Questões de Concurso
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A concepção instrumental da autonomia constitui um dos núcleos fundantes centrais da formação profissional em serviço social, conforme prerrogativas da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e remete a qualificação de quadros técnicos profissionais capaz de responder ao atual panorama ocupacional.
O núcleo de fundamentos teórico-metodológicos da vida social compreende um conjunto de fundamentos teórico- metodológicos e ético-políticos para conhecer o ser enquanto totalidade histórica.
O utilitarismo moral é uma das expressões do modo capitalista de se comportar, pois, obscurecidas pelo poder das coisas, as relações humanas são valorizadas segundo sua utilidade e, assim, inverte-se o valor das relações e necessidades humanas.
A moral objetiva, um sistema normativo reprodutor dos costumes, em resposta a exigências de integração social, vincula-se ao indivíduo singular e à vida cotidiana, e estabelece conexão entre motivações do indivíduo singular e exigências éticas humano-genéricas, vinculadas a diferentes formas de práxis.
A relação entre ética e a política, na trajetória da profissão, pôs-se como problema no momento de reafirmação das dimensões subjetivas da política como foco da intervenção profissional.
Acerca do mercado de trabalho do assistente social, os estudos constatam que mesmo com a predominância majoritária do trabalho assalariado em instituições públicas de natureza estatal, encontra-se em crescimento nos últimos anos o exercício profissional privado autônomo do assistente social, por subcontratação individual por parte das empresas de serviços ou de assessoria na prestação de serviços aos governos, de caráter temporário.
Nas ultimas décadas, os estudos e pesquisas na área centraram-se na análise do processamento do trabalho do assistente social em suas múltiplas determinações, em uma profícua associação entre os fundamentos do serviço social e o trabalho profissional cotidiano em seus diferentes espaços sócio-ocupacionais.
A mercantilização e refilantropização do atendimento às necessidades sociais, por serem estratégias de respostas político institucionais a questão social, não apresentam consequências para as condições e relações de trabalho do assistente social.
Marilda Vilela Iamamoto. O serviço Social na Cena Contemporânea. In. Programa de Capacitação em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, UnB/CEFSS, 2009, p. 37.
Considerando o tema abordado pelo fragmento de texto acima, julgue o item que se segue.
Na ausência de referencial crítico-dialético, a tese do sincretismo e da prática indiferenciada acentua a análise de manutenção, quanto a sua operacionalidade, de uma mesma estrutura da prática interventiva.
Marilda Vilela Iamamoto. O serviço Social na Cena Contemporânea. In. Programa de Capacitação em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, UnB/CEFSS, 2009, p. 37.
Considerando o tema abordado pelo fragmento de texto acima, julgue o item que se segue.
A tese da função pedagógica do assistente social fundamenta-se no vínculo estabelecido com as classes sociais, o qual se materializa por meio dos efeitos da ação profissional na maneira de pensar e de agir dos sujeitos envolvidos no processo da prática.
Marilda Vilela Iamamoto. O serviço Social na Cena Contemporânea. In. Programa de Capacitação em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, UnB/CEFSS, 2009, p. 37.
Considerando o tema abordado pelo fragmento de texto acima, julgue o item que se segue.
A tese da assistência social compreende a profissão como uma intervenção mediadora na relação do Estado com os setores excluídos e subalternizados da sociedade, concretizando a função reguladora do Estado na vida social.
Marilda Vilela Iamamoto. O serviço Social na Cena Contemporânea. In. Programa de Capacitação em Serviço Social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, UnB/CEFSS, 2009, p. 37.
Considerando o tema abordado pelo fragmento de texto acima, julgue o item que se segue.
A tese da correlação de forças propõe o paradigma das relações interpessoais como eixo central da intervenção profissional, cujo ponto de partida é a situação-problema.
A tensão política entre os projetos profissionais revelou-se no momento em que surgiu uma oposição ao tradicionalismo profissional, vertente praticamente hegemônica no serviço social brasileiro até os anos de 1960, com o qual se estabeleceu uma ruptura no III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS).
Pensar o projeto profissional supõe articular uma dimensão pluralista, na qual todas as tendências profissionais são tidas como supostamente paritárias, e uma dimensão corporativa centrada na autodefesa dos interesses específicos.
No período em que o serviço social transita para a profissionalização, duas encíclicas papais tiveram um papel sumariamente importante para seu desenvolvimento: Rerum Novarum e Quadragésimo Anno.
Sob influência norte-americana, o serviço social brasileiro fundamentou seus primeiros objetivos político–sociais, orientando-se pelo ideário liberal e tecnicista da ação profissional em face da questão social.
O documento de Teresópolis, produto do seminário promovido pelo Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviço Social (CBCISS), remete a profissão à consciência de sua inserção na sociedade de classes.
No Brasil, o trabalho do serviço social na área de desenvolvimento de comunidade ocorreu sob influência de programas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outros organismos internacionais, cuja estratégia era integrar os esforços da população aos planos nacionais e regionais de desenvolvimento.
A identidade atribuída ao serviço social pelo capitalismo ratificava a função econômica da prática social e sua orgânica articulação com a classe dominante.
A identidade atribuída pelo capitalismo foi fixada como elemento definidor da prática do serviço social, em um processo de fetichismo e de distanciamento da teia das relações sociais.