Questões de Concurso
Para if-mg
Foram encontradas 1.422 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
É proposta do Laboratório de retomada da cultura, exceto:
A escola se configura em um espaço vivo, fluido e de complexo cruzamento de culturas. No entanto, para que este cruzamento aconteça de maneira visceral, sem o apagamento ou subalternização de culturas, deve-se considerar a unidade escolar, os/as alunos/as e a organização das disciplinas escolares. (JUNIOR; BORGES, 2024, p. 45).
Considerando o texto acima e a Lei 13.278/2016, que afirma que as artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular, assinale a opção incorreta.
Deixe-me dar um exemplo com essas novas matérias inseridas no currículo do ensino médio - música, sociologia e filosofia. A lógica que norteou a decisão é que não seria justo que os alunos pobres fossem privados dos privilégios intelectuais de seus colegasricos. O que não é justo, a meu ver, é que a adição dessas disciplinas torna ainda mais difícil para os pobres se equiparar aos alunos mais ricos nas matérias que realmente vão ser decisivas em sua vida. A desigualdade entre os dois grupos tende a aumentar. A triste realidade é que, por viverem em ambientes mais letrados e com pais mais instruídos, alunos de famílias ricas precisam de menos horas de instrução para se alfabetizar. É pouco provável que um aluno rico saia da 1ª série sem estar alfabetizado, enquanto é muito provável que o aluno pobre chegue ao 3º ano nessa condição. O aluno rico pode, portanto, se dar ao luxo de ter aula de música. Para nivelar o jogo, o aluno pobre deveria estar usando essas horas para se recuperar do atraso, especialmente nas habilidades basilares: português, matemática e ciências. É o domínio dessas habilidades que lhe será cobrado quando ingressar na vida profissional. Se esses pensadores querem a escola como niveladora de diferenças, se a diferença que mais impacta a qualidade de vida das pessoas é a de renda, e se a fonte principal de renda é o trabalho, então precisamos de um sistema educacional que coloque ricos e pobres em igualdade de condições para concorrer no mercado de trabalho. (IOSCHPE, G. A utopia sufoca a educação de qualidade. Revista Veja, São Paulo, 2012).
Tomando como base o conceito de formação " omnilateral " e " sujeito total ", podemos interpretar do texto acima:
A ausência de questões relacionadas a essas categorias [raça, gênero, sexualidade e classe social] analisadas nos livros em menor ou maior grau torna o ensino de teatro meramente técnico e ilustrativo, deixando de lado dimensões que consideramos importantes para o ensino de teatro no mundo contemporâneo. (CRUVINEL; SILVEIRA, 2023, p. 25).
De acordo com os autores, avalie as afirmativas abaixo.
I. O Teatro, como área de conhecimento, é capaz de suscitar pensamento crítico nas e nos jovens estudantes, dependendo de como é trabalhado em sala de aula.
II. Os conteúdos de teatro presentes nos livros didáticos utilizados no Novo Ensino Médio -NEM [analisados pelos autores] desafiam as estruturas institucionalizadas e propõem ações contra-hegemônicas.
III. Onde foi possível, houve resistência para um ensino de Arte emancipatório diante dos constantes golpes que a educação pública recebeu no Congresso Nacional e dos cortes no orçamento do Ministério da Educação.
IV. Apesar da retirada de todas as menções às questões de gênero e orientação sexual da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, devido à pressão da bancada evangélica do Congresso Nacional, não houveram mudanças no trato da categoria na prática.
V. A categoria raça é a mais presente nos livros didáticos devido à existência da Lei nº 10.639 de 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo da Rede de Ensino, especialmente nas disciplinas de Arte, Literatura e História.
Estão corretas as afirmativas:
A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT), instituída pela Lei nº 11.892 de 2008, " representou uma significativa ampliação da Educação Profissional no Brasil, assim como materializou e consolidou importantes avanços, como por exemplo, a modalidade Ensino Médio Integrado (EMI). Sua organização e construção estiveram e continuam sendo marcadas por inúmeras contradições, disputas e diferentes interesses, que, muitas vezes, acabam impondo retrocessos e, mesmo, grandes dificuldades para seu funcionamento". (SOUZA, 2023, p. 148).
Em relação ao trabalho educativo com a disciplina Arte, no EMI, os retrocessos e dificuldades podem estar associados:
I. A ausência de carga horária de aula suficiente para o ensino-aprendizagem da disciplina Arte.
II. A estruturação equânime dos espaços e laboratórios dedicados a disciplina Arte nos mais de 500 campi espalhados pelo Brasil.
III. O equívoco, por parte de determinados docentes, por elaborar e utilizar espaços, materiais e recursos alternativos para o ensino de Arte.
IV. Aos constantes ataques ideológicos, advindos de indivíduos ou segmentos políticos pertencentes ao " Estado ampliado ", que esse tipo de conhecimento tem experimentado, principalmente, a partir da penúltima década do século XXI.
Dos itens elencados acima, qual(ais) de fato pode(m) estar associado(s) às dificuldades para o trabalho educativo com a disciplina Arte no EMI da RFEPCT?
Sendo o conceito um operador sintagmático, conectivo e vicinal, isto é, que sempre se liga a outros conceitos e outras ideias para produzir novos sentidos, fica evidente que não se pode tomar a Filosofia de forma isolada.
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2016. Manual do Professor, p.338.
Sobre o caráter interdisciplinar da Filosofia, estão corretas as afirmativas:
I. Enquanto as ciências modernas ganharam autonomia à medida que afirmaram sua singularidade disciplinar, a autonomia da Filosofia reside justamente em sua percepção da multiplicidade, sem a definição de objetos únicos.
II. O que é pensado pela Filosofia, na maioria das vezes é pensado também por outras disciplinas, sendo importante para ela o diálogo com as outras maneiras de abordar o mesmo objeto.
III. O diálogo com as demais disciplinas do currículo do Ensino Médio enriquece a reflexão filosófica experimentada dentro e fora da sala de aula, deixando claro que a Filosofia não é um conhecimento isolado.
IV. A aproximação da Filosofia por meio de temas facilita reaver a vocação inicial interdisciplinar dos estudos filosóficos, que foi tão frutífera para a história do pensamento.
O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.
(1) Sensibilização
(2) Problematização
(3) Investigação
(4) Conceituação
( ) Trabalhar com uma história em quadrinhos, uma música ou um filme.
( ) Experimentar o pensamento, pensar por si mesmo o que já foi pensado e encontrar ferramentas para enfrentar os problemas.
( ) Dar visibilidade à questão, explicitá-la.
( ) Explorar autores e temas, trabalhando uma diversidade de elementos.
A sequência de numeração correta é:
O excerto a seguir serve de reflexão para a resolução da questão
[...] Ensinar filosofia é dar um lugar ao pensamento do outro. Não tem sentido transmitir “dados” filosóficos (isto é, informação extraída da história) como se fossem peças de uma loja de antiguidades com a qual os jovens não teriam qualquer relação. Não há sentido em tentar transmiti-los sem vivificá-los no perguntar dos alunos. A lógica do antiquário filosófico, que atesoura joias para oferecê-las a alguns poucos privilegiados, emudece o filosofar e mutila sua dimensão pública.
A filosofia não é uma questão privada, ela se constrói no diálogo. Ensinar significa retirar a filosofia do mundo privado e exclusivo de uns poucos para colocá-la aos olhos de todos, na construção coletiva de um espaço público. Por certo, em última instância, cada um escolherá se filosofa ou não, mas deve saber que pode fazê-lo, que não é um mistério insondável que apenas alguns atesouram. E nisso, o professor tem uma tarefa fundamental em estimular a vontade.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.p.87.
Quais os pensadores e filósofos utilizados em sala de aula fora do modelo universalista, moderno, europeu de conhecimento? A história do pensamento social e filosófico como é ensinado hoje permite traçar uma genealogia direta entre a Grécia Clássica e os pensadores modernos – como se houvesse apenas um percurso possível ao pensamento, e o racionalismo moderno ocidental fosse a única maneira viável e legítima de se construir o saber. Assim, há um continuum entre o mundo Helenístico, o Império Romano, o Renascimento e a Europa Moderna, como se fosse um percurso retilíneo, uniforme e o mundo eurocêntrico contemporâneo fosse a finalidade última de todos os povos (resultante da retórica da Modernidade); e/ou não fosse possível um pensamento fora dessa noção de paradigma.
FERNANDES, Estevão Rafael. Ruptura epistêmica, descolonidade e povos indígenas: reflexões sobre saberes-outros. In: DANNER, Leno Francisco; DANNER, Fernando. Ensino de Filosofia, gênero e diversidade: pensando o ensino de Filosofia na escola. Porto Alegre: Fi, 2014. P.68
Assinale a alternativa cuja conclusão deixa a afirmativa equivocada:
Em geral, as disciplinas se definem por seus objetos de estudo. Com a Filosofia, porém é diferente, pois ela estuda de tudo: o ser, a humanidade, o pensamento, o universo, a morte e muito mais... Não existe nada no mundo – ou fora dele – que não possa ser objeto de indagação filosófica. A Filosofia assim, se caracteriza não pelo que estuda, mas como estuda. Trata-se de uma atividade em que a reflexão ocupa o primeiro plano. Esse caráter aberto da especulação filosófica aliado ao fato de que a Filosofia lida com as questões mais profundas da vida humana, questões para as quais não há respostas simples, permite-se pensar essa disciplina de muitas formas diferentes.
(Adaptado do Manual do Professor de: Vasconcelos, José Antônio. Reflexões: Filosofia e cotidiano – Ensino Médio, Volume único. São Paulo: Edições SM, 2016)
Pensando sobre o Ensino de Filosofia no Ensino Médio, julgue as afirmativas que se seguem em verdadeiras ou falsas, e assinale a alternativa correta:
I. A Filosofia aprendida na escola deve ser mais que um conjunto de informações necessárias para a aprovação no vestibular ou para um bom desempenho no ENEM, ela precisa contribuir de modo efetivo e duradouro para a formação geral dos estudantes.
II. No passado, geralmente a Filosofia era apresentada como um saber enciclopédico, uma disciplina na qual os estudantes tinham que aprender vários nomes – alguns bem difíceis – e relacioná-los a expressões enigmáticas e conceitos excessivamente abstratos, de pouca relevância para a vida cotidiana.
III. Não é possível combinar uma abordagem histórica e uma abordagem temática no ensino de Filosofia, pois é pelo estudo da tradição filosófica que os estudantes podem superar o senso comum em Filosofia.
IV. Adotar uma abordagem problematizadora no ensino de Filosofia é propiciar que o saber filosófico se construa a partir de vivências e conhecimentos cotidianos, não deixando que a reflexão perca de vista seus principais objetivos: formação ética, autonomia intelectual e pensamento crítico.
V. A Filosofia se expressa não só por meio de escritos filosóficos, mas também por textos literários, jurídicos, jornalísticos e outros. É importante desenvolver a capacidade de filosofar com base na leitura de documentos de natureza diversa.
Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein desenvolve uma nova forma de compreender a linguagem, não como determinada pela relação entre linguagem e mundo, mas como uma atividade contextualizada em práticas estabelecidas. Quando considera o ensino ostensivo de uma palavra, o austríaco sugere que o treino é uma parte fundamental desse ensino.
Segundo ele,
Na práxis do uso da linguagem (2), um parceiro enuncia as palavras, o outro age de acordo com elas; na lição de linguagem, porém, encontrar-se-á este processo: o que aprende denomina os objetos (Investigações 7).
In: WITTGENSTEIN, L. Investigações Filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
Podemos inferir, a partir das Investigações de Wittgenstein que:
Na primeira metade do Século XX, no Círculo de Viena, este movimento pretendeu esclarecer a contribuição da Filosofia para a compreensão do que seja uma atividade científica.
Nenhum dentre eles é o que se denomina um filósofo ‘puro’; todos trabalham em um domínio científico particular, e na verdade provêm de diferentes ramos da ciência e originariamente de diferentes atitudes filosóficas [...] Se há diferenças de opinião, um acordo é afinal possível e, portanto, também requerido. Mostrou-se cada vez mais nitidamente que o objetivo comum a todos era não apenas uma atitude livre de metafísica, mas antimetafísica.
In: HAHN, H; NEURATH, O; CARNAP, R. A concepção científica do mundo: o círculo de Viena. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, n. 10, 1992, p. 9.
Como o Círculo de Viena pensa a contribuição da Filosofia para uma atitude científica?
Marx diz que
Mesmo em seus mais recentes esforços, a crítica alemã não deixou o terreno da filosofia. Longe de examinar suas bases filosóficas, todas as questões, sem exceção, que ela formulou, brotaram do solo de um sistema filosófico determinado, o sistema hegeliano.
In: MARX, K. & ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 7.
Como observa criticamente a filosofia hegeliana?
O idealismo transcendental, indica a superação do antagonismo entre racionalistas e empiristas, pois segundo Kant, B 75,
Sem a sensibilidade, nenhum objeto nos seria dado; sem o entendimento, nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem conceitos são cegas.
In: KANT, I. Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001.
Dessa forma, podemos concluir que:
Na Suma Teológica (I, Questão 13, Artigo 1) Tomás de Aquino diz que,
(...)segundo o Filósofo, as palavras são sinais dos conceitos, e os conceitos são semelhanças das coisas. Isto mostra que as palavras se referem às coisas às quais se dará significado por intermédio da concepção do intelecto. Segue-se que podemos nomear alguma coisa conforme nosso intelecto a pode conhecer.
In: AQUINO, T. Suma Teológica I (questões 1-43). São Paulo: Edições Loyola, 2001, p. 285.
Como podemos pensar, na perspectiva de Tomás de Aquino a correspondência entre pensamento e realidade?
No Tratado do não-ente, Górgias diz que
(...)um e primeiro, que nada existe, segundo, que se existe, é inapreensível pelo homem, terceiro, que mesmo se for apreendido, é incomunicável e indescritível ao outro.
In: GÓRGIAS, Tratado do Não-Ente. Elogio de Helena. Cadernos de Tradução, nº 4. São Paulo: USP, 1999, 11.
Qual a conclusão a que chegamos, se pensarmos a verdade como uma relação entre pensamento e realidade, de acordo com Górgias?
Immanuel Kant é um filósofo moderno que funda uma ética deontológica, enquanto Stuart Mill, também moderno, funda uma ética utilitarista.
Segundo Kant,
o verdadeiro valor moral encontra-se nas ações realizadas por dever e não pela inclinação
[...]
(KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, 1964, p.58)
[...] Uma ação cumprida por dever tira seu valor moral não do fim que por ela deve ser alcançado, mas da máxima que a determina[...]
(KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes,1964, p.60)
Desse modo,
[...] o dever é a necessidade de cumprir uma ação pelo respeito à lei [...]
(KANT Immanuel, Fundamentação da Metafísica dos Costumes, 1964, p.60)
Segundo Mill,
A utilidade ou o princípio da maior felicidade como a fundação da moral sustenta que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade e erradas conforme tendam a produzir o contrário da felicidade. Por felicidade se entende prazer e ausência de dor; por infelicidade, dor e privação de prazer [...] o prazer e a imunidade à dor são as únicas coisas desejáveis como fins, e que todas as coisas desejáveis [...] são desejáveis quer pelo prazer inerente a elas mesmas, quer como meios para alcançar o prazer e evitar a dor.
(MILL J. Stuart, A Lógica das Ciências Morais, 2000, p. 187)
Ambos os filósofos, evidentemente se opõem quanto às suas definições de princípios éticos. Desse modo, é correto afirmar que: