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As infrações de trânsito do artigo 215 do CTB referem-se ao direito de preferência em cruzamentos sem sinalização ou sinalizados com a placa de regulamentação R-2. Em um cruzamento sinalizado com a placa R-2, o comportamento esperado do condutor que trafega em via não preferencial é:
Analise as placas e a correlação com seu significado.
Placa Significado
(1)
(a) Área escolar
(2)
(b) Passagem sinalizada de pedestres
(3)
(c)Trânsito de pedestres
(4)
(d) Passagem sinalizada de escolares
Pode-se dizer que a opção que se apresenta correta é:
O motorista de veículo destinado à condução de escolares deve possuir habilitação na seguinte categoria:
O órgão estadual ao qual compete julgar os recursos interpostos contra as decisões das JARI é o:
A CNH categoria "B" permite conduzir veículos de PBT (peso bruto total) , em kg, de até:
Um silvo breve emitido pelo Agente da Autoridade do trânsito significa:
O tipo de veiculo que, estando em movimento e, circulando por faixas ou pistas a ele destinadas deve manter acesas as luzes dia e noite é de:
O gesto do condutor mostrado na figura indica que ele irá:
A placa ao lado A-19 indica:
Analise as afirmativas abaixo:
I. as indicações do semáforo sobre os demais sinais;
II. as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais;
III. as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito
IV. a sinalização vertical sobre a sinalização horizontal
Pode-se dizer que a alternativa em que as sinalizações no trânsito estão em ordem crescente de prioridade são :
A placa ao lado a-30b significa:
Considere as seguintes afirmativas abaixo relativas ao conceito de “velocidade incompatível com a segurança do trânsito”:
(1) trafegar em velocidade abaixo da mínima estabelecida para a via;
(2) deixar de reduzir a velocidade do veículo ao ultrapassar ciclista;
(3) deixar de reduzir a velocidade nas vias rurais cuja faixa de domínio não esteja cercada;
(4) trafegar em velocidade incompatível com a segurança na proximidade de logradouros estreitos.
A opção em que é obrigatório realizar a medição da velocidade para constatar a infração é:
Comete infração o veículo que transita, em via pública, com as dimensões ou carga superiores aos limites estabelecidos legalmente ou pela sinalização, conforme previsto no artigo 231, inciso IV, do CTB. O limite máximo de altura de veículos, em metros, quando não houver placa de regulamentação específica, é de:
O artigo 184 do Código de Trânsito Brasileiro prescreve a seguinte infração: "transitar com o veículo na faixa ou pista regulamentada como de circulação EXCLUSIVA para determinado tipo de veículo". Com relação ao motorista que transite pela faixa de uma via que se encontra sinalizada com a placa abaixo, no horário das 5:30 horas, pode-se dizer que:
Em relação aos direitos e deveres, o ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao
A buzina é um equipamento obrigatório dos veículos automotores (artigo 1º, I, 16, da Resolução do CONTRAN nº 14/98). Sua utilização, segundo o artigo 40 do Código de Trânsito Brasileiro, é possível:
A placa ao lado significa:
O artigo 195 do CTB estabelece como infração de trânsito a desobediência a dois tipos de profissionais distintos: autoridade de trânsito e agente da autoridade de trânsito. Um agende da autoridade de trânsito é:
Nos casos de acidente sem vítimas, apenas com danos materiais, o Art. 178 do CTB estabelece que, para assegurar a fluidez e segurança do trânsito, o veículo deve ser removido. Caso não haja a remoção do veículo, pode-se considerar numa infração de natureza:
O Lixo
(Luís Fernando Veríssimo)
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui. - No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel. - É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte. - Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos? - É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
“... Achei que era letra de professora...”
A expressão sublinhada exerce igual função sintática do termo destacado em: