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O surgimento dos termos feudal e feudalismo ocorreu em consequência das mudanças políticas, sociais e intelectuais do século XVIII, a exemplo do Iluminismo e da Revolução Francesa.
A disputa (ágôn) era uma característica fundamental da sociedade grega, o que pode ser constatado por meio dos grandes jogos atléticos — celebrados por poetas como Píndaro — e das inúmeras guerras que moveram as diversas cidades umas contra as outras, como a guerra do Peloponeso entre Esparta e a Macedônia, contada pelo historiador Tucídides.
A religião é o fundamento da sociedade egípcia, o que fica evidente em seus monumentos mais vistosos, nos grandes templos em formato de pirâmide.
A denominação Império Romano, por oposição à República, é uma construção historiográfica e didática, que visa melhor classificar e explicar a história política de Roma, visto que, de acordo com os dados históricos, a República jamais foi abolida e os melhores imperadores eram tidos como seus salvadores ou restauradores.
No Brasil, o ensino de sociologia no ensino médio surgiu antes dos cursos superiores de ciências sociais, o que explica, parcialmente, as discussões recentes sobre o conteúdo e a nomenclatura dessa disciplina quanto à sua inclusão no ensino médio.
Ao longo de sua trajetória acadêmica, o sociólogo brasileiro Florestan Fernandes destacou o dilema educacional brasileiro. Nesse sentido, a preocupação central entre as décadas de 1950 e 1960, quanto a esse dilema, dizia respeito a um problema que tem como raiz o aspecto institucional.
Quando Theodor Adorno trata do tema educação, notadamente, em sua obra Educação e Emancipação, o autor tem como objetivo ressaltar uma perspectiva educacional que visa, em primeira instância, observar a sua organização de caráter escolar.
Na abordagem de Pierre Bourdieu, a perspectiva de autonomização dos campos permite sustentar que o capital cultural, em sua forma institucionalizada, encontra-se autonomizado em relação aos certificados educacionais.
Segundo Roberto Schwarz, o favor adquire sua importância no Brasil e se consolida com o advento do tipo específico de capitalismo, pelo fato de, no Brasil, terem sido seguidas ideias europeias sem que houvesse contextos históricos semelhantes.
Segundo Sérgio Buarque de Holanda, a complexa ideia do patrimonialismo no Brasil fundamenta-se, empiricamente, no modo como a relação entre o público e o privado se estabelece e, conceitualmente, recorre entre outros, à tipologia de Max Weber para compreender a peculiaridade desse processo de desenvolvimento no Brasil.
O sociólogo Renato Ortiz, ao tratar dos problemas da cultura e da identidade, considera que ambos são de caráter eminentemente nacional, e não sofrem influências dos processos de globalização ou mundialização.
O conceito de tipo ideal na teoria sociológica de Max Weber busca definir o modo com que certo objeto da sociologia pode ser delimitado conceitualmente, sem pretensão de que ele seja apresentado como um ideal a ser almejado.
Max Weber, em sua obra Economia e Sociedade, considera que é possível distinguir três tipos de ação social: a carismática, a ação social com relação a fins e a ação tradicional.
Ao distinguir as duas formas de individualismo, no texto As Metrópoles e a Vida Mental, Georg Simmel estabelece que o individualismo do tipo qualitativo é superior ao do tipo quantitativo.
O sociólogo Charles Wright Mills, ao propor o tipo de reflexão que decide denominar imaginação sociológica, visa delimitar claramente a atividade dos sociólogos, reservando-lhes uma forma particular de pensamento.
Conforme Max Horkheimer, o conceito de dialética constitui um elemento secundário da teoria da sociedade.
A distinção entre a teoria tradicional e a teoria crítica reporta-se, em grande medida, ao aspecto da matematização e formalização do conhecimento que caracterizam o método tradicional.
Herbert Marcuse, em seu ensaio, de 1964, intitulado Industrialismo e Capitalismo na Obra de Max Weber, considera que o sociólogo alemão contribuiu criticamente para a interpretação do social, ainda que não tenha sido capaz de levar à última instância as consequências de seus próprios diagnósticos.
Na obra conhecida por Dialética do Esclarecimento, Theodor Adorno e Max Horkheimer criticam o conceito de progresso e, ao fazê-lo, defendem uma noção de que seria necessário conservar aspectos de uma realidade anterior, haja vista a associação direta entre progresso e barbárie.
Em As Formas Elementares da Vida Religiosa, Émile Durkheim argumenta continuamente no sentido de apontar a reciprocidade mútua que há entre o indivíduo e a sociedade. Isso significa, em última instância, que um não pode ser pensado sem o outro, pois, apesar de existir uma dimensão individual da experiência, esta se encontra sempre condicionada pelo exterior, ou seja, por aspectos e elementos que antecedem a existência individual.