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Q3370967 Saúde Pública
De acordo com o Art. 6º da Portaria nº 2.436/2017, todos os estabelecimentos de saúde que prestem ações e serviços de Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com esta portaria serão denominados:
Alternativas
Q3370961 Português
Por que Nimesulida, remédio campeão de vendas no Brasil, é proibido nos EUA e parte da Europa

Por que a nimesulida está proibida em outros países?

Como citado no início da reportagem, a nimesulida nunca foi aprovada para venda em locais como o Reino Unido e a Alemanha.

Além disso, ela foi retirada de circulação em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Suécia, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Irlanda, Espanha e Finlândia.

Desses, o caso da Irlanda foi talvez o que ganhou mais notoriedade.

Em 2007, o Conselho Irlandês de Medicamentos anunciou a suspensão imediata da venda de nimesulida após ter acesso a informações sobre casos de falência hepática fulminante, com necessidade de transplante, entre pessoas que usaram esse fármaco.

Um documento disponível no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, entre 1995 (quando a nimesulida foi aprovada na Irlanda) e 2007 (quando foi suspensa), esse país notificou 53 casos de danos graves ao fígado.

A decisão das autoridades irlandesas motivou a abertura de uma investigação mais ampla na Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o órgão responsável pela vigilância sanitária na União Europeia.

Um relatório produzido no comitê responsável pelo inquérito concluiu que "os benefícios da nimesulida continuam a superar os riscos".

No entanto, a EMA decidiu restringir o uso dela a alguns casos específicos.

Atualmente, na União Europeia, essa medicação segue disponível, a depender do critério de cada país, mas só está indicada para o tratamento de dor aguda e dismenorreia (a popular cólica menstrual).

E, mesmo nesses casos, ela entra apenas como a segunda linha terapêutica, quando outras opções não funcionaram.

Mas e no Brasil? Por que esse fármaco está amplamente disponível?

Marise pondera que nem sempre o que acontece num determinado país se repete em outros.

"Precisamos levar em conta um fator importante, que é a genética populacional. Alguns genes específicos fazem nosso corpo responder de formas diferentes ao mesmo medicamento", explica ela.

"Então pode ser que, para algumas pessoas, esse perfil genético favoreça a toxicidade, enquanto para outras gere um efeito terapêutico mais potente."

Ou seja, antes de lançar uma proibição generalizada, é preciso conhecer as particularidades de cada região — e entender como cada população reage a uma certa substância.

Algo similar acontece com a dipirona, que é livremente usada no Brasil, mas está proibida em outras partes do mundo.

Mesmo diante de possíveis variabilidades populacionais, Paraná entende que órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam fazer uma revisão das normas sobre o uso de antiinflamatórios no país.

"É necessário ter protocolos mais rígidos, com uma venda limitada de caixas e sempre mediante a apresentação de receita médica", sugere o hepatologista.

"Precisamos também de programas de educação dos profissionais de saúde para conscientizar sobre o uso desses remédios", complementa ele.

Procurada pela BBC News Brasil, a Anvisa reforçou que a nimesulida "é um medicamento sujeito à prescrição médica".

"Entre as contraindicações, a bula traz restrição para 'histórico de reações de hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios não esteroidais; histórico de reações hepáticas (do fígado) ao produto; pacientes com úlcera péptica (úlceras no estômago ou intestino) em fase ativa, ulcerações recorrentes (úlceras que vão e voltam) ou tenham hemorragia no trato gastrintestinal (sangramento no estômago e/ou intestinos); pacientes com distúrbios de coagulação graves; pacientes com insuficiência cardíaca grave (mau funcionamento grave do coração); pacientes com mau funcionamento dos rins grave e pacientes com mau funcionamento do fígado'", diz a agência em nota enviada à reportagem.

O texto também lembra que o uso desse remédio requer "cuidados que devem ser observados em pacientes com problemas de fígado".

"Reações adversas hepáticas (do fígado) relacionadas à droga foram relatadas após períodos de tratamento menores de um mês. Dano ao fígado, reversível na maioria dos casos, foi verificado após curta exposição ao medicamento", conclui a nota.

Já o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) informou que não tem nenhum comentário específico a fazer sobre o tema, mas reforçou que "todos os medicamentos tarjados [como é o caso da nimesulida] devem ser usados com orientação dos profissionais de saúde e só devem ser vendidos e dispensados mediante a apresentação da receita médica". 

Para Marise, é preciso também exercitar o autoconhecimento e observar o corpo.

"O mais importante de tudo é a pessoa entender por que está tomando um medicamento, seja por conta própria ou não. Ela está com uma dor recorrente, que não passa? Será que não é melhor investigar o que está acontecendo e as causas disso?", questiona a farmacêutica.

"Antiinflamatórios podem até aliviar os sintomas, mas não tratam a causa do problema", conclui a especialista.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles /c24707d1gr1o -fragmento
"Algo similar acontece com a dipirona, que é livremente usada no Brasil, mas está proibida em outras partes do mundo."
O termo destacado possui a mesma função sintática do termo destacado na alternativa:
Alternativas
Q3370959 Português
Por que Nimesulida, remédio campeão de vendas no Brasil, é proibido nos EUA e parte da Europa

Por que a nimesulida está proibida em outros países?

Como citado no início da reportagem, a nimesulida nunca foi aprovada para venda em locais como o Reino Unido e a Alemanha.

Além disso, ela foi retirada de circulação em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Suécia, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Irlanda, Espanha e Finlândia.

Desses, o caso da Irlanda foi talvez o que ganhou mais notoriedade.

Em 2007, o Conselho Irlandês de Medicamentos anunciou a suspensão imediata da venda de nimesulida após ter acesso a informações sobre casos de falência hepática fulminante, com necessidade de transplante, entre pessoas que usaram esse fármaco.

Um documento disponível no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, entre 1995 (quando a nimesulida foi aprovada na Irlanda) e 2007 (quando foi suspensa), esse país notificou 53 casos de danos graves ao fígado.

A decisão das autoridades irlandesas motivou a abertura de uma investigação mais ampla na Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o órgão responsável pela vigilância sanitária na União Europeia.

Um relatório produzido no comitê responsável pelo inquérito concluiu que "os benefícios da nimesulida continuam a superar os riscos".

No entanto, a EMA decidiu restringir o uso dela a alguns casos específicos.

Atualmente, na União Europeia, essa medicação segue disponível, a depender do critério de cada país, mas só está indicada para o tratamento de dor aguda e dismenorreia (a popular cólica menstrual).

E, mesmo nesses casos, ela entra apenas como a segunda linha terapêutica, quando outras opções não funcionaram.

Mas e no Brasil? Por que esse fármaco está amplamente disponível?

Marise pondera que nem sempre o que acontece num determinado país se repete em outros.

"Precisamos levar em conta um fator importante, que é a genética populacional. Alguns genes específicos fazem nosso corpo responder de formas diferentes ao mesmo medicamento", explica ela.

"Então pode ser que, para algumas pessoas, esse perfil genético favoreça a toxicidade, enquanto para outras gere um efeito terapêutico mais potente."

Ou seja, antes de lançar uma proibição generalizada, é preciso conhecer as particularidades de cada região — e entender como cada população reage a uma certa substância.

Algo similar acontece com a dipirona, que é livremente usada no Brasil, mas está proibida em outras partes do mundo.

Mesmo diante de possíveis variabilidades populacionais, Paraná entende que órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam fazer uma revisão das normas sobre o uso de antiinflamatórios no país.

"É necessário ter protocolos mais rígidos, com uma venda limitada de caixas e sempre mediante a apresentação de receita médica", sugere o hepatologista.

"Precisamos também de programas de educação dos profissionais de saúde para conscientizar sobre o uso desses remédios", complementa ele.

Procurada pela BBC News Brasil, a Anvisa reforçou que a nimesulida "é um medicamento sujeito à prescrição médica".

"Entre as contraindicações, a bula traz restrição para 'histórico de reações de hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios não esteroidais; histórico de reações hepáticas (do fígado) ao produto; pacientes com úlcera péptica (úlceras no estômago ou intestino) em fase ativa, ulcerações recorrentes (úlceras que vão e voltam) ou tenham hemorragia no trato gastrintestinal (sangramento no estômago e/ou intestinos); pacientes com distúrbios de coagulação graves; pacientes com insuficiência cardíaca grave (mau funcionamento grave do coração); pacientes com mau funcionamento dos rins grave e pacientes com mau funcionamento do fígado'", diz a agência em nota enviada à reportagem.

O texto também lembra que o uso desse remédio requer "cuidados que devem ser observados em pacientes com problemas de fígado".

"Reações adversas hepáticas (do fígado) relacionadas à droga foram relatadas após períodos de tratamento menores de um mês. Dano ao fígado, reversível na maioria dos casos, foi verificado após curta exposição ao medicamento", conclui a nota.

Já o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) informou que não tem nenhum comentário específico a fazer sobre o tema, mas reforçou que "todos os medicamentos tarjados [como é o caso da nimesulida] devem ser usados com orientação dos profissionais de saúde e só devem ser vendidos e dispensados mediante a apresentação da receita médica". 

Para Marise, é preciso também exercitar o autoconhecimento e observar o corpo.

"O mais importante de tudo é a pessoa entender por que está tomando um medicamento, seja por conta própria ou não. Ela está com uma dor recorrente, que não passa? Será que não é melhor investigar o que está acontecendo e as causas disso?", questiona a farmacêutica.

"Antiinflamatórios podem até aliviar os sintomas, mas não tratam a causa do problema", conclui a especialista.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles /c24707d1gr1o -fragmento
"O Conselho Irlandês de Medicamentos anunciou a suspensão imediata da venda de nimesulida após ter acesso a informações sobre casos de falência hepática fulminante, com necessidade de transplante, entre pessoas que usaram esse fármaco."
Analise a regência do verbo 'anunciar' no trecho acima e, em seguida, identifique a alternativa em que o verbo, no contexto empregado, apresenta uma transitividade diferente da do trecho apresentado. 
Alternativas
Q3370958 Português
Por que Nimesulida, remédio campeão de vendas no Brasil, é proibido nos EUA e parte da Europa

Por que a nimesulida está proibida em outros países?

Como citado no início da reportagem, a nimesulida nunca foi aprovada para venda em locais como o Reino Unido e a Alemanha.

Além disso, ela foi retirada de circulação em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Suécia, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Irlanda, Espanha e Finlândia.

Desses, o caso da Irlanda foi talvez o que ganhou mais notoriedade.

Em 2007, o Conselho Irlandês de Medicamentos anunciou a suspensão imediata da venda de nimesulida após ter acesso a informações sobre casos de falência hepática fulminante, com necessidade de transplante, entre pessoas que usaram esse fármaco.

Um documento disponível no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, entre 1995 (quando a nimesulida foi aprovada na Irlanda) e 2007 (quando foi suspensa), esse país notificou 53 casos de danos graves ao fígado.

A decisão das autoridades irlandesas motivou a abertura de uma investigação mais ampla na Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o órgão responsável pela vigilância sanitária na União Europeia.

Um relatório produzido no comitê responsável pelo inquérito concluiu que "os benefícios da nimesulida continuam a superar os riscos".

No entanto, a EMA decidiu restringir o uso dela a alguns casos específicos.

Atualmente, na União Europeia, essa medicação segue disponível, a depender do critério de cada país, mas só está indicada para o tratamento de dor aguda e dismenorreia (a popular cólica menstrual).

E, mesmo nesses casos, ela entra apenas como a segunda linha terapêutica, quando outras opções não funcionaram.

Mas e no Brasil? Por que esse fármaco está amplamente disponível?

Marise pondera que nem sempre o que acontece num determinado país se repete em outros.

"Precisamos levar em conta um fator importante, que é a genética populacional. Alguns genes específicos fazem nosso corpo responder de formas diferentes ao mesmo medicamento", explica ela.

"Então pode ser que, para algumas pessoas, esse perfil genético favoreça a toxicidade, enquanto para outras gere um efeito terapêutico mais potente."

Ou seja, antes de lançar uma proibição generalizada, é preciso conhecer as particularidades de cada região — e entender como cada população reage a uma certa substância.

Algo similar acontece com a dipirona, que é livremente usada no Brasil, mas está proibida em outras partes do mundo.

Mesmo diante de possíveis variabilidades populacionais, Paraná entende que órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam fazer uma revisão das normas sobre o uso de antiinflamatórios no país.

"É necessário ter protocolos mais rígidos, com uma venda limitada de caixas e sempre mediante a apresentação de receita médica", sugere o hepatologista.

"Precisamos também de programas de educação dos profissionais de saúde para conscientizar sobre o uso desses remédios", complementa ele.

Procurada pela BBC News Brasil, a Anvisa reforçou que a nimesulida "é um medicamento sujeito à prescrição médica".

"Entre as contraindicações, a bula traz restrição para 'histórico de reações de hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios não esteroidais; histórico de reações hepáticas (do fígado) ao produto; pacientes com úlcera péptica (úlceras no estômago ou intestino) em fase ativa, ulcerações recorrentes (úlceras que vão e voltam) ou tenham hemorragia no trato gastrintestinal (sangramento no estômago e/ou intestinos); pacientes com distúrbios de coagulação graves; pacientes com insuficiência cardíaca grave (mau funcionamento grave do coração); pacientes com mau funcionamento dos rins grave e pacientes com mau funcionamento do fígado'", diz a agência em nota enviada à reportagem.

O texto também lembra que o uso desse remédio requer "cuidados que devem ser observados em pacientes com problemas de fígado".

"Reações adversas hepáticas (do fígado) relacionadas à droga foram relatadas após períodos de tratamento menores de um mês. Dano ao fígado, reversível na maioria dos casos, foi verificado após curta exposição ao medicamento", conclui a nota.

Já o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) informou que não tem nenhum comentário específico a fazer sobre o tema, mas reforçou que "todos os medicamentos tarjados [como é o caso da nimesulida] devem ser usados com orientação dos profissionais de saúde e só devem ser vendidos e dispensados mediante a apresentação da receita médica". 

Para Marise, é preciso também exercitar o autoconhecimento e observar o corpo.

"O mais importante de tudo é a pessoa entender por que está tomando um medicamento, seja por conta própria ou não. Ela está com uma dor recorrente, que não passa? Será que não é melhor investigar o que está acontecendo e as causas disso?", questiona a farmacêutica.

"Antiinflamatórios podem até aliviar os sintomas, mas não tratam a causa do problema", conclui a especialista.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles /c24707d1gr1o -fragmento
"Mesmo diante de possíveis variabilidades populacionais, Paraná entende que órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam fazer uma revisão das normas sobre o uso de antiinflamatórios no país."
Assinale com (V) verdadeiro ou com (F) falso as seguintes afirmativas:
(__)O vocábulo 'entende' foi utilizado no sentido conotativo.
(__)O vocábulo 'mesmo' pode ser substituído por 'embora' mantendo o mesmo sentido.
(__)O verbo 'precisar' está concordando com o núcleo do sujeito 'órgãos'.
(__)O texto "Por que a nimesulida está proibida em outros países?", pertence ao gênero textual injuntivo.

A sequência que preenche corretamente os parênteses é:
Alternativas
Q3370957 Português
Por que Nimesulida, remédio campeão de vendas no Brasil, é proibido nos EUA e parte da Europa

Por que a nimesulida está proibida em outros países?

Como citado no início da reportagem, a nimesulida nunca foi aprovada para venda em locais como o Reino Unido e a Alemanha.

Além disso, ela foi retirada de circulação em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Suécia, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Irlanda, Espanha e Finlândia.

Desses, o caso da Irlanda foi talvez o que ganhou mais notoriedade.

Em 2007, o Conselho Irlandês de Medicamentos anunciou a suspensão imediata da venda de nimesulida após ter acesso a informações sobre casos de falência hepática fulminante, com necessidade de transplante, entre pessoas que usaram esse fármaco.

Um documento disponível no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, entre 1995 (quando a nimesulida foi aprovada na Irlanda) e 2007 (quando foi suspensa), esse país notificou 53 casos de danos graves ao fígado.

A decisão das autoridades irlandesas motivou a abertura de uma investigação mais ampla na Agência Europeia de Medicamentos (EMA), o órgão responsável pela vigilância sanitária na União Europeia.

Um relatório produzido no comitê responsável pelo inquérito concluiu que "os benefícios da nimesulida continuam a superar os riscos".

No entanto, a EMA decidiu restringir o uso dela a alguns casos específicos.

Atualmente, na União Europeia, essa medicação segue disponível, a depender do critério de cada país, mas só está indicada para o tratamento de dor aguda e dismenorreia (a popular cólica menstrual).

E, mesmo nesses casos, ela entra apenas como a segunda linha terapêutica, quando outras opções não funcionaram.

Mas e no Brasil? Por que esse fármaco está amplamente disponível?

Marise pondera que nem sempre o que acontece num determinado país se repete em outros.

"Precisamos levar em conta um fator importante, que é a genética populacional. Alguns genes específicos fazem nosso corpo responder de formas diferentes ao mesmo medicamento", explica ela.

"Então pode ser que, para algumas pessoas, esse perfil genético favoreça a toxicidade, enquanto para outras gere um efeito terapêutico mais potente."

Ou seja, antes de lançar uma proibição generalizada, é preciso conhecer as particularidades de cada região — e entender como cada população reage a uma certa substância.

Algo similar acontece com a dipirona, que é livremente usada no Brasil, mas está proibida em outras partes do mundo.

Mesmo diante de possíveis variabilidades populacionais, Paraná entende que órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam fazer uma revisão das normas sobre o uso de antiinflamatórios no país.

"É necessário ter protocolos mais rígidos, com uma venda limitada de caixas e sempre mediante a apresentação de receita médica", sugere o hepatologista.

"Precisamos também de programas de educação dos profissionais de saúde para conscientizar sobre o uso desses remédios", complementa ele.

Procurada pela BBC News Brasil, a Anvisa reforçou que a nimesulida "é um medicamento sujeito à prescrição médica".

"Entre as contraindicações, a bula traz restrição para 'histórico de reações de hipersensibilidade ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios não esteroidais; histórico de reações hepáticas (do fígado) ao produto; pacientes com úlcera péptica (úlceras no estômago ou intestino) em fase ativa, ulcerações recorrentes (úlceras que vão e voltam) ou tenham hemorragia no trato gastrintestinal (sangramento no estômago e/ou intestinos); pacientes com distúrbios de coagulação graves; pacientes com insuficiência cardíaca grave (mau funcionamento grave do coração); pacientes com mau funcionamento dos rins grave e pacientes com mau funcionamento do fígado'", diz a agência em nota enviada à reportagem.

O texto também lembra que o uso desse remédio requer "cuidados que devem ser observados em pacientes com problemas de fígado".

"Reações adversas hepáticas (do fígado) relacionadas à droga foram relatadas após períodos de tratamento menores de um mês. Dano ao fígado, reversível na maioria dos casos, foi verificado após curta exposição ao medicamento", conclui a nota.

Já o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) informou que não tem nenhum comentário específico a fazer sobre o tema, mas reforçou que "todos os medicamentos tarjados [como é o caso da nimesulida] devem ser usados com orientação dos profissionais de saúde e só devem ser vendidos e dispensados mediante a apresentação da receita médica". 

Para Marise, é preciso também exercitar o autoconhecimento e observar o corpo.

"O mais importante de tudo é a pessoa entender por que está tomando um medicamento, seja por conta própria ou não. Ela está com uma dor recorrente, que não passa? Será que não é melhor investigar o que está acontecendo e as causas disso?", questiona a farmacêutica.

"Antiinflamatórios podem até aliviar os sintomas, mas não tratam a causa do problema", conclui a especialista.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles /c24707d1gr1o -fragmento
"Um relatório produzido no comitê responsável pelo inquérito concluiu que os benefícios da nimesulida continuam a superar os riscos. No entanto, a EMA decidiu restringir o uso dela a alguns casos específicos."
A expressão 'no entanto' exprime a ideia de:
Alternativas
Q3370863 Veterinária
Um bezerro recém-nascido apresenta sinais de infecção generalizada logo nas primeiras horas de vida. O exame clínico revelou septicemia, e os exames laboratoriais indicaram uma baixa concentração de imunoglobulinas no sangue. Ao investigar a causa, o veterinário constatou que o animal não recebeu colostro nas primeiras horas após o nascimento, comprometendo a transferência passiva de imunidade. A célula do sistema imunológico responsável pela produção de anticorpos e que teria sido estimulada caso o bezerro tivesse adquirido imunidade ativa é a_____.
Alternativas
Q3370862 Veterinária
A biologia molecular revolucionou a medicina veterinária ao permitir diagnósticos mais precisos e rápidos de diversas doenças infecciosas e genéticas. Métodos como PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) e sequenciamento genômico são amplamente utilizados para identificar patógenos em amostras biológicas.
Considerando os avanços dessa área, analise as afirmativas abaixo e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:

(__) A PCR é uma técnica utilizada para amplificar segmentos específicos de DNA, permitindo a detecção de agentes infecciosos em pequenas quantidades de material biológico.
(__) O RNA mensageiro (mRNA) é responsável pela síntese de proteínas, transportando a informação genética do DNA para os ribossomos.
(__) A eletroforese em gel de agarose é uma técnica utilizada para amplificação do DNA, semelhante à PCR.
(__) Os primers são sequências curtas de nucleotídeos utilizadas na PCR para iniciar a replicação do DNA.
(__) A transcriptase reversa é uma enzima que converte proteínas em material genético durante a replicação viral.

Com base na análise acima, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3370861 Saúde Pública
A leishmaniose é uma doença parasitária de grande importância na medicina veterinária, pois afeta cães, humanos e outros mamíferos. A enfermidade é causada por protozoários do gênero Leishmania spp. e sua transmissão ocorre através da picada de flebotomíneos infectados. Os cães são considerados os principais reservatórios urbanos da leishmaniose visceral e desempenham um papel central na epidemiologia da doença. A identificação precoce e o manejo adequado dos animais infectados são essenciais para o controle da enfermidade e para reduzir sua disseminação na população.
Analise as afirmativas abaixo e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:

(__) A leishmaniose visceral canina é transmitida diretamente de cão para cão, sem necessidade de vetor.
(__) O protozoário Leishmania spp. é o agente etiológico da leishmaniose e é transmitido por flebotomíneos.
(__) Cães infectados sempre apresentam sinais clínicos evidentes da doença.
(__) A vacinação contra a leishmaniose reduz a incidência da doença, mas não elimina completamente o risco de infecção.
(__) A leishmaniose cutânea em cães é causada por bactérias da família Rickettsiaceae.

Com base na análise acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3370860 Veterinária
A análise epidemiológica de uma população bovina revelou um aumento na incidência de clostridiose em uma fazenda leiteira. O veterinário responsável decidiu calcular a taxa de letalidade da doença para avaliar a gravidade do surto. Se, ao longo de um ano, 100 animais foram diagnosticados com clostridiose e 40 deles vieram a óbito, qual é a taxa de letalidade da enfermidade nesse contexto?
Alternativas
Q3370859 Biologia
Os anticorpos, também conhecidos como imunoglobulinas, são proteínas essenciais para a resposta imune humoral. Eles são produzidos por células especializadas do sistema imunológico em resposta à presença de antígenos. A principal célula responsável pela produção de anticorpos no organismo é a_____. Essa célula deriva dos linfócitos B e, após sua ativação, diferencia-se e secreta anticorpos que ajudam na neutralização de patógenos.
Alternativas
Q3370858 Saúde Pública
Os métodos epidemiológicos são essenciais para a vigilância e o controle de doenças infecciosas. Entre as técnicas utilizadas, qual das alternativas representa corretamente um indicador epidemiológico utilizado para monitorar a incidência de doenças em uma população?
Alternativas
Q3370857 Biologia
A biologia molecular é fundamental para o entendimento dos mecanismos genéticos e suas aplicações na medicina veterinária. Dentro desse contexto, qual das alternativas descreve corretamente a estrutura e a função do DNA?
Alternativas
Q3370856 Saúde Pública
A doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é uma zoonose amplamente distribuída na América Latina e pode acometer tanto humanos quanto animais domésticos e silvestres. Em um canil, o veterinário detectou a presença do inseto vetor Triatoma infestans, conhecido como "barbeiro". Qual das estratégias abaixo é mais eficaz para reduzir a transmissão da doença nesse ambiente? 
Alternativas
Q3370855 Veterinária
A brucelose bovina é uma zoonose de grande importância sanitária e econômica, causada por bactérias do gênero Brucella. Em uma propriedade leiteira, um veterinário identificou um surto da doença após a realização de exames sorológicos em um lote de vacas com histórico de abortos no terço final da gestação. Sabendo disso, qual das alternativas abaixo representa a principal forma de transmissão da brucelose em bovinos?
Alternativas
Q3370854 Veterinária
Em um hospital veterinário, um filhote de gato foi diagnosticado com panleucopenia felina. O veterinário recomendou a vacinação como principal forma de prevenção, destacando que as vacinas induzem uma resposta imunológica específica e duradoura. Nesse contexto, qual das alternativas abaixo descreve corretamente o papel dos anticorpos na resposta humoral? 
Alternativas
Q3370853 Veterinária
Em uma granja de suínos, foi identificado um aumento significativo na ocorrência de pneumonia enzoótica, uma doença respiratória causada por Mycoplasma hyopneumoniae. O veterinário responsável decidiu avaliar o impacto da doença na produção e calcular o coeficiente de morbidade, um indicador que representa a proporção de animais doentes em relação ao total da população. Após revisar os registros, constatou-se que, em um lote de 800 suínos, 160 apresentaram sinais clínicos da doença durante um período de 30 dias. Com base nesses dados, qual o coeficiente de morbidade para pneumonia enzoótica nesse lote? 
Alternativas
Q3370852 Veterinária
A vigilância sanitária de populações de animais domésticos é essencial para o controle de zoonoses e para a segurança da produção animal. Dentre as práticas recomendadas para evitar a disseminação de doenças infecciosas entre os animais de produção, qual das alternativas está correta?
Alternativas
Q3370851 Veterinária
Em uma propriedade leiteira, um surto de mastite contagiosa afetou um número significativo de vacas em lactação. O médico veterinário foi chamado para investigar o caso e identificar a origem da disseminação do agente infeccioso. Durante a inspeção, foi observado que a ordenha era realizada sem o uso de um protocolo de higiene adequado, os tetos das vacas não eram desinfetados antes e após a ordenha, e o mesmo conjunto de ordenha era utilizado em vários animais sem sanitização entre eles. Com base nesses achados, qual dos elementos da cadeia epidemiológica foi negligenciado, favorecendo a transmissão da mastite no rebanho?
Alternativas
Q3370850 Veterinária
Em um hospital veterinário, a equipe foi instruída sobre a importância da biossegurança para reduzir o risco de infecções nosocomiais. O veterinário responsável destacou que a correta esterilização dos instrumentos cirúrgicos é essencial para evitar contaminações cruzadas. Qual dos métodos abaixo é eficiente para a esterilização de materiais cirúrgicos metálicos reutilizáveis?
Alternativas
Q3370849 Veterinária
A tuberculose bovina é uma doença crônica de grande impacto na pecuária, causada por Mycobacterium bovis. O controle da doença é essencial para evitar prejuízos econômicos e riscos à saúde pública. Em um frigorífico, durante a inspeção de carcaças, um veterinário identificou lesões sugestivas de tuberculose em linfonodos mediastínicos e mesentéricos. Os animais foram encaminhados para exames confirmatórios, e a fazenda de origem foi notificada para investigação epidemiológica. Com base nesse caso, analise as afirmativas abaixo e marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:

(__) Mycobacterium bovis é um patógeno intracelular que pode persistir por longos períodos no organismo, dificultando a resposta imunológica do hospedeiro.
(__) A principal via de transmissão da tuberculose bovina é a ingestão de carne contaminada, representando o maior risco para humanos.
(__) Os testes de tuberculinização são amplamente utilizados no diagnóstico de tuberculose bovina e auxiliam na identificação de animais infectados.
(__) A inspeção post-mortem é um dos métodos de detecção da tuberculose bovina, sendo essencial na identificação de carcaças suspeitas em frigoríficos.
(__) A vacinação é amplamente utilizada para prevenir a tuberculose bovina e erradicar a doença nos rebanhos comerciais.

Com base na análise acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
221: X
222: A
223: D
224: X
225: D
226: D
227: C
228: B
229: B
230: B
231: C
232: B
233: A
234: B
235: A
236: C
237: B
238: D
239: E
240: B