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A Teoria do Corpomídia foi criada pelas pesquisadoras brasileiras Helena Katz e Christine Greiner. Elas conectaram várias disciplinas para possibilitar a compreensão do corpo e tudo que o envolve:
A Teoria Corpomídia compreende que entre corpo e ambiente ocorrem influências contínuas e mutualmente regulatórias ligando cérebro, corpo e mundo. Portanto, ao invés de um recipiente no qual se depositam as informações do mundo, o corpo é um sistema complexo que participa de um fluxo contínuo de trocas com o ambiente e, por desdobrar-se no tempo, o corpo em movimento torna-se a matriz da comunicação e da cognição.
Adaptado de Katz, H. e Greiner, C. “Corpo, dança e biopolítica”, in: https://www.helenakatz.pro.br/midia/helenakatz81557583963.pdf
A partir do trecho, é correto afirmar que a noção de corpomídia
O ensino e a criação artística em dança preocupados em reconhecer e valorizar as diversidades presentes em nossa sociedade devem elaborar abordagens metodológicas e práticas artísticas pedagógicas atualizadas com estas e outras demandas sociais.
A respeito do reconhecimento da pluralidade dos corpos que dançam, analise as afirmativas e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A expressão de liberdade na dança pode ser garantida ao legitimar lugares de fala de pessoas historicamente silenciadas em função de padrões estéticos e sociais impostos.
( ) A expansão do entendimento de “corpos”, para além do modelo branco e heteronormativo, permite considerar a diversidade identitária, como elementos fundamental para o desenvolvimento artístico e cultural.
( ) A aceitação da diversidade na dança pressupõe ampliar o repertório de movimentos organizados coreograficamente, mantendo os fatores que unem a beleza ao ritmo.
As afirmativas são, respectivamente,
Espaço pessoal de cada um; espaço em volta da pessoa que se movimenta, sendo delimitado pelo alcance dos membros e outras partes do corpo a partir de determinado ponto de apoio fixo. É circunscrito pelo alcance dos membros e outras partes do corpo quando se estendem para longe do centro em qualquer direção.
O trecho descreve o modo pelo qual a dança cria espacialidade,
definido por Laban como
A pergunta “Por que não houve grandes mulheres artistas?” foi
formulada em 1973, pela historiadora da arte Linda Nochlin, em
artigo homônimo no qual ela adverte a respeito do seu caráter
enganoso:
Essa pergunta esconde um pressuposto insidioso, que está na base
de sua formulação. Até onde sabemos, nunca houve grandes
mulheres artistas, como não houve também nenhum grande
pianista de jazz lituano ou um grande tenista esquimó, e não
importa o quanto queríamos que tivesse existido. Por trás da
maioria das pesquisas sobre grandes artistas, há a aceitação da
ideia do gênio na arte em primeiro plano e apenas
secundariamente há a consideração das estruturas sociais e
institucionais nas quais ele tenha vivido e trabalhado, como mero
pano de fundo. Partindo desse princípio, a falta de êxito das
mulheres pode ser formulada como silogismo: se as mulheres
possuíssem talento para arte este se revelaria espontaneamente.
Mas este talento nunca se revelou. Portanto, chegamos à
conclusão de que as mulheres não possuem talento para a arte.
Adaptado de NOCHLIN, Linda. Por que não houve grandes mulheres artistas? São Paulo: Edições Aurora, 2016.
As afirmativas a seguir interpretam corretamente o posicionamento de Linda Nochlin sobre quais questões são (ou não são) pertinentes para a história da arte, à exceção de uma. Assinale-a.
Rudolf Laban (1879-1958) criou um método de análise que permite avaliar os diversos tipos de movimentos. O que há em comum entre um salto de um dançarino, uma armada de um capoeirista, um saque de um tenista, um aluno escrevendo anotações de aula ou uma pessoa lavando roupa? Para Laban, todos executam movimentos que podem ser avaliados mediante elementos qualitativos: fluência, espaço, peso e tempo.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente os princípios e as características do Método Laban, à exceção de uma. Assinale-a.
O conceito de Arte Indígena Contemporânea (AIC) foi cunhado por Jaider Esbell, artista macuxi, para quem a AIC “é uma armadilha, porque nos convida a aprofundar essa questão da identidade. E quando ela vem com essa densidade, puxa para a ideia de essência, de matriz, até mesmo de pureza, que é essa relação ainda muito romantizada da integração plena do homem com a natureza. E aí, ela vem nos fazendo questionar como fazer essa transição, essa transposição nos mundos”.
Adaptado de ESBELL 2021: p. 31.
Para Jaider Esbell, a Arte Indígena Contemporânea é “uma armadilha”
Um texto que busca esboçar o quadro da arte indígena brasileira não pode senão começar com um paradoxo: trata-se de povos que não partilham nossa noção de arte. Mas, se objetos indígenas cristalizam ações, valores e ideias, como na arte conceitual, ou provocam apreciações valorativas da categoria dos tradicionais conceitos de beleza e perfeição formal como entre nós, por que sustentar que conceitualmente esses povos desconhecem o que nós conhecemos como “arte”?
LAGROU, Els. Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação. Belo Horizonte: Editora C/Arte, 2009, p. 11-13.
Com base no trecho, é correto afirmar que, na arte indígena,
A convergência entre a harmonia musical e a dissonância ruidosa foi explorada desde o início do século XX por artistas de diferentes áreas, eliminando as distinções tradicionais entre música, ruído e barulho.
As afirmativas a seguir exemplificam corretamente essa
convergência, à exceção de uma. Assinale-a:
A música indígena é descrita desde os primeiros relatos sobre o Brasil, como o do padre Fernão Cardim, durante uma visitação em 1583, quando o jesuíta observa uma celebração coletiva da guerra:
Não se lhes entende o que cantam, mas disseram-me os padres que cantavam em trova quantas façanhas e mortes tinham feito os seus antepassados. Arremedam pássaros, cobras, e outros animais, tudo trovado por comparações, para se incitarem a pelejar.
CARDIM, F. Tratados da Terra e Gente do Brasil. Belo Horizonte, Itatiaia, 1980, p. 243.
Com base no testemunho do cronista do século XVI, pode-se afirmar que a música produzida pelos nativos
Correlacione as linguagens musicais a seguir (modalismo, tonalismo e atonalismo) às respectivas características.
1. Modalismo
2. Tonalismo
3. Atonalismo
( ) A música é desprovida de centro tonal e não apresenta uma
hierarquia sobre uma única nota ou notas de uma escala com
funções.
( ) A música apresenta uma hierarquia entre as notas utilizadas numa escala de sete notas, girando em torno de funções que as notas assumem dentro da hierarquia.
( ) A música tem estruturas melódicas subordinadas a uma única nota que é a nota principal: todas as melodias se iniciam e terminam sobre esta nota.
Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.
Nelson Rodrigues é considerado o pioneiro da moderna dramaturgia brasileira e a sua peça “O beijo no asfalto” gerou forte impacto no público brasileiro nos anos 1960. A trama parte da morte de um homem desconhecido atropelado por um ônibus. Agonizando no asfalto, ele pede um beijo a um bancário que está no local (Arandir). O pedido é atendido e o gesto torna-se manchete na imprensa sensacionalista, além de fundamentar a hipótese policial de assassinato passional.
As afirmativas a seguir caracterizam corretamente o impacto da
peça “O beijo no asfalto”, à exceção de uma. Assinale-a.
A partir da segunda metade do século XVIII, a presença da burguesia em cena é cada vez maior, como resultado de seu estabelecimento enquanto classe social e de sua expansão econômica. O teatro é impactado por essa mudança social e apresenta novos gêneros, aptos a retratar uma nova sociedade que emergia da era das revoluções.
A respeito dos gêneros teatrais dos séculos XVIII e XIX, analise as
afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a
falsa.
( ) O drama burguês é a forma dramática séria em que os personagens representavam o ser humano como alguém bom por natureza, mas corrompido pelo meio.
( ) O teatro romântico traz para a cena as categorias estéticas do sublime e do grotesco, objetivando despertar as paixões humanas, do deleite ao assombro.
( ) O Realismo parte da constatação que a dramaturgia deve tratar de temas contemporâneos da sociedade com base na lei formal das três unidades: tempo, lugar e ação.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Gênero dramático medieval que se caracteriza por apresentar situações cômicas do cotidiano de forma direta, exagerada, grosseira e maliciosa, por meio da sucessão rápida de equívocos, provocando o riso amplo e direto no público que a assiste.
O trecho se refere à forma do teatro medieval denominada
É, pois, a Tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com várias espécies de ornamentos distribuídas pelas diversas partes do drama, imitação que se efetua não por narrativa, mas mediante atores, e que, suscitando o terror e a piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções
Adaptado de ARISTÓTELES, Poética. SP: Ars Poética, 1993, p. 37.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre as características da tragédia para Aristóteles.
I. Representa uma ação que, depois do seu início, requer que ela se complete no seu interregno, ou seja, no intervalo de tempo que vai do seu início ao seu fim.
II. O fim funesto da ação é preanunciado desde o início, e a encenação de uma catástrofe inescapável visa a gerar comoção pela identificação dos espectadores com os personagens, produzindo uma catarse.
III. Encena ações realizadas por indivíduos de caráter inferior, com o objetivo de apresentar uma sátira ao comportamento de homens viciosos e provocar a indignação do público.
Está correto o que se afirma em
Os artistas desse movimento abandonaram a perspectiva linear utilizada desde o renascimento para representar profundidade e distância. Em suas pinturas, representavam objetos e pessoas a partir de vários pontos de vista ao mesmo tempo, pois acreditavam que, desse modo, ofereceriam ao espectador visões de mundo mais precisas do que as representações tridimensionais.
O trecho descreve o movimento de arte moderna que se desenvolveu na primeira metade do século XX conhecido como:

Caspar David Friedrich, O errante sobre o mar de névoa, 1818.
Os artistas românticos do século XIX representaram as manifestações das forças da natureza como expressão do sublime.
Para o romantismo, o sublime era
No início do século XX, Heinrich Wölfflin usou o termo barroco como categoria estética positiva. Em sua obra Conceitos Fundamentais para a História da Arte, propôs uma metodologia objetiva para identificar se uma obra de arte é barroca, baseando-se em cinco pares de conceitos comparativos e opostos ao classicismo renascentista.
A respeito da classificação estilística elaborada por Wölfflin,
assinale a afirmativa que identifica corretamente um preceito do
barroco.
Sobre o aprendizado em arte, estabeleça a correspondência entre as dimensões do conhecimento para o ensino de artes listadas a seguir e suas respectivas definições.
1. Estesia
2. Expressão
3. Reflexão
( ) Refere-se à capacidade de se posicionar a respeito de experiências e processos criativos, artísticos e culturais, mediante a aquisição de habilidades de análise e interpretação das experiências artísticas.
( ) Refere-se à capacidade de articular sensibilidade e percepção da arte, como uma forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo.
( ) Refere-se à oportunidade de exteriorizar criações subjetivas com elementos constitutivos de cada linguagem, seus vocabulários específicos e suas materialidades.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Fazer arte pode ser entendido como o processo pelo qual se provoca a existência de um outro objeto socialmente qualificado de artístico. Esse fazer perpassa as categorias do conhecimento sensível: imaginação, emoção, intuição, percepção e criação.
Assinale a afirmativa que caracteriza corretamente uma das categorias do conhecimento sensível.