Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3896887 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Desligar uma enzima pode evitar a obesidade causada por excesso alimentar


Talvez um dos enigmas mais complexos da saúde pública contemporânea, a prevenção da obesidade foi obtida pela primeira vez em uma prova de conceito conduzida por cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, e da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.


Ao removerem uma enzima chamada CaMKK2 de células do sistema imune (macrófagos) de ratos de laboratório, os animais ficaram protegidos tanto contra a obesidade, quanto contra a resistência à insulina induzidas por dieta. O achado apresenta um alvo até então inédito para o tratamento dos distúrbios metabólicos.


Ao contrário do que muita gente pensa, a obesidade não se resume a "acumular gordura" no organismo. O processo também inclui alterações metabólicas, resistência à insulina — que faz o corpo acumular mais açúcar no sangue — e pequenas inflamações nos tecidos adiposos, no fígado e nos músculos.


Quando a pessoa ingere excesso de gordura ou açúcar, os macrófagos interpretam essa sobrecarga de nutrientes como um "perigo" ou estresse para o corpo (e é). Como são células do sistema imune, eles ativam uma inflamação local para digerir eventuais células mortas, remodelar o tecido e alertar o corpo sobre o problema.


Contudo, essa inflamação, que é protetora a curto prazo, torna-se um problema quando persiste por muito tempo, pois interfere no metabolismo da glicose e da insulina, gerando resistência e piorando a obesidade. Segundo os autores, a CaMKK2 ativa os macrófagos, ou seja, prolonga essa inflamação prejudicial.


Além de atuar como um interruptor nos macrófagos — decidindo se devem manter a inflamação ou encerrá-la —, a proteína CaMKK2 também conecta o sistema imune ao metabolismo, indicando se as células devem queimar ou armazenar combustíveis como glicose e gordura.


Para entender o papel dessa enzima na regulação da inflamação e no metabolismo corporal — quando a obesidade surge por ingestão excessiva de calorias, gordura e açúcar —, os autores criaram geneticamente ratos que não produziam a CaMKK2 nas células mieloides (originadas na medula óssea).


Divididos em dois grupos, ratos sem CaMKK2 e controles normais receberam uma dieta rica em gordura durante semanas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram peso, gordura, gasto energético, alimentação, níveis de glicose e insulina, os tecidos adiposo e hepático, expressão gênica e metabolismo dos macrófagos.


Mesmo com a dieta hipercalórica, os roedores sem a CaMKK2 continuaram magros, pois queimaram mais energia sem reduzir o consumo alimentar. Também apresentaram baixos níveis de glicose e insulina, melhoraram a tolerância à glicose, o metabolismo dos tecidos e não acumularam gordura no fígado.


Em um comunicado, os autores explicam que, quando o gene CaMKK2 é retirado dos macrófagos, o tecido adiposo — que é na verdade um órgão que armazena gordura — passa a funcionar de maneira similar ao de pessoas metabolicamente saudáveis, ou seja, queimando energia eficientemente e sem inflamações.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/desligar-uma-enzima-pode-evitar-a-obesidade-causada-por-excesso-alimentar/ 

A narrativa científica explica que a obesidade envolve mais do que o simples acúmulo de gordura corporal.


Com base nas informações do texto, o que o autor pretende destacar ao longo dessa explicação? 

Alternativas
Q3894896 Português
O debate sobre norma culta e variedades linguísticas é central na formação do professor de Língua Portuguesa, exigindo uma postura que supere o mero prescritivismo (o 'certo' vs 'errado'). A Sociolinguística demonstra que a língua é heterogênea e varia de acordo com fatores sociais, regionais, históricos e de estilo (formalidade/informalidade). O papel da escola não é eliminar a variedade linguística do aluno, mas sim apresentar a norma-padrão (ou culta) como uma modalidade específica, associada ao prestígio social e necessária para contextos formais de comunicação, desenvolvendo no aluno a competência de adequação linguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esse tema:

I.A variação linguística diatópica refere-se às diferenças de fala observadas entre diferentes grupos sociais ou faixas etárias, como o uso de gírias.
II.O conceito de 'adequação linguística' propõe que o falante competente é aquele que sabe transitar entre diferentes registros (formal, informal) e variedades, ajustando sua linguagem ao contexto comunicativo.
III.A norma-padrão deve ser ensinada como a única forma correta e legítima de uso da língua, sendo as demais variedades consideradas formas 'corrompidas' ou 'erradas' do idioma.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894895 Português
Além das figuras de pensamento (como metáfora e metonímia), a expressividade de um texto literário, especialmente o poético, é frequentemente construída por meio de figuras de som. Esses recursos exploram a sonoridade das palavras para criar ritmo, musicalidade e sugerir sensações. Entre as principais, destacam-se a aliteração (repetição de sons consonantais), a assonância (repetição de sons vocálicos) e a paronomásia (uso de palavras com sons semelhantes, mas significados diferentes, os parônimos). O professor de literatura deve sensibilizar os alunos para a percepção auditiva do texto como elemento de construção de sentido. Diante disso, assinale a alternativa que classifica corretamente a figura de som predominante no verso 'O *r*ato *r*oeu a *r*oupa do *R*ei de *R*oma'.
Alternativas
Q3894894 Português
A classificação dos textos em tipos textuais (sequências tipológicas) é uma ferramenta metodológica crucial para o ensino da produção e interpretação de textos. Diferente dos gêneros textuais (que são manifestações sociais e históricas, como 'carta', 'e-mail', 'notícia'), as tipologias referem-se aos modos de organização do discurso: narração, descrição, dissertação (argumentação/exposição), injunção e predição. É comum que um gênero textual mobilize diferentes tipos textuais, havendo, contudo, a predominância de um. Um manual de instruções, por exemplo, é predominantemente injuntivo, mas pode conter descrições.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as características das tipologias textuais:

I.A tipologia narrativa caracteriza-se pela presença de uma sequência de ações que ocorrem em determinado tempo e espaço, envolvendo personagens e um narrador que relata os fatos.
II.A tipologia descritiva foca na defesa de um ponto de vista por meio de argumentos lógicos, visando persuadir o leitor a aderir a uma tese central.
III.A tipologia injuntiva (ou instrucional) tem por objetivo orientar ou instruir o interlocutor, utilizando predominantemente verbos no modo imperativo ou no infinitivo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894893 Português
A implementação do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças significativas, especialmente no que tange ao uso do hífen, gerando muitas dúvidas que persistem no ambiente escolar e profissional. O professor de Língua Portuguesa deve dominar essas regras para orientar corretamente os alunos, explicando a lógica por trás das alterações, como a relação entre o final do prefixo e o início da palavra seguinte. As regras gerais envolvem a junção quando as letras são diferentes (exceto 'h') e a separação por hífen quando as letras são iguais, mas há muitas exceções e casos específicos para prefixos como 'sub-', 'co-', 'pós-', 'pré-', entre outros.

Acerca das regras de hifenização vigentes, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Após o prefixo 'sub-', utiliza-se sempre o hífen quando a palavra seguinte iniciar por 'h' ou 'r', como em 'sub-humano' e 'sub-região'.
(__)Os prefixos 'pós-', 'pré-' e 'pró-' (tônicos, acentuados) passaram a se aglutinar com a palavra seguinte, resultando em formas como 'posgraduação' e 'prevestibular'.
(__)O prefixo 'co-' aglutina-se na maioria dos casos, mesmo quando a palavra seguinte começa com 'o' (ex: 'coordenar'), sendo uma exceção à regra de letras iguais.
(__)Utiliza-se o hífen quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com 'r' ou 's', devendo essas consoantes ser duplicadas, como em 'antirracista' e 'ultrassom'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894892 Português
A intertextualidade é o diálogo entre textos, um fenômeno em que um texto retoma, cita ou se refere a outro texto preexistente, seja de forma explícita ou implícita. Esse recurso é amplamente explorado na literatura, na música, na publicidade e nas artes em geral, exigindo do leitor um repertório cultural para a plena compreensão das referências. Duas das formas mais comuns de intertextualidade são a paráfrase e a paródia. Embora ambas retomem um texto-fonte, elas o fazem com intenções discursivas radicalmente opostas, sendo essencial ao professor de Língua Portuguesa dominar essa distinção para a análise crítica do discurso. Considerando as definições de paráfrase e paródia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3894891 Português
A construção de um texto coeso e coerente é a base da produção textual eficaz, sendo temas centrais no ensino de Língua Portuguesa. A coerência refere-se à unidade de sentido do texto, à sua inteligibilidade e à ausência de contradições, estabelecendo-se em um nível conceitual e lógico. A coesão, por sua vez, é a manifestação linguística da coerência, materializada por meio de mecanismos gramaticais e lexicais (pronomes, conjunções, elipses, sinônimos) que criam a 'amarração' entre as partes do texto. Um texto pode ser coeso, mas incoerente, ou vice-versa, embora geralmente andem juntos.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre os mecanismos de coesão textual:

I.A coesão referencial anafórica ocorre quando um termo (como um pronome) retoma um elemento já mencionado anteriormente no texto, como em 'João chegou. *Ele* parecia cansado.'
II.A coesão lexical por hiperonímia acontece quando se utiliza um termo mais específico para substituir um mais geral, como substituir 'animal' por 'felino'.
III.A elipse é um mecanismo de coesão que consiste na omissão de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto, evitando repetições desnecessárias, como em 'Maria foi ao cinema; João, (foi) ao teatro.'

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894890 Português
A análise sintática do período simples, que envolve a identificação dos termos essenciais (sujeito, predicado), integrantes (objetos, complemento nominal) e acessórios (adjuntos), é uma competência fundamental. Uma dificuldade frequente dos alunos é distinguir termos preposicionados, como o objeto indireto (complemento verbal) e o adjunto adverbial (circunstância). Embora ambos possam ser introduzidos por preposição, o objeto indireto é exigido pela regência do verbo (ex: 'Necessito *de ajuda*'), enquanto o adjunto adverbial indica uma circunstância (tempo, lugar, modo, etc.) e pode ser deslocado ou removido com maior liberdade (ex: 'Estudei *em casa*').

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as funções sintáticas:

I.Na oração 'Os manifestantes precisam de paz', o termo 'de paz' classifica-se como objeto indireto, pois complementa o sentido do verbo transitivo indireto 'precisar'.
II.Em 'Naquela manhã chuvosa, o réu falou ao juiz', o termo 'Naquela manhã chuvosa' funciona como sujeito da oração, pois indica quando a ação ocorreu.
III.Na frase 'A população de São Paulo compareceu ao evento', o termo 'de São Paulo' exerce a função de adjunto adnominal, restringindo o sentido do núcleo do sujeito 'população'.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3894889 Português
A classificação das palavras em classes gramaticais (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) é um dos pilares da gramática normativa. No entanto, essa classificação não é fixa; o contexto sintático e semântico pode alterar a classe de uma palavra, fenômeno conhecido como derivação imprópria ou conversão. Um adjetivo pode ser substantivado (ex: 'O *belo* nos atrai'), e um substantivo pode ser adjetivado. Uma confusão comum para os alunos ocorre entre o adjetivo e o advérbio de modo, já que ambos podem caracterizar algo. A distinção fundamental é que o adjetivo se refere a um substantivo (variando em gênero e número), enquanto o advérbio se refere a um verbo, adjetivo ou outro advérbio (sendo invariável).

Acerca dessa mobilidade e classificação das classes gramaticais, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na frase 'O professor falava *baixo* para não acordar os alunos', a palavra 'baixo' classifica-se como adjetivo, pois caracteriza o professor.
(__)No enunciado 'O *andar* dele é elegante', ocorreu uma derivação imprópria, na qual o verbo 'andar' foi substantivado pelo artigo 'O'.
(__)Na oração 'Os alunos, *felizes*, saíram da sala', a palavra 'felizes' é um advérbio de modo, modificando o verbo 'saíram'.
(__)Em 'Ele é um *bom* profissional' e 'Ele trabalha *bem*', as palavras 'bom' e 'bem' pertencem à mesma classe gramatical (adjetivo), apenas flexionadas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894888 Português
A estruturação do período composto, seja por coordenação ou subordinação, é um tópico complexo da sintaxe da Língua Portuguesa. As orações coordenadas são sintaticamente independentes, enquanto as subordinadas exercem uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto, etc.) em relação à oração principal. No ensino, a classificação das orações subordinadas adverbiais (causais, concessivas, condicionais, temporais, etc.) exige atenção especial, pois a mesma conjunção pode introduzir classificações diferentes dependendo do contexto. Por exemplo, 'como' pode ser causal, comparativo ou conformativo. A análise semântica da relação entre as orações é, portanto, indispensável. Assinale a alternativa que classifica corretamente a oração destacada na frase: 'Embora estivesse exausto, o professor continuou a aplicar a prova'.
Alternativas
Q3894887 Linguística
A Semântica é o ramo da linguística que estuda o significado das palavras e as relações de sentido que se estabelecem entre elas. O domínio do léxico passa pela compreensão desses fenômenos, que são fundamentais para a interpretação e produção de textos coesos e precisos. Conceitos como sinonímia (mesmo sentido), antonímia (sentido oposto), homonímia (mesma pronúncia/grafia, mas sentidos diferentes e origens distintas) e polissemia (uma única palavra com vários sentidos relacionados) são ferramentas de análise textual que o professor de Língua Portuguesa deve explorar exaustivamente.

Acerca das relações semânticas, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A polissemia ocorre quando uma mesma palavra (um único verbete no dicionário) adquire múltiplos significados ao longo do tempo, como a palavra 'banco' (de sentar, instituição financeira).
(__)A homonímia homófona ocorre entre palavras com grafias iguais, mas sons diferentes, como 'colher' (verbo) e 'colher' (substantivo).
(__)A relação entre 'acender' (atear fogo) e 'ascender' (subir) é um exemplo de paronímia, pois são palavras com pronúncia e grafia semelhantes, mas significados distintos.
(__)Sinonímia perfeita, onde duas palavras são absolutamente intercambiáveis em todos os contextos sem qualquer alteração de sentido ou estilo, é um fenômeno comum na língua.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894886 Português
O domínio da norma-padrão exige o conhecimento de regras específicas sobre o emprego de certas palavras ou expressões que frequentemente causam confusão, como 'a/há', 'onde/aonde', 'mal/mau' e, notadamente, os 'porquês'. O uso correto de 'porque' (junto, sem acento), 'porquê' (junto, com acento), 'por que' (separado, sem acento) e 'por quê' (separado, com acento) depende de fatores sintáticos e semânticos complexos, sendo um desafio recorrente no ensino fundamental e médio. 

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre o uso correto dos 'porquês'.

I.Em 'Não sei *por que* ele faltou', usa-se 'por que' (separado) pois equivale a 'por qual motivo' ou 'pela qual razão', introduzindo uma interrogativa indireta.
II.Em 'Ninguém entendeu o *porquê* da demissão', usa-se 'porquê' (junto e com acento) pois se tornou um substantivo, sinônimo de 'o motivo', vindo precedido de artigo.
III.Em 'Ele não veio *porque* estava doente', usa-se 'porque' (junto) pois é uma conjunção causal ou explicativa, podendo ser substituída por 'pois' ou 'visto que'.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894885 Português
A ascensão da comunicação mediada por computador (CMC) e o advento da Web 2.0 trouxeram profundas transformações no uso da língua, criando novos gêneros textuais (como memes, posts, tweets) e popularizando fenômenos como o 'internetês' (uso de abreviações, emojis, e ausência de pontuação/acentuação). Para o professor de Língua Portuguesa, surge o desafio de compreender esses novos letramentos digitais, sem demonizar as práticas dos alunos, mas também sem abandonar o ensino da norma-padrão, essencial para outros contextos sociais. Trata-se de analisar a adequação da linguagem ao contexto de uso, um pilar da sociolinguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a relação entre a linguagem da internet e o ensino:

I.Os gêneros digitais, como o meme, possuem características próprias de composição e estilo, exigindo habilidades específicas de leitura que mesclam o verbal e o não verbal (imagético).
II.O uso do 'internetês' (abreviações como 'vc', 'pq') comprovadamente prejudica a capacidade cognitiva dos alunos de aprender a norma-padrão, devendo ser estritamente proibido em qualquer atividade escolar.
III.A noção de 'erro' gramatical em ambientes digitais informais (como chats) deve ser relativizada, compreendendo-a como uma variação ou adequação ao meio, que valoriza a velocidade e a informalidade, diferentemente de um texto acadêmico.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894884 Português
A concordância verbal e nominal é um dos pilares da sintaxe da norma-padrão, estabelecendo a harmonia entre os termos da oração. A regra geral da concordância verbal dita que o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. Contudo, existem numerosos casos especiais que geram dúvidas, como sujeitos compostos, expressões partitivas ('a maioria de'), pronomes relativos ('que'/'quem') e, especialmente, o uso de verbos impessoais como 'haver' no sentido de 'existir', que deve permanecer invariável.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as regras de concordância verbal:

I.Na frase 'Houveram muitos problemas na reunião', a concordância está correta, pois o verbo 'haver' concorda com o sujeito plural 'muitos problemas'.
II.Em 'Faz cinco anos que não o vejo', o verbo 'fazer', indicando tempo decorrido, deve ficar no singular, pois é impessoal.
III.Se o sujeito é composto e posposto ao verbo (ex: 'Chegou o pai e o filho'), a norma-padrão permite tanto a concordância atrativa (com o mais próximo: 'Chegou') quanto a concordância com a soma dos núcleos (plural: 'Chegaram').

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894883 Português
A distinção entre linguagem literária e não literária é fundamental na análise textual, baseando-se na intencionalidade do discurso. A linguagem não literária foca na referencialidade e objetividade, visando informar de maneira direta. A linguagem literária, por sua vez, utiliza recursos que visam a construção estética e a multiplicidade de sentidos, sendo este um campo fértil para os estilos contemporâneos. Sobre as características que definem a linguagem literária, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3894882 Português
A regência, tanto verbal quanto nominal, estuda a relação de dependência entre um termo regente (verbo ou nome) e seu termo regido (complemento), muitas vezes estabelecida por uma preposição. O domínio da regência padrão é crucial para a norma culta, embora na linguagem coloquial muitas dessas regras sejam flexibilizadas. O professor de Língua Portuguesa enfrenta o desafio de ensinar regências específicas que divergem do uso comum, como a do verbo 'assistir' (no sentido de 'ver', exige preposição 'a') ou 'implicar' (no sentido de 'acarretar', é transitivo direto, sem preposição 'em').

Acerca das regras de regência verbal da norma-padrão, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O verbo 'implicar', no sentido de 'ter como consequência' ou 'acarretar', é transitivo direto, sendo inadequado na norma-padrão o uso da preposição 'em' (ex: 'Isso implica *em* custos').
(__)O verbo 'assistir', no sentido de 'prestar ajuda' ou 'auxiliar', é transitivo indireto, exigindo a preposição 'a' (ex: 'O médico assistiu *ao* paciente').
(__)O verbo 'esquecer', quando pronominal ('esquecer-se'), exige a preposição 'de' (ex: 'Eu me esqueci *do* compromisso'); já na forma não pronominal, é transitivo direto (ex: 'Eu esqueci *o* compromisso').
(__)O verbo 'visar', no sentido de 'almejar' ou 'ter como objetivo', rege a preposição 'a' (ex: 'Visamos *ao* sucesso'); no sentido de 'mirar' ou 'dar visto', é transitivo direto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894881 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos que conferem maior expressividade, ênfase ou originalidade à comunicação, desviando-se do uso literal da linguagem. No ensino de Língua Portuguesa, é fundamental que o professor não apenas ensine a nomenclatura, mas também a função discursiva dessas figuras. Duas das figuras de pensamento mais recorrentes, e por vezes confundidas, são a metáfora e a metonímia. A metáfora baseia-se numa relação de similaridade (uma comparação implícita), enquanto a metonímia se fundamenta numa relação de contiguidade ou associação lógica (a parte pelo todo, o autor pela obra, etc.). Analisar essa distinção é essencial para a compreensão profunda de textos literários e publicitários. Diante disso, assinale a alternativa que define corretamente a operação de uma dessas figuras.
Alternativas
Q3894880 Português
Roman Jakobson, em seus estudos sobre a teoria da comunicação, propôs um modelo que identifica seis funções da linguagem, cada uma centrada em um dos elementos do processo comunicativo (emissor, receptor, mensagem, código, canal, referente). Raramente uma mensagem desempenha uma única função; geralmente, há uma hierarquia, com uma função predominante e outras secundárias. A capacidade de um professor de Língua Portuguesa de identificar essas predominâncias é crucial para a análise textual, seja em um poema lírico, um discurso político ou uma notícia de jornal. A função poética, por exemplo, foca na mensagem por ela mesma, enquanto a referencial foca no contexto (referente).

Acerca das funções da linguagem e sua aplicação na análise textual, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A função conativa, centrada no emissor, utiliza predominantemente verbos na primeira pessoa e interjeições para expressar a subjetividade e o estado emocional.
(__)A função fática tem como objetivo principal testar o referente, verificando a precisão das informações transmitidas sobre o contexto.
(__)A função poética é exclusiva de textos literários, como poemas e romances, não ocorrendo em publicidade ou conversas cotidianas.
(__)A função metalinguística ocorre quando a linguagem é utilizada para falar sobre si mesma, como em um dicionário que define uma palavra ou uma gramática que explica uma regra.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3894879 Português
O uso da vírgula é um dos tópicos mais complexos da sintaxe normativa da Língua Portuguesa, pois suas regras não estão associadas a pausas para respiração, mas sim à estrutura sintática do período. O professor deve enfatizar a regra de ouro: não se separa por vírgula o sujeito do predicado, nem o verbo de seus complementos (objetos direto e indireto). No entanto, a vírgula é obrigatória para isolar termos deslocados (como adjuntos adverbiais de longa extensão), apostos explicativos, vocativos e orações subordinadas adjetivas explicativas. O uso incorreto da vírgula pode gerar ambiguidade ou alterar drasticamente o sentido da frase. Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está plenamente de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3894878 Português
O estudo dos gêneros narrativos é essencial para o professor de Língua Portuguesa, pois, embora compartilhem elementos estruturais básicos (enredo, personagens, tempo, espaço, narrador), o conto, a crônica e o romance diferenciam-se significativamente em termos de extensão, complexidade e foco. O romance permite o desenvolvimento aprofundado de múltiplos núcleos de personagens e tramas paralelas, sendo uma narrativa longa. O conto se caracteriza pela concisão e pela unidade de efeito, geralmente focando em um único conflito em uma narrativa curta. A crônica, por sua vez, situa-se frequentemente na fronteira entre o jornalismo e a literatura, partindo de fatos cotidianos para tecer uma reflexão.

Acerca das características distintivas dessas formas narrativas, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O romance é marcado pela brevidade e pela intensidade, concentrando a ação em um único dia e com um número reduzido de personagens, visando um clímax imediato.
(__)A crônica é um gênero híbrido que frequentemente utiliza fatos do cotidiano como ponto de partida para uma reflexão subjetiva, irônica ou lírica, sendo muito veiculada em jornais e revistas.
(__)O conto, por sua longa extensão, permite a digressão filosófica e a análise psicológica profunda de dezenas de personagens ao longo de várias gerações.
(__)Diferentemente do romance, o conto tende a apresentar um único núcleo dramático, desenvolvendo uma trama linear e concisa que se encaminha rapidamente para o desfecho.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
2521: D
2522: D
2523: A
2524: A
2525: B
2526: C
2527: A
2528: D
2529: C
2530: B
2531: A
2532: B
2533: B
2534: A
2535: B
2536: C
2537: D
2538: D
2539: D
2540: D