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Q4021236 Enfermagem
Um enfermeiro da Estratégia Saúde da Família avalia um paciente de 58 anos com diabetes mellitus tipo 2 que apresenta glicemia capilar de 420 mg/dL, perda de peso recente, poliúria, polidipsia, visão turva e úlcera plantar há três semanas com secreção purulenta, ausência de pulsos distais e sensibilidade reduzida. Considerando diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e protocolos do Ministério da Saúde, qual é a conduta adequada?
Alternativas
Q4021235 Enfermagem
Considerando as diretrizes técnicas do Ministério da Saúde estabelecidas no Guia de Vigilância em Saúde e nos protocolos clínicos para o manejo de doenças transmissíveis e infectocontagiosas na atenção básica, analise as proposições abaixo: 

I. A tuberculose pulmonar é transmitida por via aérea através de gotículas de Pflügge eliminadas por pessoas com a forma ativa da doença, sendo os principais sintomas: tosse persistente por mais de 3 semanas, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento, devendo todo sintomático respiratório ser investigado com baciloscopia de escarro e, quando indicado, radiografia de tórax.
II. A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, transmitida por vias aéreas superiores através de contato próximo e prolongado com doentes bacilíferos não tratados, sendo sinais clínicos característicos: manchas na pele com alteração de sensibilidade térmica, dolorosa e/ou tátil, espessamento de nervos periféricos e diminuição ou ausência de sudorese na lesão, 
III. A dengue é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, caracterizada clinicamente por febre alta de início súbito, cefaleia, mialgia, artralgia, dor retroorbitária, náuseas e exantema, sendo os sinais de alarme que indicam evolução para dengue grave: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, hepatomegalia maior que 2 cm e acúmulo de líquidos.
IV. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, apresentando evolução em estágios: sífilis primária caracterizada por cancro duro, sífilis secundária com manifestações mucocutâneas e sífilis terciária com comprometimento cardiovascular e neurológico, sendo o diagnóstico realizado através de testes treponêmicos e não treponêmicos, e o tratamento de escolha a penicilina benzatina.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4021234 Enfermagem
Considerando as diretrizes estabelecidas na Política Nacional de Aleitamento Materno, no Caderno de Atenção Básica - Saúde da Criança: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar do Ministério da Saúde, e nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, analise as proposições abaixo: 

I. O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os 6 meses de idade, não sendo necessária a oferta de água, chás ou outros líquidos neste período, mesmo em dias quentes, pois o leite materno contém a quantidade adequada de água para hidratação do lactente, devendo a alimentação complementar ser introduzida a partir dos 6 meses mantendo-se a amamentação até os 2 anos de idade ou mais. 
II. A pega correta durante a amamentação é caracterizada pela boca bem aberta, lábio inferior voltado para fora, queixo tocando a mama, aréola mais visível acima da boca do que abaixo, e mamadas efetivas com sucção lenta e profunda intercaladas com pausas, sendo a correção da pega fundamental para prevenção de fissuras mamilares, ingurgitamento mamário e baixo ganho ponderal do lactente.
III. O uso de mamadeiras, bicos artificiais e chupetas deve ser desencorajado, pois pode causar confusão de bicos levando ao desmame precoce, além de aumentar o risco de infecções respiratórias e otites, alterar o desenvolvimento orofacial e interferir na técnica de sucção ao seio materno, sendo contraindicado mesmo para administração de medicamentos ou complementação alimentar quando necessário.
IV. Mastite puerperal é caracterizada por área endurecida, avermelhada e dolorosa na mama associada a febre, mal-estar geral e sinais sistêmicos de infecção, sendo indicado suspender imediatamente a amamentação na mama afetada para evitar contaminação do leite e agravamento do quadro infeccioso, devendo-se iniciar antibioticoterapia e realizar ordenha manual apenas para alívio do desconforto até resolução completa do processo inflamatório.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4021233 Enfermagem
Com base no Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde e no Calendário Nacional de Vacinação vigente, julgue cada afirmativa a seguir como VERDADEIRA (V) ou FALSA (F):

(__) A vacina BCG é indicada para prevenção das formas graves de tuberculose (miliar e meníngea) e deve ser administrada em dose única por via intradérmica na região do deltoide direito, preferencialmente na maternidade ou na primeira visita à unidade de saúde. Em recém-nascidos com peso inferior a 2 kg, a vacinação pode ser realizada com registro e acompanhamento, conforme orientação do PNI.
(__) A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B, sendo aplicada por via intramuscular no vasto lateral da coxa em três doses aos 2, 4 e 6 meses; os reforços são feitos com a vacina DTP aos 15 meses e entre 4 e 6 anos, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
(__) O esquema contra sarampo, caxumba e rubéola prevê duas doses: aos 12 meses com a vacina tríplice viral (MMR) e aos 15 meses com a tetraviral (MMRV) ou, alternativamente, com MMR seguida de varicela, conforme disponibilidade e indicação clínica, sendo ambas contraindicadas para gestantes e imunodeprimidos graves.
(__) Segundo o Calendário Nacional de Vacinação, a vacina contra febre amarela é administrada em dose única aos 9 meses de idade, sem reforço rotineiro, sendo indicada para residentes ou viajantes de áreas com recomendação de vacinação. Em gestantes, é contraindicada, exceto quando o risco epidemiológico justificar sua aplicação.
(__) A conservação dos imunobiológicos deve seguir a cadeia de frio entre 2 ºC e 8 ºC; em caso de possível ruptura, as vacinas devem ser segregadas, identificadas como "vacina em observação" e mantidas sob temperatura adequada até avaliação técnica da vigilância epidemiológica municipal, responsável por autorizar o uso ou o descarte.

Assinale a alternativa CORRETA, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4021232 Enfermagem
Considerando as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT), instituída pela Portaria nº 1.823/2012 do Ministério da Saúde, e as orientações técnicas contidas no Caderno de Atenção Básica - Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, analise as proposições abaixo:

I. A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) é estruturada com Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) e tem como porta de entrada prioritária a Atenção Básica, responsável pela identificação de relações entre saúde e trabalho, notificação de agravos relacionados ao trabalho e acompanhamento dos trabalhadores, articulando-se com a vigilância em saúde e demais pontos da rede.
II. São agravos de notificação compulsória relacionados ao trabalho que devem ser notificados pelo enfermeiro da Atenção Básica: acidente de trabalho grave, acidente de trabalho com exposição a material biológico, dermatoses ocupacionais, perda auditiva induzida por ruído (PAIR), lesões por esforços repetitivos/distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/DORT), pneumoconioses, intoxicações exógenas (por agrotóxicos, metais pesados e outros) e transtornos mentais relacionados ao trabalho,
III. A emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é responsabilidade exclusiva do empregador e deve ser realizada até o primeiro dia útil seguinte ao acidente, sendo vedado ao profissional de saúde realizar a emissão da CAT mesmo em caso de recusa ou omissão do empregador, devendo apenas orientar o trabalhador a procurar o sindicato ou Ministério Público do Trabalho,
IV. Na anamnese ocupacional realizada pelo enfermeiro na Atenção Básica, devem ser investigados: ocupação atual e ocupações anteriores, condições de trabalho (carga horária, pausas, exposição a agentes nocivos), uso de equipamentos de proteção individual (EPI), histórico de acidentes de trabalho, relação temporal entre sintomas e atividade laboral, e percepção do trabalhador sobre riscos no ambiente de trabalho, buscando estabelecer o nexo causal entre agravo e trabalho.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4021231 Enfermagem
Uma enfermeira coordenadora de uma Unidade Básica de Saúde está implementando o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) conforme a Portaria MS/GM nº 529/2013 e o Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos da ANVISA. Durante a auditoria interna, identifica que diversos erros de medicação têm ocorrido na unidade. Considerando as estratégias de segurança do paciente e as melhores práticas baseadas em evidências para prevenção de erros de medicação, qual é a conduta MAIS ADEQUADA que a enfermeira deve implementar prioritariamente? 
Alternativas
Q4021230 Enfermagem
Considerando as diretrizes técnicas do Ministério da Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil na atenção básica, conforme a Caderneta de Saúde da Criança, os Cadernos de Atenção Básica nº 33 e o Programa Nacional de Suplementação de Ferro, analise as proposições abaixo.

I. O acompanhamento do crescimento deve ser realizado em todas as consultas de puericultura, utilizando os gráficos de crescimento da OMS disponíveis na Caderneta de Saúde da Criança; o perímetro cefálico é indicador do crescimento cerebral e deve ser mensurado em todas as consultas até os 2 anos de idade, sendo seu monitoramento sistemático fundamental para a identificação precoce de micro ou macrocefalia.
II. A avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor deve seguir os marcos preconizados pelo Ministério da Saúde nos Cadernos de Atenção Básica nº 33 (2012), sendo considerados sinais de alerta: ausência de sustentação cefálica aos 4 meses, ausência de sentar sem apoio aos 9 meses, ausência de marcha independente aos 18 meses e ausência de palavras com significado aos 18 meses, devendo esses achados motivar avaliação especializada.
 O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os 6 meses de idade, sendo contraindicada a oferta de água, chás ou outros líquidos nesse período; a alimentação complementar deve ser introduzida a partir dos 6 meses, mantendo-se o aleitamento materno até os 2 anos de idade ou mais, conforme o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos (MS, 2019).
IV. O Programa Nacional de Suplementação de Ferro preconiza a suplementação profilática de sulfato ferroso para crianças nascidas a termo e com peso adequado ao nascer a partir dos 6 meses de idade, na dose de 1 mg/kg/dia de ferro elementar, até os 24 meses; para prematuros e crianças com baixo peso ao nascer, a suplementação é iniciada mais precocemente, conforme protocolo específico do programa.

Com base na análise das proposições acima, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4021229 Enfermagem
Um Agente Comunitário de Saúde aciona o enfermeiro da UBS informando que um paciente de 45 anos, trabalhador rural, foi picado por uma serpente há aproximadamente 2 horas enquanto trabalhava na roça. O paciente comparece à unidade apresentando marca de duas presas no tornozelo direito, edema importante que se estende até o joelho, dor intensa local, equimoses, sangramento no local da picada que não cessa, sangramento gengival espontâneo, náuseas, sudorese e relato de visão turva. Paciente refere que a cobra tinha aproximadamente 1 metro, cor acinzentada com desenhos triangulares escuros no dorso. Sinais vitais: PA 100 x 60 mmHg, FC 110 bpm, Tax 37,8°C. Considerando o Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos do Ministério da Saúde e os protocolos de atendimento inicial a vítimas de ofidismo, qual é a conduta MAIS ADEQUADA que o enfermeiro deve adotar imediatamente?
Alternativas
Q4021228 Enfermagem
Um enfermeiro da Estratégia Saúde da Família identifica um paciente adulto em parada cardiorrespiratória (PCR) durante visita domiciliar. Após confirmação da ausência de responsividade e respiração, e solicitação de ajuda com acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), o enfermeiro inicia imediatamente as manobras de Suporte Básico de Vida (SBV). Considerando as diretrizes atualizadas da American Heart Association (AHA) de 2020 para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular de Emergência, qual é a conduta CORRETA que o enfermeiro deve adotar durante o atendimento inicial?
Alternativas
Q4021226 Direito Administrativo
Com base exclusivamente no texto literal do Decreto nº 1.171/1994, assinale a alternativa CORRETA quanto aos deveres fundamentais do servidor público.
Alternativas
Q4021225 Ética na Administração Pública
Com base exclusivamente no texto literal do Decreto Federal nº 1.171/1994, que institui o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, sem considerar jurisprudência ou doutrina, assinale a alternativa CORRETA acerca da concepção normativa de ética administrativa e da finalidade pública no exercício da função estatal.
Alternativas
Q4021218 Segurança da Informação
Uma organização pública utiliza ambientes computacionais heterogêneos, com estações de trabalho baseadas em Windows e servidores em Linux, além de diferentes aplicativos digitais para tratamento de informações institucionais. Considerando boas práticas de segurança da informação, proteção de dados, sistemas operacionais e uso de ferramentas digitais, analise as assertivas a seguir e assinale V (Verdadeiro) ou F (Falso):
(__) A política de controle de acesso aos sistemas operacionais, por meio de autenticação de usuários e definição de permissões, contribui para a proteção da confidencialidade das informações armazenadas.
(__) Em ambientes Linux e Windows, a aplicação periódica de atualizações de segurança reduz a exposição a vulnerabilidades conhecidas, embora não elimine integralmente os riscos de incidentes.
(__) O uso de antivírus e ferramentas antimalware em estações de trabalho torna desnecessária a adoção de procedimentos complementares, como cópias de segurança e conscientização dos usuários.
(__) A criptografia de dados pode ser utilizada tanto em arquivos armazenados localmente quanto na transmissão de informações por meio de redes, fortalecendo a proteção contra acessos não autorizados.
(__) Aplicativos de armazenamento em nuvem corporativa, quando utilizados com autenticação adequada e políticas internas, podem integrar estratégias de proteção de dados e continuidade de serviços.
(__) Sistemas operacionais distintos, como Windows e Linux, apresentam modelos de gerenciamento e segurança próprios, o que exige configuração e administração compatíveis com o ambiente em que são utilizados.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4021217 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
"Tramita" no Congresso proposta que exige autorização "explícita" para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

Considerando a transitividade do verbo destacado e a função sintática do termo "explícita", é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4021216 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade "trouxe" movimento econômico e valorização imobiliária, embora "reconheça" o caráter controverso do tema.

Considerando o tempo e o modo das formas verbais destacadas, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4021215 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas.

Considerando apenas as preposições simples não contraídas, contabilizando todas as ocorrências repetidas na frase, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4021214 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto examina a transformação do Copan com base em dados históricos, informações administrativas e posições divergentes de moradores e gestores. Ao longo da exposição, são empregados mecanismos de coesão responsáveis por articular argumentos, retomar referentes e organizar a progressão temática.

De acordo com os mecanismos de coesão empregados no texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4021213 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Considerando a análise sintática da oração acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4021211 Direito Urbanístico
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto aborda os desdobramentos jurídicos, tributários e urbanísticos decorrentes da ampliação dos aluguéis por temporada, evidenciando tensões entre valorização imobiliária, regulação normativa e função residencial dos edifícios.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4021210 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído.

Considerando a análise sintática do período acima, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4021209 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb


Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
O texto apresenta um processo de transformação funcional de um edifício tradicional, articulando dados quantitativos, memórias institucionais e percepções de moradores para construir uma leitura não linear sobre o avanço da hospedagem de curta duração.

De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
1561: A
1562: D
1563: D
1564: A
1565: C
1566: D
1567: D
1568: B
1569: B
1570: A
1571: B
1572: A
1573: C
1574: B
1575: A
1576: C
1577: C
1578: B
1579: C
1580: C