Questões de Concurso Para pc-es

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Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES
Q1219831 Português
O crime eletrônico    O combate à violência é uma necessidade geral, não apenas no Brasil, mas no resto do mundo. Os meios de que a sociedade dispõe, nessa luta crescente e sem fim, são esquálidos e se revelam impotentes para deter ou diminuir a onda de crimes que devasta a sociedade e ameaça cada um de nós.     Em linhas gerais, pode-se dizer que os meios de defesa crescem em progressão aritmética e os recursos da violência crescem em progressão geométrica. Um desses meios, que não inclui sequestros, estupros, saques, arrastões e balas perdidas, é fornecido por meio da mais sofisticada e  útil conquista da tecnologia: a internet.     Não é mole o que corre de violento e de boçal no correio eletrônico. Sem poupar a verdade, a honra alheia, a decência mínima que todo cidadão deve cultivar, a internet está servindo como cloaca de ressentimentos, inveja, calúnias, impotência existencial, fracassos profissionais, constituindo-se numa mídia clandestina e irresponsável, onde vale tudo.     Bem sei que o assunto preocupa os responsáveis pela decência do novo e mais instantâneo meio de comunicação do mundo moderno. Mas se torna cada vez mais difícil localizar e punir os criminosos eletrônicos. Houve o caso daquele rapaz, acho que das Filipinas, que deu um rombo no banco inglês onde a própria Rainha tinha conta. Foi identificado.     Recentemente, um hacker que caluniou o presidente da República parece que foi também localizado. São exceções, ainda.     Prevalece a impunidade, que estimula o crime em quantidade e malefício.     Os benefícios da internet são óbvios, numerosos e cada vez mais indispensáveis à vida moderna.     Mas há que se encontrar um meio de impedir que a poderosa arma seja usada contra a sociedade civilizada que desejamos ser.  
(CONY, Carlos Heitor. O crime eletrônico. Folha online. Disponível em: <www.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u181.shtml> Acesso em:  06/02/2013. Fragmento adaptado)
Em qual alternativa a palavra em destaque foi formada pelo mesmo processo da palavra LUTA extraída do primeiro parágrafo do texto?
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES
Q1202489 Português
Texto 2:   Se os senhores algum dia quiserem encontrar um representante da grande nação brasileira, não o procurem nunca na sua residência. Seja a que hora for, de manhã, ao amanhecer mesmo, à hora do jantar, quando quiserem enfim, se procurarem, o criado há de dizer-lhes secamente: Não está. Falo-lhes de experiência própria, porque, durante as inúmeras vezes, a toda a hora do dia, em que fui ao Hotel Términus procurar o Deputado Castro, apalpando a carta do coronel, tive o desprazer de ouvir estas duas palavras do porteiro indiferente. Nas últimas vezes, antes mesmo de acabar a pergunta, já o homenzinho respondia invariavelmente da mesma desesperadora forma negativa.     É bem fácil de imaginar com que sorte de cogitações eu ia passando esses dias. O meu dinheiro dentro em breve, pago o hotel, ficaria reduzido a alguns mil réis insignificantes. Não conhecia ninguém, não tinha a mínima relação que me pudesse socorrer, dar-me qualquer cousa, casa ao menos, até que me arranjasse. Saíra de meus penates, cheio de entusiasmo, certo de que aquela carta, mal fosse apresentada, me daria uma situação qualquer. Era essa a minha convicção, dos meus e do próprio coronel. Tinha-se lá, por aquelas alturas, em grande conta a força do doutor Castro nas decisões dos governantes e a influência do velho fazendeiro sobre o ânimo do deputado.     Não era ele o seu grande eleitor? Não era ele o seu banqueiro para os efeitos eleitorais? E nós, lá na roça, tínhamos quase a convicção de que o verdadeiro deputado era o coronel e o doutor Castro um simples preposto seu. As minhas idas e vindas ao hotel repetiam-se e não o encontrava. Vinham-me então os terrores sombrios da falta de dinheiro, da falta absoluta. Voltava para o hotel taciturno, preocupado, cortado de angústias. Sentia-me só, só naquele grande a imenso formigueiro humano, só, sem parentes, sem amigos, sem conhecidos que uma desgraça pudesse fazer amigos. Os meus únicos amigos eram aquelas notas sujas encardidas; eram elas o meu único apoio; eram elas que me evitavam as humilhações, os sofrimentos, os insultos de toda a sorte; e quando eu trocava uma delas, quando as dava ao condutor do bonde, ao homem do café, era como se perdesse um amigo, era como se me separasse de uma pessoa bem amada... Eu nunca compreendi tanto a avareza como naqueles dias [em] que dei alma ao dinheiro, e o senti tão forte para os elementos da nossa felicidade externa ou interna...     A minha ignorância de viver e falta de experiência quase deixavam transparecer a natureza das minhas preocupações. O gerente do hotel pareceu-me que as farejava. De quando em quando, procurava na conversação amedrontar-me com o seu poderio, proveniente de estreitas relações que mantinha com as autoridades. Assim entendi ser o sentido das anedotas que contava. Uma vez – narrou ele – depois de uma longa hospedagem, um hóspede quisera furtar-se ao pagamento. Não tivera dúvidas, fora ao delegado auxiliar, um seu amigo, o doutor Felício, contara-lhe o caso e o homem teve que pagar, se quis tirar as malas. Com ele era assim; não dormia. Nada de justiça, de pretorias... Qual! Com a polícia a cousa vai mais depressa, a questão é ter amigos e ele tinha-os excelentes; e, em seguida, interrogando-me diretamente: O senhor não viu, ontem, aquele homem gordo que jantou na cabeceira? É o escrivão da “X”. Os escrivões, fique o senhor sabendo, é que são as verdadeiras autoridades. Os delegados não fazem senão o que eles querem; tecem os pauzinhos e... E o italiano rematou com um olhar canalha aquela sua informação sobre a onipotência dos escrivães. (BARRETO, Lima. . 7ª ed.: São Paulo, Brasiliense, 1978, p. 55-6.)
As orações “pago o hotel” e “mal fosse apresentada” (§ 2) exprimem, respectivamente, as seguintes circunstâncias:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES
Q1185479 Português
Primeira experiência em tantas viagens: o piloto do enorme avião que me levava era uma mulher. Jovem, não muito alta, bonita e alegre – por que pensei que mulher comandante (recuso termos como pilota e comandanta) teria que ser grandona feito eu, e sisuda? Minha surpresa, nascida do preconceito inconsciente, passou para alegria: olha ela ali, casada, com filhos pequenos, sem ar de mãe culpada ou profissional, tendo de mostrar ferozmente sua competência. Nela se viam naturalidade, segurança e simpatia.       No meu encontro com altas executivas, aquele incidente acabou simbólico. A gente pode aprender e assimilar muita coisa: neste momento nós, mulheres e homens, enfrentamos muitas novidades, num mundo fascinante, vertiginoso, belo e às vezes cruel. Com tecnologias efêmeras e atordoantes, estamos condenados à brevidade, à transitoriedade, depois de séculos em que os usos e costumes duravam muitos anos, e qualquer pequena mudança causava um alvoroço. A convivência de homens e mulheres também mudou, muitíssimo, tema para muita literatura e seminários, fonte de muitos problemas pessoais. Mudanças trazem o stress nosso de cada dia.       Eu devia falar sobre a carreira na vida de uma mulher, e seus desafios. Em muitas empresas as mulheres trabalham ombro a ombro com colegas  homens, e eventualmente assumem cargos de comando. Como agimos, como nos portamos, como nos reinventamos, nós homens e mulheres? Estamos criando novas parcerias: se homens, enfrentando às vezes o comando de uma mulher; se mulheres, tentando descobrir como lidamos com o poder. Poder e dinheiro, dois fatores novos para nós, interligados e ainda inusitados. Conheço mulheres altamente capacitadas, com bons cargos e salários invejáveis, que no fim do mês entregam o dinheiro ao marido, ou têm uma conta conjunta que ele maneja, “para que ele não se sinta mal por eu ganhar mais.” Realmente, essa mulher com poder precisa de um parceiro com muito caráter, seguro e bem-humorado, para que o convívio faça crescer os dois, com cumplicidade e alegria.       Quando eu era adolescente, minhas tias e avós, achando que eu lia demais, profetizavam que eu “não conseguiria marido”, pois “os homens não  gostam de mulheres muito inteligentes”. Hoje, celebro os tempos em que ser inteligente ou ter algum conhecimento não precisa ser escondido pelo arcaico medo de “ficar sozinha”. Tendo por escolha, sorte e acaso uma vida profissional sem patrão ou colegas diretos, admiro a diária superação das mulheres que ocupam cargo de mando. Pois se – além de sermos consideradas seres humanos (nem sempre fomos), hoje podemos votar, estudar, trabalhar, controlar o número de filhos e até escapar de casamentos infelizes –, assumimos muito conflito e confusão, os sentimentos humanos continuam os mesmos. Todos queremos dar algum sentido à nossa vida, queremos nos sentir importantes ao menos para alguém,  desejamos realizações, mas também aconchego e escuta amorosa.       Como conciliamos as mais atávicas e legítimas emoções com as exigências duríssimas de trabalho? Nem sempre temos como deixar as crianças bem atendidas, mesmo tendo a melhor babá ou escolinha; se antes o marido chegava cansado, hoje muitas vezes marido e mulher voltam do trabalho exaustos e tensos. Nem sempre temos na vida pessoal ou no trabalho o parceiro que nos entende, apoia e aprecia, em vez de nos lançar vagas ironias ou quem sabe tentar nos boicotar – coisas que aos poucos desaparecem, pois também os homens estão aprendendo esse novo convívio.      “Os homens estão assustados com essa mulher que está surgindo?”, perguntam-me seguidamente, e digo: “Os bobos se assustam,  ironizam, procuram nos diminuir; os inteligentes – que são os que nos interessam – hão de gostar de ter no trabalho uma colaboradora e em casa uma boa parceira, em lugar de uma funcionária ou gueixa aturdida e queixosa”. Como resolver tudo isso? Vivendo e enfrentando com alguma grandeza esses  novos tempos e essas novas gentes que somos  agora. (LUFT, Lya. “Homens, mulheres e poder”. Rev. Veja:  19/12/2012, p. 26.)
Em: “depois de séculos EM QUE os usos e costumes duravam muitos anos” (§ 2) e em: “celebro os tempos EM QUE ser inteligente ou ter algum conhecimento não precisa ser escondido [...]” (§ 4), os termos em destaque podem, no uso culto da língua, ser substituídos, respectivamente, por:
Alternativas
Q958229 Química

Um Perito Criminal Especial, ao realizar análise química qualitativa preliminar para identificação de cocaína, efetua as reações químicas descritas abaixo. Identifique a resposta que correlaciona corretamente a reação química com o princípio da técnica empregado. 

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Alternativas
Q958228 Medicina Legal
As doenças transmitidas por alimentos (DTA) são classificadas em: infecções, intoxicações e toxinfecções. De acordo com os critérios que distinguem cada uma das três classificações acima, assinale a opção em que todos os microrganismos sejam agentes causadores de intoxicação alimentar.
Alternativas
Q958227 Medicina Legal
Com relação às substâncias do grupo ergot e sua fonte natural, aponte a opção INCORRETA.
Alternativas
Q958226 Medicina Legal
Análise de bebida alcoólica falsificada em laboratórios forenses é uma atividade corriqueira de um Perito Criminal Especial. Quanto à análise de etanol em bebidas alcoólicas, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q958225 Química

A dureza da água se define como a presença de íons di, tri e polivaientes, em especial, os íons Ca2+ e Mg2+. Um método que é comumente empregado para a determinação da dureza é acidificar uma amostra de água com HCI, levar à ebulição a solução ácida para eliminar o CO2 e neutralizá-la com NaOH. À solução se acrescenta solução tampão amoniacal até pH~10 e a solução resultante é titulada contra EDTA, utilizando-se o Negro de Eriocromo T como indicador para visualização do ponto final da titulação. A estequiometria do quelato EDTA com o metal é 1:1. Se uma amostra de água de 50,00 mL requer 15,00 mL de solução de EDTA 0,010 mol/L para alcançar o ponto final, esta pode ser classificada, segundo a tabela abaixo, como:


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Alternativas
Q958224 Medicina Legal
Com relação à análise de metais pesados, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q958223 Medicina Legal
A maioria dos metais pesados é tóxica aos organismos e a sua pesquisa faz parte da rotina das análises ambientais forenses. Qual a técnica instrumental adotada para a análise desses contaminantes?
Alternativas
Q958222 Medicina Legal

O cromatograma abaixo é típico de:


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Alternativas
Q958221 Química
Entre as técnicas analíticas forenses, a cromatografia gasosa é muito utilizada para a verificação de contaminantes em amostras ambientais. Em relação a essa técnica, aponte a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q958220 Medicina Legal
Nas alternativas abaixo, estão relacionados alguns dos principais grupos de amostras forenses que são analisadas com técnicas cromatográficas e os componentes objetos da pesquisa. Aponte aquela em que a correlação foi estabelecida corretamente.
Alternativas
Q958219 Medicina Legal
Segundo pesquisas, o veneno com um ente denominado chumbinho (ALDICARBE®) encontra-se entre as substâncias mais utilizadas na prática de suicídio e no extermínio de animais domésticos e silvestres. Sobre esse veneno, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q958218 Medicina Legal
Com relação aos metais tóxicos, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q958217 Medicina Legal
Com relação ao mercúrio, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q958216 Medicina Legal
Considerando as substâncias tóxicas abaixo e sabendo que o seu metabólito pode ser encontrado na urina para análise em um laboratório de toxicologia forense, aponte a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q958215 Medicina Legal
Os principais adulterantes da cocaína são os anestésicos locais, os estimulantes e os diluentes. Indique a opção que associa esses adulterantes de forma correta.
Alternativas
Q958214 Medicina Legal

Em um nosocômio, ocorreu o desvio de 100 (cem) ampolas de 1 mL de morfina endovenosa (EV) contendo 10 mg/mL. Esse medicamento foi entregue a um traficante para transformá-la em heroína. Conhecendo a reação química que ocorre:


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Qual a massa obtida de heroína, supondo 100% de rendimento?

Alternativas
Q958213 Medicina Legal
Em um local improvisado utilizado por traficantes para a extração e refino de cocaína, chamado impropriamente de “destilaria”, um Perito Criminal em diligência com uma equipe de investigação policial poderá encontraras seguintes substâncias químicas:
Alternativas
Respostas
1121: B
1122: E
1123: A
1124: B
1125: A
1126: B
1127: C
1128: D
1129: D
1130: B
1131: A
1132: D
1133: E
1134: E
1135: E
1136: E
1137: A
1138: D
1139: A
1140: A