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Texto 2
Conceição Evaristo
Maria da Conceição Evaristo de Brito nasceu em Belo Horizonte, em 1946. De origem humilde, migrou para o Rio de Janeiro na década de 1970. Graduada em Letras pela UFRJ, trabalhou como professora da rede pública de ensino da capital fluminense. É Mestre em Literatura Brasileira pela PUC do Rio de Janeiro, com a dissertação Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade (1996), e Doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, com a tese Poemas malungos, cânticos irmãos (2011), na qual estuda as obras poéticas dos afro-brasileiros Nei Lopes e Edimilson de Almeida Pereira em confronto com a do angolano Agostinho Neto.
Participante ativa dos movimentos de valorização da cultura negra em nosso país, estreou na literatura em 1990, quando passou a publicar seus contos e poemas na série Cadernos Negros. Seus contos vêm sendo estudados em universidades brasileiras e do exterior, tendo, inclusive, sido objeto da tese de doutorado de Maria Aparecida Andrade Salgueiro, publicada em livro em 2004, que faz um estudo comparativo da autora com a americana
Alice Walker. Em 2003, publicou o romance Ponciá Vicêncio,
pela Editora Mazza, de Belo Horizonte.
Em 2006, Conceição Evaristo traz à luz seu segundo
romance, Becos da memória, em que trata, com o mesmo realismo poético
presente no livro anterior, do drama de uma comunidade favelada em processo de
remoção. E, mais uma vez, o protagonismo da ação cabe à figura feminina símbolo
de resistência à pobreza e à discriminação. [...]
(Literafro. Fragmento. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/188-conceicao. Acesso em: 17 maio 2025).
Texto 1
Após recorde de fuga de cérebros, Brasil precisa voltar a atrair profissionais
Sonho de muitos brasileiros, conquistar um diploma universitário costumava significar a entrada em posições privilegiadas no mercado de trabalho. No entanto, nos últimos anos, a valiosa graduação deixou de ser sinônimo de emprego garantido no país.
Considerando isso, em dezembro de 2022, a Fragomen, uma das maiores empresas de imigração do mundo, divulgou que o total de pedidos de vistos de emprego e residência em outro país superou o registrado em 2020, antes da pandemia do novo coronavírus.
A busca por oportunidades em países da Europa ou nos Estados Unidos levou jovens formados a aderirem ao fenômeno que especialistas classificam como “fuga de cérebros” ou “brain drain”, termo em inglês. Em linhas gerais, o fenômeno é mundial e consiste na saída de profissionais qualificados de países menos desenvolvidos em busca de melhores condições de emprego e renda. Os motivos por trás do movimento de migração variam de tempos em tempos.
Não bastando a turbulência política, a pandemia também contribuiu para a escassez de novas oportunidades no mercado. “Quando o profissional está nessa situação, nota o pouco estímulo para setores como o da educação, por exemplo, é normal que busque uma vida mais segura, onde é possível se planejar melhor e isso é um dos fatores por trás da fuga de cérebros.”
(Denis Pacheco. Fragmento. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/apos-recorde-de-fuga-de-cerebros-brasilprecisa-voltar-a-atrair-profissionais/. Acesso em: 15 maio 2025)