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Na grande maioria das doenças, se houver contaminação da mãe no 1.º trimestre de gestação, o risco de transmissão para o feto é maior e com potencial de gravidade alto, se comparado com uma contaminação ocorrida no 3.º trimestre de gestação.
Em caso de teste positivo para toxoplasmose no 1.º trimestre de gestação, recomenda-se que seja feito um teste de avidez de IgG e, caso seja encontrada alta avidez, deve-se considerar que se trata de uma infecção antiga, não sendo necessários testes adicionais ou instituição de tratamento.
O feto infectado por rubéola consegue produzir anticorpos ainda no período gestacional, sendo importante a coleta de exames ao nascimento; nesse caso, se for identificada a presença de IgM contra o vírus da rubéola, estará confirmada a infecção congênita do recém-nascido.
Caso, nos exames iniciais, seja detectado que a gestante não tem nem teve hepatite B e não possui registro vacinal, estará indicada a vacinação no esquema de três doses, com intervalo de 1 mês entre a 1.ª e a 2.ª doses e de 180 dias entre a 1.ª e a 3.ª doses.
A seguir, está apresentado o partograma feito na avaliação de uma paciente gestante.

A altura da apresentação cefálica nesse caso é o plano −3 de Lee, então o feto já ultrapassou as linhas isquiáticas bilateralmente.
A seguir, está apresentado o partograma feito na avaliação de uma paciente gestante.

Se tivessem sido constatadas contrações de pouca eficácia e de quantidade reduzida, uma opção de condução da paciente na tentativa de resolução desse quadro seria a realização de amniotomia na sétima hora de avaliação.
A seguir, está apresentado o partograma feito na avaliação de uma paciente gestante.

Caso tenham sido vistas contrações de boa qualidade (efetivas e em quantidades adequadas) durante toda a avaliação do partograma, o início de uma medicação como ocitocina na sétima hora da avaliação da paciente poderia ter ajudado a resolver a distocia.
A seguir, está apresentado o partograma feito na avaliação de uma paciente gestante.

Avaliando-se o partograma apresentado, é correto afirmar que se trata de um caso de parada secundária da descida, já que, durante todo o acompanhamento do trabalho de parto, o polo cefálico se manteve na mesma altura.
Na sífilis materna não tratada, a taxa de transmissão do Treponema pallidum é em torno de 30%, e cerca de 80% dos recém-nascidos são sintomáticos no primeiro mês de vida.
O tratamento do recém-nascido com toxoplasmose congênita, sintomática ou assintomática, confirmada por meio de exame direto da placenta, do cordão umbilical ou do líquido amniótico, por detecção de IgM específica ou por título de IgG maior que o materno, deverá ser mantido durante todo o primeiro ano de vida da criança.
A síndrome de Aicardi-Goutières, haja vista o quadro neurológico, liquórico e a presença de calcificações no exame de imagem, pode mimetizar infecção congênita e deve figurar entre os diagnósticos diferenciais.
Em se tratando dos estudos de neuroimagem nas infecções congênitas, calcificações intraparenquimatosas ou periventriculares são observadas comumente nas infecções por citomegalovírus, rubéola, herpes vírus e toxoplasmose, enquanto o complexo lisencefalia-paquigiria está relacionado principalmente à infecção pelo HIV.
Manifestação clínica de cardiopatia congênita (duto arterioso patente, estenose valvular ou defeitos septais) associada à macrocefalia é geralmente relacionada à infecção congênita por herpes vírus.
A transmissão vertical do vírus Zika ocorre em caso de infecção materna ao longo de toda a gestação, a uma taxa estimada superior a 40%, sendo o quadro clínico materno caracterizado por exantema, mais comumente do tipo macular ou maculopapular descendente, além de prurido, artralgia, fadiga e mialgia.
O sintoma periférico mais evidente da hipocalcemia é a tetania, que ocorre por aumento da excitabilidade neuronal, o que faz o potencial determinar a hiperpolarização dos axônios.
A hipercalemia é um distúrbio presente em 0,5% dos pacientes hospitalizados, com 80% dos casos representados por neoplasias e hiperparatireoidismo.
Embora seja um distúrbio genético que leva à fraqueza em pacientes com hipocalemia, a paralisia periódica hipocalêmica é a paralisia hereditária mais comum, com herança autossômica dominante, causada por mutação no gene CACNA1S (canal de cálcio) ou SCN4A (canal de sódio).
Os sintomas relacionados à hipernatremia geralmente ocorrem com concentrações superiores a 160 mEq/L e alterações de consciência, que variam de letargia a coma, além de rigidez de nuca, hipertonia, crises convulsivas e até coreia.
A hiponatremia é definida como uma concentração de sódio inferior a 135 mEq/L, cuja correção deve ser lenta, pelo risco da síndrome de desmielinização osmótica.
Paciente de 4 anos de idade, com antecedente de quadro gripal há uma semana, evoluiu com alteração do nível de consciência, crises epilépticas focais e hemiparesia à direita. A análise do líquido cefalorraquidiano mostra pleocitose (20 células), com predomínio linfomonocitário e hiperproteinorraquia (80 mg/dL). Os exames de imagem são mostrados a seguir. Foi feita pulsoterapia com corticoide, evoluindo favoravelmente, com recuperação clínica total.

No caso do paciente em tela, devem ser fortemente considerados como diagnósticos diferenciais a mielinólise pontina e extrapontina e as leucodistrofias, que são exemplos de doenças que, apesar de não apresentarem caráter inflamatório, lesam a mielina e podem apresentar evolução monofásica ou progressiva.