Questões de Concurso
Para see-al
Foram encontradas 800 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
A abertura dos portos da América portuguesa às potências amigas foi um dos primeiros atos de D. João VI ao chegar ao Brasil.
A possibilidade de ascensão social na América portuguesa esteve limitada pelos estatutos de limpeza de sangue, pelos quais os descendentes de judeus, mouros, ciganos, ameríndios e africanos estiveram excluídos da ocupação de altos postos eclesiásticos e civis.
A oposição dos dirigentes da Companhia de Comércio das Índias Ocidentais ao uso da mão de obra escrava foi um dos principais fatores de desgaste nas relações entre a Companhia e os tradicionais senhores de engenho pernambucanos.
A produção de açúcar, em Pernambuco, foi controlada pelos colonos batavos logo após o início do governo de Nassau. A Companhia de Comércio das Índias Ocidentais havia confiscado e vendido a holandeses e judeus os engenhos abandonados por proprietários que haviam fugido para Bahia e Rio de Janeiro. Tal controle da produção manteve-se até o início da insurreição restauradora, em 1645.
A descoberta do ouro nos sertões mineiros foi recebida pela Coroa portuguesa com grande apreensão. Não havia um projeto de colonização definido a priori. A tarefa de controlar a multidão de aventureiros que se dirigiria àqueles sertões parecia algo grande demais para os poucos recursos lusos. Por fim, existia a possibilidade da descoberta daquela riqueza despertar a cobiça das demais nações europeias.
No período colonial brasileiro, o principal propósito das bandeiras paulistas era a descoberta de metais preciosos. O aprisionamento de indígenas foi praticado como forma de minimizar os eventuais prejuízos da empresa.
Em uma concepção mítica, comum na Antiguidade, a história é entendida como uma progressão linear em direção ao futuro, enquanto a historiografia científica, surgida a partir do século XIX, entende a trajetória temporal do homem como um círculo que retorna ao mesmo ponto após um determinado período.
Considerando-se que a história é o conhecimento do passado, é correto afirmar que discutir o presente ou o futuro é uma questão de menor importância para a historiografia.
A tradicional divisão da história humana em Idade Antiga, Idade Média e Idade Moderna surgiu com os eruditos renascentistas, mas a Idade Contemporânea surgiu apenas no século XIX, com a reorganização do ensino de história na França.
A ideia de Iluminismo surgiu na França do século XVIII e foi erigida em torno da valorização da razão e do anticlericalismo.
O principal momento de radicalização da Revolução Francesa foi o chamado Terror, que intentava combater os inimigos externos da revolução, o império austríaco e, posteriormente, a Inglaterra.
Na historiografia, é comum encontrar qualificativos para o Iluminismo em Portugal, como iluminismo católico, ilustração de compromisso, iluminismo de Estado ou mesmo luzes mitigadas e fraco iluminismo. Isso se deve à ênfase de alguns filósofos franceses — matrizes de uma interpretação genérica do Iluminismo — identificados com o anticlericalismo e a oposição ao absolutismo, o que não ocorreu no país ibérico.
O Iluminismo alemão, chamado de esclarecimento (Aufklärung), defendia o controle do pensamento pelo Estado como meio de evitar os excessos da Igreja e as rebeliões populares. Tal ideia foi o que a historiografia chamou de ‘despotismo esclarecido’.
A mais lucrativa atividade das colônias portuguesas na América no início do século XVII era a plantação e a comercialização de açúcar, mas, com a invasão holandesa em Pernambuco (1630-1654) e a posterior retomada da região, a cultura da cana-de-açúcar foi levada para as Antilhas, fazendo concorrência à produção brasileira e motivando uma grave crise comercial em Portugal.
Parte considerável da exploração e colonização das Américas foi possibilitada pela iniciativa privada, que recebia dos reis o monopólio da exploração econômica de uma área por tempo determinado.
A expansão marítima europeia começou com os noruegueses, que, por volta do século X, navegaram pelo Atlântico estabelecendo colônias na Groelândia e na Terra Nova (Canadá). Esse momento, no entanto, foi curto e, apenas quando os portugueses se lançaram à exploração das ilhas oceânicas e da costa da África, iniciou-se a chamada era das navegações.
Uma estrutura fundamental do sistema feudal era a relação de senhorio (dominium), estabelecida entre uma classe senhorial (a nobreza), que dominava a classe dos vassalos (os camponeses).
A sociedade feudal baseava-se em uma estrutura hierárquica quádrupla, cujo topo era ocupado pelos reis e pela nobreza; em seguida, posicionavam-se o clero e os religiosos leigos; logo abaixo, os comerciantes e os burgueses (moradores das cidades); e, na base inferior, os camponeses.
Como só é possível falar em capitalismo a partir da noção de capital, é correto dizer que o capitalismo surgiu na Itália do século XIII, juntamente com os banqueiros e as letras de câmbio.
O protecionismo foi fator significativo para a transformação do sistema feudal para o capitalismo. Enquanto na Idade Média ele ocorria localmente, com as corporações de ofício de cada cidade responsáveis pela sua aplicação, a partir do século XIV, com a centralização do poder nos Estados, os reis e príncipes passaram a ser responsáveis pela criação e pelo cumprimento de leis de proteção às atividades econômicas.