com o enunciador), (iii) onde ocorre (lugar físico: sala de aula, cantina, p. ex.; espaço institucional: escola, tribunal, igreja, p. ex.); (iv) quando ocorre, entre inúmeras outras condições. Isso significa, ainda, que o enunciado, embora se revele em uma materialidade linguística, pois dela depende, não é uma realidade da língua; é uma realidade do discurso.
(Fonte: https://acesse.dev/enunciacao-enunciado.adaptado)


Qual das seguintes afirmações é verdadeira com base no texto fornecido?
Alternativas
Q3351612 Educação Artística
A peça conta a história de dois amigos que vivem se metendo em encrencas no vilarejo onde moram. João Grilo vive envolvido em confusões e Chicó é um covarde que adora contar mentiras. No entanto, o medo, a experiência com a morte, o Céu e o Inferno assombrarão os personagens, fazendo com que eles repensem as suas atitudes.
(Fonte: https://acesse.dev/classicos-da-literaturabrasileira.adaptado)

O texto representa uma obra famosa de:
Alternativas
Q3351611 Português
Estratégias de leitura são técnicas ou métodos que os leitores usam para adquirir a informação, ou ainda, procedimentos ou atividades escolhidas para facilitar o processo de compreensão em leitura. São planos flexíveis adaptados às diferentes situações que variam de acordo com o texto a ser lido e a abordagem elaborada previamente pelo leitor para facilitar a sua compreensão.

Duke e Pearson identificaram seis tipos de estratégias de leitura que as pesquisas realizadas têm sugerido como auxiliares no processo de compreensão, a saber: predição, pensar em voz alta, estrutura do texto, representação visual do texto, resumo e questionamento.

A análise da estrutura textual auxilia os alunos a aprenderem a usar as características dos textos, como cenário, problema, meta, ação, resultados, resolução e tema, como um procedimento auxiliar para compreensão e recordação do conteúdo lido. A representação visual do texto, por sua vez, auxilia leitores a entenderem, organizarem e lembrarem algumas das muitas palavras lidas quando formam uma imagem mental do conteúdo.
(Fonte: https://www.scielo.br/j/pee/a/VdVCjxKkdx TGRMyyBVj3gWc/.adaptado)

Qual das seguintes afirmações é verdadeira com base no texto fornecido?
Alternativas
Q3351610 Português
Quase cinquenta dias superaram as temperaturas máximas registradas para a mesma época de anos anteriores, segundo dados de satélites.
Assinale a opção correta quanto às classes de palavras dos vocábulos mencionados.
Alternativas
Q3351609 Português
A linguagem dialógica é a forma característica da comunicação utilizada na educação a distância. Ela surge da união dos termos Linguagem, que é a capacidade humana de manifestar expressões de sentimentos, desejos, opiniões e troca de informações em diferentes culturas, e Dialógica, que carrega em sua essência o significado de dialogismo, consistindo na construção e reflexão sob a forma de diálogo. Perceba que ambos os termos estão condicionados ao diálogo. Em um diálogo se verifica diferentes níveis. Esses diferentes níveis podem ser entre o falante e o interlocutor diretamente envolvido, entre o falante e o sistema linguístico no qual assenta e do qual deriva o seu discurso particular, entre aquele e o contexto imediato e mediato. Portanto, o dialogismo deve privilegiar uma voz, um ponto de vista, em detrimento dos outros, uma vez que todos os discursos, todos os pontos de vista surgem em igualdade, em um mesmo plano.
(Fonte: https://conteudos.uniasselvi.com.br/edtech/ docs/manual_dialogismo.pdf.adaptado)

Qual das seguintes afirmações é verdadeira com base no texto fornecido?
Alternativas
Q3351608 Português
Este 'superaquecimento' atinge duramente a vida marinha e provoca uma nova onda de 'branqueamento' de corais.
Os vocábulos destacados são formados pelos processos de, respectivamente:
Alternativas
Q3351607 Português
As tipologias textuais são os tipos de textos criados em determinados contextos e que dependerão da intenção e necessidade de comunicação das pessoas.
Assinale a alternativa correta sobre os diferentes tipos de tipologia textual.
Alternativas
Q3351606 Literatura
Poetisa brasileira carioca, é uma das primeiras mulheres a ter grande destaque na literatura brasileira. Foi escritora da segunda fase do modernismo no Brasil. Seus poemas apresentam caráter intimista, com forte influência da psicanálise e da temática social.
(Fonte: https://acesse.dev/classicos-da-literaturabrasileira.adaptado)

O texto mencionado refere-se a:
Alternativas
Q3351605 Português
Os gêneros discursivos são manifestações da língua, moldadas por características formais habituais e relacionadas a diferentes atividades sociais, sendo que a escrita também se justapõe em gêneros, uma forma convencional da linguagem à qual atribuímos algum papel social, algum valor ou alguma função. No que tange à perspectiva do ensino de Língua Portuguesa a partir dos gêneros do discurso, entende-se que a vivência das mais diversas situações comunicativas possibilita o contato do sujeito com uma maior diversidade de gêneros.
(Fonte: https://l1nq.com/generos-discursivos.adaptado)
Qual das seguintes afirmações está de acordo com o texto fornecido?
Alternativas
Q3351604 Português
Oceanos quebraram recorde de temperatura todos os dias em um ano

Turbinados pelas alterações climáticas, os oceanos do mundo superaram os recordes de temperatura todos os dias durante doze meses, revela uma análise. A análise baseia-se em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia.

Quase cinquenta dias superaram as temperaturas máximas registradas para a mesma época de anos anteriores, segundo dados de satélites.

Os gases que aquecem o planeta são os principais culpados pelo fenômeno, mas o evento climático natural El Niño também aqueceu ainda mais os oceanos.

Este superaquecimento atinge duramente a vida marinha e provoca uma nova onda de branqueamento de corais.

O Copernicus também confirmou que o mês de abril foi o mês mais quente já registrado em termos de temperaturas do ar. Esses recordes também foram batidos nos onze meses anteriores.

Durante muitas décadas, os oceanos do mundo foram a válvula de escape da Terra em termos de alterações climáticas.

Eles não só retêm cerca de um quarto do dióxido de carbono produzido pelos humanos, como também absorvem cerca de noventa por cento do excesso de calor.

Porém, durante o ano passado, os oceanos apresentaram as evidências mais preocupantes de que enfrentam dificuldades para lidar com a situação: a superfície do mar sente particularmente.

A partir de março de 2023, a temperatura média da superfície dos oceanos subiu cada vez mais acima da média de longo prazo, e atingiu um novo recorde máximo em agosto do ano passado.

Os meses subsequentes não representaram trégua alguma: a superfície do mar atingiu um novo máximo diário médio 21,09 ºC em fevereiro e março de 2024.

De acordo com dados do Copernicus, não apenas todos os dias desde quatro de maio de 2023 estão acima dos recordes anteriores de temperatura, mas em alguns dias, a margem em relação aos registros passados foi enorme.

Em cerca de quarenta e sete dias nesse período, o recorde de temperatura foi superado em, pelo menos, 0,3°C segundo a análise de dados do Copernicus.

Nunca antes, na era dos satélites, foi observada uma diferença tão grande.

Os dias com maior recorde foram 23 de agosto de 2023, 3 de janeiro de 2024 e 5 de janeiro de 2024, quando o recorde anterior foi batido em cerca de 0,34ºC.

"O fato de todo esse calor ir para o oceano e gerar um aquecimento com uma rapidez maior do que pensávamos é motivo de grande preocupação", afirma Mike Meredith, do grupo de pesquisa British Antarctic Survey.

"Esses são sinais reais de que as alterações no ambiente movem-se para áreas onde realmente não queremos que elas estejam. Se continuarmos nessa direção, as consequências serão graves", alertou ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c19dy7y728lo.adaptado.

Os gases 'que' aquecem o planeta são os principais culpados pelo fenômeno.


Morfologicamente, o termo destacado trata-se de:

Alternativas
Q3351603 Português
Oceanos quebraram recorde de temperatura todos os dias em um ano

Turbinados pelas alterações climáticas, os oceanos do mundo superaram os recordes de temperatura todos os dias durante doze meses, revela uma análise. A análise baseia-se em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia.

Quase cinquenta dias superaram as temperaturas máximas registradas para a mesma época de anos anteriores, segundo dados de satélites.

Os gases que aquecem o planeta são os principais culpados pelo fenômeno, mas o evento climático natural El Niño também aqueceu ainda mais os oceanos.

Este superaquecimento atinge duramente a vida marinha e provoca uma nova onda de branqueamento de corais.

O Copernicus também confirmou que o mês de abril foi o mês mais quente já registrado em termos de temperaturas do ar. Esses recordes também foram batidos nos onze meses anteriores.

Durante muitas décadas, os oceanos do mundo foram a válvula de escape da Terra em termos de alterações climáticas.

Eles não só retêm cerca de um quarto do dióxido de carbono produzido pelos humanos, como também absorvem cerca de noventa por cento do excesso de calor.

Porém, durante o ano passado, os oceanos apresentaram as evidências mais preocupantes de que enfrentam dificuldades para lidar com a situação: a superfície do mar sente particularmente.

A partir de março de 2023, a temperatura média da superfície dos oceanos subiu cada vez mais acima da média de longo prazo, e atingiu um novo recorde máximo em agosto do ano passado.

Os meses subsequentes não representaram trégua alguma: a superfície do mar atingiu um novo máximo diário médio 21,09 ºC em fevereiro e março de 2024.

De acordo com dados do Copernicus, não apenas todos os dias desde quatro de maio de 2023 estão acima dos recordes anteriores de temperatura, mas em alguns dias, a margem em relação aos registros passados foi enorme.

Em cerca de quarenta e sete dias nesse período, o recorde de temperatura foi superado em, pelo menos, 0,3°C segundo a análise de dados do Copernicus.

Nunca antes, na era dos satélites, foi observada uma diferença tão grande.

Os dias com maior recorde foram 23 de agosto de 2023, 3 de janeiro de 2024 e 5 de janeiro de 2024, quando o recorde anterior foi batido em cerca de 0,34ºC.

"O fato de todo esse calor ir para o oceano e gerar um aquecimento com uma rapidez maior do que pensávamos é motivo de grande preocupação", afirma Mike Meredith, do grupo de pesquisa British Antarctic Survey.

"Esses são sinais reais de que as alterações no ambiente movem-se para áreas onde realmente não queremos que elas estejam. Se continuarmos nessa direção, as consequências serão graves", alertou ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c19dy7y728lo.adaptado.

Nunca antes, na era dos satélites, foi observada uma diferença tão grande.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q3351602 Português
Oceanos quebraram recorde de temperatura todos os dias em um ano

Turbinados pelas alterações climáticas, os oceanos do mundo superaram os recordes de temperatura todos os dias durante doze meses, revela uma análise. A análise baseia-se em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia.

Quase cinquenta dias superaram as temperaturas máximas registradas para a mesma época de anos anteriores, segundo dados de satélites.

Os gases que aquecem o planeta são os principais culpados pelo fenômeno, mas o evento climático natural El Niño também aqueceu ainda mais os oceanos.

Este superaquecimento atinge duramente a vida marinha e provoca uma nova onda de branqueamento de corais.

O Copernicus também confirmou que o mês de abril foi o mês mais quente já registrado em termos de temperaturas do ar. Esses recordes também foram batidos nos onze meses anteriores.

Durante muitas décadas, os oceanos do mundo foram a válvula de escape da Terra em termos de alterações climáticas.

Eles não só retêm cerca de um quarto do dióxido de carbono produzido pelos humanos, como também absorvem cerca de noventa por cento do excesso de calor.

Porém, durante o ano passado, os oceanos apresentaram as evidências mais preocupantes de que enfrentam dificuldades para lidar com a situação: a superfície do mar sente particularmente.

A partir de março de 2023, a temperatura média da superfície dos oceanos subiu cada vez mais acima da média de longo prazo, e atingiu um novo recorde máximo em agosto do ano passado.

Os meses subsequentes não representaram trégua alguma: a superfície do mar atingiu um novo máximo diário médio 21,09 ºC em fevereiro e março de 2024.

De acordo com dados do Copernicus, não apenas todos os dias desde quatro de maio de 2023 estão acima dos recordes anteriores de temperatura, mas em alguns dias, a margem em relação aos registros passados foi enorme.

Em cerca de quarenta e sete dias nesse período, o recorde de temperatura foi superado em, pelo menos, 0,3°C segundo a análise de dados do Copernicus.

Nunca antes, na era dos satélites, foi observada uma diferença tão grande.

Os dias com maior recorde foram 23 de agosto de 2023, 3 de janeiro de 2024 e 5 de janeiro de 2024, quando o recorde anterior foi batido em cerca de 0,34ºC.

"O fato de todo esse calor ir para o oceano e gerar um aquecimento com uma rapidez maior do que pensávamos é motivo de grande preocupação", afirma Mike Meredith, do grupo de pesquisa British Antarctic Survey.

"Esses são sinais reais de que as alterações no ambiente movem-se para áreas onde realmente não queremos que elas estejam. Se continuarmos nessa direção, as consequências serão graves", alertou ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c19dy7y728lo.adaptado.
"O fato de todo esse calor ir para o oceano e gerar um aquecimento com uma rapidez maior do que pensávamos é motivo de grande preocupação", afirma Mike Meredith, do grupo de pesquisa British Antarctic Survey.
O número de orações presentes na frase em questão é de:
Alternativas
Respostas
8021: A
8022: B
8023: D
8024: A
8025: C
8026: D
8027: C
8028: B
8029: A
8030: E
8031: E
8032: D
8033: B
8034: C
8035: B
8036: D
8037: C
8038: E
8039: B
8040: A