Questões de Concurso
Para bhtrans
Foram encontradas 457 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
De acordo com a Lei Federal nº 4.320/1964, as despesas públicas são classificadas em duas categorias: correntes e de capital, sendo que as despesas correntes se classificam em dois grupos (transferências correntes e despesas de custeio) e as despesas de capital em três grupos (investimentos, inversões financeiras e transferências de capital).
Qual das alternativas associa corretamente os grupos de despesas públicas aos dispêndios (gastos) neles enquadrados, em conformidade com essa lei?
Uma entidade do setor público adquiriu um equipamento para exames clínicos por R$ 700.000,00, o qual tem vida útil econômica definida para cinco anos e valor residual previsto de R$ R$ 200.000,00. A previsão do valor residual foi realizada com bastante segurança, pois a entidade já tem longa experiência com o uso desse tipo de equipamento, tanto que é possível prever que no primeiro ano será possível realizar (produzir) 200 mil exames. Para o segundo ano este valor cairá em 10%, no terceiro cairá em 20% em relação à previsão para o primeiro ano, e assim por diante, sendo que no último ano de vida útil o número de exames será de 120 mil. De acordo com as normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público, a entidade pode empregar diferentes métodos de depreciação, desde que compatíveis com a vida útil econômica do ativo e aplicados uniformemente.
Qual das alternativas apresenta uma conclusão CORRETA em relação ao valor da depreciação anual do equipamento?
De acordo com a NBC T 16.8, o controle interno serve como suporte do sistema de informação contábil de entidades do setor público, visando contribuir para o alcance dos seus objetivos, minimizando riscos e proporcionando efetividade às informações da contabilidade.
Analise as seguintes afirmativas sobre os objetivos, a classificação e a estrutura do controle interno de entidades do setor público e assinale com V as assertivas verdadeiras e com F as assertivas falsas.
( ) O controle interno classifica-se em normativo, contábil e operacional, sendo que este último está relacionado às ações operacionais que propiciam o alcance dos objetivos da entidade.
( ) O controle interno deve ser exercido em todos os níveis da entidade e compreende, dentre outros aspectos, a preservação do patrimônio público e a observância às leis, aos regulamentos e às diretrizes estabelecidas.
( ) A estrutura do controle interno é formada apenas por quatro componentes: ambiente de controle; mapeamento de riscos; avaliação de riscos; e procedimentos operacionais de controle interno.
( ) Sob o enfoque contábil, o controle interno é um conjunto de recursos, métodos e procedimentos e objetiva especialmente estimular a salvaguarda e a veracidade dos passivos da entidade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Diversos instrumentos de transparência da gestão fiscal são definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), os quais, segundo essa lei, devem ser amplamente divulgados, inclusive em meios eletrônicos de acesso público.
Considerando os dispositivos dessa lei sobre os instrumentos de transparência fiscal e as ações previstas para assegurar a transparência, analise as seguintes assertivas e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias, as prestações de contas, o relatório resumido da execução orçamentária e sua versão simplificada são instrumentos de transparência da gestão fiscal.
( ) Os entes da Federação devem disponibilizar ao público os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, disponibilizando, pelo menos, o valor do bem fornecido ou serviço prestado.
( ) Uma ação para assegurar a transparência da gestão fiscal é a liberação ao pleno conhecimento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de acesso público.
( ) O lançamento e o recebimento das receitas correntes das unidades gestoras, realizadas, a realizar e previstas, com exceção das receitas extraordinárias, devem ser disponibilizados ao público, em tempo real, em meios eletrônicos de acesso público.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
A escrituração de contas públicas precisa obedecer às normas de contabilidade pública e também aos preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000).
No que tange aos preceitos dessa lei sobre a escrituração de contas públicas, é INCORRETO afirmar que
A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa do período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento, da forma que seja mais apropriada aos seus negócios e que proporcione informações que permitam aos usuários avaliar o impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa e equivalentes de caixa.
Analise as seguintes afirmações sobre a classificação de juros e de dividendos nas atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
I. Quando o desembolso de caixa para pagamento de empréstimo inclui, tanto os juros, quanto o principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional.
II. Os dividendos pagos podem ser classificados como fluxo de caixa operacional porque são custos da obtenção de recursos financeiros.
III. Os juros recebidos podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais porque eles entram na determinação do lucro líquido ou prejuízo.
A partir dessa análise, conclui-se que estão CORRETAS.
A Contabilidade Aplicada ao Setor Público tem como um dos seus objetivos fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações em apoio ao processo de tomada de decisões.
Analise as seguintes afirmações sobre o patrimônio das entidades do setor público.
I. O Patrimônio Público é o conjunto de direitos e bens, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
II. Passivos são obrigações passadas e presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se espera que resultem para a entidade saídas de recursos próprios (do ativo) oriundos das receitas públicas.
III. Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e futuros e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços.
A partir dessa análise, conclui-se que estão INCORRETAS.
Leia e analise as afirmativas abaixo.
I. É contribuinte do ICMS qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize operação de circulação de mercadorias ou prestação de serviços descritas como fato gerador.
II. Considera-se industrializado, para fins de legislação do IPI, o produto que tenha sido submetido a qualquer operação que lhe modifique a natureza ou a finalidade ou o aperfeiçoe para o consumo.
III. O lucro presumido é uma forma de tributação simplificada para determinar a base de cálculo do IRPJ e da CSLL das pessoas jurídicas não obrigadas, no ano-calendário, à apuração do lucro real.
IV. O ISSQN nem sempre é devido no local em que o serviço é prestado.
A partir dessa análise, conclui-se que estão CORRETAS
Relativamente aos incentivos fiscais, é INCORRETO afirmar
Marque a opção CORRETA relativamente à legislação do PIS.
Devem optar pela apuração do IRPJ e CSL pelo lucro real as pessoas jurídicas abaixo elencadas, EXCETO aquelas
INSTRUÇÕES - Com base nas informações acima e a partir da elaboração das demonstrações contábeis previstas na legislação societária, responda às questões 5 e 6.
A Cia Sol e Lua S.A. apresentava, em 31/12/2012, os seguintes saldos em suas contas.
Saldos | 31/12/2012 |
Capital Social | 500.000 |
Clientes CP | 181.500 |
Custo das Mercadorias Vendidas | 484.000 |
Depreciação Acumulada | 96.800 |
Dividendos a pagar | 46.585 |
Despesas c/Créditos de Liquidação Duvidosa | 1.210 |
Fornecedores CP | 121.000 |
Depreciação do ex. dos bens de uso administrativo e comercial | 60.500 |
Empréstimos bancários CP | 48.400 |
Receita Bruta de Vendas de Mercadorias | 1.416.910 |
Despesas Financeiras | 3.630 |
Estoques | 350.000 |
Despesas IRPJ/CSLL | 76.230 |
Ativos Não Circulantes mantidos para Venda CP | 150.000 |
Empréstimos a sócios | 242.000 |
Empréstimos a pagar LP | 605.000 |
Despesas de Salários e encargos | 242.000 |
Receitas Financeiras | 6.050 |
Imobilizado | 484.000 |
Impostos a pagar CP | 36.300 |
Impostos Incidentes s/Vendas | 363.000 |
Participações em Empresas Coligadas e Controladas | 121.000 |
IR/CSLL a pagar | 36.300 |
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa | 3.630 |
Caixa | 60.500 |
Ganho na venda de imobilizado | 36.300 |
Salários e encargos a pagar | 48.400 |
Reserva de Lucros | 46.585 |
O valor do resultado do exercício findo, em 31/12/2012, é de:
INSTRUÇÕES - Com base nas informações acima e a partir da elaboração das demonstrações contábeis previstas na legislação societária, responda às questões 5 e 6.
A Cia Sol e Lua S.A. apresentava, em 31/12/2012, os seguintes saldos em suas contas.
Saldos | 31/12/2012 |
Capital Social | 500.000 |
Clientes CP | 181.500 |
Custo das Mercadorias Vendidas | 484.000 |
Depreciação Acumulada | 96.800 |
Dividendos a pagar | 46.585 |
Despesas c/Créditos de Liquidação Duvidosa | 1.210 |
Fornecedores CP | 121.000 |
Depreciação do ex. dos bens de uso administrativo e comercial | 60.500 |
Empréstimos bancários CP | 48.400 |
Receita Bruta de Vendas de Mercadorias | 1.416.910 |
Despesas Financeiras | 3.630 |
Estoques | 350.000 |
Despesas IRPJ/CSLL | 76.230 |
Ativos Não Circulantes mantidos para Venda CP | 150.000 |
Empréstimos a sócios | 242.000 |
Empréstimos a pagar LP | 605.000 |
Despesas de Salários e encargos | 242.000 |
Receitas Financeiras | 6.050 |
Imobilizado | 484.000 |
Impostos a pagar CP | 36.300 |
Impostos Incidentes s/Vendas | 363.000 |
Participações em Empresas Coligadas e Controladas | 121.000 |
IR/CSLL a pagar | 36.300 |
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa | 3.630 |
Caixa | 60.500 |
Ganho na venda de imobilizado | 36.300 |
Salários e encargos a pagar | 48.400 |
Reserva de Lucros | 46.585 |
O valor do ativo circulante em 31/12/2012 é de:
A partir dos saldos contábeis a seguir, indique o valor do custo das mercadorias vendidas.
Estoque final R$ 356.870
Compra de mercadorias para revenda R$ 1.289.030
Duplicatas a receber R$ 217.850
Devolução de compras R$ 135.640
Estoque inicial R$ 238.760
Despesas antecipadas R$ 28.960
Fornecedores R$ 137.450
De acordo com a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, NÃO é uma característica qualitativa da informação contábil:
Durante o exercício 2012, foram observadas as seguintes movimentações no patrimônio líquido da empresa Metalúrgica Metal S.A..
Lucro Líquido do Período |
R$ 255.407 |
Outros Resultados Abrangentes: |
|
Ajuste de avaliação patrimonial por Perda Atuarial |
R$ 154.174 |
Ajuste de avaliação patrimonial por Perda em Hedge de Fluxo de Caixa |
R$ 143.735 |
Destinação do resultado: |
|
Constituição de Reserva Legal |
R$ 11.653 |
Dividendos Mínimos Obrigatórios e Juros sobre o Capital Próprio |
R$ 55.356 |
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio a Apropriar |
R$ 26.221 |
Constituição de Reserva para Investimento e Capital de Giro |
R$ 162.177 |
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Apropriados |
R$ 176.833 |
Com base nas informações apresentadas, marque a alternativa que apresenta o valor da variação líquida do patrimônio líquido evidenciada na DMPL (Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido) da empresa Metalúrgica Metal S.A. referente ao ano de 2012.
INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.
Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Para ler no consultório
Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.
Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?
Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.
Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.
Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").
Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.
(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).
Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.
O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.
RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.
Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>
Acesso em: 08 maio 2013.
Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses NÃO se refere ao termo sublinhado na frase.
INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.
Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Para ler no consultório
Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.
Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?
Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.
Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.
Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").
Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.
(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).
Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.
O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.
RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.
Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>
Acesso em: 08 maio 2013.
É CORRETO afirmar que
INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.
Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Para ler no consultório
Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.
Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?
Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.
Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.
Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").
Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.
(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).
Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.
O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.
RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.
Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>
Acesso em: 08 maio 2013.
Com base em sua leitura, é CORRETO afirmar que o autor
INSTRUÇÕES: As questões de 21 a 30 dizem respeito ao conteúdo do TEXTO 1.
Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Para ler no consultório
Esta é para você. É, você mesmo, que está nessa sala de espera, e mexeu no cesto de revistas velhas ali do ladinho esquerdo do sofá. Você foi lá, catou uma revista bem do fundo, e abriu logo nesta página - que coincidência: justamente a que foi escrita para você.
Você não sabe a confusão que deu quando esta crônica foi publicada. Choveram e-mails indignados. Como pode alguém desperdiçar a última página de uma revista de atualidades para se dirigir a pessoas que só lerão o texto quando esta for uma revista de desatualidades?
Posso ser sincero? Essas pessoas não entendem xongas de sala de espera. Da ansiedade de quem está na iminência de uma obturação. Ou a ponto de um checkup. Ou ainda à beira de uma consulta de rotina. Nesse momento, a única notícia nova que queremos ouvir é "Pode entrar, é a sua vez". Enquanto isso não acontece, tratamos de buscar apoio em quem está na sala há muito mais tempo do que nós: as revistas do cesto.
Por mais que se tente, entretanto, é muito difícil manter a concentração na leitura, quando um olho está no relógio e o outro não desgruda da porta. Às vezes, por azar, os assuntos não ajudam, e você se sente na sala de espera errada. Quantas vezes você não está no consultório do dentista e a revista manda você para o consultório do cirurgião plástico? Não, não, não: não dá para pensar em lipo quando você está envolvido da cabeça aos pés num tratamento de canal.
Leitura de consultório é diferente de leitura de salão de beleza. No cabeleireiro as revistas precisam ter muitas figurinhas, para funcionar como material didático ("Eu quero o meu ASSIM") e de discussão ("Você não acha isso PAVOROSO?").
Já no consultório é o oposto: quanto mais letrinhas, melhor. As revistas da sala de espera servem para você dar a impressão de que está absorto em alguma coisa que não o relógio ou a porta, de modo a erguer uma barreira protetora que impeça o paciente que acabou de chegar - aquele ali! - de alugar seu ouvido para contar toda a sua vida pregressa e seus problemas de saúde, nos mínimos detalhes.
(Como é que eu sei que você não é desses que chegam a uma sala de espera e imediatamente passam a contar seus problemas de saúde nos mínimos detalhes? Ora, porque você foi até o cesto do lado esquerdo do sofá catar esta revista bem lá no fundo.).
Infelizmente, nem todas as pessoas têm essa sua sorte de abrir uma revista na sala de espera e deparar com uma crônica antiga escrita especialmente para elas. Houve muitos casos em que os pacientes leram esta coluna quando a revista ainda era nova. Alguns ficaram um pouco confusos, sem entender como uma revista velha poderia ter previsto tantas coisas que estão acontecendo agora. Outros se deram conta de que esta página só teria toda a graça dali a uns meses, e pela primeira vez na vida se lamentaram por encontrar uma revista nova no consultório.
O quê? A moça da recepção falou "Pode entrar, é a sua vez?". Desculpe, eu estava tão distraído no nosso papo que nem ouvi. Posso pedir um favor antes de você entrar? Coloque esta revista de novo no cesto. Lá no fundo. Isto ainda poderá ser útil para outras pessoas.
RICARDO FREIRE, Ricardo. Para ler no consultório. 20 fev.2009. Para ler no consultório.
Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT43562-15230,00.html>
Acesso em: 08 maio 2013.
É CORRETO afirmar que o texto