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No trecho “entender a realidade em que vivemos” (L.20-21), a supressão da preposição não prejudica a correção gramatical do texto, ainda que interfira na relação sintático-semântica entre seus elementos.
Estariam mantidas a coerência e a correção gramatical do texto caso o trecho “Além de disputas (...) passado recente” (L.10-15) fosse reescrito da seguinte forma: Para além de questões características à própria lógica do conhecimento, é da formação política dos brasileiros de que ocupamo-nos, aspecto de relevância particular no nosso caso, haja visto o enorme contingente que não têm conhecimento do passado recente.
Na linha 8, o verbo ser está conjugado na terceira pessoa do singular — “É” — por compor oração sem sujeito.
Depreende-se do texto que os autores estão comprometidos com uma análise dos acontecimentos baseada na objetividade científica, que, segundo eles, é caracterizada pela neutralidade.
O texto é apresentado como uma resposta aos que desejam o esquecimento do passado de ditadura no Brasil, como evidencia o trecho “o melhor não é ‘virar a página’ no que se refere ao período da ditadura” (L.16-17), em que o emprego das aspas indica que a expressão ‘virar a página’ provém de discurso alheio.
No segundo quadrinho, a retirada da vírgula logo após “felicidade” modificaria a relação semântica e sintática entre essa palavra e o trecho “a qual é meu direito inalienável” e afetaria a coerência da argumentação.
No segundo quadrinho, a fala de Calvin é introduzida por uma oração condicional, ponto de partida para o raciocínio de Calvin, que pode ser assim esquematizado: Se A, então B.
São elementos de humor na tirinha o uso, por uma criança, de linguagem técnica própria de adultos e o emprego da palavra “ditadura” para designar a obrigação do aluno de permanecer em sala de aula.
No terceiro quadrinho, a expressão “Sendo assim” poderia, sem prejuízo para a correção e a coerência do texto, ser substituída por qualquer um dos seguintes conectores: Portanto, Por conseguinte, Conquanto.
Utilizando-se de metáforas, o autor constrói texto argumentativo em que a democracia é retratada como o oceano e suas ondas, e os que nela não creem, representados como os “espíritos que não veem muito” (L.13).
Evidencia-se, no texto, o entusiasmo do autor por um regime político e econômico que garantisse a todos os cidadãos iguais oportunidades de representação política e de acesso aos bens existentes na comunidade.
Conservando-se a coerência e correção gramatical do texto, o primeiro período do primeiro parágrafo poderia ser assim reescrito: A democracia deixou de ser apenas uma esperança, uma questão, um direito; abdicou de seu papel de mero apanágio de uma cidade adornada como Atenas ou de um povo admirável como os romanos: hoje, para as sociedades modernas, ela é mais, é tudo.
Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso as palavras “apanágio” (L.3), “esboroa-se” (L.26) e “castas” (L.38) fossem substituídas, respectivamente, por privilégio, desmorona e rígidas estratificações sociais.
A linguagem empregada no texto é adequada à correspondência oficial, com exceção da utilizada no segundo parágrafo, em que predomina a conotação.
Respeitando-se as regras gramaticais, as ideias desenvolvidas no último parágrafo do texto podem ser assim sintetizadas: O respeito a igualdade de todos perante a lei é fonte da superioridade da democracia frente à outros sistemas políticos, o que garante-lhe sua perenidade.
No primeiro parágrafo, o pronome relativo “que” exerce, nas duas primeiras ocorrências, a função de complemento verbal e, na terceira, a de sujeito da oração em que se insere.
A substituição de “cidades-estado” (L.3) por cidades-estados não prejudicaria a correção gramatical do texto.
Da leitura do texto conclui-se que a ação da polícia depende diretamente da ação dos ocupantes de cargos políticos na sociedade, os responsáveis pelos “fatores estruturais e organizacionais” (L.5-6) que definem a atividade policial.
O trecho “Não há como dissociá-las” (L.13) poderia ser corretamente reescrito de diferentes maneiras, a exemplo das seguintes: É impossível separá-las; Não há forma de as dissociar; Não separam-se.
A informação a respeito da etimologia dos vocábulos ‘polícia’ (L.8) e ‘política’ (L.10) fundamenta a conclusão do autor, introduzida pela palavra “Assim” (L.11).


