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Q4108867 Português
Tornando o campo fértil 

Um mestre encarregou o seu discípulo de cuidar do campo de arroz. 

No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Então o mestre advertiu-o:

— Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem.

Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas se você ajuda muito, pode enfraquecê-lo e até estragá-lo.

Autor desconhecido. Disponível em: https://metaforas.com.br/2013-09- 21/tornando-o-campo-fertil.htm.


Analise as proposições abaixo:
I- No período “A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.”, a oração destacada classifica- se em coordenada sindética aditiva.
II- No período “ A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.”, a forma verbal destacada está conjugada no pretérito perfeito do indicativo.
III- No período “O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.”, o advérbio grifado exprime uma circunstância de tempo.
IV- No período “ No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária”, a forma verbal destacada está conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4108866 Português

Leia o texto abaixo de Marina Colassanti para responder a questão.


Eu sei, mas não devia –


Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque estaɍ atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não da para almoçar. A sair do trabalho porque ja e noite. A cochilar no ônibus porque esta cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma a poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. 


A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acola. Se o cinema estaɍ cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia esta contaminada, a gente molha so os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho estaɍ duro,


A gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não haɍ muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.


A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



No período “E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.”, o termo destacado estabelece, no período, uma relação de:
Alternativas
Q4108865 Português

Leia o texto abaixo de Marina Colassanti para responder a questão.


Eu sei, mas não devia –


Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque estaɍ atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não da para almoçar. A sair do trabalho porque ja e noite. A cochilar no ônibus porque esta cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma a poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. 


A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acola. Se o cinema estaɍ cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia esta contaminada, a gente molha so os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho estaɍ duro,


A gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não haɍ muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.


A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Analise as proposições abaixo:
1- A frase “ Eu sei, mas não devia” evidencia a consciência da cronista sobre o assunto tratado no texto.
2- No terceiro parágrafo, a autora refere-se a comportamentos que fazem parte da rotina das pessoas.
3- No sexto parágrafo, a cronista revela o que pensa sobre a publicidade.
4- O sétimo parágrafo faz referência à poluição.
Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q4108864 Português

Leia o texto abaixo de Marina Colassanti para responder a questão.


Eu sei, mas não devia –


Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque estaɍ atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não da para almoçar. A sair do trabalho porque ja e noite. A cochilar no ônibus porque esta cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma a poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. 


A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acola. Se o cinema estaɍ cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia esta contaminada, a gente molha so os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho estaɍ duro,


A gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não haɍ muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.


A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Analise as proposições abaixo como verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ).
( ) O narrador de Eu sei, mas não devia retrata circunstâncias bastante mundanas e com as quais todos nós conseguimos facilmente nos relacionar.
( ) Segundo o texto, tornamos- nos meros espectadores da nossa própria vida ao invés de extrairmos dela o máximo de potencialidade.
( ) O texto de Marina Colassanti trata de um contexto estressado e apressado vivido num centro urbano.
( ) Em” Eu sei, mas não devia o narrador “faz uso do polissíndeto, uma figura de linguagem que acontece quando há repetição enfática de conectivos.
A sequência correta de cima para baixo é:
Alternativas
Q4108863 Português

Leia o texto abaixo de Marina Colassanti para responder a questão.


Eu sei, mas não devia –


Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque estaɍ atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não da para almoçar. A sair do trabalho porque ja e noite. A cochilar no ônibus porque esta cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma a poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. 


A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acola. Se o cinema estaɍ cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia esta contaminada, a gente molha so os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho estaɍ duro,


A gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não haɍ muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.


A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



A crônica poética de Marina Colasanti convida o leitor a
I- Refletir sobre a sociedade de consumo.
II- Refletir sobre como lidamos com as injustiças presentes no mundo e sobre a velocidade do tempo em que vivemos.
III- Refletir como vamos perdendo paulatinamente a nossa identidade a cada vez que o turbilhão da vida nos atropela.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4107190 Linguística

29.png (441×611)


SOUSA, Maurício de. Disponível em: <https://miro.medium.com. Acesso em 23 de jan.2022.

Analise as proposições abaixo, considerando as concepções de língua, linguagem e fala.
1- As concepções de língua e de linguagem perpassam a história da humanidade. De modo geral, a maioria dos autores apresentam três concepções: linguagem como expressão do pensamento, linguagem como instrumento de comunicação e linguagem como forma ou processo de interação.
2- A linguística estrutural, sob a visão de Saussure, distingue a concepção de linguagem, língua e fala, da seguinte forma: a linguagem é de natureza heterogênea, portanto, é multiforme e heteróclita, ao mesmo tempo física, fisiológica e psíquica, a língua é um produto social da linguagem, constitui algo adquirido e convencional, compõe-se de um sistema de signos aceitos por uma comunidade linguística. Esse sistema é homogêneo, estável, social, a fala é um ato individual de vontade e inteligência do indivíduo que usa a língua, é acessória e mais ou menos acidental.
3- Da visão estruturalista decorre a concepção de língua como código.
4- Diferentemente dos teóricos estruturalistas, Bakhtin escolhe como objeto de estudo a linguagem em uma perspectiva sóciointeracionista.
5- Em relação à concepção de língua, Bakhtin afirma que ela é uma abstração quando concebida isolada da situação social que a determina.
São verdadeiras:
Alternativas
Q4107189 Português

29.png (441×611)


SOUSA, Maurício de. Disponível em: <https://miro.medium.com. Acesso em 23 de jan.2022.

A partir da leitura do texto em quadrinhos e considerando os conceitos de gramáticas, analise as proposições a seguir:
I – Considerando a ideia defendida pela gramática normativa é possível afirmar que Chico Bento fez uso da variante padrão em sua fala.
II- É possível afirmar que tanto Chico Bento quanto o Primo Zeca têm uma gramática internalizada.
III- No texto, é possível visualizar, pelo menos, dois tipos de variantes linguísticas.
São verdadeiras:
Alternativas
Q4107188 Literatura

Poética


[Manuel Bandeira]


Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto

expediente protocolo e manifestações de apreço ao

Sr. diretor


Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no

dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo 


Abaixo os puristas


Todas as palavras sobretudo os barbarismos

universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de

exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis


Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora

de si mesmo


De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do

amante exemplar com cem modelos de cartas e as

diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc


Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. 



São características presentes no poema de Manoel Bandeira:
I - Liberdade formal
II- Poesia libertária e não comprometida com a tradição
III-Versos livres
Está (ão) correta(s)
Alternativas
Q4107187 Literatura

Poética


[Manuel Bandeira]


Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto

expediente protocolo e manifestações de apreço ao

Sr. diretor


Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no

dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo 


Abaixo os puristas


Todas as palavras sobretudo os barbarismos

universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de

exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis


Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora

de si mesmo


De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do

amante exemplar com cem modelos de cartas e as

diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc


Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. 



O poema de Manuel Bandeira pertence a estética literária:
Alternativas
Q4107186 Literatura
“Os Sertões” são uma das obras mais emblemáticas do escritor pré-modernista Euclides da Cunha. A obra regionalista narra os acontecimentos da sangrenta Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro (1830-1897), que ocorreu no Interior da Bahia, durante 1896 e 1897. Sobre a obra ”Os Sertões” de Euclides da Cunha, é possível afirmar:
I – Está dividida em três partes: A terra, o homem e a luta.
II- A parte destinada ao “Homem” trata de um estudo antropológico e sociológico, donde o homem é determinado pela tríade - meio, raça e história - segundo a teoria determinista do historiador francês Hippolyte Taine.
III-A parte destinada “A Luta “ apresenta uma categoria geográfica que Hegel não citou. Como se faz um deserto. Como se extingue o deserto. O martírio secular da terra.
IV – N a primeira parte da obra, Euclides da Cunha aborda sobre os habitantes do local, o sertanejo e o jagunço, os quais fazem parte dessa paisagem. Sendo assim, nesse primeiro momento, apresenta uma região separada geográfica e temporalmente do resto do país.
V- Na Terceira parte da obra “A luta”, o autor descreve os embates que ocorreram entre o sertanejo e o exército nacional do Brasil. Aborda sobre as quatro expedições realizadas pelo exército nacional, enviados para destruir o Arraial de Canudos, que contava com cerca de 20 mil habitantes.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4107185 Literatura
O Pré-Modernismo não pode ser considerado uma escola literária por não ter características próprias, mas sim o sincretismo de valores de estilos anteriores. Assim sendo, são consideradas características presentes na obra do pré -modernista:
I - investigação e denúncia dos problemas;
II - aproximação da obra literária ao contexto sóciopolítico-econômico;
III-marginalização dos personagens principais (caipira, mulato, sertanejo);
IV - sincretismo estético de escolas literárias como o realismo e o simbolismo; 
V - naturalismo (descrição minuciosa dos personagens e dos cenários);
VI-regionalismo (valorização da cultura popular brasileira);
Estão corretas as proposições:
Alternativas
Q4107184 Literatura
Sobre o poema é possível afirmar:
1- O poema apresenta versos decassílabos clássicos em rimas toantes, de tal forma que a tensão poética realizada pela alternância métrica dilui a formalidade declamatória conferindo ao poema um curso mais reflexivo e profundo, o ritmo delineia em pausas sem os maneirismos sonoros. 
2- As palavras transitam em registros denotativos e conotativos dirigindo a consciência do leitor para dentro do poema.
3- Diferente do experimentalismo disfarçado de arrojo nas execuções concretistas, Drummond restabelece a conexão do nexo com a linguagem, onde a natureza semântica denotativa paira no verso sem obscurecer a realização conotativa que a construção do verso referencia.
4- O poema traz uma intertextualidade direta com a Divina Comédia, desde a caminhada do eu lírico que busca a situação do homem, espiritualmente, em Dante, e existencialmente em Drummond e ainda na forma conscientemente semelhantes; no entanto Dante traça seu itinerário em espiral em parte do incerto, atravessa a escuridão e alcança a iluminação numa reiteração da ascendência virtuosa.
5- Drummond, no poema, opta por um itinerário diverso, a circularidade, onde cada verso estabelece um retorno dentro do tema e se fecha como unidade autônoma, é nesta circunstância que no final de seu itinerário o poeta abraça o ceticismo e contesta as representações de assunção contidas na obra de Dante.
Considerando as ideias apresentadas no poema e movimento literário do qual Carlos Drummond fez parte, é possível afirmar que:
Alternativas
Q4107183 Literatura

A Máquina do Mundo 


E como eu palmilhasse vagamente

uma estrada de Minas, pedregosa,

e no fecho da tarde um sino rouco


se misturasse ao som de meus sapatos

que era pausado e seco; e aves pairassem

no céu de chumbo, e suas formas pretas


lentamente se fossem diluindo

na escuridão maior, vinda dos montes

e de meu próprio ser desenganado,


a máquina do mundo se entreabriu

para quem de a romper já se esquivava

e só de o ter pensado se carpia.


Abriu-se majestosa e circunspecta,

sem emitir um som que fosse impuro

nem um clarão maior que o tolerável 


pelas pupilas gastas na inspeção

contínua e dolorosa do deserto,

e pela mente exausta de mentar


toda uma realidade que transcende

a própria imagem sua debuxada 

no rosto do mistério, nos abismos. 


Abriu-se em calma pura, e convidando

quantos sentidos e intuições restavam

a quem de os ter usado os já perdera


e nem desejaria recobrá-los,

se em vão e para sempre repetimos

os mesmos sem roteiro tristes périplos,


convidando-os a todos, em coorte,

a se aplicarem sobre o pasto inédito

da natureza mítica das coisas,


assim me disse, embora voz alguma

ou sopro ou eco ou simples percussão

atestasse que alguém, sobre a montanha,


a outro alguém, noturno e miserável,

em colóquio se estava dirigindo:

“O que procuraste em ti ou fora de


teu ser restrito e nunca se mostrou,

mesmo afetando dar-se ou se rendendo,

e a cada instante mais se retraindo,


olha, repara, ausculta: essa riqueza

sobrante a toda pérola, essa ciência

sublime e formidável, mas hermética,


essa total explicação da vida,

esse nexo primeiro e singular,

que nem concebes mais, pois tão esquivo


se revelou ante a pesquisa ardente

em que te consumiste… vê, contempla,

abre teu peito para agasalhá-lo.”


As mais soberbas pontes e edifícios,

o que nas oficinas se elabora,

o que pensado foi e logo atinge


distância superior ao pensamento,

os recursos da terra dominados,

e as paixões e os impulsos e os tormentos 


e tudo que define o ser terrestre

ou se prolonga até nos animais

e chega às plantas para se embeber


no sono rancoroso dos minérios,

dá volta ao mundo e torna a se engolfar

na estranha ordem geométrica de tudo,


e o absurdo original e seus enigmas,

suas verdades altas mais que tantos

monumentos erguidos à verdade;


e a memória dos deuses, e o solene

sentimento de morte, que floresce

no caule da existência mais gloriosa,


tudo se apresentou nesse relance 

e me chamou para seu reino augusto,

afinal submetido à vista humana.


Mas, como eu relutasse em responder

a tal apelo assim maravilhoso,

pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,


a esperança mais mínima — esse anelo

de ver desvanecida a treva espessa

que entre os raios do sol inda se filtra;


como defuntas crenças convocadas

presto e fremente não se produzissem

a de novo tingir a neutra face


que vou pelos caminhos demonstrando,

e como se outro ser, não mais aquele

habitante de mim há tantos anos,


passasse a comandar minha vontade

que, já de si volúvel, se cerrava

semelhante a essas flores reticentes


em si mesmas abertas e fechadas;

como se um dom tardio já não fora

apetecível, antes despiciendo,


baixei os olhos, incurioso, lasso,

desdenhando colher a coisa oferta

que se abria gratuita a meu engenho.


A treva mais estrita já pousara

sobre a estrada de Minas, pedregosa,

e a máquina do mundo, repelida,


se foi miudamente recompondo,

enquanto eu, avaliando o que perdera,

seguia vagaroso, de mão pensa 

Na segunda parte do poema, a máquina do mundo abre-se de novo. Existe aqui, novamente, a luta da realidade do eu lírico em relação a revelação mítica, assim sendo a segunda parte do poema divide-se em três momentos, os quais podem ser assim caracterizados:
I- Primeiro momento: um pedido para o próprio poeta se revelar, deixar de ser hermético, como a própria máquina o fez — os seus sentimentos precisam se abrir para o mundo.
II- Segundo momento: interação com o mundo de maneira sinestésica, sentir, olhar, reparar, auscultar as pessoas — necessidade em ser abertos e empático para com os outros, e confiar nos próprios sentidos e emoções.
III- Terceiro momento: a máquina sustenta sua posição de ente mítico e a necessidade de absorvê -la como parte para descoberta do enigma do mundo.
A partir da análise das proposições é possível afirmar:
Alternativas
Q4107182 Literatura

A Máquina do Mundo 


E como eu palmilhasse vagamente

uma estrada de Minas, pedregosa,

e no fecho da tarde um sino rouco


se misturasse ao som de meus sapatos

que era pausado e seco; e aves pairassem

no céu de chumbo, e suas formas pretas


lentamente se fossem diluindo

na escuridão maior, vinda dos montes

e de meu próprio ser desenganado,


a máquina do mundo se entreabriu

para quem de a romper já se esquivava

e só de o ter pensado se carpia.


Abriu-se majestosa e circunspecta,

sem emitir um som que fosse impuro

nem um clarão maior que o tolerável 


pelas pupilas gastas na inspeção

contínua e dolorosa do deserto,

e pela mente exausta de mentar


toda uma realidade que transcende

a própria imagem sua debuxada 

no rosto do mistério, nos abismos. 


Abriu-se em calma pura, e convidando

quantos sentidos e intuições restavam

a quem de os ter usado os já perdera


e nem desejaria recobrá-los,

se em vão e para sempre repetimos

os mesmos sem roteiro tristes périplos,


convidando-os a todos, em coorte,

a se aplicarem sobre o pasto inédito

da natureza mítica das coisas,


assim me disse, embora voz alguma

ou sopro ou eco ou simples percussão

atestasse que alguém, sobre a montanha,


a outro alguém, noturno e miserável,

em colóquio se estava dirigindo:

“O que procuraste em ti ou fora de


teu ser restrito e nunca se mostrou,

mesmo afetando dar-se ou se rendendo,

e a cada instante mais se retraindo,


olha, repara, ausculta: essa riqueza

sobrante a toda pérola, essa ciência

sublime e formidável, mas hermética,


essa total explicação da vida,

esse nexo primeiro e singular,

que nem concebes mais, pois tão esquivo


se revelou ante a pesquisa ardente

em que te consumiste… vê, contempla,

abre teu peito para agasalhá-lo.”


As mais soberbas pontes e edifícios,

o que nas oficinas se elabora,

o que pensado foi e logo atinge


distância superior ao pensamento,

os recursos da terra dominados,

e as paixões e os impulsos e os tormentos 


e tudo que define o ser terrestre

ou se prolonga até nos animais

e chega às plantas para se embeber


no sono rancoroso dos minérios,

dá volta ao mundo e torna a se engolfar

na estranha ordem geométrica de tudo,


e o absurdo original e seus enigmas,

suas verdades altas mais que tantos

monumentos erguidos à verdade;


e a memória dos deuses, e o solene

sentimento de morte, que floresce

no caule da existência mais gloriosa,


tudo se apresentou nesse relance 

e me chamou para seu reino augusto,

afinal submetido à vista humana.


Mas, como eu relutasse em responder

a tal apelo assim maravilhoso,

pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,


a esperança mais mínima — esse anelo

de ver desvanecida a treva espessa

que entre os raios do sol inda se filtra;


como defuntas crenças convocadas

presto e fremente não se produzissem

a de novo tingir a neutra face


que vou pelos caminhos demonstrando,

e como se outro ser, não mais aquele

habitante de mim há tantos anos,


passasse a comandar minha vontade

que, já de si volúvel, se cerrava

semelhante a essas flores reticentes


em si mesmas abertas e fechadas;

como se um dom tardio já não fora

apetecível, antes despiciendo,


baixei os olhos, incurioso, lasso,

desdenhando colher a coisa oferta

que se abria gratuita a meu engenho.


A treva mais estrita já pousara

sobre a estrada de Minas, pedregosa,

e a máquina do mundo, repelida,


se foi miudamente recompondo,

enquanto eu, avaliando o que perdera,

seguia vagaroso, de mão pensa 

Analise as proposições como verdadeira ( V ) ou falsa ( F ).
( ) O poema mantem uma relação intertextual com Os Lusíadas, de Camões. E não só pelo tamanho, mas também pelo termo máquina do mundo também aparecer nos versos de Camões.
( ) A máquina do mundo é um termo usado para representar, de forma alegórica, o sistema como o mundo funciona.
( ) No poema, os versos decassílabos bem construídos, uma reverência ao clássico não tão comum aos modernos, promove uma reflexão sobre o homem e a linguagem e, principalmente, ao seu tempo.
( ) A intertextualidade é um elemento presente no poema.
( ) Drummond usa uma ótica inteiramente pessoal para mostrar como ele enxerga o funcionamento do universo. O início é turvo e um verdadeiro enigma, o começo do poema é inerentemente pesado.
A sequência correta de cima para baixo é:
Alternativas
Q4107181 Literatura

BUSCANDO A CRISTO CRUCIFICADO


A vós correndo vou, braços sagrados,

Nessa cruz sacrossanta descobertos,

Que, para receber-me, estais abertos,

E, por não castigar-me, estais cravados.


A vós, divinos olhos, eclipsados

De tanto sangue e lágrimas cobertos,

Pois, para perdoar-me, estais despertos,

E, por não condenar-me, estais fechados.


A vós, pregados pés, por não deixar-me,

A vós, sangue vertido, para ungir-me,

A vós, cabeça baixa, pra chamar-me.


A vós, lado patente, quero unir-me,

A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

Para ficar unido, atado e firme.


Gregório de Matos



O poema “Buscando a Cristo” e Gregório de Matos Guerra pertence ao período literário denominado Barroco. Considerando o texto e as características desse estilo literário analise as proposições abaixo:
I- Na última estrofe, é possível identificar o tema do fusionismo.
II- A estrutura poema de Gregório de Matos está distribuída em dois quartetos e dois tercetos, sendo versos decassílabos e as rimas entre as estrofes estão assim dispostas: (ABBA, ABBA), (CDC e DCD). É um poema com aliteração em “s”.
III- Uma das características presente no poema é o Cultismo.
IV-A construção do texto evidencia a mensagem, a função poética da linguagem, pela figuração intensa, utilizando-se de metáfora, paradoxo e antítese, hipérbole e hipérbato/inversão.
Estão corretas as proposições:
Alternativas
Q4107180 Literatura

BUSCANDO A CRISTO CRUCIFICADO


A vós correndo vou, braços sagrados,

Nessa cruz sacrossanta descobertos,

Que, para receber-me, estais abertos,

E, por não castigar-me, estais cravados.


A vós, divinos olhos, eclipsados

De tanto sangue e lágrimas cobertos,

Pois, para perdoar-me, estais despertos,

E, por não condenar-me, estais fechados.


A vós, pregados pés, por não deixar-me,

A vós, sangue vertido, para ungir-me,

A vós, cabeça baixa, pra chamar-me.


A vós, lado patente, quero unir-me,

A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

Para ficar unido, atado e firme.


Gregório de Matos



Sobre o poema é possível afirmar:
1- O poema é um soneto que ilustra uma característica típica do Barroco: o uso de situações ambivalentes, que possibilitam dupla interpretação.
2- A imagem de Cristo crucificado dá origem às metonímias que constituirão os argumentos apresentados por Gregório de Matos Guerra.
3- Cada uma das partes do corpo de Cristo representa uma atitude acolhedora, magnânima, uma manifestação de bondade e comiseração. 
4- Os versos 5, 9, 10, 11, 12 e 13 constroem-se com a omissão do verbo, já referido no 1º verso – correndo vou. Em todos eles ocorre o procedimento estilístico denominado zeugma.
É ou são verdadeira (s).
Alternativas
Q4107179 Pedagogia
As inúmeras concepções de leitura podem ser sintetizadas em duas caracterizações uma perspectiva behaviorista – skinneriana e uma perspectiva cognitivo -sociológica, considerando o enunciado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4107178 Linguística
O livro Preconceito Linguístico, de Marcos Bagno, aborda de maneira profunda o tratamento preconceituoso ao qual é submetido o falante que não se enquadra à norma padrão. Visando combater o preconceito no dia a dia, na atividade pedagógica de professores em geral e, particularmente, de professores de língua portuguesa, o autor analisa alguns mitos relacionados ao preconceito linguístico. Considerando os mitos relatados por Bagno, relacione a segunda coluna com a primeira, observando as justificativas apresentadas pelo autor para cada mito.
( 1 ) Mito nº1 - A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente.
( 2 ) Mito nº4 - – “As pessoas sem instruções falam tudo errado”.
( 3 ) Mito nº8 - “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”.
( ) Bagno argumenta a partir da noção de que qualquer manifestação linguística que fuja ao triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada”.
( ) o autor fala da diversidade do português falado no Brasil e destaca a importância de as escolas e todas as demais instituições voltadas para a educação e a cultura abandonarem esse mito da unidade do português no Brasil e passarem a reconhecer a verdadeira diversidade linguística de nosso país.
( ) o domínio da norma culta de nada vai adiantar a uma pessoa que não tenha seus direitos de cidadão reconhecidos plenamente e que não basta ensinar a norma culta a uma criança pobre para que ela “suba na vida”.
A sequência correta de cima para baixo é: 
Alternativas
Q4107177 Português
Analise as proposições abaixo:
I- O enunciado linguístico, de acordo com Bakthin, pode ser entendido por meio do elemento verbalmente exposto e elementos contextuais advindos das relações sociais e históricas dos sujeitos na comunicação.
II- A noção dialógica da linguagem inaugurada em Bakthin desdobra - se em dois aspectos, que são os conceitos da intertextualidade e o da interação verbal entre o enunciador e o enunciatário dos textos.
III- A intertextualidade pode se manifestar de formas diferenciadas e produzir efeitos de sentido também diversos. A escolha das formas de expressão da intertextualidade resulta do trabalho do autor, e revela o jogo entre seu estilo pessoal, suas escolhas, e o estilo do gênero.
É verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Q4107176 Português

Observe o texto abaixo: 


16.jpg (342×162)


Considerando o conceito e os tipos de intertextualidade no texto acima há predomínio: 

Alternativas
Respostas
101: B
102: B
103: D
104: A
105: E
106: D
107: D
108: D
109: C
110: A
111: C
112: D
113: C
114: A
115: B
116: D
117: B
118: A
119: E
120: B