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Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1184318 Fisioterapia
Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, relacionando os estágios sequenciais da recuperação motora pós-acidente vascular encefálico às suas descrições. 
COLUNA I  1. Estágio 1  2. Estágio 2  3. Estágio 3  4. Estágio 4  5. Estágio 5  6. Estágio 6 
COLUNA II  ( ) Há o desaparecimento da espasticidade e a coordenação é quase normal.  ( ) Combinações de movimentos mais complexos são aprendidos.  ( ) O paciente apresenta controle voluntário das sinergias de movimentos.  ( ) Período de flacidez, nenhuma movimentação de membros.  ( ) Espasticidade começa a declinar, algumas combinações de movimento são controladas.  ( ) Movimentação voluntária mínima. 
Assinale a sequência CORRETA. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1183918 Enfermagem
Considere um paciente masculino de 37 anos de idade que foi admitido no centro de terapia intensiva com história de ingestão de grande quantidade de acetaminofem e quadro de astenia, náuseas e vômitos, palidez cutânea, dispneia e redução do volume urinário. Ao exame físico, foram constatados icterícia, edema, hipotensão arterial e dor à palpação difusa do abdome. Os exames laboratoriais evidenciaram aumento importante das transaminases e da bilirrubina, além de alteração da coagulação. O diagnóstico foi de insuficiência hepática aguda por intoxicação por acetaminofem. Assinale a alternativa que representa os critérios que determinam um pior prognóstico. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1182310 Medicina
Produtos confeccionados em borracha constituem causas frequentes de dermatites. O acometimento de profissionais de saúde cresceu após o advento da AIDS e a disseminação do uso de luvas para prevenção do contato com material biológico. Constitui forma de apresentação das lesões cutâneas causadas pelo contato com o látex: 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1181774 Fisioterapia
Independentemente da cirurgia e da técnica para a cirurgia do quadril, a modificação do ângulo de inclinação do fêmur proximal altera a biomecânica articular. Numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I  associando os efeitos biomecânicos, positivos e negativos, da coxa vara e da coxa valga. 
COLUNA I  1. Coxa vara  2. Coxa valga 
COLUNA II  ( ) O alinhamento da cabeça femoral e acetábulo pode aumentar a estabilidade articular.  ( ) A cabeça femoral pode estar posicionada mais lateralmente ao acetábulo, o que favorece o deslocamento articular.  ( ) Diminuição funcional do comprimento dos músculos abdutores do quadril. ( ) Aumento funcional do comprimento dos músculos abdutores do quadril. 
Assinale a sequência CORRETA.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1181391 Medicina
Analise as afirmativas a seguir sobre as meningites. 
I. As cefalosporinas de primeira e de segunda geração e a clindamicina não devem ser usadas porque não proporcionam níveis eficazes no liquor.  II. As de causa bacteriana (Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Escherichia coli) são mais frequentes que as de causa viral.  III. Mais de 60% dos casos de meningite bacteriana adquirida na comunidade após os 18 anos de idade são causadas pelo meningococo. 
Estão incorretas as afirmativas: 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1181247 Enfermagem
Sobre a presença do acompanhante, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1181230 Enfermagem
Analise as afirmativas a seguir sobre o Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PHPN) do Ministério da Saúde. 
I. Seu objetivo primordial é melhorar o acesso, a cobertura e a qualidade do acompanhamento pré-natal e da assistência ao parto e ao puerpério às gestantes e ao recém-nascido, na perspectiva dos direitos à cidadania.  II. Um dos preceitos fundamentais da humanização diz respeito à convicção de que é dever das unidades de saúde receber com dignidade a mulher, seus familiares e o recém-nascido. Isto requer ética e solidariedade.  III. O segundo preceito fundamental consiste na adoção de medidas e procedimentos sabidamente benéficos para o acompanhamento do parto e do nascimento, evitando práticas intervencionistas desnecessárias e que podem acarretar em maiores riscos ao binômio. 
Estão corretas as alternativas: 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1181227 Enfermagem
A avaliação inicial do recém-nascido é realizada imediatamente após o nascimento, pelo índice de Apgar e exame físico sumário. Assinale a alternativa que apresenta corretamente os sinais avaliados no índice de Apgar. 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1228387 Português
Desigualdade social e gravidez na adolescência O número de meninas adolescentes com filhos diminuiu na última década. Mesmo assim, continua alto. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 4/12. Em 2004, de cada mil mulheres de 15 a 19 anos, 78,8 tinham ao menos um filho, o que significava 18,4% da taxa de fecundidade total. Em 2014, esse número caiu para 60,5, representando 17,4% da taxa de fecundidade total. Portanto, de cada cinco partos, quase um é realizado em uma mãe adolescente. Apesar da queda, o número de adolescentes com filhos no Brasil ainda é bem maior do que na Europa (16,2 por mil meninas) e nos EUA (28,3 por mil), mas próximo do nível observado na América Latina e Caribe (66,5 por mil) e mais baixo que o da África (98,5 por mil). Entre as jovens dessa faixa etária que não tinham filhos em 2014, 40,4% residiam na região Sudeste e 56,3% se declaravam pretas ou pardas. A média de anos de estudo era de 8,9 anos; 73,7% ainda estudavam; e 14,7% não estudavam nem trabalhavam. Das meninas que tinham ao menos um filho, 35,8% moravam no Nordeste e 69% se declaravam pretas ou pardas. A média de escolaridade era de 7,7 anos (85% não completaram o ensino médio); somente 20,1 ainda estudavam; 59,7% não estudavam nem trabalhavam; e 92,5% cuidavam dos afazeres domésticos por uma média de 27,1 horas semanais. A taxa de adolescentes com filhos mostra uma faceta conhecida dos brasileiros: a desigualdade social. Os dados revelam que a maioria das mães adolescentes tem poucos anos de escolaridade, é negra e vive nas regiões menos economicamente desenvolvidas do país. São vários os fatores que levam as meninas a engravidar em uma fase da vida em que deveriam se preocupar com os estudos e em aproveitar a juventude. Muitas têm conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, mas ignoram como utilizá-los corretamente. Assim, acabam usando o anticoncepcional de forma errada, o que torna sua eficácia reduzida. Há regiões em que o acesso a esses métodos é precário. Nem todo posto de saúde oferece contraceptivos, entre eles a pílula do dia seguinte. Com acesso limitado, menos informações e a dificuldade comum às meninas muito novas em aderir a métodos que exigem regularidade de uso, a contracepção, muitas vezes, falha. Essas adolescentes também têm baixa perspectiva em relação à escolaridade e à futura inserção no mercado de trabalho. Com isso, o papel social que lhes sobra é o de mãe. Como fazer para essas adolescentes não terem filhos tão cedo e, com isso, traçarem um caminho que as afaste completamente da escola e de uma vida profissional com expectativas melhores? Nossa sociedade conhece a resposta, embora não nos empenhemos em aplicá-la da mesma forma que fazemos com as meninas das classes mais favorecidas. Em primeiro lugar, oferecemos às meninas mais ricas uma educação de melhor qualidade, que lhes permite criar expectativas em relação ao futuro. Assim, sonhos e planos como viajar, entrar em uma faculdade, conhecer outras culturas e pessoas, aprender novas habilidades e montar a própria casa antecedem o desejo da maternidade. Quando essas meninas entram em idade fértil, conversamos com elas sobre sexo e as levamos ao ginecologista, que passa a acompanhá-las e orientá-las na escolha do melhor método anticoncepcional, a que certamente terão acesso. Se os métodos por acaso falharem, pagamos-lhes o aborto em clínicas onde elas podem contar com médicos que lhes garantam segurança. Para as mulheres de classe social mais alta, a criminalização do aborto pode ser resolvida com dinheiro. Elas não se sentem socialmente pressionadas a engravidar; suas amigas não têm filhos e a elas estão destinados vários papéis sociais que não os de mãe. Com um ou mais filhos nos braços, as meninas de classes sociais mais baixas que mal saíram da infância não conseguem dar seguimento aos estudos, tampouco melhorar as condições de vida da família. Acabam destinadas ao serviço doméstico, sem que essa tenha sido necessariamente sua escolha. Para as mulheres mais ricas, a maternidade é, na maioria das vezes, uma escolha e não um destino do qual não se pode fugir. Por que aceitamos condenar as mais pobres a uma realidade que evitamos para nossas filhas? Todos deveriam ter direito de exercer sua sexualidade e decidir quando e quantos filhos desejam ter, e contar com o acesso a métodos que lhe assegurassem esse direito. Uma sociedade que nega a garantia dos direitos reprodutivos a todas as mulheres em idade fértil, sem exceção, deveria no mínimo envergonhar-se. VARELLA, Mariana Fusco. Desigualdade social e gravidez na adolescência. Drauzio Varella. 22 dez. 2015. Disponível em: <http://zip.net/bqtcgw>. Acesso em: 22 abr. 2016 (Adaptação).
Assinale a alternativa cuja ideia entre colchetes não esteja presente no respectivo trecho.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1227726 Segurança da Informação
Analise as seguintes afirmativas que são procedimentos que permitem uma navegação segura na internet.
I. Manter os navegadores web atualizados. II. Certificar a procedência do site ao realizar operações bancárias. III. Desconfiar de arquivos anexados à mensagem, mesmo que tenham sido enviados por pessoas ou instituições conhecidas.
Estão corretos os procedimentos:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1220561 Fisioterapia
O flutter é um aparelho pequeno, portátil e simples, usado na prática da fisioterapia hospitalar e ambulatorial.
Em relação a esse recurso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1220558 Fisioterapia
Sobre as patologias pulmonares, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1219941 Enfermagem
A monitoração da PIC (pressão intracraniana) proporciona a coleta de informações que facilitam a aplicação de medidas de prevenção à isquemia cerebral secundária à distorção do tronco cerebral.
Assinale a alternativa que apresenta os cuidados de enfermagem que devem ser prestados a pacientes com monitoração da PIC.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1213632 Português
Dona Ana Até a última batida do coração do marido, dona Ana esteve ao lado. Não foi fácil. Seu Antônio era educado e agradável no trato social, mas intempestivo, intolerante e voluntarioso com a esposa e os dois filhos. Dava a impressão de que as interações com pessoas pouco íntimas esgotavam na rua seu estoque de tolerância. Aos sete anos, vendia de casa em casa os pastéis que a mãe viúva fritava, enquanto os cinco filhos ainda dormiam. Aos quinze, veio sozinho para São Paulo com a obrigação de ganhar o sustento da família. Dormiu três dias na rua, antes de conseguir emprego num depósito de ferro velho. Quando ficou doente, aos sessenta e oito anos, tinha mais de duzentos empregados, duas fazendas e uma imobiliária para administrar os imóveis de sua propriedade. Dona Ana tinha três irmãs e um pai militar que proibia as filhas de chegar depois de escurecer e que só permitia que ela saísse com o noivo aos domingos, desde que acompanhada pela irmã caçula, rotina mantida até a semana anterior ao casamento. Casada, aceitou sem rebeldia o autoritarismo do consorte. Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe, num ambiente doméstico que beirava a esquizofrenia: alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai. Quando nasceu o casal de netos, a avó os cobriu de carinho. Passava os dias de semana com eles para que as noras pudessem trabalhar; nos fins de semana em que ficava sem vê-los, morria de saudades. A doença do patriarca mudou a rotina. Com o marido em casa e os filhos ocupados na condução dos negócios do pai, coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente, que exigia sua presença dia e noite e não aceitava um copo d´água das mãos de outra pessoa. Nas fases finais, oito quilos mais magra, abatida e sonolenta, parecia mais debilitada do que o marido. Viúva, fez questão de permanecer no mesmo apartamento, apesar da insistência dos filhos e das noras para que fosse morar com eles. Os familiares estranharam quando pediu que não deixassem mais os netos com ela. Acharam que a perda do marido havia causado um trauma que lhe roubara a felicidade e a disposição para a lida com os pequenos, suspeita que se agravou quando constataram que a mãe não os procurava. Nos fins de semana, era inútil convidála para as refeições, ir ao cinema ou viajar com eles. Quando as crianças queriam vê-la, os pais precisavam levá-las até ela. Numa dessas ocasiões, filhos e noras tentaram convencê-la a procurar um psiquiatra, um medicamento antidepressivo a livraria daquela tristeza solitária. A resposta foi surpreendente: – Vocês acham que mulher deprimida sai de casa para comprar este vestido lindo que estou usando? Além do que, explicou, não se sentia nem estava solitária: descobrira no Facebook várias amigas dos tempos de solteira, viúvas como ela. Reuniam-se a cada dois ou três dias para cozinhar, tomar vinho e dar risada. Às terças e quintas, iam ao cinema; aos sábados, lotavam uma van que as levava ao teatro. No carro, a caminho de casa, os filhos estavam desolados: – Como pode? Essa alegria toda, três meses depois da morte do papai? – Deve estar em processo de negação, acrescentou a nora mais nova. Nos meses seguintes, voltaram a insistir tantas vezes no tratamento psiquiátrico, que ela os proibiu de tocar no assunto, sob pena de não recebê-los mais. A harmonia familiar desandou de vez num domingo de verão. Sem conseguir falar com a mãe por dois dias, os filhos decidiram procurá-la. O zelador do prédio avisou que não adiantava subir, dona Ana saíra com a mala na quinta-feira, sem revelar quando voltaria. Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno, achavam que a perda do marido com quem havia convivido quase meio século, comprometera sua sanidade mental. Num tom mais calmo do que o dos rapazes, a mãe contou que, na volta do enterro, abriu uma garrafa de vinho pela primeira vez na vida, sentou naquele sofá em que se achavam e pensou em voz alta: – Vou fazer setenta anos. De hoje em diante não dou satisfação para mais ninguém. VARELLA, Dráuzio. Dona Ana. Drauzio Varella. 4 abr. 2016. Disponível em <http://drauziovarella.com.br/drauzio/donaana/>. Acesso em: 20 abr. 2016 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.
“Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno [...].”
A palavra destacada não pode ser substituída, nesse contexto, por:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1207790 Português
Dona Ana Até a última batida do coração do marido, dona Ana esteve ao lado. Não foi fácil. Seu Antônio era educado e agradável no trato social, mas intempestivo, intolerante e voluntarioso com a esposa e os dois filhos. Dava a impressão de que as interações com pessoas pouco íntimas esgotavam na rua seu estoque de tolerância. Aos sete anos, vendia de casa em casa os pastéis que a mãe viúva fritava, enquanto os cinco filhos ainda dormiam. Aos quinze, veio sozinho para São Paulo com a obrigação de ganhar o sustento da família. Dormiu três dias na rua, antes de conseguir emprego num depósito de ferro velho. Quando ficou doente, aos sessenta e oito anos, tinha mais de duzentos empregados, duas fazendas e uma imobiliária para administrar os imóveis de sua propriedade. Dona Ana tinha três irmãs e um pai militar que proibia as filhas de chegar depois de escurecer e que só permitia que ela saísse com o noivo aos domingos, desde que acompanhada pela irmã caçula, rotina mantida até a semana anterior ao casamento. Casada, aceitou sem rebeldia o autoritarismo do consorte. Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe, num ambiente doméstico que beirava a esquizofrenia: alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai. Quando nasceu o casal de netos, a avó os cobriu de carinho. Passava os dias de semana com eles para que as noras pudessem trabalhar; nos fins de semana em que ficava sem vê-los, morria de saudades. A doença do patriarca mudou a rotina. Com o marido em casa e os filhos ocupados na condução dos negócios do pai, coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente, que exigia sua presença dia e noite e não aceitava um copo d´água das mãos de outra pessoa. Nas fases finais, oito quilos mais magra, abatida e sonolenta, parecia mais debilitada do que o marido. Viúva, fez questão de permanecer no mesmo apartamento, apesar da insistência dos filhos e das noras para que fosse morar com eles. Os familiares estranharam quando pediu que não deixassem mais os netos com ela. Acharam que a perda do marido havia causado um trauma que lhe roubara a felicidade e a disposição para a lida com os pequenos, suspeita que se agravou quando constataram que a mãe não os procurava. Nos fins de semana, era inútil convidála para as refeições, ir ao cinema ou viajar com eles. Quando as crianças queriam vê-la, os pais precisavam levá-las até ela. Numa dessas ocasiões, filhos e noras tentaram convencê-la a procurar um psiquiatra, um medicamento antidepressivo a livraria daquela tristeza solitária. A resposta foi surpreendente: – Vocês acham que mulher deprimida sai de casa para comprar este vestido lindo que estou usando? Além do que, explicou, não se sentia nem estava solitária: descobrira no Facebook várias amigas dos tempos de solteira, viúvas como ela. Reuniam-se a cada dois ou três dias para cozinhar, tomar vinho e dar risada. Às terças e quintas, iam ao cinema; aos sábados, lotavam uma van que as levava ao teatro. No carro, a caminho de casa, os filhos estavam desolados: – Como pode? Essa alegria toda, três meses depois da morte do papai? – Deve estar em processo de negação, acrescentou a nora mais nova. Nos meses seguintes, voltaram a insistir tantas vezes no tratamento psiquiátrico, que ela os proibiu de tocar no assunto, sob pena de não recebê-los mais. A harmonia familiar desandou de vez num domingo de verão. Sem conseguir falar com a mãe por dois dias, os filhos decidiram procurá-la. O zelador do prédio avisou que não adiantava subir, dona Ana saíra com a mala na quinta-feira, sem revelar quando voltaria. Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno, achavam que a perda do marido com quem havia convivido quase meio século, comprometera sua sanidade mental. Num tom mais calmo do que o dos rapazes, a mãe contou que, na volta do enterro, abriu uma garrafa de vinho pela primeira vez na vida, sentou naquele sofá em que se achavam e pensou em voz alta: – Vou fazer setenta anos. De hoje em diante não dou satisfação para mais ninguém. VARELLA, Dráuzio. Dona Ana. Drauzio Varella. 4 abr. 2016. Disponível em <http://drauziovarella.com.br/drauzio/donaana/>. Acesso em: 20 abr. 2016 (Adaptação).
Analise os trechos a seguir em relação ao uso do acento indicativo de crase, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, e assinale com F para facultativo ou com O para obrigatório.
( ) “Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe [...].” ( ) “[...] alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai.” ( ) “[...] coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente [...].” ( ) “Às terças e quintas, iam ao cinema [...].”
Assinale a sequência CORRETA.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1207476 Medicina
Com relação ao quadro de insuficiência hepática aguda, é incorreto afirmar:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1207463 Medicina
As lesões ocorridas nos quadros de queimadura podem se apresentar de diversas formas, necessitando dos mais variados tipos de procedimentos e tratamentos.
Com relação ao quadro clínico laboratorial e ao tratamento dos pacientes com quadro de queimadura grave, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1198102 Fisioterapia
Desigualdade social e gravidez na adolescência O número de meninas adolescentes com filhos diminuiu na última década. Mesmo assim, continua alto. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 4/12. Em 2004, de cada mil mulheres de 15 a 19 anos, 78,8 tinham ao menos um filho, o que significava 18,4% da taxa de fecundidade total. Em 2014, esse número caiu para 60,5, representando 17,4% da taxa de fecundidade total. Portanto, de cada cinco partos, quase um é realizado em uma mãe adolescente. Apesar da queda, o número de adolescentes com filhos no Brasil ainda é bem maior do que na Europa (16,2 por mil meninas) e nos EUA (28,3 por mil), mas próximo do nível observado na América Latina e Caribe (66,5 por mil) e mais baixo que o da África (98,5 por mil). Entre as jovens dessa faixa etária que não tinham filhos em 2014, 40,4% residiam na região Sudeste e 56,3% se declaravam pretas ou pardas. A média de anos de estudo era de 8,9 anos; 73,7% ainda estudavam; e 14,7% não estudavam nem trabalhavam. Das meninas que tinham ao menos um filho, 35,8% moravam no Nordeste e 69% se declaravam pretas ou pardas. A média de escolaridade era de 7,7 anos (85% não completaram o ensino médio); somente 20,1 ainda estudavam; 59,7% não estudavam nem trabalhavam; e 92,5% cuidavam dos afazeres domésticos por uma média de 27,1 horas semanais. A taxa de adolescentes com filhos mostra uma faceta conhecida dos brasileiros: a desigualdade social. Os dados revelam que a maioria das mães adolescentes tem poucos anos de escolaridade, é negra e vive nas regiões menos economicamente desenvolvidas do país. São vários os fatores que levam as meninas a engravidar em uma fase da vida em que deveriam se preocupar com os estudos e em aproveitar a juventude. Muitas têm conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, mas ignoram como utilizá-los corretamente. Assim, acabam usando o anticoncepcional de forma errada, o que torna sua eficácia reduzida. Há regiões em que o acesso a esses métodos é precário. Nem todo posto de saúde oferece contraceptivos, entre eles a pílula do dia seguinte. Com acesso limitado, menos informações e a dificuldade comum às meninas muito novas em aderir a métodos que exigem regularidade de uso, a contracepção, muitas vezes, falha. Essas adolescentes também têm baixa perspectiva em relação à escolaridade e à futura inserção no mercado de trabalho. Com isso, o papel social que lhes sobra é o de mãe. Como fazer para essas adolescentes não terem filhos tão cedo e, com isso, traçarem um caminho que as afaste completamente da escola e de uma vida profissional com expectativas melhores? Nossa sociedade conhece a resposta, embora não nos empenhemos em aplicá-la da mesma forma que fazemos com as meninas das classes mais favorecidas. Em primeiro lugar, oferecemos às meninas mais ricas uma educação de melhor qualidade, que lhes permite criar expectativas em relação ao futuro. Assim, sonhos e planos como viajar, entrar em uma faculdade, conhecer outras culturas e pessoas, aprender novas habilidades e montar a própria casa antecedem o desejo da maternidade. Quando essas meninas entram em idade fértil, conversamos com elas sobre sexo e as levamos ao ginecologista, que passa a acompanhá-las e orientá-las na escolha do melhor método anticoncepcional, a que certamente terão acesso. Se os métodos por acaso falharem, pagamos-lhes o aborto em clínicas onde elas podem contar com médicos que lhes garantam segurança. Para as mulheres de classe social mais alta, a criminalização do aborto pode ser resolvida com dinheiro. Elas não se sentem socialmente pressionadas a engravidar; suas amigas não têm filhos e a elas estão destinados vários papéis sociais que não os de mãe. Com um ou mais filhos nos braços, as meninas de classes sociais mais baixas que mal saíram da infância não conseguem dar seguimento aos estudos, tampouco melhorar as condições de vida da família. Acabam destinadas ao serviço doméstico, sem que essa tenha sido necessariamente sua escolha. Para as mulheres mais ricas, a maternidade é, na maioria das vezes, uma escolha e não um destino do qual não se pode fugir. Por que aceitamos condenar as mais pobres a uma realidade que evitamos para nossas filhas? Todos deveriam ter direito de exercer sua sexualidade e decidir quando e quantos filhos desejam ter, e contar com o acesso a métodos que lhe assegurassem esse direito. Uma sociedade que nega a garantia dos direitos reprodutivos a todas as mulheres em idade fértil, sem exceção, deveria no mínimo envergonhar-se. VARELLA, Mariana Fusco. Desigualdade social e gravidez na adolescência. Drauzio Varella. 22 dez. 2015. Disponível em: <http://zip.net/bqtcgw>. Acesso em: 22 abr. 2016 (Adaptação).
São ideias que estão presentes no texto, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1187787 Medicina
Assinale a alternativa correta em relação ao pneumoperitônio em cirurgias de videolaparoscopia.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1187754 Medicina
Assinale a alternativa que apresenta o anestésico inalatório com o menor metabolismo hepático.
Alternativas
Respostas
1661: D
1662: A
1663: A
1664: C
1665: C
1666: D
1667: D
1668: A
1669: A
1670: D
1671: B
1672: B
1673: D
1674: C
1675: B
1676: B
1677: C
1678: D
1679: B
1680: A