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I. Critérios clínico-hematológicos para elegibilidade de doadores incluem: animal domiciliado, tutor responsável com termo de consentimento, estado geral saudável, temperamento cooperativo, peso mínimo e limiares laboratoriais específicos — por exemplo, para cães, hematócrito ≥40% e hemoglobina ≥13 g/dL; para gatos, limiares hematócrito ≥35% e hemoglobina ≥ 11,5 g/dL. O intervalo mínimo entre doações deve ser de 90 dias.
II. A triagem infecciosa deve ser ajustada à epidemiologia local. No Rio Grande do Sul, recomenda-se incluir na triagem infecciosa de bolsas de sangue de cães os seguintes agentes: Rangelia vitalii, Babesia spp., Ehrlichia spp., Anaplasma spp., Mycoplasma haemocanis e Leishmania sp. A testagem para Brucella canis deve ser considerada conforme risco epidemiológico e finalidade reprodutiva do doador.
III. Boas práticas técnicas de triagem e liberação de hemocomponentes incluem: coleta de amostras do doador e bolsa de sangue com antissepsia e tricotomia, quarentena das bolsas até liberação dos resultados da triagem infecciosa, preferência por técnicas sorológicas para detecção de patógenos e uso complementar de técnicas moleculares (PCR) em áreas endêmicas; bolsas com alterações identificadas no controle de qualidade (ex.: swirling 2 do concentrado de plaquetas no momento da liberação ou grau de hemólise <0,5% no dia de dispensação do concentrado de hemácias, presença de coágulos, ruptura de selos) devem ser tratadas conforme protocolo e, habitualmente, não liberadas para transfusão.
Quais estão corretas?
Coluna 1
1. Paciente felino com critérios laboratoriais e clínicos de anemia hemolítica imunomediada não associativa (Ht 12%, hemoglobina 4,1 g/dL, reticulócitos absolutos 110.000/µL, autoaglutinação).
2. Paciente felino com suspeita de ingestão de rodenticida (TP e TTPA marcadamente prolongados), sangramento ativo.
3. Paciente canino com petéquias e contagem de plaquetas 12.000/µL será submetido à cirurgia para retirada de neoplasia hepática.
4. Paciente canino com suspeita de sepse após trauma por briga com outro cão. Coagulograma com hipofibrinogenemia e aumento de dímero-D.
5. Paciente canino com hepatotoxicidade por Cyca revoluta, hipoalbuminemia (albumina sérica 1,5 g/dL) causando edema/ascite.
6. Paciente canino com perda sanguínea aguda (trauma), hipotensão e Ht 18%, hemoglobina de 5,5 g/dL, proteína plasmática total 44 g/dL (anemia com instabilidade hemodinâmica).
Coluna 2
( ) Concentrado de hemácias. ( ) Plasma fresco congelado. ( ) Concentrado de plaquetas. ( ) Crioprecipitado. ( ) Albumina intravenosa. ( ) Não indicar transfusão — manejar clinicamente (observação/tratamento etiológico).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1. O doador deverá ser DEA 1 negativo e Dal negativo para evitar sensibilização futura do receptor.
2. Caso não se encontre doador Dal negativo, apenas Dal positivo, pode-se realizar a transfusão uma única vez, sem necessidade de teste de compatibilidade, pois o risco de reação grave é clinicamente baixo.
3. A ausência de autoanticorpos naturais para Dal em cães significa que o primeiro uso de sangue Dal positivo em receptor Dal negativo não poderá originar sensibilização. Portanto, está isento de risco de reação hemolítica.
4. Mesmo com tipagem correta, recomenda-se a realização de teste de compatibilidade sanguínea, especialmente se o receptor tiver recebido transfusão anteriormente.
5. Se o doador for DEA 1 positivo e o receptor for DEA 1 negativo, haverá risco de reação hemolítica aguda em caso de nova transfusão, podendo haver sensibilização após a primeira transfusão.
O resultado da somatória dos números referentes às afirmações corretas é:
1. O monitoramento da integridade física e a avaliação da hemólise nas bolsas de concentrado de hemácias são etapas obrigatórias do controle interno de qualidade, devendo ser realizadas periodicamente durante o armazenamento.
2. Estudos recentes demonstram que o armazenamento a frio (2–6°C) de concentrados de plaquetas pode preservar a função hemostática e reduzir o risco de contaminação bacteriana, sendo indicado principalmente para uso terapêutico em situações hemorrágicas agudas.
3. O princípio de rotação de estoque PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) deve ser aplicado para todos os hemocomponentes, reduzindo perdas por vencimento e garantindo rastreabilidade adequada.
4. A ausência de “swirling” e a turvação da amostra em concentrados de plaquetas indicam ativação celular reversível. Pode-se liberar o produto, desde que o pH permaneça acima de 6,0.
5. Equipamentos de armazenamento devem possuir controle contínuo de temperatura e sistema de alarme para desvios fora dos limites definidos, com registros auditáveis e calibração periódica.
O resultado da somatória dos números referentes às afirmações corretas é:
I. O PARR detecta clonalidade de linfócitos B e T através da amplificação das regiões que codificam os receptores de antígeno (IgH, IgK e TCR).
II. A sensibilidade do PARR é reduzida em neoplasias de plasmócitos, pois as mutações somáticas podem impedir a amplificação das regiões variável (V), de diversidade (D) e de junção (J) das imunoglobulinas de cadeia pesada (IGH-VDJ).
III. O PARR substitui a necessidade de avaliação citológica e imunofenotípica, pois confirma a clonalidade e, consequentemente, a neoplasia.
IV. Plasmócitos são linfócitos B terminalmente diferenciados e possuem um gene de imunoglobulina reordenado que pode ser detectável pelo PARR. Mesmo assim, ainda é menos sensível do que as neoplasias das células B.
Quais estão corretas?
I. A albumina sanguínea é afetada apenas pelo funcionamento hepático.
II. A hipoalbuminemia pode ser observada em diversas situações, como parasitismo, doença renal, síndrome de má absorção, hemorragias, doença hepática crônica e inflamação.
III. Hipoalbuminemia juntamente com diminuição dos níveis de ureia pode sugerir deficiência proteica.
Quais estão corretas?
A traços ≈5 mg/dL; + ≈15 mg/dL; ++ ≈40 mg/dL; +++ ≈80 md/dL; ++++ ≥160 mg/dL B traços ≈100 mg/dL; + ≈250 mg/dL; ++ ≈500 mg/dL; +++ ≈1000 mg/dL; ++++, ≥2000 mg/dL C+ leve; ++; moderada; +++ alta D+ ≈30 mg/dL; ++ ≈100 mg/dL; +++ ≈300 mg/dL; ++++ ≥2000 mg/dL ERPCU, relação proteína/creatinina urinária: <0,2, não proteinúrico; 0,2 a 0,5, proteinúria limítrofe; >0,5, proteinúrico
Com base unicamente nesses resultados, em qual dia a proteinúria pode ser considerada mais significativa?
Com base unicamente nesses resultados, quais são as alterações ácido-básicas mais prováveis?
Após o tratamento com insulina regular intravenosa e cloreto de cálcio, o ECG normalizou, e o valor de K+ retornou para referência. Qual das alternativas descreve o principal mecanismo responsável pela hipercalemia observada durante a cirurgia desse cão?
1. Medicamentos anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital) podem causar um aumento por indução da atividade sérica da alanina aminotransferase (ALT) em cães, que geralmente é discreto a moderado e clinicamente não significativo.
2. Aspartato aminotransferase (AST) é uma enzima de extravasamento não hepatoespecífica, sendo encontrada em altas concentrações no fígado, no músculo e nos eritrócitos. O aumento na atividade sérica pode ser causado por lesão de hepatócitos ou células musculares.
3. Em cães, o aumento da atividade sérica de AST é comumente atribuído à indução por glicocorticoides.
4. A sorbitol desidrogenase (SDH) é mais específica para lesão de hepatócitos do que a ALT em todas as espécies, inclusive em cães e gatos, mesmo com a baixa estabilidade sérica.
5. Em equinos e ruminantes, a determinação da atividade da AST é um teste para a detecção de lesão de hepatócitos. Isso ocorre porque, nessas espécies, a ALT não é um marcador sensível, devido a sua baixa concentração nos hepatócitos.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
Com base nos resultados apresentados, assinale a alternativa INCORRETA.
Coluna 1
1. Linfócito T. 2. Linfócito B. 3. Todos os leucócitos (panleucócitos). 4. Células-tronco hematopoiéticas.
Coluna 2
( ) CD5. ( ) CD34. ( ) PAX5. ( ) CD3. ( ) CD18. ( ) CD79a.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Fotomicrografia de um esfregaço de sangue periférico de Boa constrictor constrictor. Corante Wright-Giemsa, objetiva de 1000x em imersão. Fonte: arquivo pessoal.
Qual é o significado da célula apontada pela seta no esfregaço de sangue periférico de uma jiboia-comum (Boa constrictor constrictor)?
Comparando os gráficos 3, 4 e 5 com as referências (Gráficos 1 e 2), analise as assertivas a seguir:
I. No gráfico 3, pode-se observar que há uma anemia com tendência a uma população eritrocitária microcítica, além de leucocitose.
II. No gráfico 3, os pontos em roxo representam os reticulócitos, e o fato de estarem mais deslocados para a esquerda significa que estão mais maduros do que as células do mesmo tipo classificadas mais à direita do gráfico.
III. O gráfico 4 demonstra uma imagem de dispersão normal em número da população leucocitária da amostra. A área em vermelho apresentada no topo do gráfico é esperada para uma população normal de monócitos.
IV. A representação da classificação celular do gráfico 5 demonstra que o equipamento não teve a habilidade de classificar adequadamente os tipos celulares pela presença de alterações morfológicas nos neutrófilos e linfócitos.
V. O gráfico 5 é de uma amostra com leucopenia e neutropenia, além de discretas linfocitose e monocitose.
Quais estão corretas?