Questões de Concurso Para tjm-sp

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Q1173785 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Leia a charge para responder à questão.


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Assinale a afirmação correta quanto ao sentido da charge e do texto “As rondas ostensivas da patrulha ideológica”.

Alternativas
Q1173784 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Assinale a alternativa que substitui o segmento em destaque por um pronome pessoal, com colocação correta, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q1173783 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

As formas verbais em destaque nas frases – Vamos dar um exemplo. / Vamos inverter o vetor. / Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar. –, convertidas ao modo imperativo, assumem versão correta, respectivamente, em:
Alternativas
Q1173782 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Ao se introduzir a expressão “caro estudioso” na frase – Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar com calma a conversa. (último parágrafo) –, o trecho assume versão correta, quanto à pontuação, em:
Alternativas
Q1173781 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q1173780 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Assinale a alternativa em que a segunda frase corresponde à reescrita correta da primeira frase, quanto à regência.
Alternativas
Q1173779 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

O autor utiliza linguagem figurada para afirmar que:
(I) algo pode ser feito ou falado de modo contundente; (II) a reflexão detesta falta de liberdade.
Essas ideias estão contidas, correta e respectivamente, nas frases:
Alternativas
Q1173778 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Ao afirmar que tanto o comunismo como o capitalismo não deram certo, o autor pretende
Alternativas
Q1173777 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

A complexidade atribuída pelo autor ao ato de pensar contrasta com a
Alternativas
Q1173776 Português

Leia o texto para responder à questão.


As rondas ostensivas da patrulha ideológica

    O pensamento patrulheiro ficou vasto e variado. Os militantes das rondas percorrem as ruas da internet e da imprensa. É uma forma de censura. Quando eu era jovem, alguns patrulheiros diziam que não se podia ler Gilberto Freyre. Era, claro, uma patrulha ideológica. A questão não era dizer que Casa Grande e Senzala deveria ser vista com ressalvas históricas. A postura era do índex inquisitorial: você não pode ler!
    Reafirmarei sempre, em todos os lugares: um texto pode ser conservador e genial, como o de Alexis de Tocqueville. Um texto pode ser de esquerda e conter conclusões fundamentais, como o de Pierre Proudhon ou de Karl Marx. Texto bom é o que faz pensar. Não se trata de isenção, mas de reconhecer que a inteligência não assenta morada exclusiva em um setor do espectro político. O pensar abomina gaiolas.
    Um patrulheiro dogmático é alguém que, em geral, compreende pouco de um tema. A deficiência é compensada pela retórica e pelo ardor do debate. O ataque é uma forma de disfarçar o medo.
    Pensar é complexo. Necessita esforço constante e direcionamento com foco. A reflexão precisa de dados e de análise. É uma mistura de esforço braçal e intelectual. Vamos dar um exemplo. O simples conceito capitalismo traz uma imensa quantidade de leituras e pesquisas. O caminho é árduo. A alternativa mais fácil é lascar à queima-roupa: o capitalismo nunca deu certo! Matou milhões! Leia O Livro Negro do Capitalismo! Slogans são cômodos.
    Vamos inverter o vetor. Estudar os socialistas utópicos e suas experiências já ocupa meses de leitura. Marx, ainda que seja somente O Capital, é uma tarefa imensa. Melhor disparar com ar douto*: o socialismo nunca deu certo! Matou milhões! Vejam O Livro Negro do Comunismo! As frases substituem o debate com a profundidade de um pires.
    Considerem um exemplo que irritará o patrulheiro zeloso. Um aluno me pergunta: Che Guevara foi um assassino ou um herói? Respondo com calma: os dois. Matou pessoas, e participou de lutas armadas na América Latina e África para implantar o socialismo. Outros exemplos de heróis com sangue? Churchill, admirável para alguns ingleses e assassino para povos do Oriente. Vai depender da sua identidade étnica, caro estudioso, da sua orientação ideológica e do seu empenho na pesquisa.
    Eu sei: ao dizer essas coisas retirei a certeza moral que dá à patrulha ideológica a tranquilidade rasa. Tornei o mundo um caleidoscópio instável e introduzi um incômodo relativismo.
    Certezas são próprias de pessoas que, tendo lido (ou escrito) um único livro, podem afirmar com segurança que todos os estudos comprovam suas ideias. Nós precisamos de humildade e método. Insultar é fácil e imediato. Odiar é um ópio. Vamos esperar o trio elétrico da patrulha passar para continuar nossa conversa calma. Pensar dá um trabalho imenso.

* Douto – que ou aquele que possui extensos conhecimentos

(Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 08.11.2016. Adaptado) 

Segundo as afirmações do texto, o autor
Alternativas
Q1173775 Sistemas Operacionais
Nas redes Microsoft Windows gerenciadas pelo Active Directory, uma árvore de domínios consiste em um conjunto de domínios
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Q1173774 Arquitetura de Computadores
Uma impressora com tecnologia jato de tinta apresenta o seguinte problema: o carro de impressão bate com frequência nas extremidades durante a impressão, causando problemas de desalinhamento do texto impresso. Uma das causas mais prováveis desse problema é
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Q1173773 Redes de Computadores
O protocolo UDP (User Datagram Protocol) permite o encaminhamento de pacotes de informações a um destinatário. Nesse protocolo, caso um pacote não tenha sido recebido pelo destinatário,
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Q1173772 Redes de Computadores
O protocolo IPv4, embora muito utilizado, não previu o crescimento das redes e um possível esgotamento dos endereços IP. O número de bits que ele reserva para endereçamento é: 
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Q1173771 Redes de Computadores
. Deseja-se instalar um dispositivo de rede de computadores entre a WAN e a LAN para verificar o endereço IP do pacote e decidir sobre o encaminhamento ou não da WAN para a LAN, de acordo com a política de segurança estabelecida para a LAN. Esse dispositivo é denominado
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Q1173770 Redes de Computadores
Dentre as várias versões do 802.11, a mais difundida atualmente é a g, cuja taxa de transmissão ideal máxima é 
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Q1173769 Redes de Computadores
O técnico de informática foi solicitado para realizar a instalação de um cabeamento estruturado em uma rede local, que seja capaz de realizar a transferência a uma velocidade de 1 gigabit por segundo. Para atender à especificação, o técnico escolheu a tecnologia 1000Base-TX que utiliza
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Q1173768 Redes de Computadores
Em uma instalação de cabeamento estruturado, realizada de acordo com a norma TIA/EIA 568-B, o cabeamento horizontal utilizando cabo UTP de 4 pares, na condição de não tensionamento, deve ter um raio de curvatura, com relação ao diâmetro do cabo, de
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Q1173767 Redes de Computadores
O técnico em informática foi incumbido de configurar um servidor com sistema operacional Windows Server 2012 em uma rede local (LAN). Sabendo-se que a LAN utiliza a faixa de endereços IP: 192.168.1.x e respeitando-se o conceito de Classes IPv4 para LANs, um valor de IP e a máscara de sub-rede utilizados no servidor são, respectivamente,
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Q1173766 Noções de Informática
O MS-Outlook 2013 é uma ferramenta muito utilizada para a troca de e-mails. Dentre suas funcionalidades, seus usuários podem se utilizar de teclas de atalho, agilizando seu uso. Duas teclas de atalho de grande utilidade são as funções de responder a uma mensagem e de marcar uma mensagem como lida. Tais teclas de atalho são, respectivamente,
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Respostas
221: B
222: D
223: E
224: A
225: D
226: C
227: E
228: C
229: A
230: B
231: D
232: C
233: A
234: B
235: D
236: C
237: C
238: B
239: E
240: E