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Q3108986 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que pode a música brasileira na cena mundial?

É imenso o interesse que a música brasileira desperta mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das históricas dinâmicas globais

Por Maria Marighella

Hermeto Pascoal, o bruxo dos sons, fez história mais uma vez. Aos 88 anos, o alagoano de Olho d'Água se tornou o primeiro brasileiro a ser homenageado pelo "WOMEX Artist Award", honraria concedida por uma das maiores feiras globais de música, no último domingo, 27 de outubro, na Inglaterra. Hermeto aprendeu, em seu território, as notas da natureza agreste e do nascedouro das águas. Aquele que faz música até com a própria barba colocou na gira do mundo a força inventiva brasileira, gênese da insurgência do povo que somos.

É imenso o interesse que a música brasileira − a voz e a letra da nossa ofensiva sensível − desperta mundo afora. Essa força pulsante, no entanto, enfrenta o desafio das históricas dinâmicas globais: 88% do financiamento para mobilidade internacional concentra-se na Europa e América do Norte, segundo estudo da plataforma "On the Move", em parceria com a "BOP Consulting" (2017).

É ainda mais inquietante que apenas 9% dos destinos de mobilidade estão no "Sul Global" e que apenas 18% dos candidatos aptos a participar de programas de financiamento estão nessa mesma região, o que reflete também as barreiras para a mobilidade Sul-Sul, que, em grande medida, depende desses mesmos fundos internacionais e cooperação multilateral.

Os números, por óbvio, refletem um projeto político de manutenção de relações hegemônicas que se perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como, então, reescrever esse trânsito global? O que pode emergir quando outras geografias para as artes são desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira, em sua insurgência, nos desafia a encarar.

Com a retomada das relações do Brasil com o mundo, as artes brasileiras retornam à cena global, como ativos da democracia e da diplomacia, espaço de diálogo, identidade e soberania. Programas de cooperação entre países da Ibero-América e África são indicativos de parcerias entre agentes e expansão de mercados Sul-Sul. As artes e artistas são parte fundamental da relação entre países e sociedades, não meros agentes que chegam depois. A mobilidade artística é, portanto, central no processo de construção de um ambiente de cooperação e respeito, que possibilite a aproximação e afetação entre geografias culturais.

Assim como o grande Hermeto, artistas e agentes das artes têm construído uma agenda internacional que reafirma nossas múltiplas narrativas. Uma ofensiva que formula sínteses e constrói, no sensível e no simbólico, a reparação urgente. Esses movimentos nos desafiam a imaginar como novos trânsitos artísticos podem articular pactuações comprometidas com o reconhecimento de culturas e povos subalternizados, com o combate ao racismo e às desigualdades.

Foi a música brasileira que deu a letra e plantou a floresta e o debate climático global no centro da atenção dos agentes presentes na Womex 2024, com o Circuito Amazônico de Festivais, iniciativa que reúne oito iniciativas da Amazônia Legal brasileira. Em um momento em que a crise climática ocupa um lugar decisivo na agenda política internacional, iniciativas como este circuito, elo fundamental da rede das artes, nos convidam a refletir sobre uma ética do existir no mundo, um debate em que a música e a imaginação têm assento.

Fortalecer esses movimentos e desenhar outros circuitos de difusão será fundamental no enfrentamento dos desequilíbrios que os números apresentam. Para que a internacionalização da música brasileira seja continuada e perene, abrindo espaço para novas experiências musicais, são essenciais a criação de diretrizes que orientarão esse campo e a articulação entre instituições que ofereçam mecanismos e deem densidade a esses movimentos, trazendo retornos ao Brasil, aos fazedores de cultura e, sobretudo, às cidadãs e cidadãos brasileiros, que encontram nas artes a expressão de sua identidade. Reconhecer a importância da mobilidade artística é o primeiro passo para a construção de políticas que fortaleçam esse elo fundamental com o mundo, um sistema de diretrizes e garantias, direitos e liberdades que impulsione o encontro e permita ao mundo conhecer aquilo que só tem no Brasil.


(Disponível em: https://midianinja.org/opiniao/o-que-pode-a-musica-brasileira-na-cenamundial/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
Leia o excerto que segue:

"Os números, por óbvio, refletem um projeto político de manutenção de relações hegemônicas que se perpetuam, sobretudo, no campo do simbólico. Como, então, reescrever esse trânsito global? O que pode emergir quando outras geografias para as artes são desenhadas? Essas são questões que a arte brasileira, em sua insurgência, nos desafia a encarar."

A partir do excerto e da leitura do texto como um todo, analise as proposições que seguem. Quando a autora do texto problematiza o trânsito global das artes, ela:

I.Critica a existência de um projeto político que mantém as relações hegemônicas de poder nas mãos, especialmente, dos países do norte Global.
II.Sugere que a existência de programas de cooperação entre países da Ibero-América e África indicam a expansão de mercados Sul-Sul, tendo nas artes e nos artistas elementos fundamentais desse processo.
III.Esclarece que, nesse caminho de construir um trânsito global das artes, artistas e agentes têm construído uma agenda internacional que reafirma nossas múltiplas narrativas, portanto, vão na contramão da hegemonia mantida pelo Norte Global.
IV.Propõe ações que podem viabilizar esse processo de mobilidade cultural no mundo, como fortalecer os movimentos já existentes e desenhar outros circuitos de difusão para o enfrentamento dos desequilíbrios que se mantêm nas históricas dinâmicas globais.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3108983 Biomedicina - Análises Clínicas
A coloração H&E, uma das principais utilizadas nas espécimes histológicas, tem como constituinte e sua respectiva característica: 
Alternativas
Q3108982 Biomedicina - Análises Clínicas
Em relação à importância da citologia, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3108981 Biomedicina - Análises Clínicas
Dos materiais a seguir, assinale o que não é adequado à análise citopatológica: 
Alternativas
Q3108980 Biomedicina - Análises Clínicas
A etapa de diafanização é essencial dentro dos processos técnicos de amostras teciduais para estudo microscópico. Pode-se considerar como material que corresponde a essa etapa o: 
Alternativas
Q3108979 Biomedicina - Análises Clínicas
Assinale a alternativa que apresenta a vantagem do método de citologia em meio líquido comparado ao método convencional: 
Alternativas
Q3108978 Biomedicina - Análises Clínicas
Pode-se citar como técnica adequada para identificação de fungos em espécimes histológicas: 
Alternativas
Q3108977 Biomedicina - Análises Clínicas
Sobre o processo de inclusão da amostra durante o processamento histológico, ele não influencia: 
Alternativas
Q3108976 Biomedicina - Análises Clínicas
Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta das etapas da técnica de preparo do corte histológico: 
Alternativas
Q3108975 Direito Sanitário
Considerando-se a RDC n.º 222/2018, que regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) e dá outras providências, analise as afirmativas a seguir:

I.Os resíduos de medicamentos contendo produtos hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos, imunomoduladores; anti-retrovirais, quando descartados por serviços assistenciais de saúde, farmácias, drogarias e distribuidores de medicamentos ou apreendidos, devem ser submetidos a tratamento ou dispostos em aterro de resíduos perigosos - Classe I.
II.As embalagens secundárias de medicamentos não contaminadas devem ser descaracterizadas quanto às informações de rotulagem, podendo ser encaminhadas para reciclagem.
III.Os medicamentos hemoderivados devem ter seu manejo como resíduo do Grupo B sem periculosidade.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3108974 Biomedicina - Análises Clínicas
Assinale a alternativa que apresenta a consequência que a fixação prolongada pode causar no tecido: 
Alternativas
Q3108973 Biomedicina - Análises Clínicas
Em relação à biópsia por congelamento: 
Alternativas
Q3108972 Segurança e Saúde no Trabalho
A Norma Regulamentadora n.º 6 (NR-6) trata do Certificado de Aprovação (CA). Isso posto, analise as afirmativas a seguir:

I.O EPI deve ser comercializado com o CA válido.
II.Todo EPI deve apresentar, em caracteres indeléveis, legíveis e visíveis, marcações com o nome comercial do fabricante ou do importador, o lote de fabricação e o número do CA.
III.Após adquirido, o fornecimento do EPI deve observar as condições de armazenamento e o prazo de validade do equipamento informados pelo fabricante ou importador.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3108971 Biomedicina - Análises Clínicas
A portaria n.º 3388/2013, que redefine a Qualificação Nacional em Citopatologia na prevenção do câncer do colo do útero (QualiCito), no âmbito da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, em seu art. 21, afirma que é recomendado, como critério de qualidade, que os Laboratórios Tipo I tenham a produção mínima de __________ exames/ano, exceto laboratórios vinculados aos hospitais habilitados como Unidades de Assistência de Alta Complexidade (UNACON) ou Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), Hospitais Universitários e Laboratórios Tipo II que não exerçam também a função de Laboratório Tipo I.
Assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna no excerto: 
Alternativas
Q3108967 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quais os impactos para o Brasil de formar menos pesquisadores

Dados da Capes mostram queda na quantidade de vagas ocupadas em cursos de mestrado e doutorado. Impactos de diminuição do interesse na pós-graduação podem vir a curto, médio e longo prazo

Mariana Vick -18 de agosto de 2024

Dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) mostram que houve redução no número de vagas ocupadas na pós-graduação no Brasil. Vinte e um por cento dos postos no mestrado e 25% dos postos no doutorado estavam ociosos em 2020. Os anos seguintes registraram diminuição na quantidade de ingressantes.

Colhidos na Plataforma Sucupira, da Capes, e veiculados em 2024 na sua proposta preliminar de Plano Nacional de Pós-Graduação, os dados demonstram os impactos da pandemia de covid-19 sobre os programas de mestrado e doutorado no Brasil. Também atestam a queda de interesse de recém-graduados por esses cursos. O quadro gera impactos de curto, médio e longo prazo para a ciência e o desenvolvimento do país [...].

Os dados veiculados na versão preliminar do Plano Nacional de Pós-Graduação mostram que o Brasil contabilizou em 2022 um estoque de 0,7% das pessoas de 25 a 64 anos com mestrado e 0,3% com doutorado. Os percentuais são baixos em comparação com as médias dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Neles as proporções são as seguintes: 

14,1% das pessoas de 25 a 64 anos nos países da OCDE têm mestrado, percentual muito maior que o do Brasil 

1,3% das pessoas de 25 a 64 anos nos países da OCDE têm doutorado, taxa cerca de quatro vezes maior que a do Brasil

A quantidade de ingressantes nesses cursos caiu nos últimos anos, depois de anos de avanços constantes, segundo os números da Capes. Houve queda de 10% no número de novos alunos no mestrado e no doutorado em 2020 em relação ao ano anterior. O crescimento foi retomado em 2021, mas voltou a diminuir em 2022, alcançando patamar próximo do de 2015. [...]

A quantidade de titulações (conclusões do curso) na pós-graduação também diminuiu nos últimos anos. A queda foi de 15% em 2020 em relação ao ano anterior. Houve, no entanto, uma retomada gradual nos números nos anos seguintes, com variações por níveis de formação (mestrado ou doutorado).

O que explica a queda nos números

A pandemia de covid-19 é um dos motivos citados pela Capes para a interrupção do crescimento de ingressantes e titulações nos cursos de mestrado e doutorado no Brasil. "A suspensão de atividades presenciais retardou o ingresso de novos estudantes, além de afetar o andamento de pesquisas em curso", escreveu a fundação na versão preliminar do Plano Nacional de Pós-Graduação. "É preciso considerar também o impacto econômico sobre os segmentos discentes mais vulneráveis."

Os pedidos de prorrogação de prazos de conclusão de curso foram facilitados durante a pandemia — o que pode explicar a queda nas titulações nos últimos anos. "Se for este o caso, estamos diante de uma situação de retenção de diplomação, com expectativa de retomada do crescimento nos próximos anos, mas cuja velocidade ainda demandará acompanhamento cuidadoso."

[...]

A pandemia, no entanto, não é a única razão apontada para os números. Fatores não relacionados à covid-19 também podem justificar o aparente desinteresse de recém-formados pelo ingresso em cursos de pós-graduação, segundo a Capes. Estão entre as hipóteses levantadas pela fundação: 

saturação de programas de pós-graduação 

distribuição desigual do acesso a esses cursos no país 

processos seletivos exigentes, orientados para perfis específicos 

inadequação do perfil dos candidatos ao programa 

baixa atratividade da oferta e da carreira científica 

aspectos sociodemográficos dos estudantes

O tempo de formação de um doutor é de mais de 20 anos, considerando o período desde o ensino fundamental, segundo Eduardo Colombari, professor titular de odontologia no campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista). "É preciso muita resiliência e o que tem acontecido é um grande desestímulo financeiro e social que dificulta aos mais jovens a busca por essa formação" [...].

"Fato é que o investimento na educação, em especial na formação dos doutores, vem se deteriorando há décadas. O valor das bolsas de pós-graduação não é suficiente para que o doutorando se dedique em tempo integral à sua formação intelectual. Para agravar esse cenário, a pandemia de covid-19 acelerou o processo de desmotivação para cursar ensino superior que vinha se delineando".

De quando vêm esses problemas

Esses problemas vêm desde antes da pandemia, segundo Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. "O fato de ter havido uma redução de investimentos na área de ciência e tecnologia trouxe resultados bastante negativos para o país", disse ao Nexo. "É uma crise que possivelmente vem de anos."

As bolsas federais de pesquisa para estudantes de programas de mestrado e doutorado passaram uma década sem reajustes no Brasil. De 2013 a 2022, os valores pagos aos pesquisadores tiveram, na prática, uma redução de 66,6% por conta da inflação no período. Os pagamentos foram reajustados apenas em 2023, em um percentual de 40%. [...]

Outros fatores

Incerteza de emprego Incertezas sobre emprego após o doutorado podem estar entre os motivos que afastam recém-formados da pós-graduação. "O início de carreira em uma universidade federal ou estadual está em valores muito defasados em relação às expectativas de um profissional após mais de 20 anos de formação", escreveu Colombari no The Conversation. Além disso, as indústrias no Brasil não absorvem doutores.

Perfil dos estudantes

A desaceleração do crescimento de matrículas na graduação nas universidades públicas também pode explicar a queda de ingressos no mestrado e doutorado. Estudantes dessas instituições tendem a buscar mais a pós-graduação após a formatura. Grande parte dos novos formados, segundo análise publicada na Revista Pesquisa Fapesp, é de universidades privadas, sem interesse em se tornar mestres e doutores.

Universidades privadas

Colombari também escreveu [...] que o percentual de doutores no quadro de professores nas universidades privadas é muito baixo em comparação com o das públicas. "O Ministério da Educação precisa exigir delas o nível de educação que é pedido aos professores nas universidades públicas", disse. Essa mudança poderia absorver doutores formados e tornar a carreira mais atrativa.

Quais são os impactos do cenário

A queda do interesse em programas de mestrado e doutorado traz impactos de curto, médio e longo prazo para o Brasil. A quantidade e a qualidade da produção científica dependem da formação de pesquisadores, e sem eles pode haver menor avanço do conhecimento científico. Outros impactos incluem: 

redução da geração de tecnologias e inovações 

menos possibilidades de desenvolvimento econômico 

menos oportunidades de inclusão social por meio da pesquisa 

menos recursos humanos (professores) para formar novos profissionais na educação superior 

menos capacidade do país de enfrentar problemas sociais 

redução da atratividade do país para o exterior

Ribeiro afirmou que os impactos variam dependendo da área de pesquisa. "Curiosamente, contra o que muitos pensariam, se compararmos os dados de publicações de artigos científicos entre 2019 e 2022, notamos que houve uma queda na produção de todas as áreas, exceto humanidades e ciências humanas e sociais. É algo que precisaria ser mais bem explicado", disse.

Ainda não é possível avaliar quais serão os efeitos do reajuste nas bolsas de mestrado e doutorado em 2023. Mesmo assim, segundo Ribeiro, as perdas são grandes. "Perdemos vários anos. Perdemos na formação de profissionais da graduação, de mestres e doutores e também no ensino médio. Tudo isso precisa ser restabelecido e recriado, o que não é fácil", afirmou.

"Investimento é a palavra que vem à boca de todos nós, mas [mudar o cenário] também depende de mudar a concepção do que foi feito e está no horizonte", disse. "Temos o grande problema de não termos feito o trânsito das áreas tradicionais de ensino para outras — talvez mais pujantes, criativas e interdisciplinares — no mestrado e doutorado, e também na graduação."

(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/08/18/numero-baixo-de-pesquisadores-no-brasil-impacto-na-ciencia. Acesso em 03 dez. 2024. Adaptado.)
A partir da leitura do texto, é possível afirmar que:

I.No Brasil, entre as pessoas de 25 a 64 anos, menos de 1% tem mestrado. O mesmo percentual vale para pessoas com doutorado. Em ambos os casos, o país está muito aquém dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
II.A taxa de quem ingressou em mestrado ou doutorado, apesar de ter caído cerca de 10% em 2020, retomou o crescimento em 2021, alcançando o patamar de 2015.
III.Enquanto no Brasil, o percentual de pessoas de 25 a 64 anos com doutorado é de 0,3%, nos países da OCDE, esse valor ultrapassa 1%.
IV.Segundo levantamento da Capes, são possíveis impulsionadores da queda no número de mestrandos e doutorandos: processos seletivos exigentes e com foco em perfis específicos, carreira científica pouco atrativa e acesso a esses cursos com distribuição desigual dentro do Brasil.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3108966 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quais os impactos para o Brasil de formar menos pesquisadores

Dados da Capes mostram queda na quantidade de vagas ocupadas em cursos de mestrado e doutorado. Impactos de diminuição do interesse na pós-graduação podem vir a curto, médio e longo prazo

Mariana Vick -18 de agosto de 2024

Dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) mostram que houve redução no número de vagas ocupadas na pós-graduação no Brasil. Vinte e um por cento dos postos no mestrado e 25% dos postos no doutorado estavam ociosos em 2020. Os anos seguintes registraram diminuição na quantidade de ingressantes.

Colhidos na Plataforma Sucupira, da Capes, e veiculados em 2024 na sua proposta preliminar de Plano Nacional de Pós-Graduação, os dados demonstram os impactos da pandemia de covid-19 sobre os programas de mestrado e doutorado no Brasil. Também atestam a queda de interesse de recém-graduados por esses cursos. O quadro gera impactos de curto, médio e longo prazo para a ciência e o desenvolvimento do país [...].

Os dados veiculados na versão preliminar do Plano Nacional de Pós-Graduação mostram que o Brasil contabilizou em 2022 um estoque de 0,7% das pessoas de 25 a 64 anos com mestrado e 0,3% com doutorado. Os percentuais são baixos em comparação com as médias dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Neles as proporções são as seguintes: 

14,1% das pessoas de 25 a 64 anos nos países da OCDE têm mestrado, percentual muito maior que o do Brasil 

1,3% das pessoas de 25 a 64 anos nos países da OCDE têm doutorado, taxa cerca de quatro vezes maior que a do Brasil

A quantidade de ingressantes nesses cursos caiu nos últimos anos, depois de anos de avanços constantes, segundo os números da Capes. Houve queda de 10% no número de novos alunos no mestrado e no doutorado em 2020 em relação ao ano anterior. O crescimento foi retomado em 2021, mas voltou a diminuir em 2022, alcançando patamar próximo do de 2015. [...]

A quantidade de titulações (conclusões do curso) na pós-graduação também diminuiu nos últimos anos. A queda foi de 15% em 2020 em relação ao ano anterior. Houve, no entanto, uma retomada gradual nos números nos anos seguintes, com variações por níveis de formação (mestrado ou doutorado).

O que explica a queda nos números

A pandemia de covid-19 é um dos motivos citados pela Capes para a interrupção do crescimento de ingressantes e titulações nos cursos de mestrado e doutorado no Brasil. "A suspensão de atividades presenciais retardou o ingresso de novos estudantes, além de afetar o andamento de pesquisas em curso", escreveu a fundação na versão preliminar do Plano Nacional de Pós-Graduação. "É preciso considerar também o impacto econômico sobre os segmentos discentes mais vulneráveis."

Os pedidos de prorrogação de prazos de conclusão de curso foram facilitados durante a pandemia — o que pode explicar a queda nas titulações nos últimos anos. "Se for este o caso, estamos diante de uma situação de retenção de diplomação, com expectativa de retomada do crescimento nos próximos anos, mas cuja velocidade ainda demandará acompanhamento cuidadoso."

[...]

A pandemia, no entanto, não é a única razão apontada para os números. Fatores não relacionados à covid-19 também podem justificar o aparente desinteresse de recém-formados pelo ingresso em cursos de pós-graduação, segundo a Capes. Estão entre as hipóteses levantadas pela fundação: 

saturação de programas de pós-graduação 

distribuição desigual do acesso a esses cursos no país 

processos seletivos exigentes, orientados para perfis específicos 

inadequação do perfil dos candidatos ao programa 

baixa atratividade da oferta e da carreira científica 

aspectos sociodemográficos dos estudantes

O tempo de formação de um doutor é de mais de 20 anos, considerando o período desde o ensino fundamental, segundo Eduardo Colombari, professor titular de odontologia no campus de Araraquara da Unesp (Universidade Estadual Paulista). "É preciso muita resiliência e o que tem acontecido é um grande desestímulo financeiro e social que dificulta aos mais jovens a busca por essa formação" [...].

"Fato é que o investimento na educação, em especial na formação dos doutores, vem se deteriorando há décadas. O valor das bolsas de pós-graduação não é suficiente para que o doutorando se dedique em tempo integral à sua formação intelectual. Para agravar esse cenário, a pandemia de covid-19 acelerou o processo de desmotivação para cursar ensino superior que vinha se delineando".

De quando vêm esses problemas

Esses problemas vêm desde antes da pandemia, segundo Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. "O fato de ter havido uma redução de investimentos na área de ciência e tecnologia trouxe resultados bastante negativos para o país", disse ao Nexo. "É uma crise que possivelmente vem de anos."

As bolsas federais de pesquisa para estudantes de programas de mestrado e doutorado passaram uma década sem reajustes no Brasil. De 2013 a 2022, os valores pagos aos pesquisadores tiveram, na prática, uma redução de 66,6% por conta da inflação no período. Os pagamentos foram reajustados apenas em 2023, em um percentual de 40%. [...]

Outros fatores

Incerteza de emprego Incertezas sobre emprego após o doutorado podem estar entre os motivos que afastam recém-formados da pós-graduação. "O início de carreira em uma universidade federal ou estadual está em valores muito defasados em relação às expectativas de um profissional após mais de 20 anos de formação", escreveu Colombari no The Conversation. Além disso, as indústrias no Brasil não absorvem doutores.

Perfil dos estudantes

A desaceleração do crescimento de matrículas na graduação nas universidades públicas também pode explicar a queda de ingressos no mestrado e doutorado. Estudantes dessas instituições tendem a buscar mais a pós-graduação após a formatura. Grande parte dos novos formados, segundo análise publicada na Revista Pesquisa Fapesp, é de universidades privadas, sem interesse em se tornar mestres e doutores.

Universidades privadas

Colombari também escreveu [...] que o percentual de doutores no quadro de professores nas universidades privadas é muito baixo em comparação com o das públicas. "O Ministério da Educação precisa exigir delas o nível de educação que é pedido aos professores nas universidades públicas", disse. Essa mudança poderia absorver doutores formados e tornar a carreira mais atrativa.

Quais são os impactos do cenário

A queda do interesse em programas de mestrado e doutorado traz impactos de curto, médio e longo prazo para o Brasil. A quantidade e a qualidade da produção científica dependem da formação de pesquisadores, e sem eles pode haver menor avanço do conhecimento científico. Outros impactos incluem: 

redução da geração de tecnologias e inovações 

menos possibilidades de desenvolvimento econômico 

menos oportunidades de inclusão social por meio da pesquisa 

menos recursos humanos (professores) para formar novos profissionais na educação superior 

menos capacidade do país de enfrentar problemas sociais 

redução da atratividade do país para o exterior

Ribeiro afirmou que os impactos variam dependendo da área de pesquisa. "Curiosamente, contra o que muitos pensariam, se compararmos os dados de publicações de artigos científicos entre 2019 e 2022, notamos que houve uma queda na produção de todas as áreas, exceto humanidades e ciências humanas e sociais. É algo que precisaria ser mais bem explicado", disse.

Ainda não é possível avaliar quais serão os efeitos do reajuste nas bolsas de mestrado e doutorado em 2023. Mesmo assim, segundo Ribeiro, as perdas são grandes. "Perdemos vários anos. Perdemos na formação de profissionais da graduação, de mestres e doutores e também no ensino médio. Tudo isso precisa ser restabelecido e recriado, o que não é fácil", afirmou.

"Investimento é a palavra que vem à boca de todos nós, mas [mudar o cenário] também depende de mudar a concepção do que foi feito e está no horizonte", disse. "Temos o grande problema de não termos feito o trânsito das áreas tradicionais de ensino para outras — talvez mais pujantes, criativas e interdisciplinares — no mestrado e doutorado, e também na graduação."

(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/08/18/numero-baixo-de-pesquisadores-no-brasil-impacto-na-ciencia. Acesso em 03 dez. 2024. Adaptado.)
A respeito da importância da formação de pesquisadores, o texto problematiza que: 
Alternativas
Q3108888 Alemão
Wie können Lehrkräfte die Vorkenntnisse der Lernenden effektiv aktivieren, bevor ein deutscher Text gelesen wird? 
Alternativas
Q3108887 Alemão
Lesen Sie den Ausschnitt:
Bodensee
Der Bodensee am Vierländereck (Deutschland, Österreich, Schweiz und Lichtenstein) bietet Ihnen unendlich viele Möglichkeiten für einen aktiven und erholsamen Urlaub. Ob Sie sich für die Städte Konstanz und Lindau interessieren, einen Besuch der Blumeninsel Mainau oder der Klosterinsel Reichenau planen oder beim Wandern, Radfahren, Tauchen oder Segeln aktiv werden wollen, die Bodenseeregion ist das perfekte Urlaubsziel. Für Familien mit Kindern stehen viele Ferienwohnungen und Campingplätze zur Verfügung und es wird garantiert nie langweilig. Aber es gibt auch traumhaft schöne Hotels direkt am Seeufer oder in der Altstadt.

Quelle: https://www.kurz-mal-weg.de/reisemagazin/reiseziele/reiseziele-deutsc hland

Was ist laut dem Text eine der Aktivitäten, die man in der Bodenseeregion unternehmen kann? 
Alternativas
Q3108886 Alemão
Ein Kollege verlässt die Firma. Ergänzen Sie die Abschiedsmail durch passende Adjektive. Wählen Sie die richtige Alternative aus:

Liebe Kolleginnen , _____________ Kollegen,
nach zehn _____________________ Jahren verlasse ich zum ersten August die Firma. Ich werde eine ___________________ und sehr ______________________ Aufgabe bei der Firma Wunderland in Erfurt übernehmen. Wie ihr wisst, ist Wunderland ein ___________________ und in der ganzen Welt ___________________Hersteller von Werkzeugmaschinen. Ich danke euch allen für die ___________________ Zeit hier in der Firma und ich denke, wir alle können mit unserer Arbeit _____________________ sein.
Am Freitagnachmittag lade ich ab 16 Uhr zu einer Abschiedsfeier in der Kantine ein.
Es grüßt Euch,
Klaus 
Alternativas
Q3108885 Alemão
Welches Verb passt? Wählen Sie die richtige Alternative aus:
Ich genieße meine Arbeit im Restaurant und _________ keinen anderen Job mehr haben. Zwar _________ ich fast täglich früh aufstehen, aber vieles ________ ich zusammen mit Udo frei gestalten. Natürlich ________ man in diesem Job keine Angst vor körperlicher Anstrengung haben. Oft _________ wir schwere Kisten tragen, und die Arbeitszeiten können manchmal herausfordernd sein. Meine Mutter sagt immer, wir ___________ nicht so oft nachts arbeiten, aber gelegentlich ___________ wir eben länger bleiben. An anderen Tagen _____________ wir das Restaurant dafür früher schließen. 
Alternativas
Respostas
741: D
742: C
743: E
744: B
745: D
746: C
747: B
748: C
749: D
750: C
751: C
752: A
753: D
754: C
755: C
756: E
757: E
758: A
759: B
760: B