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Q3143812 Português
"_________ visão inicial, a moqueca, não passa de um sonho. Fantasia. ___________ apenas como objeto da imaginação. Na imaginação tudo acontece magicamente, imediatamente. O simples desejo faz __________ coisa acontecer. Mas acontece que moquecas sonhadas não podem ser comidas. Não dão prazer ___________ ninguém. [...] A culinária é a arte de transformar sabores sonhados em sabores reais."

No excerto, de Rubem Alves, em Variações sobre o prazer , a sequência que preenche corretamente as lacunas é:
Alternativas
Q3143811 Português
Vini Jr. causa à Espanha o incômodo de encarar seu
próprio racismo



Jogador faz com que, enfim, o tema precise ser discutido
no país; por isso, ele é mais odiado que o problema



Carlos Massari e Aurélio Araújo, São Paulo (SP) | 30 de outubro de
2024


Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]. Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.

Talvez aí resida o problema. O Brasil é um país com níveis altos de racismo, mas já foi pior. Nas últimas décadas, fomos forçados a ter essa discussão que evitamos por tanto tempo, enquanto muitos ainda acreditavam no fantasioso mito da democracia racial. [...]

Mesmo assim, pode-se dizer que estamos à frente de outros países, onde a discussão sobre o racismo ainda é incômoda demais para ser tão colocada em pauta como Vini Jr. faz. E ele o faz só por existir. [...]

Em maio de 2023, num dos vários episódios em que Vini foi alvo de racistas, [...] ele reagiu. Apontou ao árbitro vários daqueles que cometiam esses atos deploráveis contra ele. Seu ato de coragem foi respondido com duas atitudes muito diferentes. De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola. No TikTok, por exemplo, surgiu a trend "España no es racista, pero..." (a Espanha não é racista, mas...), em que espanhóis e imigrantes de pele escura relatavam casos chocantes de racismo sofridos no país. Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito, uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: "Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha". [...]

É comum que a culpa pelas agressões racistas que sofre recaiam sobre o próprio Vinícius Jr. Supostamente, "ele provoca". Esse discurso não é restrito a uma ideologia ou a um espectro político − Borja Sanjuan Roca, presidente do Partido Socialista de Valencia, chegou a dizer que o brasileiro "é uma vergonha para o futebol". A "provocação" de Vini é ser ele mesmo. É gingar, bailar, exibir o futebol com os traços que marcaram o Brasil pentacampeão mundial. E é também não ficar quieto quando é ofendido, não tapar os ouvidos para os gritos que vêm da arquibancada. Quando aponta torcedores nas arquibancadas fazendo gestos racistas, Vini causa à Espanha um enorme incômodo: faz com que ela se olhe no espelho. Faz com que a sujeira escondida debaixo do tapete seja exposta. Faz com que, enfim, o racismo precise ser discutido. Por isso, ele é mais odiado que o problema.

O Diario Sport, um dos principais jornais esportivos espanhóis, publicou no dia da premiação da Bola de Ouro [...] que Rodri ganhou o prêmio "pelos valores". "Vinícius tem muito o que aprender. Seus protestos e reclamações, seus atos reprováveis sobre o gramado e a sensação de que não aprende custaram votos a ele", diz.

[...] No sábado, o Barcelona goleou o Real Madrid por 4 a 0 jogando na casa do adversário. Houve gritos e provocações da arquibancada contra Yamal (jogador negro e filho de imigrantes). "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol, mas eu estava pensando sobre a goleada de 4 a 0, a performance do time e a próxima partida", disse o atacante ao ser questionado sobre o assunto.

Essa, infelizmente, é a postura e os valores que se espera de Vinícius. Pode-se, no máximo, mencionar que houve insultos racistas, mas eles são só um detalhe. Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista.



(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/30/vini-jr-causa-a-espanha-o-i
ncomodo-de-encarar-seu-proprio-racismo. Acesso em: 10 nov. 2024.
Adaptado.)
A partir da leitura do texto, analise as proposições que seguem e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)Em "Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.", pode-se inferir que inúmeras pessoas compreendem que a atuação do jogador de futebol dá-se dentro e fora de campo, indo além do sujeito atleta, ou seja, ele é também um sujeito cidadão.
(__)A expressão "Talvez aí resida o problema" introduz uma ideia nova ao texto, a de que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo em comparação à Espanha, portanto, o fato de Vini Jr. ser brasileiro faz com ele sofra mais racismo jogando na Europa.
(__)Apesar de as discussões a respeito do racismo no Brasil ainda serem lentas e insuficientes, com avanços nas conquistas e políticas públicas sob constantes ameaças, pode-se entender que estamos à frente de outras nações, incluindo as europeias. Aqui, a discussão sobre racismo incomoda, mas persistimos. Lá, o incômodo é maior do que a necessidade e a importância de discuti-lo e combatê-lo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3143810 Português
Vini Jr. causa à Espanha o incômodo de encarar seu
próprio racismo



Jogador faz com que, enfim, o tema precise ser discutido
no país; por isso, ele é mais odiado que o problema



Carlos Massari e Aurélio Araújo, São Paulo (SP) | 30 de outubro de
2024


Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]. Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.

Talvez aí resida o problema. O Brasil é um país com níveis altos de racismo, mas já foi pior. Nas últimas décadas, fomos forçados a ter essa discussão que evitamos por tanto tempo, enquanto muitos ainda acreditavam no fantasioso mito da democracia racial. [...]

Mesmo assim, pode-se dizer que estamos à frente de outros países, onde a discussão sobre o racismo ainda é incômoda demais para ser tão colocada em pauta como Vini Jr. faz. E ele o faz só por existir. [...]

Em maio de 2023, num dos vários episódios em que Vini foi alvo de racistas, [...] ele reagiu. Apontou ao árbitro vários daqueles que cometiam esses atos deploráveis contra ele. Seu ato de coragem foi respondido com duas atitudes muito diferentes. De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola. No TikTok, por exemplo, surgiu a trend "España no es racista, pero..." (a Espanha não é racista, mas...), em que espanhóis e imigrantes de pele escura relatavam casos chocantes de racismo sofridos no país. Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito, uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: "Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha". [...]

É comum que a culpa pelas agressões racistas que sofre recaiam sobre o próprio Vinícius Jr. Supostamente, "ele provoca". Esse discurso não é restrito a uma ideologia ou a um espectro político − Borja Sanjuan Roca, presidente do Partido Socialista de Valencia, chegou a dizer que o brasileiro "é uma vergonha para o futebol". A "provocação" de Vini é ser ele mesmo. É gingar, bailar, exibir o futebol com os traços que marcaram o Brasil pentacampeão mundial. E é também não ficar quieto quando é ofendido, não tapar os ouvidos para os gritos que vêm da arquibancada. Quando aponta torcedores nas arquibancadas fazendo gestos racistas, Vini causa à Espanha um enorme incômodo: faz com que ela se olhe no espelho. Faz com que a sujeira escondida debaixo do tapete seja exposta. Faz com que, enfim, o racismo precise ser discutido. Por isso, ele é mais odiado que o problema.

O Diario Sport, um dos principais jornais esportivos espanhóis, publicou no dia da premiação da Bola de Ouro [...] que Rodri ganhou o prêmio "pelos valores". "Vinícius tem muito o que aprender. Seus protestos e reclamações, seus atos reprováveis sobre o gramado e a sensação de que não aprende custaram votos a ele", diz.

[...] No sábado, o Barcelona goleou o Real Madrid por 4 a 0 jogando na casa do adversário. Houve gritos e provocações da arquibancada contra Yamal (jogador negro e filho de imigrantes). "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol, mas eu estava pensando sobre a goleada de 4 a 0, a performance do time e a próxima partida", disse o atacante ao ser questionado sobre o assunto.

Essa, infelizmente, é a postura e os valores que se espera de Vinícius. Pode-se, no máximo, mencionar que houve insultos racistas, mas eles são só um detalhe. Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista.



(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/30/vini-jr-causa-a-espanha-o-i
ncomodo-de-encarar-seu-proprio-racismo. Acesso em: 10 nov. 2024.
Adaptado.)
Analise as assertivas que tratam das várias concepções racistas abordadas no artigo:

I.Para muitas pessoas, se o negro quer ser aceito na sociedade, ele precisa ficar quieto e não ficar denunciando atos racistas todo tempo. Sua existência enquanto pessoa negra já é suficiente para confrontar a sociedade.

II.Vini Jr. é o único responsável por ter perdido a Bola de Ouro, afinal, ele deve se preocupar com jogar futebol e não com denunciar atos racistas ocorridos no campo de futebol. Ele deve ignorar o que ouve e vê, seja dos torcedores, seja de outros atletas e arbitragem.

III.Vini Jr. perdeu a Bola de Ouro porque seus atos são reprováveis. Ainda que seja um excelente atleta, ele precisa aprender outros valores e amadurecer.

IV.Para o racismo existir, é preciso que, quem o sofre, dê atenção ao fato. Nesse sentido, quando Yamal ignora os gritos e provocações da arquibancada e diz "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol", ele rompeu com a lógica racista. Isso é muito mais efetivo do que o caminho escolhido por Vini Jr.

De acordo com o texto, são concepções racistas o que se afirma em:
Alternativas
Q3143809 Português
Vini Jr. causa à Espanha o incômodo de encarar seu
próprio racismo



Jogador faz com que, enfim, o tema precise ser discutido
no país; por isso, ele é mais odiado que o problema



Carlos Massari e Aurélio Araújo, São Paulo (SP) | 30 de outubro de
2024


Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]. Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.

Talvez aí resida o problema. O Brasil é um país com níveis altos de racismo, mas já foi pior. Nas últimas décadas, fomos forçados a ter essa discussão que evitamos por tanto tempo, enquanto muitos ainda acreditavam no fantasioso mito da democracia racial. [...]

Mesmo assim, pode-se dizer que estamos à frente de outros países, onde a discussão sobre o racismo ainda é incômoda demais para ser tão colocada em pauta como Vini Jr. faz. E ele o faz só por existir. [...]

Em maio de 2023, num dos vários episódios em que Vini foi alvo de racistas, [...] ele reagiu. Apontou ao árbitro vários daqueles que cometiam esses atos deploráveis contra ele. Seu ato de coragem foi respondido com duas atitudes muito diferentes. De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola. No TikTok, por exemplo, surgiu a trend "España no es racista, pero..." (a Espanha não é racista, mas...), em que espanhóis e imigrantes de pele escura relatavam casos chocantes de racismo sofridos no país. Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito, uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: "Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha". [...]

É comum que a culpa pelas agressões racistas que sofre recaiam sobre o próprio Vinícius Jr. Supostamente, "ele provoca". Esse discurso não é restrito a uma ideologia ou a um espectro político − Borja Sanjuan Roca, presidente do Partido Socialista de Valencia, chegou a dizer que o brasileiro "é uma vergonha para o futebol". A "provocação" de Vini é ser ele mesmo. É gingar, bailar, exibir o futebol com os traços que marcaram o Brasil pentacampeão mundial. E é também não ficar quieto quando é ofendido, não tapar os ouvidos para os gritos que vêm da arquibancada. Quando aponta torcedores nas arquibancadas fazendo gestos racistas, Vini causa à Espanha um enorme incômodo: faz com que ela se olhe no espelho. Faz com que a sujeira escondida debaixo do tapete seja exposta. Faz com que, enfim, o racismo precise ser discutido. Por isso, ele é mais odiado que o problema.

O Diario Sport, um dos principais jornais esportivos espanhóis, publicou no dia da premiação da Bola de Ouro [...] que Rodri ganhou o prêmio "pelos valores". "Vinícius tem muito o que aprender. Seus protestos e reclamações, seus atos reprováveis sobre o gramado e a sensação de que não aprende custaram votos a ele", diz.

[...] No sábado, o Barcelona goleou o Real Madrid por 4 a 0 jogando na casa do adversário. Houve gritos e provocações da arquibancada contra Yamal (jogador negro e filho de imigrantes). "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol, mas eu estava pensando sobre a goleada de 4 a 0, a performance do time e a próxima partida", disse o atacante ao ser questionado sobre o assunto.

Essa, infelizmente, é a postura e os valores que se espera de Vinícius. Pode-se, no máximo, mencionar que houve insultos racistas, mas eles são só um detalhe. Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista.



(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/30/vini-jr-causa-a-espanha-o-i
ncomodo-de-encarar-seu-proprio-racismo. Acesso em: 10 nov. 2024.
Adaptado.)
Em "Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista", a expressão cof cof: 
Alternativas
Q3143808 Português
Vini Jr. causa à Espanha o incômodo de encarar seu
próprio racismo



Jogador faz com que, enfim, o tema precise ser discutido
no país; por isso, ele é mais odiado que o problema



Carlos Massari e Aurélio Araújo, São Paulo (SP) | 30 de outubro de
2024


Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]. Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.

Talvez aí resida o problema. O Brasil é um país com níveis altos de racismo, mas já foi pior. Nas últimas décadas, fomos forçados a ter essa discussão que evitamos por tanto tempo, enquanto muitos ainda acreditavam no fantasioso mito da democracia racial. [...]

Mesmo assim, pode-se dizer que estamos à frente de outros países, onde a discussão sobre o racismo ainda é incômoda demais para ser tão colocada em pauta como Vini Jr. faz. E ele o faz só por existir. [...]

Em maio de 2023, num dos vários episódios em que Vini foi alvo de racistas, [...] ele reagiu. Apontou ao árbitro vários daqueles que cometiam esses atos deploráveis contra ele. Seu ato de coragem foi respondido com duas atitudes muito diferentes. De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola. No TikTok, por exemplo, surgiu a trend "España no es racista, pero..." (a Espanha não é racista, mas...), em que espanhóis e imigrantes de pele escura relatavam casos chocantes de racismo sofridos no país. Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito, uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: "Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha". [...]

É comum que a culpa pelas agressões racistas que sofre recaiam sobre o próprio Vinícius Jr. Supostamente, "ele provoca". Esse discurso não é restrito a uma ideologia ou a um espectro político − Borja Sanjuan Roca, presidente do Partido Socialista de Valencia, chegou a dizer que o brasileiro "é uma vergonha para o futebol". A "provocação" de Vini é ser ele mesmo. É gingar, bailar, exibir o futebol com os traços que marcaram o Brasil pentacampeão mundial. E é também não ficar quieto quando é ofendido, não tapar os ouvidos para os gritos que vêm da arquibancada. Quando aponta torcedores nas arquibancadas fazendo gestos racistas, Vini causa à Espanha um enorme incômodo: faz com que ela se olhe no espelho. Faz com que a sujeira escondida debaixo do tapete seja exposta. Faz com que, enfim, o racismo precise ser discutido. Por isso, ele é mais odiado que o problema.

O Diario Sport, um dos principais jornais esportivos espanhóis, publicou no dia da premiação da Bola de Ouro [...] que Rodri ganhou o prêmio "pelos valores". "Vinícius tem muito o que aprender. Seus protestos e reclamações, seus atos reprováveis sobre o gramado e a sensação de que não aprende custaram votos a ele", diz.

[...] No sábado, o Barcelona goleou o Real Madrid por 4 a 0 jogando na casa do adversário. Houve gritos e provocações da arquibancada contra Yamal (jogador negro e filho de imigrantes). "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol, mas eu estava pensando sobre a goleada de 4 a 0, a performance do time e a próxima partida", disse o atacante ao ser questionado sobre o assunto.

Essa, infelizmente, é a postura e os valores que se espera de Vinícius. Pode-se, no máximo, mencionar que houve insultos racistas, mas eles são só um detalhe. Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista.



(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/30/vini-jr-causa-a-espanha-o-i
ncomodo-de-encarar-seu-proprio-racismo. Acesso em: 10 nov. 2024.
Adaptado.)
Leia os trechos que seguem:

I."Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]."

E

II."Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito , uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: 'Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha'."

Há nos trechos duas ocorrências do uso de dois pontos [:]. A respeito desse sinal de pontuação, a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Cunha e Cintra, explica que:

"Os dois pontos servem para marcar, na escrita, uma sensível suspensão da voz na melodia de uma frase não concluída. Empregam-se, pois, para anunciar:" _________________________________________.

Considerando os usos de dois pontos nos excertos destacados, assinale a alternativa que contém as regras de uso nas situações I e II e que completam corretamente a lacuna:
Alternativas
Q3143807 Português
Vini Jr. causa à Espanha o incômodo de encarar seu
próprio racismo



Jogador faz com que, enfim, o tema precise ser discutido
no país; por isso, ele é mais odiado que o problema



Carlos Massari e Aurélio Araújo, São Paulo (SP) | 30 de outubro de
2024


Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]. Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.

Talvez aí resida o problema. O Brasil é um país com níveis altos de racismo, mas já foi pior. Nas últimas décadas, fomos forçados a ter essa discussão que evitamos por tanto tempo, enquanto muitos ainda acreditavam no fantasioso mito da democracia racial. [...]

Mesmo assim, pode-se dizer que estamos à frente de outros países, onde a discussão sobre o racismo ainda é incômoda demais para ser tão colocada em pauta como Vini Jr. faz. E ele o faz só por existir. [...]

Em maio de 2023, num dos vários episódios em que Vini foi alvo de racistas, [...] ele reagiu. Apontou ao árbitro vários daqueles que cometiam esses atos deploráveis contra ele. Seu ato de coragem foi respondido com duas atitudes muito diferentes. De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola. No TikTok, por exemplo, surgiu a trend "España no es racista, pero..." (a Espanha não é racista, mas...), em que espanhóis e imigrantes de pele escura relatavam casos chocantes de racismo sofridos no país. Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito, uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: "Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha". [...]

É comum que a culpa pelas agressões racistas que sofre recaiam sobre o próprio Vinícius Jr. Supostamente, "ele provoca". Esse discurso não é restrito a uma ideologia ou a um espectro político − Borja Sanjuan Roca, presidente do Partido Socialista de Valencia, chegou a dizer que o brasileiro "é uma vergonha para o futebol". A "provocação" de Vini é ser ele mesmo. É gingar, bailar, exibir o futebol com os traços que marcaram o Brasil pentacampeão mundial. E é também não ficar quieto quando é ofendido, não tapar os ouvidos para os gritos que vêm da arquibancada. Quando aponta torcedores nas arquibancadas fazendo gestos racistas, Vini causa à Espanha um enorme incômodo: faz com que ela se olhe no espelho. Faz com que a sujeira escondida debaixo do tapete seja exposta. Faz com que, enfim, o racismo precise ser discutido. Por isso, ele é mais odiado que o problema.

O Diario Sport, um dos principais jornais esportivos espanhóis, publicou no dia da premiação da Bola de Ouro [...] que Rodri ganhou o prêmio "pelos valores". "Vinícius tem muito o que aprender. Seus protestos e reclamações, seus atos reprováveis sobre o gramado e a sensação de que não aprende custaram votos a ele", diz.

[...] No sábado, o Barcelona goleou o Real Madrid por 4 a 0 jogando na casa do adversário. Houve gritos e provocações da arquibancada contra Yamal (jogador negro e filho de imigrantes). "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol, mas eu estava pensando sobre a goleada de 4 a 0, a performance do time e a próxima partida", disse o atacante ao ser questionado sobre o assunto.

Essa, infelizmente, é a postura e os valores que se espera de Vinícius. Pode-se, no máximo, mencionar que houve insultos racistas, mas eles são só um detalhe. Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista.



(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2024/10/30/vini-jr-causa-a-espanha-o-i
ncomodo-de-encarar-seu-proprio-racismo. Acesso em: 10 nov. 2024.
Adaptado.)
A respeito do texto, analise as proposições que seguem:

I.No subtítulo, a palavra país refere-se à Espanha apenas, que resiste em discutir o racismo, enquanto, no Brasil, essa discussão ocupa lugar na sociedade há mais tempo.
II.Apesar do excelente futebol de Vini Jr., o fato de ele colocar em questão o racismo dos torcedores, por exemplo, denunciando gestos e palavras durante as partidas, faz com ele seja mais odiado do que o próprio racismo.
III.O primeiro parágrafo propõe que Vini Jr. não foi eleito o melhor jogador do mundo, no prêmio Bola de Ouro, porque, em qualquer eleição, a regra é escolher quem não se quer eleito e, então, deixar ganhar quem for menos rejeitado, independente de quem seja.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3143639 História
A economia mercantilista marcou nossa formação no período colonial e permaneceu, após a Independência, em função do nosso isolamento e atraso intelectual, perdurando sob o verniz das ideias liberais e até mais tarde. Esses remanescentes de um passado que nos esforçamos por extinguir, mas que se obstinam em permanecer, são os resíduos, “a ossada” de uma estrutura econômica vigente na Europa até o século XVIII, em Portugal e Espanha até bem-avançado o século XIX e hoje reduzida à categoria de fóssil histórico. Chama a atenção, no período histórico imbuído de práticas denominadas mercantilistas:
Alternativas
Q3143638 História

A expansão do capitalismo monopolista no Brasil não foi um efeito do desenvolvimento capitalista no seu interior. Essa transição para um novo padrão de acúmulo de capital se deu pela reorganização do aparelho de Estado, pela militarização do poder político estatal e, também, pela reorientação da política econômica orquestrada pelo Estado brasileiro.

(FERNANDES, 2006.)



Dentre as características fundamentais (e gerais) relativas às especificidades da inserção dos monopólios no Brasil e seus resultados, podemos apontar: 

Alternativas
Q3143637 História

A expressão mais destacada do processo de constituição do Estado nacional argentino foi a emergência dos caudilhos. A independência, com seu corolário de transformações, trouxe aos caudilhos uma ameaça a interesses específicos, que então passam a ser combatidos. A guerra civil será um reflexo da luta dos caudilhos pela garantia de privilégios de que dispunham no período colonial, contrariando projetos políticos que se desenvolvem na tentativa de uma organização nacional.

(C. Guazzelli, 1990, p. 34.)


Os demais projetos políticos que emergem no cenário da organização do Estado nacional argentino, especificamente:

Alternativas
Q3143636 História

As forças centrífugas que impediam a constituição de ordenamentos políticos estáveis e unificados na América Latina começam a desaparecer a partir da vitória das oligarquias primário-exportadoras, quando essas oligarquias finalmente encontraram uma condição de mercado onde estivessem respaldados os seus interesses dominantes ou melhor uma solidariedade econômico-social.

O decisivo para debelar a instabilidade interna foi a nova forma de vínculo com o mercado mundial.

(Torres Rivas, 1987, p. 66.)



O momento da consolidação do Estado nacional pode ter coincidido com a afirmação de um produto primário para exportação que pudesse fazer frente às dificuldades de ordenamento econômico das sociedades latino-americanas, mas foi resultado também:

Alternativas
Q3143635 História

Havendo se elevado esta cidade à alta hierarquia de ser hoje Corte do Brasil [...] não pode nem deve continuar a conservar antigos costumes que apenas podiam tolerar-se, quando era reputada com uma Colônia e que desde muito tempo não sofrem em povoações cultas e de perfeita civilização [...] testemunhos da antiga Condição de Conquista e Colônia, concorrendo para estabelecer a sua Corte e fazê-la mais notável aos olhos das Nações Estrangeiras. (ANRJ – cód.323, v.1. fl. 88-88v.)

(MEIRELLES, 2015.)


O excerto se refere a um edital da intendência da polícia que já enunciava claramente a posição adquirida pela cidade como capital do Império Português, agora com sede nos trópicos. Essas e outras mudanças, relativas especificamente ao cotidiano da cidade, mostram, em parte, a preocupação de que:

Alternativas
Q3143634 História

A latinidade sempre foi uma construção híbrida, em que concluiu as contribuições dos países Mediterrâneo da Europa, o Índio Americano e o Migrações Africanas. Atualmente, essas fusões são aspectos constitutivos da América Latina que são ampliados em interação com o Anglo devido à volumosa presença de migrantes e produtos culturais latinos nos Estados Unidos. No caso do Brasil, embora também tenha a diversidade como um elemento fundante em suas culturas, o nacionalismo das décadas de 1930 e 1940 procurou construir uma identidade unificadora na qual pouco se percebia as diferenças dos elementos constituintes da nação.

(LUCAS, 2000.)


No Brasil, de uma certa forma, em alguns momentos, houve a cristalização de algumas visões que hoje chegam a fazer parte do imaginário ou do histórico nacional como, por exemplo:

Alternativas
Q3143633 História

O primeiro traço a destacar-se, no estudo do caso brasileiro, é o da origem colonial. É preciso distinguir, ainda, no amplo quadro da origem colonial (que abrange todos os continentes, salvo a Europa) que, no caso do Brasil, trata-se antes de mais nada, de uma “civilização” transplantada. Os elementos destinados à empresa de “colonização”, isto é, de ocupação produtiva – no caso do Brasil – provém do exterior, são para aqui transplantados, tanto os senhores – os que exploram o trabalho alheio – como os trabalhadores – os escravos.

(SODRÉ, 1994, p. 04.)



Destarte, a colonização exploradora e expropriativa nestas terras brasileiras deixaram como legado, em relação especificamente à formação da sociedade brasileira:

Alternativas
Q3143632 História

“Mas, afinal, para que serve a história?” Essa pergunta, tantas vezes ouvida, lida e escrita por muitos de nós, não encerra nenhum enigma, ou mistério, mas remete-nos para uma, mais do que necessária, explicação. Muitos confundem história com cronologia, outros deambulam à volta do tempo e do passado e poucos se concentram na sua verdadeira dimensão social e humana. Sim, porque a verdadeira essência da ciência histórica é o social e o humano, interligados, evidentemente.

(Disponível em: https://www.cefopna.edu.pt/revista/. Acesso em: agosto de 2024.)


A história é uma ciência social que estuda as ações humanas ao longo do tempo e no espaço, sendo considerada um conhecimento humano. A afirmação da história como fundamentada em um método que expresse uma verdade e fiabilidade científica são importantes. A esse respeito: 

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Q3143631 História

Texto I


Projeto de Lei que restringe o uso de celulares em salas de aula é debatido na Alesp


A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo promoveu um debate sobre a restrição do uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos nas escolas, tema proposto pelo Projeto de Lei nº 293/2024. Participaram da discussão médicos pediatras, profissionais da educação e alunos que abordaram sobre os benefícios em ambiente escolar.

(Disponível em: https://www.al.sp.gov.br. Acesso em: agosto de 2024. Adaptado.)


Texto II


Para Moura (2010), mobile learning ou m-learning refere-se ao uso de dispositivos móveis, particularmente o celular (smartphone), dentro e fora da sala de aula, com propósitos de aprendizagem. É possível reconhecer nas tecnologias móveis o potencial para atividades de aprendizagem, permitindo gerar conhecimento em contextos autênticos que promova aprendizagem colaborativa, como processo eminentemente social, garantido a interação entre participantes e além de um currículo formal.

(Moura, 2010.)


Os textos anteriores, embora de certa forma mencionem elementos semelhantes, tratam de situações divergentes. Em relação a essa e outras mídias, no que tange à aprendizagem da história e em outras áreas, percebe-se que:

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Q3143630 História

O ensino de história é um fenômeno social, e não somente um fenômeno da educação formal. É integrado por todos os esforços por estabelecer sentidos para o tempo experienciado pela coletividade. Pode ser encarado como um processo de constituição de identidade que é uma constante antropológica.

(HELLER, Agnes, 1993.)



Dessa forma, faz-se necessário entender que o “ensino de história” deve ser visto como:

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Q3136880 História
No século XVI, a Etiópia enfrentou uma grande ameaça militar e religiosa liderada por Ahmad ibn Ibrahim al-Ghazi, também conhecido como Ahmad Gragn, que comandou uma campanha de invasão ao território etíope a partir do Sultanato de Adal. Esse conflito refletia as tensões entre o cristianismo ortodoxo etíope e o Islã, e teve um impacto duradouro na história do país. Para conter a ameaça, a Etiópia contou com apoio externo em um momento crítico da campanha. Qual das alternativas abaixo descreve corretamente o desenrolar e as consequências desse conflito para a Etiópia?
Alternativas
Q3136879 História
Na Grécia Antiga, a democracia ateniense foi um sistema político que influenciou diversas civilizações posteriores. Contudo, a democracia ateniense possuía características específicas. Qual das alternativas a seguir descreve corretamente uma característica central da democracia ateniense no período clássico?
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Q3136878 Pedagogia
A chamada "Escola dos Annales", fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, revolucionou a historiografia no século XX. Em relação a essa escola historiográfica, qual das afirmações a seguir melhor reflete um dos conceitos fundamentais propostos pelos Annales? 
Alternativas
Q3136877 História
Em 1824, a Confederação do Equador foi um movimento separatista que teve início em Pernambuco e se espalhou por outras províncias do Nordeste, buscando resistir ao autoritarismo do governo imperial de D. Pedro I. Sobre esse movimento, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
7881: B
7882: A
7883: A
7884: B
7885: D
7886: C
7887: A
7888: A
7889: D
7890: A
7891: B
7892: C
7893: A
7894: A
7895: C
7896: B
7897: B
7898: D
7899: B
7900: D