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Q3846598 Engenharia Civil
Durante um serviço de reparo em uma tubulação de esgoto subterrânea que sofreu uma ruptura, o encanador precisa utilizar luvas de correr para restabelecer a estanqueidade sem a necessidade de desmontar toda a rede. Sobre a técnica correta de aplicação desse componente de reparo, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A luva de correr possui anéis de borracha nas extremidades que permitem o deslizamento sobre o tubo, dispensando o uso de adesivo plástico na sua instalação.
(__)Para facilitar o encaixe, deve-se remover os anéis de borracha da luva de correr e preencher o espaço com adesivo plástico e serragem, criando uma vedação rígida.
(__)É fundamental chanfrar as pontas dos tubos e aplicar pasta lubrificante nos anéis de vedação para evitar que a borracha seja "mordida" ou deslocada durante o deslizamento da luva.
(__)O reparo com luva de correr exige que o trecho danificado seja substituído por um niple (pedaço de tubo) com comprimento exato da distância entre as pontas, sem folga alguma.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3846597 Engenharia Civil
As caixas de inspeção são elementos fundamentais nas redes de esgoto externas, permitindo o acesso para manutenção e limpeza das tubulações. A localização e a construção desses dispositivos devem seguir critérios rigorosos para garantir a operabilidade do sistema. Considerando as diretrizes da norma ABNT NBR 8160, analise as afirmativas a seguir:

I.As caixas de inspeção devem ser instaladas em todas as mudanças de direção, de declividade e de diâmetro das tubulações externas de esgoto, ou a cada trecho reto de no máximo 25 metros.
II.O fundo da caixa de inspeção deve ser construído de forma a manter o escoamento fluido, utilizando canaletas com profundidade adequada e declividade que direcione o fluxo para a saída.
III.É permitido instalar caixas de inspeção no interior de reservatórios de água potável ou em locais de difícil acesso, desde que sejam hermeticamente fechadas com dupla tampa de concreto.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3846596 Engenharia Civil
A execução de juntas soldáveis (adesivo plástico) em tubulações de Policloreto de Vinila (PVC) marrom para água fria exige um processo químico de fusão a frio para garantir a continuidade estrutural e a estanqueidade do sistema. O sucesso dessa operação depende criticamente da preparação das superfícies a serem unidas. Com base no procedimento padrão descrito na norma técnica aplicável, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846595 Engenharia Hidráulica
A instalação de redes de esgoto sanitário exige cuidados especiais com a geometria das conexões para garantir o escoamento por gravidade e evitar obstruções. Ao realizar uma mudança de direção horizontal de 90 graus em uma tubulação primária de esgoto, o encanador deve escolher a conexão adequada conforme as normas técnicas. Assinale a alternativa CORRETA sobre a escolha dessa conexão.
Alternativas
Q3846594 Engenharia Mecânica
O encanador utiliza diversas ferramentas mecânicas, como as máquinas desentupidoras rotativas com cabos espirais, que entram em contato direto com efluentes sanitários agressivos e corrosivos durante a operação. Para garantir a vida útil do equipamento e a segurança sanitária do operador, é necessário realizar um procedimento rigoroso de limpeza e manutenção após cada uso. Considerando as boas práticas de conservação de ferramentas expostas a esgoto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846593 Engenharia Civil
As tubulações de aço galvanizado são utilizadas em situações específicas onde se requer alta resistência mecânica, como em redes de combate a incêndio ou em trechos expostos sujeitos a impactos. Para garantir a estanqueidade e a durabilidade dessas conexões roscadas, procedimentos técnicos específicos devem ser seguidos. Analise as afirmativas a seguir sobre a instalação de tubos de ferro galvanizado:

I.A vedação das roscas deve ser feita utilizando fita veda-rosca (politetrafluoretileno - PTFE) ou fio de cânhamo com pasta vedante apropriada, garantindo o preenchimento dos filetes e evitando vazamentos.
II.É recomendável realizar solda elétrica nas junções dos tubos galvanizados para garantir maior resistência, dispensando o uso de conexões roscadas e luvas de união.
III.Ao utilizar ferramentas como a tarraxa para abrir roscas em campo, deve-se utilizar óleo de corte para refrigerar a ferramenta e garantir um acabamento limpo dos filetes, preservando a tarraxa.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3846592 Engenharia Hidráulica
Para realizar a união de tubos metálicos por meio de roscas, o encanador necessita de uma ferramenta específica capaz de cortar os filetes na extremidade do tubo com precisão e no padrão exigido (BSP ou NPT). Qual é a ferramenta manual, composta por cabeçotes e cossinetes, utilizada para executar roscas externas em tubulações de aço galvanizado ou ferro no canteiro de obras? 
Alternativas
Q3846591 Engenharia Hidráulica
Um problema recorrente em instalações prediais de água é o golpe de aríete, caracterizado por um ruído violento e vibração na tubulação quando uma válvula ou torneira é fechada bruscamente, podendo causar rupturas nas conexões. Para realizar a manutenção preventiva ou corretiva desse fenômeno hidráulico, o encanador deve identificar a causa e propor a solução adequada. Assinale a alternativa CORRETA que apresenta uma medida eficaz para mitigar o golpe de aríete.
Alternativas
Q3846590 Engenharia Hidráulica
Durante a leitura de um projeto isométrico de instalações hidráulicas prediais, o encanador precisa identificar corretamente os componentes para executar a montagem conforme o planejado pelo engenheiro projetista. Ao observar o símbolo gráfico que representa um registro de gaveta em uma tubulação de água fria, o profissional deve compreender a função desse dispositivo no sistema. Considerando a simbologia padrão e a funcionalidade dos registros, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846589 Engenharia Civil
O armazenamento correto de tubos de Policloreto de Vinila (PVC) no canteiro de obras é crucial para evitar deformações permanentes que possam comprometer o encaixe das juntas e o alinhamento da instalação hidrossanitária. Acerca das recomendações técnicas para a estocagem e manuseio desses materiais, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Os tubos devem ser estocados horizontalmente, em local plano e nivelado, apoiados sobre ripas de madeira espaçadas para evitar o contato direto com o solo e o empenamento.
(__)É permitido o armazenamento de tubos de PVC expostos diretamente ao sol por longos períodos, pois a radiação ultravioleta aumenta a resistência mecânica do plástico.
(__)O empilhamento dos tubos deve obedecer a uma altura máxima de segurança, geralmente não ultrapassando 1,5 metros, para evitar o esmagamento das peças da base.
(__)Ao transportar os tubos, deve-se arrastá-los pelo chão para agilizar o processo, visto que o PVC é resistente à abrasão e não sofre danos estruturais com o atrito.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3846588 Matemática
Em um passeio escolar, Ana levou 35 garrafas de água para a sua turma e, quando chegou ao local que visitariam, ganhou mais 15 garrafas. Sem que ninguém houvesse consumido nenhuma delas, quantas garrafas de água ela tinha disponível?
Alternativas
Q3846587 Matemática
Um dia, pela manhã, Lucas contou 58 televisores no depósito da loja onde trabalha, e ao final do dia chegaram mais 12 televisores. Agora, Lucas precisa registrar o total de televisores que há no depósito. Quantos televisores são?
Alternativas
Q3846586 Matemática
O professor João tem uma caixa que continha 70 bolas que usa nas suas aulas de Educação Física. Durante um trimestre, 28 bolas foram danificadas e, por isso, foram descartadas. Quantas bolas restaram na caixa?
Alternativas
Q3846585 Matemática
Em uma sala de aula, a professora anotou que 24 alunos chegaram no primeiro horário e outros 16 chegaram no segundo horário. Para organizar a turma, é necessário calcular o total de alunos presentes após a chegada de todos. Esse total é de:
Alternativas
Q3846584 Matemática
No início do seu curso de desenho, Murilo tinha um estojo com 46 lápis de cor, mas depois de um ano de curso, restaram apenas 19 lápis no estojo. Quantos lápis foram totalmente consumidos durante o curso?
Alternativas
Q3846583 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.", as palavras "vô" e "já" apresentam acento gráfico. Considerando as regras de acentuação, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846582 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
A avó é apresentada com características diferentes das tradicionalmente atribuídas a avós. Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3846581 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...", as reticências ao final da frase cumprem uma função expressiva. Considerando seu uso no contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846580 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
O jogo "Pisei" criado pelo avô possui um valor simbólico na narrativa. Considerando esse aspecto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3846579 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô

Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar. Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo. 

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado


VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− Agora não, minha riqueza.", a vírgula tem um papel específico na organização da frase. Considerando o uso da vírgula nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
1: B
2: B
3: E
4: E
5: D
6: B
7: D
8: C
9: E
10: C
11: E
12: B
13: B
14: E
15: C
16: D
17: A
18: D
19: B
20: B