Questões de Concurso Para prefeitura de paraipaba - ce

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Q2669202 Português

Para responder as questões 1 a 4, leia, com atenção,

o texto a seguir.


Clementina, a gata


Clementina era uma gata de telhado, dessas gatas listradas. Vivia namorando, miando e tendo gatinhos. Mas era mais pra namoradeira do que pra mamadeira, quer dizer: não cuidava muito bem dos filhotes. Vivia esquecendo de dar de mamar.

Ainda bem que Boby também era bassê, da mesma raça de sua avó. Se você não leu a história de sua avó, bem feito, vai pensar que estou falando de uma pessoa de sua família, Deus que me livre! É que sua avó era o nome de um cachorro que tive, quando era menina, da mesma raça de Boby, que foi um cachorro que tive quando meus filhos eram bebês. Boby cuidava dos gatinhos de Clementina. Só não dava de mamar, pois Boby era macho. Porém, mãe como Boby nunca vi igual.

Boby chamava Clementina de três em três horas, para a desalmada vir alimentar os gatinhos. Clementina, muito namoradeira, não queria vir, ficava requebrando em frente do portão, esquecida de que era uma senhora gata com obrigações familiares.

(A gata Clementina de Sylvia Orthof. Disponível em

https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/04/texto-clementina-

gata-sylvia-orthof-com.html).

No trecho “Deus me livre!”, o ponto de exclamação indica que se trata de uma frase

Alternativas
Q2669176 Português

Para responder as questões 1 a 4, leia, com atenção,

o texto a seguir.


Clementina, a gata


Clementina era uma gata de telhado, dessas gatas listradas. Vivia namorando, miando e tendo gatinhos. Mas era mais pra namoradeira do que pra mamadeira, quer dizer: não cuidava muito bem dos filhotes. Vivia esquecendo de dar de mamar.

Ainda bem que Boby também era bassê, da mesma raça de sua avó. Se você não leu a história de sua avó, bem feito, vai pensar que estou falando de uma pessoa de sua família, Deus que me livre! É que sua avó era o nome de um cachorro que tive, quando era menina, da mesma raça de Boby, que foi um cachorro que tive quando meus filhos eram bebês. Boby cuidava dos gatinhos de Clementina. Só não dava de mamar, pois Boby era macho. Porém, mãe como Boby nunca vi igual.

Boby chamava Clementina de três em três horas, para a desalmada vir alimentar os gatinhos. Clementina, muito namoradeira, não queria vir, ficava requebrando em frente do portão, esquecida de que era uma senhora gata com obrigações familiares.

(A gata Clementina de Sylvia Orthof. Disponível em

https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/04/texto-clementina-

gata-sylvia-orthof-com.html).

Com base nas informações contidas no TEXTO, marque a seguir a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4364171 Não definido
O enunciado é um período simples em:
Alternativas
Q4364170 Não definido
A reforma ortográfica admitiu que há, no léxico português, palavras com duas grafias corretas. Assinale a alternativa cuja palavra foge a essa norma.
Alternativas
Q4364169 Não definido
“Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes acerbava os estômagos jejunos.” Desse período pode-se afirmar que nele há
Alternativas
Q4364168 Não definido
Passando a forma verbal “fugiam” para a 2ª. pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito composto tem-se
Alternativas
Q4364167 Não definido
Está CORRETA a indicação da função da linguagem na seguinte opção:
Alternativas
Q4364166 Não definido
Hidropisia, de modo geral, significa que no corpo, há
Alternativas
Q4364165 Não definido
Assinale a alternativa em que, no plural, o timbre da vogal tônica de todas as palavras, é semelhante ao do de “olhos”.
Alternativas
Q4364164 Não definido
A significação do par de parônimos está trocada em
Alternativas
Q4364163 Não definido
Os prefixos SUB e DES significam, respectivamente, posteridade e intensidade nas seguintes palavras:
Alternativas
Q4364162 Não definido
Está CORRETA a análise dos elementos mórficos dos vocábulos destacados:
Alternativas
Q4364161 Não definido
Hidrópicos, no texto, eram assim chamados porque
Alternativas
Q4364160 Não definido
A vida ainda existente dos retirantes é percebida pelos(as)
Alternativas
Q4364159 Não definido
O par de sinônimos NÃO está correto em
Alternativas
Q4364158 Não definido
A trágica ironia da seca é
Alternativas
Q4364157 Não definido
Êxodo


    Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
     Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
    Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
    Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
     Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
      Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
    Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
      Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
      Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma Eram os retirantes. Nada mais.
     Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
     Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
      Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.


José Américo de Almeida, in Bagaceira.
Existe grande tragicidade na seguinte afirmação do texto sobre os retirantes:
Alternativas
Q4364156 Não definido
Êxodo


    Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
     Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
    Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
    Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
     Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
      Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
    Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
      Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
      Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma Eram os retirantes. Nada mais.
     Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
     Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
      Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.


José Américo de Almeida, in Bagaceira.
O andar dos retirantes era devagar porque
Alternativas
Q4364155 Não definido
Êxodo


    Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
     Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
    Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
    Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
     Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
      Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
    Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
      Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
      Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma Eram os retirantes. Nada mais.
     Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
     Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
      Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.


José Américo de Almeida, in Bagaceira.
Caracteriza o resumo da descrição dos retirantes a seguinte afirmação:
Alternativas
Q4364154 Não definido
Êxodo


    Num repentino desenfado, Dagoberto estirou o olhar, por cima das mangueiras meãs enfileiradas ladeira abaixo, para a estrada revolta.
     Parecia a poeira levantada, a sujeira do chão num pé de vento.
    Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com aspecto terroso e o fedor das covas podres.
    Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas em vez de ser levado por elas.
     Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos do seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.
      Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.
    Adelgaçados na magreira cômica, cresciam como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.
      Vinham escoteiros, menos os hidrópicos – doentes de alimentação tóxica – com os fardos das barrigas alarmantes.
      Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma Eram os retirantes. Nada mais.
     Meninotas, com as pregas da súbita velhice, careteavam torcendo as carinhas decrépitas de ex-voto. Os vaqueiros másculos, como titãs alquebrados em petição de miséria. Pequenos fazendeiros, no arremesso igualitário, baralhavam-se nesse anônimo aniquilamento.
     Mais mortos do que vivos. Vivos, vivíssimos só no olhar. Pupilas do sol da seca. Uns olhos espasmódicos de pânico, como se estivessem assombrados de si próprios. Agônica concentração de vitalidade faiscante.
      Fariscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbava os estômagos jejunos. E, em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva.


José Américo de Almeida, in Bagaceira.
É considerado pela crítica literária o melhor poema épico do Arcadismo brasileiro:
Alternativas
Respostas
821: D
822: C
823: A
824: A
825: B
826: A
827: B
828: D
829: A
830: C
831: B
832: E
833: B
834: C
835: A
836: B
837: D
838: E
839: C
840: B