Questões de Concurso
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As enchentes, nos centros urbanos, decorrem da interferência humana em componentes do ciclo, como os de infiltração e de escoamento superficial.
Na visão sistêmica, o escoamento superficial é considerado fluxo e armazenamento de água.
Em um ciclo hidrológico sistêmico local, considera-se saída, além da evaporação e da evapotranspiração, o escoamento de água que passa pela foz da bacia.
Os componentes evaporação e evapotranspiração são considerados saídas de água da hidrosfera em direção à atmosfera.
Considerando o ciclo hidrológico como um sistema, qualquer de seus componentes poderá ser um ponto inicial de água na hidrosfera, já que, nesse caso, o ciclo é fechado.
Como no ciclo hidrológico global não há trocas significativas de água com o espaço sideral, ele é considerado um sistema fechado. Localmente, a bacia recebe e perde água para outras bacias (sistemas), caracterizando-se, portanto, como um sistema aberto.
O conteúdo de água no solo é considerado um dos reservatórios do sistema, pois representa um componente de armazenamento de água.
A classificação geoquímica de elementos estabelecida por Goldschmidt (1937) é importante na procura de bens minerais, dada sua eficácia para estabelecer a distribuição de elementos menores e traços em minerais e rochas. Os principais grupos são divididos em siderófilos, calcófilos litófilos, atmófilos. Além desses grupos definidos por Goldschmidt, há o grupo de elementos comumente encontrados em organismos vivos: os biófilos
Um dos critérios exploratórios de determinada substância é a definição de concentrações anômalas da substância procurada, a qual é definida a partir da abundância normal (background) do elemento, no que tange ao seu teor no conjunto de rocha pesquisado
Mineral de minério é o mineral que apresenta valor econômico; ganga é definida como minerais da rocha com minério sem interesse econômico; e rocha hospedeira é normalmente definida como minério ou rocha que contém mineral de minério.
Elementos farejadores são utilizados na prospecção geoquímica de depósitos de urânio em arenito (Se, Mo, V, Rn, He, Cu, Pb), cobre nos pórfiros (Zn, Au, Re, Ag, As, F), veios de fluorita (Y, Zr, Rb, Hg, Ba) e depósitos complexos de sulfetos (Hg, As, S — em forma de SO4 — Sb, Se, Cd, Ba, F, Bi).
Para diminuir o déficit comercial de potássio, além de utilizar as fontes tradicionais (evaporitos), o Brasil deverá tornar exequível o aproveitamento de outros tipos de depósitos com cloreto de potássio ou outros tipos de ocorrências, como, por exemplo, a lavra e o beneficiamento da rocha verdete em Minas Gerais.
Depósitos de segregação magmática são formados por processos que envolvem a separação e deposição de cristais e(ou) a separação e deposição de fundidos sulfetados. As camadas de cromititos, por exemplo, são formadas pela separação e deposição de fundidos sulfetados.
Depósitos de magnesita, encontrados nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, são extremamente importantes para gerar uma série de produtos com magnésio, principalmente nas indústrias de refratários, química, metalúrgica, de cosméticos e farmacêutica.
No Brasil, o ouro encontrado na mina de Morro Velho, localizada no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais, hospeda-se na Formação Lapa Seca, Grupo Nova Lima, em uma sequência de sedimentação química intercalada em metatufos intermediários a félsicos. Geneticamente, esse ouro é classificado como magmático singenético
Recursos minerais não metálicos são consumidos em maior quantidade na construção civil e na indústria de papel e de vidros. Para a fabricação de vidros, a areia de quartzo deve conter pelo menos 98,5% de SiO2 e teores menores que 0,4% de Fe2O3
Os depósitos de ferro estão associados às formações ferríferas bandadas com ocorrência principal do ferro na forma de óxidos de ferro (Fe2O3 e FeO.Fe3O4), enquanto os depósitos de nióbio ocorrem na forma de pirocloro, em níveis de enriquecimento residual acima de complexos carbonatíticos.
Na figura abaixo, é apresentada a foliação em um milonito gnáissico quartzo-feldspático, com direção norte-sul e mergulho vertical. No plano de foliação, pode-se visualizar a lineação mineral de estiramento, ao passo que, no plano superior (perpendicular à foliação e paralelamente à lineação mineral), ocorrem porfiroclastos (minerais de feldspatos deformados pela milonitização), que indicam transporte de massa para o sul.

Dobras ocorrem em diversas escalas e podem ser classificadas em sinclinais e anticlinais, sendo comum a ocorrência de dobras menores (parasitas) que, pela sua geometria, permitem identificar a estrutura dobrada maior. A figura abaixo apresenta duas dobras maiores com a identificação da geometria das dobras parasitas, nas quais a camada cinza define o dobramento regional, o que permite inferir que a dobra maior à esquerda (I) é um sinclinal, e, à direita (II), um anticlinal.

Considerando a presença de estrato cruzado com inversão estratigráfica em um afloramento e gradação inversa em outro afloramento, é correto afirmar que o conjunto de rochas foi necessariamente invertido estratigraficamente.