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Analise o excerto a seguir.
“As origens desta revolução derivaram de quatro formas diferenciadas de oposição ao Antigo Regime e que teriam dado origem a quatro revoluções ou a quatro modos distintos de encaminhar o processo de transformação. Uma revolução aristocrática, que reivindicava a descentralização além da autonomia local e que no século XVIII estava longe de representar valores feudais. Uma revolução burguesa, que tinha como projeto a eliminação dos entraves à produção e que propunha a propriedade privada, mas que continha variantes mais radicais, adeptas à república. Uma revolução camponesa, que almejava a conquista da terra pelos camponeses e a eliminação de todas as formas de exploração antigas. Uma revolução popular, constituída pela junção de setores radicais da burguesia com os pobres urbanos que, além da melhoria das condições de vida e trabalho, não conseguiam exprimir claramente o seu projeto”
(RODRIGUES, Antônio Edmilson Martins. As revoluções burguesas. In: REIS FILHO, Daniel Aarão, FERREIRA, Jorge, ZENHA, Celeste. O século XX. O tempo das certezas. Da formação do capitalismo à Primeira Grande Guerra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 119. Adaptado.)
É correto afirmar que o texto se refere à
Leia os textos a seguir.
Texto 1
“A greve dos ganhadores, ocorrida em Salvador em 1857, foi o primeiro movimento grevista envolvendo todo um setor sensível da classe trabalhadora urbana no Brasil, trabalhadores responsáveis pelo transporte, por toda a cidade, de pessoas livres de vária ordem e objetos de todo tipo. A cidade simplesmente parou. A greve – termo aqui usado no sentido de paralisação do trabalho, e apenas isso – nada deveu aos modelos de mobilização da classe operária europeia que iriam predominar pouco mais tarde entre os proletários brasileiros e imigrantes. Não era revolta, não era quilombo, as formas clássicas de resistência escrava, não era sequer um protesto contra a escravidão, mas uma suspensão do trabalho africano, e não apenas o escravizado, contra o Estado.”
(REIS, João José. Ganhadores. A greve negra de 1857 na Bahia. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Pp. 17. Adaptado)
Texto 2
“Os momentos de mobilização em várias cidades brasileiras, como os contextos de intensificação de greves de 1902-1903, 1906-1907, 1917-1919 ou o movimento contra a carestia de vida de 1913, apontam para uma outra questão: a de que esses momentos ímpares da ação coletiva envolviam muito mais gente do que o número restrito de trabalhadores – sobretudo qualificados – pertencentes às sociedades operárias. São nesses processos que a classe como uma realidade histórica aparece, na medida em que os interesses coletivos se sobrepõem aos interesses individuais e corporativos. É então que podemos falar de formação de classe operária como um processo conflituoso, marcado por avanços e recuos, pelo fazer-se e pelo desfazer-se da classe, que surge na organização, na ação coletiva, em toda a manifestação que afirma seu caráter de classe.”
(BATALHA, Cláudio. Formação da classe operária e projetos de identidade coletiva. In: FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930 – Primeira República (1889- 1930). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. Pp. 173)
Os textos discutem movimentos paredistas de trabalhadores brasileiros em contextos históricos distantes no tempo e na própria natureza da exploração do trabalho. Mesmo tratando de processos e tempos históricos distintos, é correto afirmar que eles
Analise o excerto a seguir.
“A venda de uma esposa não era de modo algum um caso fortuito, sendo raramente um evento cômico. Era altamente ritualizada: devia ser realizada em público e com cerimonial estabelecido. É possível que houvesse duas formas de venda de esposa, preferidas em regiões diferentes do país e coincidentes em certos pontos: 1) a forma que requer a publicidade na praça do mercado e o uso da corda amarrando o pescoço ou a cintura da esposa e; 2) a forma que envolve um contrato de venda, firmado na presença de testemunhas, e um ritual abreviado de ‘entrega’ num bar público.”
(THOMPSON, Edward Palmer. Costumes em comum. Trad. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 315 - Adaptado)
É reconhecida a contribuição do historiador britânico Edward P. Thompson para a compreensão da formação da classe operária inglesa e, consequentemente, do próprio conceito de classe social de forma mais abrangente.
Considerando-se essa contribuição, é correto afirmar que o texto de Thompson
Analise o texto a seguir.
“Na literatura especializada, parece existir certa dificuldade em reconhecer que, entre 1945 e 1964, o Brasil conheceu uma experiência democrática. Embora o regime tivesse sido fundado por uma Assembleia Constituinte soberana, os direitos civis estivessem garantidos, a separação de poderes assegurada, a imprensa livre e os governantes eleitos pela população pelo voto secreto e direto, a experiência, alegam muitos, não teria sido democrática.”
(FERREIRA, Jorge. Crises da República: 1954, 1955 e 1961. IN: FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil republicano. O tempo da experiência democrática. Da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. Pp. 336)
O texto apresenta uma crítica a um tipo específico de interpretação do período em tela.
É correto afirmar que essa crítica se direciona à utilização do conceito de
Há um debate historiográfico bastante pronunciado, conquanto não exclusivo, entre duas correntes na interpretação da história do Brasil, notadamente em seus três primeiros séculos. De um lado, há as interpretações vinculadas ao modelo do “Antigo Sistema Colonial” e, de outro, aquelas ligadas ao modelo do “Antigo Regime nos Trópicos”.
Associe o modelo histórico à sua interpretação.
MODELOS HISTÓRICOS
1 – Antigo Sistema Colonial
2 – Antigo Regime nos Trópicos
INTERPRETAÇÕES
( ) A história da colonização no Brasil reflete o amadurecimento das relações administrativas na Península Ibérica e aponta para uma ampla trajetória de negociação na construção de uma governabilidade, gerando uma economia política de privilégios.
( ) A história do Brasil em seu período colonial se assemelha à de outras colônias no mesmo período, tendo por característica principal sua colaboração com a produção da acumulação primitiva do capital, base para o desenvolvimento capitalista na Europa.
( ) Para a devida compreensão da dinâmica imperial portuguesa é necessário considerar como as regras jurídicas e administrativas portuguesas foram incorporadas e trabalhadas na dinâmica ultramarina.
( ) A exploração metropolitana, por meio do exclusivo comercial, reforça o caráter global do sistema de colonização, diminuindo a importância – embora não desconsiderando a existência – da negociação política e administrativa locais.
( ) A escravidão nas colônias portuguesas não pode ser explicada, apenas, pelos fatores relativos à necessidade da exploração econômica; antes, tem relação com a própria lógica que naturalizava a hierarquia social nas sociedades europeias de então.
A sequência correta é apresentada em
Leia as afirmações a seguir.
I - O crescimento populacional da América Latina, no século XX, foi um dos maiores do mundo, levando a um acelerado processo de urbanização que, contudo, não alterou o perfil agrícola da região, exceto pelos casos do Brasil e da Argentina.
II - O processo de industrialização e de urbanização na América Latina não foi homogêneo; apesar disso, foi comum a praticamente todos os países da região uma aguda concentração da renda da população.
III - Tanto o setor industrial como o setor de serviços avançaram enormemente na conformação das economias dos países latino-americanos ao longo do século XX, levando à perda relativa de participação do trabalho agrícola na composição do PIB regional.
IV - O processo de industrialização da América Latina, heterogêneo e lento, não impactou a estrutura urbana dos países da região, permitindo, ao contrário, o fortalecimento das regiões agrícolas na maioria dos países.
V - Houve grande crescimento industrial na América Latina, sobretudo após os anos 1950 e a aceleração do processo de urbanização nos países da região, a despeito da política de industrialização substitutiva das importações, que buscava aprofundar a dependência industrial latino-americana com os países desenvolvidos.
É correto apenas o que se afirma em
Leia as afirmações a seguir e informe (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Parte da historiografia sobre o fascismo, especialmente aquela do imediato pós-II Guerra Mundial, dedica-se a compreender o fenômeno como parte da história alemã e, se muito, da italiana, delimitando suas possíveis implicações futuras em novas realidades históricas.
( ) Os estudos acerca do fascismo foram muito prejudicados pela abertura dos arquivos da Segunda Guerra Mundial, a partir dos anos 1980, pois isso retirou o foco da discussão sobre o fenômeno e destacou o conflito mundial em primeiro plano.
( ) Muitos governos formados na Europa do pós-II Guerra Mundial eram compostos por quadros que serviram, direta ou indiretamente, ao nazismo o que colaborou, por certo período, com uma interpretação restritiva do fenômeno fascista, essencialmente pautada pelo esquecimento e pelo silenciamento.
( ) O conceito de totalitarismo aborda a relação do fascismo com a história alemã, buscando compreender a vinculação como um desvio dentro da história europeia, portanto irreproduzível em qualquer outra realidade ou região.
( ) Há estudos que apontam para a universalidade do fascismo como fenômeno histórico, o que permitiria extrapolar as interpretações que o vinculam a um processo histórico e a um período específicos.
A sequência está indicada corretamente em
Analise o excerto a seguir.
“Os baianos, àquela altura de sua história [década de 1950], tinham sido capazes, sem dúvida, de ajudar vigorosamente a industrialização paulista que, a partir dos anos 30, havia fixado definitivamente o seu papel altamente dinâmico no crescimento econômico brasileiro. A ajuda se fazia não só em termos financeiros (especialmente através do grande saldo de divisas proveniente de nossas exportações para o Resto do Mundo, avidamente disputado pelas indústrias meridionais para importação, principalmente, de bens de capital), mas também através de braços: éramos então, com efeito, o maior Estado de emigrantes dentre todos os da Federação, com a característica adicional de haver sido crescente esse fluxo migratório de boa parcela de nossa população jovem, no transcorrer dos anos 50.”
(SIMÕES, Jairo. Evolução recente da economia baiana. IN: PESSOTI, Gustavo Casseb (org.). Memórias da economia baiana. Salvador: SEI, 2020. Pp. 199)
O texto aborda um aspecto muito característico da economia baiana em meados do século XX na medida em que permite avaliar o quadro geral da industrialização brasileira no período.
Sobre este tema é correto afirmar que
Analise o excerto a seguir.
“O episódio aconteceu na aldeia Pataxó de Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz de Cabrália, localizado no extremo Sul da Bahia (...). Curiosos para encontrar de imediato os “índios do Descobrimento”, os turistas demonstravam certa frustação ao percorrer a aldeia (...). Impacientes, se dirigiam a um homem que varria o chão de uma das cabanas e perguntaram: ‘Senhor, a que horas os índios estarão aqui?’. De forma inusitada, o homem que vestia calça jeans e blusa com propaganda comercial, respondeu: ‘Já estamos aqui. Esperem um pouco que estamos arrumando as mercadorias para abrir a loja’. Inconformados e insistentes, os turistas replicaram: ‘Não, moço. Queremos ver os índios de verdade. Que horas eles chegarão?’. Pacientemente e, certamente, já acostumado com tal comportamento, o rapaz novamente respondeu: ‘Vocês estão diante de um índio Pataxó e, até que me provem o contrário, sou de verdade!’”.
(CANCELA, Francisco. Velhos e novos desafios da História Indígena no Brasil. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.). Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. pp.12-14).
O episódio narrado revela dois aspectos importantes da relação historicamente estabelecida entre a população não indígena e os povos indígenas no Brasil. De um lado, o modo como, frequentemente, as pessoas não indígenas concebem os sujeitos indígenas. De outro, uma forma de resistência e agência indígena no decorrer desse processo.
É correto afirmar que esses dois aspectos que se apresentam no relato destacado acima podem ser descritos, respectivamente, pelos conceitos de
Acerca das reflexões, promovidas nos últimos anos pela historiografia, sobre as experiências vivenciadas pelos povos indígenas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), analise as afirmações a seguir.
I – Uma das formas de violência vivenciadas pelos indígenas durante a ditadura militar brasileira se deu por meio da ação dos próprios órgãos indigenistas oficiais, como a Funai.
II – Uma das estratégias discursivas mobilizadas pela propaganda política do regime militar foi a de promover uma vinculação entre o discurso desenvolvimentista e a ideia de valorização dos povos indígenas habitantes do território brasileiro.
III – A análise das violações de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas no período da ditadura militar brasileira nos permite perceber a intrínseca relação existente entre violência estatal e os interesses do capital privado.
IV – Uma das dimensões importantes dos autoritarismos vivenciados pelos indígenas em relação à experiência da ditadura militar foram os silenciamentos que invisibilizaram a presença, o protagonismo e resistência dos povos originários neste período.
V – A violência impetrada pelo Estado brasileiro contra os povos indígenas durante a ditadura militar pode ser lida como uma das permanências da lógica colonialista dos aparelhos estatais.
É correto afirmar que
Analise o fragmento de texto a seguir.
“Aqui nesta região do mundo, que a memória mais recente instituiu que se chama América, aqui nesta parte mais restrita, que nós chamamos de Brasil, muito antes de ser América e muito antes de ter um carimbo de fronteiras que separa os países vizinhos e distantes, nossas famílias grandes já viviam aqui. Essas nossas famílias grandes, que já viviam aqui, são essa gente que hoje é reconhecida como tribos (...). Nessa antiguidade desses lugares a nossa narrativa brota, e recupera os feitos dos nossos heróis fundadores (...). Quando eu vejo as narrativas, mesmo as narrativas chamadas antigas, do Ocidente, as mais antigas, elas sempre são datadas. Nas narrativas tradicionais do nosso povo, das nossas tribos, não tem data, é quando foi criado o fogo, é quando foi criada a Lua, quando nasceram as estrelas, quando nasceram as montanhas, quando nasceram os rios. Antes, antes, já existe uma memória puxando o sentido das coisas, relacionando o sentido da fundação do mundo com a vida, com o comportamento nosso, com aquilo que pode ser entendido como o jeito de viver”
(KRENAK, Ailton. Antes, o mundo não existia. In: NOVAES, Adauto (Org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura, 1992. pp.201-202).
É correto afirmar que o fragmento evoca uma reflexão sobre
Analise o excerto a seguir.
“(...) vários povos indígenas estão mobilizando esforços para a produção de vídeos e documentários retratando o cotidiano das aldeias, em que velhos, velhas, pajés e lideranças indígenas são entrevistados ou são solicitados para deporem sobre as histórias de seu povo, da sua comunidade, a exemplo dos Xavante, Terena e Kaxinawa. É uma maneira de estabelecer o diálogo do presente com o passado, ressignificando e revigorando as tradições (...)."
(BRITO, Edson Machado de. O ensino de História como lugar privilegiado para o estabelecimento de um novo diálogo com a cultura indígena nas escolas brasileiras de nível básico. Fronteiras , Dourados, v.11, n.20, jul./ dez. 2009, p. 65).
Com base nas discussões sobre o ensino de história indígena e, a partir da análise do trecho acima, é correto dizer que o
Analise o texto a seguir.
“A fundação da cidade do Salvador teve início a partir da instalação do Governo Geral como uma tentativa de efetivar os projetos de povoamento, colonização e defesa. A cidade fortaleza planejada foi erguida em 1549 no alto de uma montanha no interior da Baía de Todos os Santos seguindo as determinações do traçado definido pelo Rei, no regimento de 1548, de ser erguida em pedra, cal e barro, ou ‘taipes ou madeira, como melhor poder ser, de maneira que seja forte’, para assim garantir a segurança dos moradores. Por não encontrar de imediato a pedra e seguindo a orientação do regimento, a pedra foi substituída pela madeira das paliçadas e, depois, pelo barro, o que permite afirmar que a arquitetura militar de Salvador era, nos seus primeiros anos, construções de fibras secas tecidas ou uma combinação de vários materiais que tivessem boa resistência às intempéries (...), as casas eram de madeira e palha; o muro de varas, galhos e cipós entrelaçados de barro”.
(SANTOS, Patrícia Verônica Pereira dos. Os índios e a Fundação de Salvador. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.). Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. p. 40).
Com base no trecho anterior e no referido estudo de Patrícia dos Santos, analise as afirmações a seguir classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Na construção da cidade de Salvador/BA foram utilizadas técnicas oriundas dos povos tupinambás, muitas delas utilizadas por eles para se defenderem dos ataques dos europeus.
( ) A dependência da mão de obra indígena na construção da cidade revela um dos aspectos importantes da ação colonizadora portuguesa sobre esses povos, qual seja o aprisionamento de indígenas para escravização.
( ) As revoltas e fugas protagonizadas pelos indígenas nesse período demonstram uma das formas de agência indígena nesse processo, forçando a Coroa portuguesa a ações como a de estabelecer alianças com grupos indígenas da região.
( ) Embora tenham tido uma atuação importante nos trabalhos de construção e manutenção da cidade de Salvador, os indígenas não atuavam nas propriedades particulares, como os engenhos, onde utilizava-se mão de obra africana.
( ) A queda populacional dos indígenas decorrente de fome, maus tratos, repressão violenta às revoltas, excesso de trabalho e proliferação de doenças infectocontagiosas é um dos fatores que ajuda a explicar a paulatina incorporação de escravos africanos como mão de obra na região.
De acordo a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última, é
Analise os excertos a seguir.
“Toda pesquisa historiográfica se articula com um lugar de produção socioeconômico, político e cultural (...). É em função deste lugar que se instauram os métodos, que se delineia uma topografia de interesses, que os documentos e as questões, que lhe serão propostas, se organizam”.
(CERTEAU, Michel. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. pp. 66-67).
“Logo após as primeiras manifestações do ano de 2015 que pediam, de maneira mais ou menos explícita, uma intervenção militar no Brasil, variações de um meme passaram a povoar as redes sociais brasileiras: de um lado, fotografias de manifestantes e de suas faixas (quase sempre as mais insólitas, como aquela que, em um arremedo da língua inglesa, pedia: “People Emanates... Help! Military Intervetion Already!”); de outro, o contraponto a esses clamores, diagnosticados como falta de conhecimento ou desrespeito à história política recente, com o uso da frase ‘Por mais livros de História!’”.
(MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo. Introdução. In: MAUAD, Ana Maria; ALMEIDA, Juniele Rabêlo de; SANTHIAGO, Ricardo (Orgs.). História Pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. p. 11).
Com base nas discussões realizadas no campo da teoria da história e da história da historiografia, é correto afirmar que a análise conjunta dos trechos destacados acima permite